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	<title>Poesia de Whitman &#187; Travessia da Barca do Brooklyn</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>Travessia da Barca do Brooklyn</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 16:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[09. Travessia da Barca do Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia da Barca do Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Travessia da Barca do Brooklyn . 1 . Mar&#233; montante sob mim! te vejo cara a cara! Nuvens do oeste—sol elevado de meia-hora—tamb&#233;m te vejo cara a cara. . Grupos de homens e mulheres vestidos em trajes comuns, sois muito singulares pra mim! Nas barcas as centenas e centenas que cruzam, voltando ao lar, s&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p align="center"><strong>Travessia da Barca do Brooklyn</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Mar&eacute; montante sob mim! te vejo cara a cara!</p>
<p>Nuvens do oeste—sol elevado de meia-hora—tamb&eacute;m te vejo cara a cara.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Grupos de homens e mulheres vestidos em trajes comuns, sois muito singulares pra mim!</p>
<p>Nas barcas as centenas e centenas que cruzam, voltando ao lar, s&atilde;o mais singulares a mim do que sup&otilde;es,</p>
<p>E tu que cruzar&aacute;s de praia a praia no futuro &eacute;s mais pra mim e mais em minhas medita&ccedil;&otilde;es que poderias supor.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Meu sustento impalp&aacute;vel proveniente de todas as coisas em todas as horas do dia,</p>
<p>O esquema simples, compacto, bem-unido, eu mesmo desintegrado, todos desintegrados por&eacute;m partes do esquema,</p>
<p>As similitudes do passado e as do futuro,</p>
<p>As gl&oacute;rias atadas como contas em minhas menores vis&otilde;es e audi&ccedil;&otilde;es, na cal&ccedil;ada na rua e na passagem sobre o rio,</p>
<p>A corrente impelindo t&atilde;o veloz e nadando comigo bem longe,</p>
<p>Os outros que me seguir&atilde;o, os la&ccedil;os entre eu e eles,</p>
<p>A certeza de outros, a vida, amor, vis&atilde;o, audi&ccedil;&atilde;o de outros.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Outros adentrar&atilde;o os port&otilde;es da barca e cruzar&atilde;o de praia a praia,</p>
<p>Outros assistir&atilde;o o correr da mar&eacute; montante,</p>
<p>Outros ver&atilde;o o embarque de Manhattan norte e oeste, e as eleva&ccedil;&otilde;es do Brooklyn a sul e leste,</p>
<p>Outros ver&atilde;o as ilhas grandes e pequenas;</p>
<p>Daqui a cinq&uuml;enta anos, outros as ver&atilde;o conforme cruzam, o sol elevado meia hora,</p>
<p>Daqui a cem anos, ou sempre daqui a muitas centenas de anos, outros as ver&atilde;o,</p>
<p>Apreciar&atilde;o o p&ocirc;r-do-sol, o influxo da mar&eacute; montante, o refluxo ao mar da mar&eacute; vazante.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>&Eacute; em v&atilde;o, tempo e lugar—dist&acirc;ncia &eacute; em v&atilde;o,</p>
<p>Estou convosco, v&oacute;s homens e mulheres de uma gera&ccedil;&atilde;o, ou sempre daqui a muitas gera&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Justo como sentis quando olhais o rio e c&eacute;u, assim senti,</p>
<p>Justo como qualquer um de v&oacute;s &eacute; parte de uma multid&atilde;o viva, eu fui um na multid&atilde;o,</p>
<p>Justo como sois refrescados pelo j&uacute;bilo do rio e o fluxo brilhante, fui refrescado,</p>
