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	<title>Poesia de Whitman &#187; Walt Whitman</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>A solid&#227;o, o pessimismo e a transcend&#234;ncia de Whitman</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 01:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[transcendência]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Whitman escreveu o seguinte poema em 1840, aos 21 anos de idade, quando ele estava experimentando versos sobre o “tema da amizade”, como disse seu bi&#243;grafo Wilson Allen. Na realidade, n&#227;o &#233; bem amizade que ele trata neste poema, mas sim a busca de uma paix&#227;o terrena, um amor que acalmasse sua sede de outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><strong>Whitman </strong>escreveu o seguinte <strong>poema</strong> em 1840, aos 21 anos de idade, quando ele estava experimentando versos sobre o “tema da amizade”, como disse seu bi&oacute;grafo <strong>Wilson Allen</strong>. Na realidade, n&atilde;o &eacute; bem amizade que ele trata neste poema, mas sim a busca de uma paix&atilde;o terrena, um amor que acalmasse sua sede de outro ser:</p>
<p>Oh, potentes poderes do Destino!<br />
Quando deste rolo de tend&otilde;es me libertar,<br />
Quando por minha segunda vida vagar,<br />
Permitam-me apenas encontrar um cora&ccedil;&atilde;o para amar<br />
Como eu desejaria amar.</p>
<p>Permitam-me apenas encontrar um &uacute;nico peito,<br />
Onde esta alma cansada possa sua esperan&ccedil;a repousar,<br />
numa f&eacute; imorredoura; ah, ent&atilde;o,<br />
Isso seria uma gl&oacute;ria livre da dor,<br />
E do enj&ocirc;o do cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Pois em v&atilde;o por este mundo abaixo<br />
Buscamos afei&ccedil;&atilde;o. S&oacute; o desgosto<br />
tece nossa viagem terrena;<br />
E assim o cora&ccedil;&atilde;o deve mirar acima,<br />
Ou morrer em surdo desespero.</p>
<p>Estes versos e o texto abaixo est&atilde;o na <a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 2.5.3,</a><strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank"> </a></strong><strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">After the death of Carpus</a></strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">,</a> da minha tese de doutorado, traduzidos aqui por mim e acrescidos de alguns coment&aacute;rios.</p>
<p>O questionamento de <strong>Whitman </strong>se ele alguma vez encontraria um<br />
cora&ccedil;&atilde;o para amar como ele gostaria de amar definitivamente n&atilde;o &eacute; sobre<br />
amizade.</p>
<p>Encontrar um cora&ccedil;&atilde;o para amar significaria &#8220;bliss&#8221; (no original),<br />
&ecirc;xtase, alegria, completos, sua total aspira&ccedil;&atilde;o e inspira&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>E j&aacute; de in&iacute;cio ele est&aacute; falando sobre fazer isso<br />
em sua &#8220;segunda vida&#8221;, n&atilde;o em sua real, que &eacute; um<br />
sinal de que ele sabia desde cedo que ele n&atilde;o iria encontr&aacute;-lo.</p>
<p>Allen acrescenta que este poema foi a &#8220;Premoni&ccedil;&atilde;o&#8221; de <strong>Whitman</strong> do “cantor solit&aacute;rio&#8221; que ele se tornaria.</p>
<p>O poeta sentia dentro de sua alma que ele iria passar sua<br />
vida sem a pessoa certa para ele, como se a<br />
pessoa certa tivesse morrido ou n&atilde;o tivesse nascido afinal.</p>
<p>E ele sabia que ele teria de permanecer sozinho toda sua vida, esperando<br />
por uma segunda vida para encontrar essa pessoa em algum lugar &#8220;acima&#8221;.<br />
Ele sabia que ele iria “carregar esse peso” (&#8220;Carry That Weight&#8221;) por um longo tempo, como os <strong>Beatles </strong>cantaram nessa can&ccedil;&atilde;o do seu &aacute;lbum Abbey Road,<br />
de 1969.</p>
<p>O poeta levaria muito tempo, talvez at&eacute; sua &#8220;segunda vida&#8221;, para finalmente ser capaz de ter “sono dourado” (&#8220;Golden Slumbers&#8221;) em seus olhos, para citar outra can&ccedil;&atilde;o do mesmo &aacute;lbum dos <strong>Beatles</strong>.</p>
<p>Em resumo, podemos n&atilde;o saber o que realmente aconteceu para ele agir daquela maneira; no entanto, sabemos o que ele fez com o que aconteceu: ele<br />
transmutou tudo em poesia (como &eacute; cantado no poema citado na se&ccedil;&atilde;o 2.5.2), para escapar como a Natureza escapa, ou &#8220;partir dos materiais&#8221;, e reencarnar em uma nova forma de vida, para que ele pudesse<br />
fazer algo efetivo para seus camaradas.</p>
<p>Al&eacute;m disso, no final do poema, ele aponta os poss&iacute;veis caminhos para si mesmo: j&aacute; que a vida &eacute; feita de desgosto e sofrimento, o “cora&ccedil;&atilde;o deve mirar acima”, isto &eacute;, a transmuta&ccedil;&atilde;o do sentimento, transcender tudo que &eacute; inerente ao mundo material, ou morrer em desespero, se ficar mirando apenas o que est&aacute; abaixo, a mis&eacute;ria do mundo, a falta, a car&ecirc;ncia, o pessimismo.</p>
<p>Neste ponto, como o pr&oacute;prio poeta diria mais tarde, ele tamb&eacute;m &eacute; contradit&oacute;rio, pois ao mesmo tempo que acreditava na vida e na sa&uacute;de e pureza do corpo, ele tamb&eacute;m tinha o sentimento pessimista de que n&atilde;o iria encontrar a pessoa certa para amar.</p>
<p>De fato, como relatam suas biografias, ele n&atilde;o encontrou.</p>
<p>Teve apenas os casos comentados por todos os bi&oacute;grafos com amigos ou companheiros, mas nunca assumidos por ele em sua vida terrena, relacionamentos nem sempre tranq&uuml;ilos e serenos, e que no final da vida ele os negou, dizendo que tinha tido relacionamento com mulheres e filhos com elas, tamb&eacute;m nunca comprovados.</p>
<p>O que sabemos com certeza &eacute; que ele se tornou o “Cantor Solit&aacute;rio”, como o p&aacute;ssaro de seu poema (“<a title="poema" href="http://poesiadewhitman.com/do-berco-infindamente-embalando.html" target="_blank">Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando</a>”), que perdeu a companheira e precisou mirar sempre acima, em busca de transcend&ecirc;ncia, da alma, do divino em si, de um consolo espiritual, para n&atilde;o ter que passar a vida em completo sofrimento, imerso numa mat&eacute;ria que ele ainda por cima teve que suportar em invalidez em seus &uacute;ltimos anos.</p>
<p>Quem sabe em uma segunda vida, encarnado em outro espa&ccedil;o e tempo, ele tenha a chance de encontrar o amor de sua vida, aquela pessoa por quem ele tanto ansiou, abrindo seu cora&ccedil;&atilde;o para amar e saindo de vez do pessimismo de quem intuiu cedo na vida que n&atilde;o o faria, deixando para tr&aacute;s o que foi apenas uma cren&ccedil;a, e n&atilde;o uma verdade absoluta.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Can&#231;&#227;o da Acha-d’Armas</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/cancao-da-acha-d%e2%80%99armas.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/cancao-da-acha-d%e2%80%99armas.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[13. Canção da Acha-d'Armas]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Can&#231;&#227;o da Acha-d’Armas . 1 . Arma sim&#233;trica, exposta, p&#225;lida, Cunha extra&#237;da das entranhas da m&#227;e, Corpo lenhoso e osso met&#225;lico, &#250;nico membro e &#250;nico l&#225;bio, Folha gris-azulada em calor encarnado lavrada, cabo obtido de uma sementinha semeada, Em meio e sobre a relva a repousar, Para ser apoio e se apoiar. . Formas fortes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Can&ccedil;&atilde;o da Acha-d’Armas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.<a href="http://encyclopedia.thefreedictionary.com/Broad-axe" target="_blank"><img class="aligncenter" title="acha d-'arma" src="http://img.tfd.com/thumb/c/ca/Broadaxe.jpg" alt="" width="300" height="144" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Arma sim&eacute;trica, exposta, p&aacute;lida,</p>
