Travessia da Barca do Brooklyn: introdução

Travessia da Barca do Brooklyn”, de Walt Whitman, é uma das seis elegias contidas em Folhas de Relva, na opinião de Harold Bloom, como explico na seção 2.4 de minha tese. As outras cinco elegias são: “Os Adormecidos” (“The Sleepers”), “Canção de Mim Mesmo” (“Song of Myself”), “Ao Vazar com o Oceano da Vida” (“As I Ebb’d with the Ocean of Life”), “Do Berço Infindamente Embalando” (“Out of the Cradle Endlessly Rocking”) e “Da Última Vez Que Lilases Floriram no Pátio” (“When Lilacs Last in the Dooryard Bloom’d”).

Embora, tecnicamente falando, apenas “Da Última…” seja realmente uma elegia. Além do mais, há outros grandes poemas, longos poemas, em Folhas de Relva também, como “Partindo de Paumanok”, “Salut au Monde!” e “Passagem Para a Índia”.

Brooklyn Ferry

Brooklyn Ferry

Mas, falando de Travessia da Barca do Brooklyn, este poema retrata a travessia do poeta de Manhattan para o Brooklyn no final de um dia de trabalho. Transcendentalmente, ele descreve a travessia de qualquer pessoa, não apenas de um lado para o outro, mas também uma travessia de tempo e espaço, do material ao imaterial em direção à eternidade. O poeta fala com o rio, mostrando também o movimento da água e das ondas e o ir e vir da maré.

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