<p>Justo como vos postais e apoiais na grade, por&eacute;m apressais com a veloz corrente, me postei por&eacute;m fui apressado,</p>
<p>Justo como olhais os in&uacute;meros mastros de navios e os taludos tubos de vapores, olhei.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tamb&eacute;m muitas e muitas vezes cruzei o rio no passado,</p>
<p>Assisti as gaivotas de Dezembro, as vi alto no ar flutuando com asas im&oacute;veis, oscilando seus corpos,</p>
<p>Vi como o amarelo cintilante avivava partes de seus corpos e deixava o resto em forte sombra,</p>
<p>Vi os c&iacute;rculos lenti-girantes e o empuxo gradual para o sul,</p>
<p>Vi o reflexo do c&eacute;u de ver&atilde;o na &aacute;gua,</p>
<p>Meus olhos foram ofuscados pelo rasto difuso de raios,</p>
<p>Olhei os finos fachos centr&iacute;fugos de luz ao redor da forma de minha cabe&ccedil;a na &aacute;gua ensolarada,</p>
<p>Olhei a neblina nas colinas ao sul e sudoeste,</p>
<p>Olhei o vapor quando voou em velos tintos de violeta,</p>
<p>Olhei a ba&iacute;a abaixo para observar os navios chegando,</p>
<p>Vi sua aproxima&ccedil;&atilde;o, vi a bordo os que estavam perto de mim,</p>
<p>Vi as velas brancas de escunas e chalupas, vi os navios ancorados,</p>
<p>Os marinheiros trabalhando no cordame ou fora montados nas vergas,</p>
<p>Os mastros rotundos, o balan&ccedil;o dos cascos, as delgadas serpeantes fl&acirc;mulas,</p>
<p>Os pequenos e grandes vapores em movimento, os pilotos em suas casas do leme,</p>
<p>Os sulcos brancos deixados pela passagem, o r&aacute;pido giro tr&ecirc;mulo das rodas,</p>
<p>As bandeiras de todas as na&ccedil;&otilde;es, seu baixar ao poente,</p>
<p>As ondas orladas de conchas ao crep&uacute;sculo, as x&iacute;caras cheias, as galhofeiras vagas e a cintila&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>A distante extens&atilde;o que fica cada vez mais fosca, as paredes cinzentas dos armaz&eacute;ns de granito nas docas,</p>
<p>No rio o grupo sombrio, o grande rebocador a vapor flanqueado de perto pelas barca&ccedil;as, o barco de feno, a chata atrasada,</p>
<p>Na praia pr&oacute;xima os fogos das chamin&eacute;s de fundi&ccedil;&atilde;o queimando altos e fulgurantes dentro da noite,</p>
<p>Arrojando sua oscila&ccedil;&atilde;o de preto contrastado com a agreste luz vermelha e amarela sobre os topos das casas, e embaixo nas fendas das ruas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Estes e tudo o mais eram para mim o mesmo que s&atilde;o pra ti,</p>
<p>Bem amei essas cidades, bem amei o rio imponente e r&aacute;pido,</p>
<p>Os homens e mulheres que vi estavam todos perto de mim,</p>
<p>Outros igualmente—outros que me relembram porque os aguardei,</p>
<p>(O tempo vir&aacute;, embora eu pare aqui este dia e esta noite.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que h&aacute; ent&atilde;o entre n&oacute;s?</p>
<p>O que &eacute; a contagem de vintenas ou centenas de anos entre n&oacute;s?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que for, &eacute; em v&atilde;o—dist&acirc;ncia &eacute; em v&atilde;o e lugar &eacute; em v&atilde;o,</p>
<p>Tamb&eacute;m vivi, o Brooklyn de amplas colinas era meu,</p>
<p>Tamb&eacute;m percorri as ruas da ilha de Manhattan, e me banhei nas &aacute;guas ao seu redor,</p>
<p>Tamb&eacute;m senti os questionamentos abruptos curiosos revolver dentro de mim,</p>
<p>De dia entre grupos de pessoas &agrave;s vezes eles me acometiam,</p>
<p>A caminho de casa tarde da noite ou deitado em minha cama eles me acometiam,</p>