<p>Cunha extra&iacute;da das entranhas da m&atilde;e,</p>
<p>Corpo lenhoso e osso met&aacute;lico, &uacute;nico membro e &uacute;nico l&aacute;bio,</p>
<p>Folha gris-azulada em calor encarnado lavrada, cabo obtido de uma sementinha semeada,</p>
<p>Em meio e sobre a relva a repousar,</p>
<p>Para ser apoio e se apoiar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Formas fortes e atributos de formas fortes, neg&oacute;cios viris, cen&aacute;rios e sons,</p>
<p>Longo variado encadeamento de um emblema, ru&iacute;dos de m&uacute;sica,</p>
<p>Dedos do organista saltando staccato sobre as teclas do grande &oacute;rg&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Bem-vindas s&atilde;o todas as terras da terra, cada uma para sua esp&eacute;cie,</p>
<p>Bem-vindas as terras de pinheiro e carvalho,</p>
<p>Bem-vindas as terras de lim&atilde;o e figo,</p>
<p>Bem-vindas as terras do ouro,</p>
<p>Bem-vindas as terras de trigo e milho, bem-vindas as da uva,</p>
<p>Bem-vindas as terras de a&ccedil;&uacute;car e arroz,</p>
<p>Bem-vindas as terras de algod&atilde;o, bem-vindas as da batata inglesa e batata-doce,</p>
<p>Bem-vindas as montanhas, v&aacute;rzeas, areias, florestas, pradarias,</p>
<p>Bem-vindas as ricas ribeiras, chapadas, aberturas,</p>
<p>Bem-vindas as pastagens incomensur&aacute;veis, bem-vindo o solo f&eacute;rtil de pomares, linho, mel, c&acirc;nhamo;</p>
<p>Bem-vindas igualmente as outras terras mais endurecidas,</p>
<p>Terras t&atilde;o ricas quanto terras de ouro ou trigo e terras de fruta,</p>
<p>Terras de minas, terras dos min&eacute;rios varonis e &aacute;speros,</p>
<p>Terras de carv&atilde;o, cobre, chumbo, estanho, zinco,</p>
<p>Terras de ferro—terras da fabrica&ccedil;&atilde;o do machado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A tora no monte de lenha, o machado apoiado nela,</p>
<p>A r&uacute;stica choupana, a videira sobre a porta, o ro&ccedil;ado para um jardim,</p>
<p>O respingar irregular da chuva nas folhas ap&oacute;s a tempestade se aplacar,</p>
<p>A l&aacute;stima e a lam&uacute;ria aqui e ali, o pensamento do mar,</p>
<p>O pensar em navios encalhados na tempestade e quase adernados, e o corte dos mastros,</p>
<p>O sentimento das enormes vigas das casas antigas e dos galp&otilde;es,</p>
<p>O impresso ou narrativa lembrada, o transporte ao acaso de homens, fam&iacute;lias, bens,</p>
<p>O desembarque, a funda&ccedil;&atilde;o de uma nova cidade,</p>
<p>A viagem daqueles que buscaram uma Nova Inglaterra e a acharam, o in&iacute;cio em qualquer lugar,</p>
<p>As col&ocirc;nias do Arkansas, Colorado, Ottawa, Willamette,</p>
<p>O lento progresso, o parco alimento, o machado, rifle, alforjes;</p>
<p>A beleza de todas as pessoas aventureiras e audazes,</p>
<p>A beleza dos lenhadores juvenis e adultos com suas caras claras n&atilde;o aparadas,</p>
<p>A beleza da independ&ecirc;ncia, partida, a&ccedil;&otilde;es que confiam em si,</p>
<p>O desd&eacute;m americano por estatutos e cerim&ocirc;nias, a infinita impaci&ecirc;ncia da limita&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>A frouxa orienta&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter, a alus&atilde;o a tipos ao acaso, a solidifica&ccedil;&atilde;o;</p>
<p>O a&ccedil;ougueiro no matadouro, os tripulantes a bordo de escunas e escaleres, o jangadeiro, o pioneiro,</p>
<p>Lenhadores em seu acampamento de inverno, alvorada no bosque, filetes de neve nos ramos de &aacute;rvores, o estalo fortuito,</p>
<p>O som claro e festivo da pr&oacute;pria voz, a can&ccedil;&atilde;o feliz, a vida natural do bosque, o forte trabalho do dia,</p>
<p>O fogo flamejante &agrave; noite, o gosto suave da ceia, a conversa, a cama de ramos de cicuta e a pele de urso;</p>
<p>O construtor de casas a trabalho nas cidades ou em qualquer lugar,</p>
<p>Os encaixes, enquadramento, serra, mortagem preparat&oacute;rios,</p>
<p>O i&ccedil;amento de vigas, a press&atilde;o para coloc&aacute;-las no lugar, assentando-as regular,</p>
<p>Fixando os cravos junto &agrave;s respigas nos malhetes como estavam preparados,</p>
<p>As batidas de macetes e martelos, as atitudes dos homens, seus membros curvados,</p>
<p>Se dobrando, se erguendo, montados nas vigas, cravando os pinos, se segurando em esteios e grampos,</p>
<p>O bra&ccedil;o curvo sobre o frechal, o outro bra&ccedil;o empunhando o machado,</p>
<p>Os soalheiros for&ccedil;ando as pranchas rente para pregar,</p>
<p>Suas posturas baixando suas armas sobre as vigas mestras,</p>
<p>Os ecos ressoando pelo edif&iacute;cio vazio;</p>
<p>O enorme armaz&eacute;m ajustado na cidade em progresso correto,</p>
<p>Os seis construtores, dois no meio e dois em cada ponta, cuidadosamente carregando em seus ombros uma verga pesada para travess&atilde;o,</p>
<p>A fileira completa de pedreiros com colheres em suas m&atilde;os direitas assentando rapidamente a longa parede lateral, duzentos p&eacute;s da frente ao fundo,</p>
<p>O flex&iacute;vel subir e descer de costas, o cont&iacute;nuo estalar das colheres batendo nos tijolos,</p>
<p>Os tijolos um ap&oacute;s outro cada um assentado t&atilde;o bem em seu lugar, e fixado com um golpe do cabo da colher,</p>
<p>As pilhas de materiais, a argamassa na trolha, e o reabastecimento regular dos carregadores;</p>
<p>Fazedores de longarinas no p&aacute;tio, a fileira apinhada de aprendizes bem-crescidos,</p>
<p>O balan&ccedil;o de seus machados na tora esquadriada modelando-a em forma de mastro,</p>
<p>O vivaz crepitar curto do a&ccedil;o pregado enviesado no pinho,</p>
<p>Os cavacos cor de manteiga voando em grandes flocos e lascas,</p>
<p>O movimento male&aacute;vel de jovens bra&ccedil;os musculosos e quadris em trajes leves,</p>
<p>O construtor de cais, pontes, molhes, tabiques, b&oacute;ias, esteios contra o mar;</p>
<p>O bombeiro da cidade, o inc&ecirc;ndio que de repente estoura na pra&ccedil;a apertada,</p>
<p>As m&aacute;quinas chegando, os gritos roucos, o &aacute;gil pisar e ousar,</p>
<p>O comando forte das trombetas de inc&ecirc;ndio, o entrar em forma, o subir e descer dos bra&ccedil;os for&ccedil;ando a &aacute;gua,</p>
<p>Os esguios, espasm&oacute;dicos, jatos azul-alvos, o trazer o aux&iacute;lio de ganchos e escadas e sua execu&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>A quebra e corte de madeiramento conectivo, ou atrav&eacute;s dos pisos se o fogo arde debaixo deles,</p>
<p>A multid&atilde;o assistindo com seus rostos iluminados, o clar&atilde;o e as sombras densas;</p>
<p>O forjador no forno de sua forja e o usu&aacute;rio de ferro &agrave; sua procura,</p>
<p>O fabricante do machado grande e pequeno, e o soldador e o temperador de metal,</p>
<p>O selecionador soprando seu h&aacute;lito no a&ccedil;o frio e testando o fio com seu polegar,</p>
