Um Relance

Um Relance

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UM RELANCE pego por um interstício,

De uma multidão de operários e condutores num bar em volta da estufa tarde numa noite de inverno, e eu inotado sentado num canto,

De um jovem que me ama e a quem amo, silentemente se aproximando e sentando-se próximo, para que pos­sa me segurar pela mão,

Um longo momento entre os ruídos de ir e vir, de bebida e juramento e galhofa obscena,

Ali nós dois, contentes, felizes em estar juntos, falando pouco, talvez nem uma palavra.

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