<p>Eu tamb&eacute;m tinha sido golpeado pela flutua&ccedil;&atilde;o sempre contida em solu&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Tamb&eacute;m tinha recebido identidade pelo meu corpo,</p>
<p>Que eu era eu sabia que eu era de meu corpo e o que devia ser eu sabia que eu devia ser de meu corpo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>N&atilde;o &eacute; s&oacute; sobre ti que caem as negras n&eacute;voas,</p>
<p>O escuro tamb&eacute;m jogou suas n&eacute;voas sobre mim,</p>
<p>O melhor que eu tinha feito pareceu-me inexpressivo e suspeito,</p>
<p>Meus grandes pensamentos como os supus, n&atilde;o eram na realidade insuficientes?</p>
<p>Nem &eacute; s&oacute; tu que sabes o que &eacute; ser mau,</p>
<p>Sou quem soube o que era ser mau,</p>
<p>Tamb&eacute;m cerzi o velho n&oacute; da contrariedade,</p>
<p>Tagarelei, ruborizei, ressenti, menti, roubei, relutei,</p>
<p>Tive perf&iacute;dia, c&oacute;lera, lasc&iacute;via, desejos ardentes que n&atilde;o ousei revelar,</p>
<p>Fui cabe&ccedil;udo, v&atilde;o, mesquinho, raso, astuto, covarde, mal&eacute;volo,</p>
<p>O lobo, a cobra, o porco, n&atilde;o querendo em mim,</p>
<p>O olhar trapaceiro, a palavra fr&iacute;vola, o desejo ad&uacute;ltero, n&atilde;o querendo,</p>
<p>Recusas, &oacute;dios, adiamentos, maldade, pregui&ccedil;a, nenhum desses querendo,</p>
<p>Fui uno com os demais, os dias e acasos do resto,</p>
<p>Fui chamado por meu nome mais &iacute;ntimo por vozes claras e altas de jovens conforme me viam se aproximando ou passando,</p>
<p>Senti seus bra&ccedil;os em meu pesco&ccedil;o quando estava de p&eacute;, ou o apoio negligente de seus corpos contra mim quando sentava,</p>
<p>Vi muitos que amei na rua ou barca ou assembl&eacute;ia p&uacute;blica, por&eacute;m nunca lhes disse uma palavra,</p>
<p>Vivi a mesma vida com os demais, o mesmo velho riso, roer, dormir,</p>
<p>Fiz o papel que ainda relembra o ator ou atriz,</p>
<p>O mesmo velho papel, o papel que &eacute; o que o tornamos, t&atilde;o grande quanto gostarmos,</p>
<p>Ou t&atilde;o pequeno quanto gostarmos, ou tanto grande quanto pequeno.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Mais &iacute;ntimo por&eacute;m te abordo,</p>
<p>O pensamento que tens de mim agora, tive o mesmo de ti—armazenei com anteced&ecirc;ncia,</p>
<p>Considerei-te longa e seriamente antes de nasceres.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quem devia saber o que chegaria pra mim?</p>
<p>Quem sabe estou desfrutando disto?</p>
<p>Quem sabe, por toda a dist&acirc;ncia, que estou quase te olhando agora, por tudo que n&atilde;o possas me ver?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ah, o que pode ser mais imponente e admir&aacute;vel para mim do que Manhattan debruada de mastros?</p>
<p>Rio e poente e ondas orladas de conchas da mar&eacute; montante?</p>
<p>As gaivotas oscilando seus corpos, o barco de feno no crep&uacute;sculo e a chata<a href="#_ftn1">[1]</a> atrasada?</p>
<p>Que deuses podem exceder estes que me seguram pela m&atilde;o e com vozes que amo me chamam pronta e ruidosamente pelo meu nome mais &iacute;ntimo quando me aproximo?</p>
<p>O que &eacute; mais sutil que isto que me ata &agrave; mulher ou homem que me olha na cara?</p>
<p>Que me funde agora em ti, e derrama meu sentido em ti?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Entendemos ent&atilde;o, n&atilde;o?</p>
<p>O que prometi sem mencionar, n&atilde;o aceitaste?</p>