<p>O que molda bem o cabo e o ajusta firmemente na cavidade;</p>
<p>Os cortejos sombrios dos retratos dos usu&aacute;rios passados tamb&eacute;m,</p>
<p>Os pacientes mec&acirc;nicos primordiais, os arquitetos e engenheiros,</p>
<p>O distante edif&iacute;cio Ass&iacute;rio e edif&iacute;cio Mizra<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a>,</p>
<p>Os lictores<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a> romanos precedendo os c&ocirc;nsules,</p>
<p>O antigo guerreiro europeu com seu machado em combate,</p>
<p>O bra&ccedil;o levantado, o fragor de golpes na cabe&ccedil;a galeada<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a>,</p>
<p>O uivo da morte, o corpo fl&aacute;cido e tr&ocirc;pego, o ataque de amigo e inimigo l&aacute;,</p>
<p>O s&iacute;tio de l&iacute;gios revoltados determinados &agrave; liberdade,</p>
<p>O apelo &agrave; rendi&ccedil;&atilde;o, o arremeter em port&otilde;es de castelo, a tr&eacute;gua e a negocia&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>O saque a uma antiga cidade em seu tempo,</p>
<p>O irromper de mercen&aacute;rios e fan&aacute;ticos tumultuosa e desordenadamente,</p>
<p>Urro, chamas, sangue, embriaguez, dem&ecirc;ncia,</p>
<p>Bens livremente pilhados de casas e templos, berros de mulheres agarradas por bandidos,</p>
<p>Arte e furto de vivandeiros<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn4">[4]</a>, homens correndo, velhos se desesperando,</p>
<p>O inferno da guerra, as crueldades de credos,</p>
<p>A lista de todas as a&ccedil;&otilde;es resolutas e palavras justas ou injustas,</p>
<p>O poder da personalidade justo ou injusto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>M&uacute;sculo e &acirc;nimo para sempre!</p>
<p>O que envigora a vida envigora a morte,</p>
<p>E os mortos avan&ccedil;am tanto quanto os vivos,</p>
<p>E o futuro n&atilde;o &eacute; mais incerto que o presente,</p>
<p>Pois a aspereza da terra e do homem inclui tanto quanto a delicadeza da terra e do homem,</p>
<p>E nada perdura exceto qualidades pessoais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que achas que perdura?</p>
<p>Achas que uma grande cidade perdura?</p>
<p>Ou um produtivo estado industrial? ou uma constitui&ccedil;&atilde;o preparada? ou os navios a vapor mais bem constru&iacute;dos?</p>
<p>Ou hot&eacute;is de granito e ferro? ou quaisquer chef-d&#8217;oeuvres<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn5">[5]</a> de engenharia, fortes, armamentos?</p>
<p>Fora! estes n&atilde;o s&atilde;o para ser acalentados por si mesmos,</p>
<p>Eles preenchem seu tempo, os dan&ccedil;arinos dan&ccedil;am, os m&uacute;sicos tocam para eles,</p>
<p>O espet&aacute;culo passa, tudo vai bem o bastante claro,</p>
<p>Tudo vai muito bem at&eacute; uma fa&iacute;sca de desafio.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma grande cidade &eacute; aquela que tem os maiores homens e mulheres,</p>
<p>Se for umas choupanas rotas ainda assim &eacute; a maior cidade no mundo inteiro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O lugar onde fica uma grande cidade n&atilde;o &eacute; o lugar de cais extensos, docas, manufaturas, dep&oacute;sitos de produ&ccedil;&atilde;o apenas,</p>
<p>Nem o lugar de incessantes sauda&ccedil;&otilde;es de rec&eacute;m-chegados  ou de levantadores de &acirc;ncora de quem parte,</p>
<p>Nem o lugar dos edif&iacute;cios mais altos e mais caros ou de lojas vendendo mercadorias do resto da terra,</p>
<p>Nem o lugar das melhores bibliotecas e escolas, nem o lugar onde o dinheiro &eacute; mais abundante,</p>
<p>Nem o lugar da mais numerosa popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Onde fica a cidade com a ra&ccedil;a mais vigorosa de oradores e bardos,</p>
<p>Onde fica a cidade que &eacute; amada por estes, e os ama em troca e os entende,</p>
<p>Onde n&atilde;o existem monumentos a her&oacute;is exceto nas palavras e a&ccedil;&otilde;es comuns,</p>
<p>Onde parcim&ocirc;nia est&aacute; em seu lugar, e prud&ecirc;ncia est&aacute; em seu lugar,</p>
<p>Onde os homens e mulheres consideram as leis de leve,</p>
<p>Onde o escravo cessa, e o senhor de escravos cessa,</p>
<p>Onde as massas logo se levantam contra a aud&aacute;cia sem fim de pessoas eleitas,</p>
<p>Onde homens e mulheres ferozes derramam como o mar derrama ao apito da morte suas ondas impetuosas e dilaceradas,</p>
<p>Onde autoridade exterior sempre entra ap&oacute;s a preced&ecirc;ncia da autoridade interior,</p>
<p>Onde o cidad&atilde;o &eacute; sempre o comandante e ideal, e Presidente, Prefeito, Governador e demais, s&atilde;o agentes remunerados,</p>
<p>Onde crian&ccedil;as s&atilde;o ensinadas a ser independentes, e a depender de si,</p>
<p>Onde a equanimidade &eacute; ilustrada nos afazeres,</p>
<p>Onde especula&ccedil;&otilde;es sobre a alma s&atilde;o estimuladas,</p>
<p>Onde mulheres andam em pr&eacute;stitos p&uacute;blicos nas ruas iguais aos homens,</p>
<p>Onde elas entram em assembl&eacute;ia p&uacute;blica e tomam assentos iguais aos homens;</p>
<p>Onde fica a cidade dos amigos mais fi&eacute;is,</p>
<p>Onde fica a cidade do asseio dos sexos,</p>
<p>Onde fica a cidade dos pais mais saud&aacute;veis,</p>
<p>Onde fica a cidade das m&atilde;es fisicamente mais aptas,</p>
<p>A&iacute; fica a grande cidade.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Como parecem pobres argumentos ante uma a&ccedil;&atilde;o desafiante!</p>
<p>Como a ostenta&ccedil;&atilde;o dos materiais de cidades murcha ante o olhar de um homem ou mulher!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tudo aguarda ou corre &agrave; revelia at&eacute; que um ser forte apare&ccedil;a;</p>
<p>Um ser forte &eacute; a evid&ecirc;ncia da ra&ccedil;a e da habilidade do universo,</p>
<p>Quando ele ou ela aparece os materiais s&atilde;o intimidados,</p>
<p>Cessa a disputa na alma,</p>
<p>Os velhos costumes e frases s&atilde;o confrontados, repelidos, ou armazenados.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que &eacute; teu enriquecimento agora? o que ele pode fazer agora?</p>
<p>O que &eacute; tua respeitabilidade agora?</p>
<p>O que s&atilde;o tua teologia, instru&ccedil;&atilde;o, sociedade, tradi&ccedil;&otilde;es, livros estatuto, agora?</p>
<p>Onde est&atilde;o tuas invectivas de ser agora?</p>
<p>Onde est&atilde;o teus sofismas sobre a alma agora?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma paisagem est&eacute;ril cobre o min&eacute;rio, h&aacute; t&atilde;o bom quanto o melhor apesar da apar&ecirc;ncia agreste.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>H&aacute; a mina, h&aacute; os mineiros,</p>
<p>O forno da forja est&aacute; l&aacute;, a fus&atilde;o &eacute; realizada, os marteladores est&atilde;o &agrave; m&atilde;o com suas tenazes e martelos,</p>
<p>O que sempre serviu e sempre serve est&aacute; &agrave; m&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Do que isto nada serviu melhor, serviu tudo,</p>
<p>Serviu o grego de fala fluente e percep&ccedil;&atilde;o agu&ccedil;ada, e muito antes do grego,</p>
<p>Serviu na constru&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios que duram mais que os outros,</p>
<p>Serviu o hebreu, o persa, o mais antigo hindustani,</p>
<p>Serviu a tribo pr&eacute;-hist&oacute;rica no Mississippi<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn6">[6]</a>, serviu aqueles cujas rel&iacute;quias permanecem na Am&eacute;rica Central,</p>
<p>Serviu os templos &Aacute;lbicos<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn7">[7]</a> em bosques ou plan&iacute;cies, com pilares brutos e os druidas,</p>
<p>Serviu as fissuras artificiais, vastas, altas, silenciosas, nas colinas cobertas de neve da Escandin&aacute;via,</p>
<p>Serviu aqueles que em tempos imemoriais fizeram nas paredes de granito r&uacute;sticos esbo&ccedil;os do sol, lua, estrelas, navios, ondas do mar,</p>
<p>Serviu as rotas das irrup&ccedil;&otilde;es dos godos, serviu as tribos pastorais e n&ocirc;mades,</p>
<p>Serviu o distante Kelt<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn8">[8]</a>, serviu os intr&eacute;pidos piratas do B&aacute;ltico,</p>
<p>Serviu antes de qualquer um desses os homens vener&aacute;veis e inofensivos da Eti&oacute;pia,</p>
<p>Serviu a confec&ccedil;&atilde;o de lemes para as gal&eacute;s de prazer e a fabrica&ccedil;&atilde;o dessas para a guerra,</p>
<p>Serviu todos os grandes trabalhos em terra e todos os grandes trabalhos no mar,</p>
<p>Para as eras medievais e antes das eras medievais,</p>
<p>Serviu n&atilde;o s&oacute; os vivos antes como agora, mas serviu os mortos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o carrasco<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn9">[9]</a> europeu,</p>
<p>Ele est&aacute; mascarado, trajado de vermelho, com pernas enormes e fortes bra&ccedil;os despidos,</p>
<p>E se ap&oacute;ia num pesado machado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Quem tens abatido ultimamente carrasco europeu?</p>
<p>De quem &eacute; esse sangue sobre ti t&atilde;o &uacute;mido e grudento?)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os alvos ocasos dos m&aacute;rtires,</p>
<p>Vejo dos cadafalsos os fantasmas descentes,</p>
<p>Fantasmas de senhores mortos, damas descoroadas, ministros impugnados, reis rejeitados,</p>
<p>Rivais, traidores, envenenadores, l&iacute;deres desgra&ccedil;ados e os demais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo aqueles que em qualquer terra morreram pela boa causa,</p>
<p>A semente &eacute; escassa, no entanto a safra nunca se esgotar&aacute;,</p>
<p>(Cuidai, Ah reis estrangeiros, Ah padres, a safra nunca se esgotar&aacute;.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o sangue inteiramente lavado do machado,</p>
<p>Tanto a l&acirc;mina quanto o cabo est&atilde;o limpos,</p>
<p>Eles n&atilde;o espirram mais o sangue de nobres europeus, n&atilde;o mais cingem os pesco&ccedil;os de rainhas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o carrasco recuar e se tornar in&uacute;til,</p>
<p>Vejo o &iacute;nvio e mofado cadafalso, n&atilde;o vejo mais nenhum machado nele,</p>
<p>Vejo o poderoso e simp&aacute;tico emblema do poder de minha pr&oacute;pria ra&ccedil;a, a ra&ccedil;a mais nova, maior.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">9</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Am&eacute;rica! n&atilde;o alardeio meu amor por ti,</p>
<p>Tenho o que eu tenho.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O machado salta!</p>
<p>A s&oacute;lida floresta d&aacute; fluidas elocu&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Elas desabam, levantam e formam,</p>
<p>Cabana, barraca, plataforma, inspe&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Mangual, arado, picareta, alavanca, p&aacute;,</p>
<p>Sarrafo, grade, escora, lambris, batente, ripa, painel, oit&atilde;o,</p>
<p>Cidadela, teto, bar, academia, &oacute;rg&atilde;o, casa de exposi&ccedil;&atilde;o, biblioteca,</p>
<p>Cornija, treli&ccedil;a, pilastra, sacada, janela, torre&atilde;o, varanda,</p>
<p>Enxada, ancinho, forcado, l&aacute;pis, carreta, cajado, serra, plaina, malho, cunha, manilha<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn10">[10]</a>,</p>
<p>Cadeira, tina, aro, mesa, postigo, ventoinha, caixilho, piso,</p>
<p>Caixa de costura, ba&uacute;, instrumento de corda, barco, moldura, e n&atilde;o sei que mais,</p>
<p>Capit&oacute;lios dos Estados, e capit&oacute;lio<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn11">[11]</a> da na&ccedil;&atilde;o de Estados,</p>
<p>Longas fileiras imponentes em avenidas, hospitais para &oacute;rf&atilde;os ou para os pobres ou doentes,</p>
<p>Vapores de Manhattan e veleiros tomando as medidas de todos os mares.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>Formas do uso de machados de qualquer forma, e os usu&aacute;rios e tudo aquilo que os avizinha,</p>
<p>Cortadores de madeira e carregadores dela para o Penobscot ou Kennebec<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn12">[12]</a>,</p>
<p>Moradores em cabanas entre as montanhas Californianas ou &agrave; beira de pequenos lagos, ou em Col&uacute;mbia,</p>
<p>Moradores ao sul nas margens do Gila ou Rio Grande, simp&aacute;ticos ajuntamentos, os car&aacute;teres e a divers&atilde;o,</p>
<p>Moradores &agrave; beira do S&atilde;o Louren&ccedil;o, ou norte no Kanad&aacute;, ou junto a Yellowstone<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn13">[13]</a>, moradores nos litorais e fora dos litorais,</p>
<p>Pescadores de focas, baleeiros, marinheiros &aacute;rticos quebrando passagens pelo gelo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>Formas de f&aacute;bricas, arsenais, fundi&ccedil;&otilde;es, mercados,</p>
<p>Formas dos duplos trilhos tramados das ferrovias,</p>
<p>Formas dos dormentes de pontes, vastas arma&ccedil;&otilde;es, barrotes, arcos,</p>
<p>Formas das frotas de barca&ccedil;as, reboques, destreza lacustre e canalar, destreza fluvial,</p>
<p>Estaleiros e docas secas &agrave; beira dos mares Orientais e Ocidentais, e em muita ba&iacute;a e lugar retirado,</p>
<p>As sobrequilhas de carvalho americano, as pranchas de pinho, os mastros, as ra&iacute;zes de lari&ccedil;o como juntas,</p>
<p>Os pr&oacute;prios navios em suas rotas, os atadores de plataformas, os trabalhadores ocupados fora e dentro,</p>
<p>As ferramentas largadas, a grande verruma e pequena verruma, a enx&oacute;, parafuso, linha, esquadro, goiva, e plaina para n&oacute;dulos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">10</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>A forma medida, serrada, erguida, unida, manchada,</p>
<p>A forma do caix&atilde;o para o morto jazer dentro em sua mortalha,</p>
<p>A forma conseguida em hastes, nas hastes da arma&ccedil;&atilde;o da cama, nas hastes da cama da noiva,</p>
<p>A forma do pequeno cocho, a forma das arma&ccedil;&otilde;es curvas em baixo, a forma do ber&ccedil;o do beb&ecirc;,</p>
<p>A forma das t&aacute;buas do assoalho, as t&aacute;buas do assoalho para p&eacute;s de dan&ccedil;arinos,</p>
<p>A forma das t&aacute;buas do lar familiar, o lar dos simp&aacute;ticos pais e filhos,</p>
<p>A forma do telhado do lar do rapaz e mo&ccedil;a felizes, o telhado sobre os jovens bem-casados,</p>
<p>O telhado sobre a ceia jubilosamente cozida pela casta esposa, e jubilosamente comida pelo casto marido, contente depois de seu dia de trabalho.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>A forma do lugar do prisioneiro no tribunal, e dele ou dela sentado no lugar,</p>
<p>A forma do bar no qual se ap&oacute;iam o jovem e o velho bebedor de rum,</p>