<p>O que o estudo n&atilde;o p&ocirc;de ensinar—o que a prega&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podia realizar est&aacute; realizado, n&atilde;o est&aacute;?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">9</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Flui, rio! flui com a mar&eacute; montante, e vaza com a vazante!</p>
<p>Galhofai, ondas encrespadas e orladas de conchas!</p>
<p>Magn&iacute;ficas nuvens do poente! encharcai-me com vosso esplendor, ou os homens e mulheres gera&ccedil;&otilde;es adiante!</p>
<p>Cruzai de costa a costa, multid&otilde;es inumer&aacute;veis de passageiros!</p>
<p>Erguei-vos, altos mastros de Mannahatta! erguei-vos, belas colinas do Brooklyn!</p>
<p>Pulsa, c&eacute;rebro confuso e curioso! lan&ccedil;a perguntas e respostas!</p>
<p>Suspende aqui e em todo lugar, flutua&ccedil;&atilde;o eterna de solu&ccedil;&atilde;o!</p>
<p>Fitai, olhos ternos e sedentos, na casa ou rua ou assembl&eacute;ia p&uacute;blica!</p>
<p>Soai, vozes de jovens! ruidosa e musicalmente chamai-me por meu nome mais &iacute;ntimo!</p>
<p>Vive, velha vida! faze o papel que relembra o ator ou atriz!</p>
<p>Faze o antigo papel, o papel que &eacute; grande ou pequeno de acordo com a pessoa que faz!</p>
<p>Considera, tu que me perscrutas, se n&atilde;o posso de modo desconhecido estar te olhando;</p>
<p>S&ecirc; firme, grade sobre o rio, para apoiar aqueles que se encostam ociosamente, por&eacute;m se apressam com a r&aacute;pida corrente;</p>
<p>Voai, p&aacute;ssaros marinhos! voai lateralmente, ou circundai em grandes c&iacute;rculos alto no ar;</p>
<p>Recebe o c&eacute;u de ver&atilde;o, tu &aacute;gua, e fielmente o mant&eacute;m at&eacute; que todos os olhos abatidos tenham tempo de tom&aacute;-lo de ti!</p>
<p>Divergi, finos fachos de luz, da forma de minha cabe&ccedil;a, ou de qualquer cabe&ccedil;a, na &aacute;gua ensolarada!</p>
<p>Vinde, navios da ba&iacute;a baixa! Passai pra cima e pra baixo, escunas, chalupas, chatas de velas brancas!</p>
<p>Tremulai, bandeiras de todas as na&ccedil;&otilde;es! sejai devidamente baixadas ao poente!</p>
<p>Queimai alto vossos fogos, chamin&eacute;s de fundi&ccedil;&atilde;o! lan&ccedil;ai sombras pretas ao anoitecer! lan&ccedil;ai luz vermelha e amarela sobre os topos das casas!</p>
<p>Apar&ecirc;ncias, agora ou doravante, indicai o que sois,</p>
<p>Tu necess&aacute;ria pel&iacute;cula, continua a envolver a alma,</p>
<p>Sobre meu corpo para mim, e teu corpo para ti, que pairem nossos mais divinos aromas,</p>
<p>Vicejai, cidades—trazei vosso frete, vossos espet&aacute;culos, rios amplos e suficientes,</p>
<p>Expande, ser que nenhum outro seja talvez mais espiritual,</p>
<p>Mantei vossos lugares, objetos que nenhum outro seja mais duradouro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Aguardastes, sempre aguardais, belos bobos pastores,</p>
<p>Vos recebemos com senso livre por fim, e somos doravante insaci&aacute;veis,</p>
<p>Nem v&oacute;s mais podereis nos frustrar, ou refrear-vos de n&oacute;s,</p>
<p>Vos usamos e n&atilde;o vos rejeitamos—vos plantamos permanentemente em n&oacute;s,</p>
<p>N&atilde;o vos sondamos—vos amamos—tamb&eacute;m h&aacute; perfei&ccedil;&atilde;o em v&oacute;s,</p>
<p>Forneceis vossas partes em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; eternidade,</p>
<p>Grandes ou pequenas, forneceis vossas partes em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; alma.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> Lanch&atilde;o ou barca&ccedil;a; embarca&ccedil;&atilde;o larga e pouco profunda, feita de madeira e resistente, para o transporte de mercadorias.</p>