<p>A forma da escada envergonhada e raivosa pisada por passos furtivos,</p>
<p>A forma do sof&aacute;, e o casal ad&uacute;ltero doentio,</p>
<p>A forma do tabuleiro de jogo com seus ganhos e perdas diab&oacute;licos,</p>
<p>A forma da escada de m&atilde;o para o assassino condenado e sentenciado, o assassino com rosto  desfigurado e bra&ccedil;os atados,</p>
<p>O xerife perto com seus delegados, a multid&atilde;o silenciosa e de l&aacute;bios p&aacute;lidos, o balan&ccedil;o da corda.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>Formas de portas dando muitas sa&iacute;das e entradas,</p>
<p>A porta passando o amigo dividido corado e com pressa,</p>
<p>A porta que admite boas not&iacute;cias e m&aacute;s not&iacute;cias,</p>
<p>A porta de onde o filho deixou o lar confiante e esbaforido,</p>
<p>A porta pela qual entrou de novo ap&oacute;s longa e escandalosa aus&ecirc;ncia, adoecido, arruinado, sem inoc&ecirc;ncia, sem meios.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">11</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sua forma se eleva,</p>
<p>Ela menos guardada que nunca, por&eacute;m mais guardada que nunca,</p>
<p>Os toscos e sujos entre os quais se move n&atilde;o a fazem tosca e suja,</p>
<p>Ela conhece os pensamentos conforme passa, nada &eacute; oculto a ela,</p>
<p>Ela &eacute; contudo respeitosa ou simp&aacute;tica para isso,</p>
<p>Ela &eacute; a mais amada, &eacute; sem exce&ccedil;&atilde;o, ela n&atilde;o tem raz&atilde;o para temer e ela n&atilde;o teme,</p>
<p>Juramentos, querelas, can&ccedil;&otilde;es solu&ccedil;adas, express&otilde;es obscenas, s&atilde;o v&atilde;s a ela quando ela passa,</p>
<p>Ela &eacute; calada, ela &eacute; dona de si, eles n&atilde;o a ofendem,</p>
<p>Ela os recebe como as leis da Natureza os recebem, ela &eacute; forte,</p>
<p>Ela tamb&eacute;m &eacute; uma lei da Natureza—n&atilde;o h&aacute; nenhuma lei mais forte que ela.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">12</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas principais se elevam!</p>
<p>Formas de Democracia total, resultado de s&eacute;culos,</p>
<p>Formas sempre projetando outras formas,</p>
<p>Formas de turbulentas cidades varonis,</p>
<p>Formas dos amigos e doadores de lares de toda a terra,</p>
<p>Formas fixando a terra e fixadas com toda a terra.</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Eg&iacute;pcio; Mizraim &eacute; o nome b&iacute;blico do Egito.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> Varia&ccedil;&atilde;o: litor; oficial que, na Roma antiga, acompanhava os magistrados com um molho de varas e uma machadinha para as execu&ccedil;&otilde;es da justi&ccedil;a. Este feixe de varas com machado (em it<em>., fascio</em>; em lat. <em>fasces</em>), representando o poder de puni&ccedil;&atilde;o das autoridades, se transformou no s&iacute;mbolo do fascismo (1922-1943; sistema pol&iacute;tico nacionalista, imperialista e antidemocr&aacute;tico, liderado por Benito Mussolini, 1883-1945, na It&aacute;lia).</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> “Helmeted head”, ou seja, cabe&ccedil;a protegida por capacete ou elmo, que era um tipo de capacete que protegia a cabe&ccedil;a nas armaduras antigas; outro nome pra elmo &eacute; “g&aacute;lea”, da&iacute;, galeado(a).</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref4">[4]</a> Vendedores e prostitutas que seguem unidades militares em campanha.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref5">[5]</a> Do franc&ecirc;s, obras primas.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref6">[6]</a> No original, “Served the mound-raiser on the Mississippi”; esta tribo pr&eacute;-hist&oacute;rica, que construiu aterros, t&uacute;mulos e c&ocirc;moros no vale do Mississippi &eacute; geralmente conhecida como “mound-builder”.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref7">[7]</a> Ou “templos ingleses”; o termo vem de Albion, antigo nome da Inglaterra.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref8">[8]</a> Variante de (<em>Celt</em>) Celta.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref9">[9]</a> No sentido de decapitador.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref10">[10]</a> Al&ccedil;a ou manivela de prelo manual.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref11">[11]</a> Note-se a invers&atilde;o da letra inicial desta palavra no poema: a sede do Congresso em Washington, D.C. &eacute; com mai&uacute;scula: Capit&oacute;lio; e as sedes das assembl&eacute;ias legislativas estaduais, com min&uacute;scula: capit&oacute;lios.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref12">[12]</a> Nota-se pelo pr&oacute;prio contexto que s&atilde;o rios; no caso, rios localizados no estado do Maine e que des&aacute;guam no Oceano Atl&acirc;ntico.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref13">[13]</a> Rio, lago e parque (o Parque Nacional de Yellowstone foi criado em 1872, e &eacute; o primeiro parque nacional dos Estados Unidos da Am&eacute;rica; ele se localiza em Wyoming, Montana e Idaho).</p>
<p>***</p>
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		<title>Introdu&#231;&#227;o &#224; Can&#231;&#227;o da Acha-d&#8217;Armas</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[13. Canção da Acha-d'Armas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[A “Can&#231;&#227;o da Acha-d’Armas” (“Song of the Broad-Axe”) apresenta uma grande estrofe introdut&#243;ria e um persistente uso de an&#225;foras (conferir a se&#231;&#227;o 3.5 da tese). Este poema foi publicado em 1856 e sofreu muita revis&#227;o, mas as seis primeiras linhas permaneceram intocadas sempre. Em rela&#231;&#227;o ao machado (acha-d’arma) mencionado no t&#237;tulo, Whitman mostra sua inutilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">A “<strong><a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-da-acha-d%e2%80%99armas.html" target="_blank">Can&ccedil;&atilde;o da Acha-d’Armas</a></strong>” (“<strong>Song of the Broad-Axe</strong>”) apresenta uma grande estrofe introdut&oacute;ria e um persistente uso de <strong><a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/anafora-assonancia-e-aliteracao/" target="_blank">an&aacute;foras</a></strong> (conferir a <a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/3-5-part-1/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 3.5 da tese</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Este <strong>poema</strong> foi publicado em 1856 e sofreu muita revis&atilde;o, mas as seis primeiras linhas permaneceram intocadas sempre. Em rela&ccedil;&atilde;o ao machado (acha-d’arma) mencionado no t&iacute;tulo, <strong>Whitman</strong> mostra sua inutilidade nas m&atilde;os de carrascos europeus, enquanto elogia seu uso nas m&atilde;os de madeireiros e lenhadores na Am&eacute;rica (esses termos eram usados para se referir &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de corte de madeira antes da inven&ccedil;&atilde;o de serras el&eacute;tricas e equipamentos similares). Como resultado desse trabalho, haveria madeira para a constru&ccedil;&atilde;o de casas, mob&iacute;lia, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A parte intermedi&aacute;ria da se&ccedil;&atilde;o 3 &eacute; uma auto-refer&ecirc;ncia, j&aacute; que o poeta trabalhou como marceneiro em sua juventude (ajudando o pai a construir casas). Uma parte deste <strong>poema </strong>foi mais tarde exclu&iacute;da pelo<strong> bardo norte-americano</strong>. Esta se&ccedil;&atilde;o, denominada “Sua Forma se Eleva” (“His Shape Arises”), &eacute; citada na <a title="texto" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-2-two-other-elements-in-the-myth-water-and-swimmers/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 2.5.2</a> da tese.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Meu presente de Natal aos leitores de l&#237;ngua portuguesa</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/meu-presente-de-natal-aos-leitores-de-lingua-portuguesa.html</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 19:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Saudação de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, este blog &#233; o meu presente de Natal a todos os brasileiros, em particular, e a todos os falantes de l&#237;ngua portuguesa em geral, de hoje e de muitos anos vindouros. Aqui estou publicando, em um &#250;nico site, a tradu&#231;&#227;o da obra magistral de Walt Whitman: Folhas de Relva. Fa&#231;am seu passeio por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>este blog &eacute; o meu <strong>presente de Natal </strong>a todos os brasileiros, em particular, e a todos os falantes de l&iacute;ngua portuguesa em geral, de hoje e de muitos anos vindouros. Aqui estou publicando, em um &uacute;nico site, a <strong>tradu&ccedil;&atilde;o</strong> da <strong>obra</strong> magistral de <strong>Walt Whitman</strong>: <em>Folhas de Relva</em>. Fa&ccedil;am seu passeio por este s&iacute;tio dedicado &agrave; <strong>poesia</strong> e descubram os grandes <strong>poemas</strong> desse mestre do verso norte-americano, que recebe esta homenagem entre n&oacute;s.</p>
<p>Todos os <strong>lus&oacute;fonos</strong>, de todas as latitudes, daqui do <strong>Brasil, </strong>de<strong> Angola, Cabo Verde, Galiza, Guin&eacute;-Bissau, Macau, Mo&ccedil;ambique, Portugal, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Timor-Leste</strong> e todas as outras comunidades que compartem do nosso vern&aacute;culo, sejam bem-vindos a estas plagas po&eacute;ticas.</p>
<p>Um grande abra&ccedil;o a todos,</p>
<p>Gentil Saraiva Jr.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Oh Eu! Oh Vida!</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 23:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[22. À BEIRA DA ESTRADA]]></category>
		<category><![CDATA[Á Beira da Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Oh Eu! Oh Vida! . Oh eu! Oh vida! das quest&#245;es desses evocando, Dos infinitos s&#233;quitos dos infi&#233;is, das cidades repletas de fr&#237;volos, De mim mesmo sempre me repreendendo, (pois quem mais fr&#237;volo que eu, e quem mais infiel?) De olhos que em v&#227;o suplicam por luz, de objetos vis, da contenda sempre renovada, Dos p&#233;ssimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p align="center"><strong>Oh Eu! Oh Vida!</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh eu! Oh vida! das quest&otilde;es desses evocando,<br />
Dos infinitos s&eacute;quitos dos infi&eacute;is, das cidades repletas de fr&iacute;volos,<br />
De mim mesmo sempre me repreendendo, (pois quem mais fr&iacute;volo que eu, e quem mais infiel?)<br />
De olhos que em v&atilde;o suplicam por luz, de objetos vis, da contenda sempre renovada,<br />
Dos p&eacute;ssimos resultados de tudo &#8211; das multid&otilde;es mourejantes e s&oacute;rdidas que vejo ao meu redor,<br />
Dos anos vazios e in&uacute;teis dos demais,  com os demais eu entrela&ccedil;ado,</p>
<p>A quest&atilde;o, Oh eu! t&atilde;o triste, evocando – Que bem h&aacute; nisso, Oh eu, Oh vida?<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Resposta—</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Que est&aacute;s aqui – que existe a vida e identidade,<br />
Que a potente pe&ccedil;a prossegue, e tu podes contribuir com um verso.</p>
<p>***</p>
<p>Um trecho deste poema &eacute; recitado pelo professor <strong>John Keating (Robin Williams)</strong>, no filme <strong>Sociedade dos Poetas Mortos</strong>, na cena que ele termina perguntando: Qual ser&aacute; o teu verso? <a title="postado no curso de ingl&ecirc;s gr&aacute;tis" href="http://mrkind.pro.br/blog/cena-%e2%80%9cqual-sera-o-teu-verso%e2%80%9d-do-filme-sociedade-dos-poetas-mortos/" target="_blank">Veja a cena com as falas traduzidas aqui.</a><br />
***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Nota ao livro &#192; BEIRA DA ESTRADA, de Walt Whitman</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 23:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[22. À BEIRA DA ESTRADA]]></category>
		<category><![CDATA[Á Beira da Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[&#224; margem da estrada O livro &#193; BEIRA DA ESTRADA, de Walt Whitman, integrante de Folhas de Relva (a partir de 1881), aparece, na edi&#231;&#227;o final, depois de DETRITO MARINHO. O t&#237;tulo &#233; apropriado: ele re&#250;ne uma s&#233;rie de poemas que foram ficando &#224; margem do corpo principal da obra ao longo do tempo, embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 246px"><a href="http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?picture=roadside-in-england&amp;image=997&amp;large=1" target="_blank"><img class="   " src="http://www.publicdomainpictures.net/pictures/1000/nahled/355-1217562527uMwq.jpg" alt="&agrave; margem da estrada" width="236" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">&agrave; margem da estrada</p></div>
<p style="text-align: justify;">O <strong>livro </strong><em>&Aacute; BEIRA DA ESTRADA</em>, de <strong>Walt Whitman</strong>, integrante de <em>Folhas de Relva </em>(a partir de 1881), aparece, na edi&ccedil;&atilde;o final, depois de <em>DETRITO MARINHO</em>. O t&iacute;tulo &eacute; apropriado: ele re&uacute;ne uma s&eacute;rie de<strong> poemas </strong>que foram ficando &agrave; margem do corpo principal da <strong>obra</strong> ao longo do tempo, embora tenha <strong>poemas </strong>que apareceram na primeira edi&ccedil;&atilde;o, de 1855, como <strong>Uma Balada de Boston</strong> (<strong>A Boston Ballad</strong>) e <strong>Europa </strong>(<strong>Europe</strong>). Aos poucos, irei publicando os poemas que constam deste grupo po&eacute;tico.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>O poema-ep&#237;grafe de Folhas de Relva</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 21:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, este &#233; o poema que Whitman escreveu para ser a ep&#237;grafe de sua obra (a partir da edi&#231;&#227;o de 1876), ou seja, o texto de introdu&#231;&#227;o de suas composi&#231;&#245;es. Curiosamente, este termo significa um texto breve, em forma de inscri&#231;&#227;o, que abre uma composi&#231;&#227;o maior. E o primeiro livro de Folhas de Relva &#233; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>este &eacute; o <strong>poema que Whitman</strong> escreveu para ser a <strong>ep&iacute;grafe de sua obra </strong>(a partir da edi&ccedil;&atilde;o de 1876), ou seja, o texto de introdu&ccedil;&atilde;o de suas composi&ccedil;&otilde;es. Curiosamente, este termo significa um texto breve, em forma de inscri&ccedil;&atilde;o, que abre uma composi&ccedil;&atilde;o maior. E o primeiro livro de <em>Folhas de Relva</em> &eacute; intitulado <em><a title="os poemas deste livro" href="http://poesiadewhitman.com/category/inscricoes" target="_blank">INSCRI&Ccedil;&Otilde;ES</a></em>! O bardo norte-americano sempre teve um imenso cuidado com seu legado, que aqui transponho para nossa l&iacute;ngua.</p>