<p>***</p>
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		<title>Travessia da Barca do Brooklyn: introdu&#231;&#227;o</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 15:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[09. Travessia da Barca do Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia da Barca do Brooklyn]]></category>

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		<description><![CDATA[“Travessia da Barca do Brooklyn”, de Walt Whitman, &#233; uma das seis elegias contidas em Folhas de Relva, na opini&#227;o de Harold Bloom, como explico na se&#231;&#227;o 2.4 de minha tese. As outras cinco elegias s&#227;o: “Os Adormecidos” (“The Sleepers”), “Can&#231;&#227;o de Mim Mesmo” (“Song of Myself”), “Ao Vazar com o Oceano da Vida” (“As [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;"><strong>“<a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/?p=286" target="_blank">Travessia da Barca do Brooklyn</a>”, </strong>de<strong> Walt Whitman, </strong>&eacute; uma das seis <strong>elegias </strong>contidas em <strong><em>Folhas de Relva</em></strong>, na opini&atilde;o de <a title="texto sobre harold bloom" href="http://english.mrkind.pro.br/harold-bloom/" target="_blank"><strong>Harold Bloom</strong></a>, como explico na se&ccedil;&atilde;o <a title="texto sobre harold bloom" href="http://english.mrkind.pro.br/harold-bloom/" target="_blank">2.4 de minha tese</a>. As outras cinco elegias s&atilde;o: “<strong>Os Adormecidos</strong>” (“The Sleepers”), “<strong>Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo</strong>” (“Song of Myself”), “<strong>Ao Vazar com o Oceano da Vida</strong>” (“As I Ebb’d with the Ocean of Life”), “<strong>Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando</strong>” (“Out of the Cradle Endlessly Rocking”) e “<strong>Da &Uacute;ltima Vez Que Lilases Floriram no P&aacute;tio” </strong> (“When Lilacs Last in the Dooryard Bloom’d”).</p>
<p style="text-align: justify;">Embora, tecnicamente falando, apenas “<strong>Da &Uacute;ltima</strong>&#8230;” seja realmente uma elegia. Al&eacute;m do mais, h&aacute; outros grandes poemas, longos <strong>poemas</strong>, em <em>Folhas de Relva</em> tamb&eacute;m, como “<strong>Partindo de Paumanok</strong>”, “<strong>Salut au Monde!</strong>” e “<strong>Passagem Para a &Iacute;ndia</strong>”.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 339px"><a href="http://www.pbs.org/wgbh/amex/whitman/map/13.html#location" target="_blank"><img src="http://www.pbs.org/wgbh/amex/whitman/map/images/13.jpg" alt="Brooklyn Ferry" width="329" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">Brooklyn Ferry</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas, falando de <strong>“<a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/?p=286" target="_blank">Travessia da Barca do Brooklyn</a>”</strong>, este <strong>poema </strong>retrata a travessia do poeta de Manhattan para o Brooklyn no final de um dia de trabalho. Transcendentalmente, ele descreve a travessia de qualquer pessoa, n&atilde;o apenas de um lado para o outro, mas tamb&eacute;m uma travessia de tempo e espa&ccedil;o, do material ao imaterial em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; eternidade. O poeta fala com o rio, mostrando tamb&eacute;m o movimento da &aacute;gua e das ondas e o ir e vir da mar&eacute;.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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