<p>***</p>
<p>EP&Iacute;GRAFE</p>
<p>Vem, disse minha Alma,<br />
Tais versos a meu Corpo vamos escrever, (pois somos um),<br />
Que eu retornasse ap&oacute;s a morte invisivelmente,<br />
Ou, muito, muito adiante, em outras esferas,<br />
L&aacute; a algum grupo de parceiros retomando os cantos,<br />
(Marcando o solo, &aacute;rvores, ventos, ondas tumultuosas da Terra,)<br />
Sempre com sorriso satisfeito poderei seguir,<br />
Sempre e sempre ainda reconhecendo os versos &#8211; como, primeiro, eu, aqui e agora,<br />
Assinando por Alma e Corpo, aponho-lhes meu nome,</p>
<p><strong>Walt Whitman</strong></p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Livro Aves de Arriba&#231;&#227;o, de Whitman, completo na rede</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 23:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Aves de Arribação]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, mais um livro de Walt Whitman, AVES DE ARRIBA&#199;&#195;O (ou P&#225;ssaros Migrat&#243;rios, para quem preferir &#8211; BIRDS OF PASSAGE), integrante de sua obra Folhas de Relva, est&#225; publicado aqui de forma completa. Os links para os poemas, na ordem correta, est&#227;o a seguir (19. Aves de Arriba&#231;&#227;o): Introdu&#231;&#227;o ao livro Aves de Arriba&#231;&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>mais um<strong> livro</strong> de <strong>Walt Whitman</strong>, <em>AVES DE ARRIBA&Ccedil;&Atilde;O</em> (ou <strong><em>P&aacute;ssaros Migrat&oacute;rios</em></strong>, para quem preferir &#8211; <em>BIRDS OF PASSAGE</em>), integrante de sua obra <em>Folhas de Relva</em>, est&aacute; publicado aqui de forma completa. Os links para os <strong>poemas</strong>, na ordem correta, est&atilde;o a seguir (<a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="19. Aves de Arriba&ccedil;&atilde;o" href="http://poesiadewhitman.com/category/19-aves-de-arribacao">19. Aves de Arriba&ccedil;&atilde;o</a>):</p>
<ul>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Introdu&ccedil;&atilde;o ao livro Aves de Arriba&ccedil;&atilde;o" href="http://poesiadewhitman.com/introducao-ao-livro-aves-de-arribacao.html">Introdu&ccedil;&atilde;o ao livro Aves de Arriba&ccedil;&atilde;o</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o do Universal" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-do-universal.html">Can&ccedil;&atilde;o do Universal</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Pioneiros! Oh Pioneiros!" href="http://poesiadewhitman.com/pioneiros-oh-pioneiros.html">Pioneiros! Oh Pioneiros!</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="A Ti" href="http://poesiadewhitman.com/aves-de-arribacao-a-ti.html">A Ti</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Fran&ccedil;a" href="http://poesiadewhitman.com/franca.html">Fran&ccedil;a</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Eu Mesmo e Minha" href="http://poesiadewhitman.com/eu-mesmo-e-minha.html">Eu Mesmo e Minha</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Ano de Meteoros" href="http://poesiadewhitman.com/ano-de-meteoros.html">Ano de Meteoros</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Com Antecedentes" href="http://poesiadewhitman.com/com-antecedentes.html">Com Antecedentes</a></li>
</ul>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Com Antecedentes</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/com-antecedentes.html</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 23:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[19. Aves de Arribação]]></category>
		<category><![CDATA[Aves de Arribação]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Com Antecedentes 1 . Rei Ass&#237;rio Com antecedentes, Com meus pais e m&#227;es e as acumula&#231;&#245;es de eras passadas, Com tudo que, n&#227;o tivesse assim sido, eu n&#227;o estaria agora aqui, como estou, Com Egito, &#205;ndia, Fen&#237;cia, Gr&#233;cia e Roma, Com o Celta, o Escandinavo, o Albi&#227;o[1] e o Sax&#227;o, Com antigas ousadias mar&#237;timas, leis, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Com Antecedentes</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>1</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 160px"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Kinadshburn.JPG" target="_blank"><img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4c/Kinadshburn.JPG/150px-Kinadshburn.JPG" alt="Rei Ass&iacute;rio" width="150" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Rei Ass&iacute;rio</p></div>
<p>Com antecedentes,</p>
<p>Com meus pais e m&atilde;es e as acumula&ccedil;&otilde;es de eras passadas,</p>
<p>Com tudo que, n&atilde;o tivesse assim sido, eu n&atilde;o estaria agora aqui, como estou,</p>
<p>Com Egito, &Iacute;ndia, Fen&iacute;cia, Gr&eacute;cia e Roma,</p>
<p>Com o Celta, o Escandinavo, o Albi&atilde;o<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a> e o Sax&atilde;o,</p>
<p>Com antigas ousadias mar&iacute;timas, leis, artesanato, guerras e jornadas,</p>
<p>Com o poeta, o escaldo<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a>, a saga, o mito e o or&aacute;culo,</p>
<p>Com a venda de escravos, com entusiastas, com o trovador, o cruzado e o monge,</p>
<p>Com aqueles velhos continentes de onde viemos a este novo continente,</p>
<p>Com os reinos e reis desvanecentes por l&aacute;,</p>
<p>Com as religi&otilde;es e padres desvanecentes,</p>
<p>Com as pequenas praias as quais relembramos desde nossas pr&oacute;prias grandes e presentes praias,</p>
<p>Com anos incont&aacute;veis se puxando &agrave; frente e chegamos a estes anos,</p>
<p>Eu e tu chegamos—a Am&eacute;rica chegou e fazendo este ano,</p>
<p>Este ano! se enviando &agrave; frente anos incont&aacute;veis por vir.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh mas n&atilde;o s&atilde;o os anos—sou eu, &eacute;s Tu,</p>
<p>Tocamos todas as leis e computamos todos antecedentes,</p>
<p>Somos o escaldo, o or&aacute;culo, o monge e o cavaleiro, facilmente os inclu&iacute;mos e mais,</p>
<p>Nos postamos em meio ao tempo sem princ&iacute;pio nem fim, nos postamos entre mal e bem,</p>
<p>Tudo balan&ccedil;a ao nosso redor, h&aacute; tanta escurid&atilde;o quanto luz,</p>
<p>O pr&oacute;prio sol balan&ccedil;a a si e a seu sistema de planetas ao nosso redor,</p>
<p>Seu sol, e seu de novo, tudo balan&ccedil;a ao nosso redor.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quanto a mim, (dilacerado, tempestuoso, entre estes dias veementes,)</p>
<p>Tenho a id&eacute;ia de tudo, e sou tudo e creio em tudo,</p>
<p>Creio que o materialismo seja verdadeiro e o espiritualismo seja verdadeiro, n&atilde;o rejeito parte alguma.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Esqueci de alguma parte? alguma coisa no passado?</p>
<p>Vem a mim quem for e o que for, at&eacute; que eu lhes d&ecirc; reconhecimento.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Respeito a Ass&iacute;ria, China, Teut&ocirc;nia<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a> e os Hebreus,</p>
<p>Adoto cada teoria, mito, deus e semi-deus,</p>
<p>Vejo que os velhos relatos, b&iacute;blias, genealogias, s&atilde;o verdadeiros, sem exce&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Afirmo que todos dias passados foram o que deviam ter sido,</p>
<p>E que n&atilde;o podiam de forma alguma ter sido melhor do que foram,</p>
<p>E que o dia de hoje &eacute; o que deve ser, e que a Am&eacute;rica &eacute;,</p>
<p>E que o dia de hoje e a Am&eacute;rica n&atilde;o poderiam de forma alguma ser melhor do que s&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em nome destes Estados e em teu e meu nome, o Passado,</p>
<p>E em nome destes Estados e em teu e meu nome, o tempo Presente.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sei que o passado foi grande e o futuro ser&aacute; grande,</p>
<p>E sei que ambos curiosamente conjugam no tempo presente,</p>
<p>(Pelo bem daquele que tipifico, pelo bem do homem comum m&eacute;dio, teu bem se tu fores ele,)</p>
<p>E que onde estou ou tu est&aacute;s no dia presente, h&aacute; o centro de todos os dias, todas as ra&ccedil;as,</p>
<p>E h&aacute; o significado a n&oacute;s de tudo que sempre veio de ra&ccedil;as e dias, ou sempre vir&aacute;.</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Isto &eacute;, habitante de <strong>&Aacute;lbion</strong>, antigo nome da <strong>Inglaterra</strong> ou <strong>Reino Unido</strong>.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> Bardo escandinavo.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> Alemanha; nome derivado dos Teut&ocirc;es, povos germ&acirc;nicos que viveram no centro e norte da Europa.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ano de Meteoros</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/ano-de-meteoros.html</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 23:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[19. Aves de Arribação]]></category>
		<category><![CDATA[Aves de Arribação]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano de Meteoros (1859-60) . Chuva de meteoros Ano de meteoros! ano taciturno! Eu juntaria em palavras retrospectivas algumas de tuas a&#231;&#245;es e sinais, Eu cantaria tua disputa para a 19&#186; Presidentiad[1], Eu cantaria como um velho, alto, de cabelo branco, subiu o pat&#237;bulo na Virg&#237;nia[2], (Eu estava perto, em sil&#234;ncio fiquei com os dentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p align="center"><strong>Ano de Meteoros</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><em>(1859-60)</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Meteor_burst.jpg" target="_blank"><img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/30/Meteor_burst.jpg/200px-Meteor_burst.jpg" alt="Chuva de meteoros" width="200" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Chuva de meteoros</p></div>
<p>Ano de meteoros! ano taciturno!</p>
<p>Eu juntaria em palavras retrospectivas algumas de tuas a&ccedil;&otilde;es e sinais,</p>
<p>Eu cantaria tua disputa para a 19&ordm; Presidentiad<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a>,</p>
<p>Eu cantaria como um velho, alto, de cabelo branco, subiu o pat&iacute;bulo na Virg&iacute;nia<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a>,</p>
<p>(Eu estava perto, em sil&ecirc;ncio fiquei com os dentes cerrados, assisti,</p>
<p>Eu fiquei muito perto de ti meu velho quando sereno e indiferente, mas tr&ecirc;mulo com a idade e com teus ferimentos n&atilde;o curados subiste ao pat&iacute;bulo;)</p>
<p>Eu cantaria em minha copiosa can&ccedil;&atilde;o teus dados demogr&aacute;ficos dos Estados,</p>
<p>As tabelas de popula&ccedil;&atilde;o e produtos, eu cantaria teus navios e suas cargas,</p>
<p>Os soberbos navios pretos de Manhattan chegando, alguns repletos de imigrantes, alguns do istmo com cargas de ouro,</p>
<p>Can&ccedil;&otilde;es disso eu cantaria, a tudo aquilo que pra c&aacute; vem boas-vindas eu daria,</p>
<p>E tu eu cantaria, justo rapaz! boas-vindas a ti de mim, jovem pr&iacute;ncipe da Inglaterra!<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a></p>
<p>(Lembras tu engrossando as multid&otilde;es de Manhattan quando passaste com teu cortejo de nobres?</p>
<p>Ali nas multid&otilde;es estive e te escolhi com apego;)</p>
<p>Nem me esque&ccedil;o de cantar a maravilha, o navio quando ele deslizou em minha ba&iacute;a,</p>
<p>Bem-feito e imponente o Grande Oriental<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn4">[4]</a> deslizou na minha ba&iacute;a, ele tinha 600 p&eacute;s de comprimento,</p>
<p>Seu r&aacute;pido movimento rodeado de mir&iacute;ades de pequenas embarca&ccedil;&otilde;es n&atilde;o esque&ccedil;o eu de cantar;</p>
<p>Nem o cometa que apareceu do norte sem ser anunciado cintilando no c&eacute;u,</p>
<p>Nem a estranha e enorme prociss&atilde;o de meteoros deslumbrante e clara cadente sobre nossas cabe&ccedil;as,</p>
<p>(Um momento, um longo momento ela flutuou suas bolas de luz espectral sobre nossas cabe&ccedil;as,</p>
<p>Ent&atilde;o partiu, lan&ccedil;ada na noite, e se foi;)</p>
<p>Tais coisas, e intermitentes como elas, eu canto—com fulgores delas fulguraria e enfeitaria eu estes cantos,</p>
<p>Teus cantos, Oh ano todo matizado de mal e bem—ano de press&aacute;gios!</p>
<p>Ano de cometas e meteoros transit&oacute;rios e estranhos—v&ecirc;! mesmo aqui um igualmente transit&oacute;rio e estranho!</p>
<p>Conforme esvoa&ccedil;o por ti apressadamente, para logo cair e partir, o que &eacute; este canto,</p>
<p>O que sou eu mesmo a n&atilde;o ser um de teus meteoros?</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Disputa eleitoral de 1860, entre <strong>Lincoln</strong> e <strong>Douglas</strong>.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> O abolicionista <strong>John Brown</strong>, enforcado em 1859, por alta trai&ccedil;&atilde;o (ou seja, tentativa de iniciar uma rebeli&atilde;o de escravos).</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> O <strong>Pr&iacute;ncipe de Gales</strong>, Edward, que visitou Nova York em 1860.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref4">[4]</a> Famoso navio a vapor, o maior da &eacute;poca (lan&ccedil;ado em 1858), cujo nome em ingl&ecirc;s &eacute; <em>Great Eastern</em>, devido ao nome da empresa que o adquiriu e terminou sua constru&ccedil;&atilde;o, <em>a Great Eastern Ship Company</em>. Especificamente, o navio tinha o comprimento de 692 p&eacute;s, isto &eacute;, 211 metros. Alguns dados curiosos sobre este navio: era feito de ferro, com duplo fundo (duplo casco), o que evitou um naufr&aacute;gio quando bateu numa rocha perto de <strong>Long Island</strong> em 1862, que abriu um rombo em seu casco externo (o mesmo tipo de acidente que fez o <em>Titanic</em> afundar; naturalmente, este bateu num iceberg); e quando ele foi vendido como ferro velho, em 1889-90, o <strong>Liverpool F.C.</strong>, que estava procurando um mastro para sua bandeira, comprou o mastar&eacute;u da g&aacute;vea para colocar em seu est&aacute;dio, o <strong>Anfield</strong>, constru&iacute;do em 1884, local em que se encontra at&eacute; hoje.</p>
<p>***</p>
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