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	<title>Poesia de Whitman &#187; transcendência</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>A solid&#227;o, o pessimismo e a transcend&#234;ncia de Whitman</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 01:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[transcendência]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Whitman escreveu o seguinte poema em 1840, aos 21 anos de idade, quando ele estava experimentando versos sobre o “tema da amizade”, como disse seu bi&#243;grafo Wilson Allen. Na realidade, n&#227;o &#233; bem amizade que ele trata neste poema, mas sim a busca de uma paix&#227;o terrena, um amor que acalmasse sua sede de outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><strong>Whitman </strong>escreveu o seguinte <strong>poema</strong> em 1840, aos 21 anos de idade, quando ele estava experimentando versos sobre o “tema da amizade”, como disse seu bi&oacute;grafo <strong>Wilson Allen</strong>. Na realidade, n&atilde;o &eacute; bem amizade que ele trata neste poema, mas sim a busca de uma paix&atilde;o terrena, um amor que acalmasse sua sede de outro ser:</p>
<p>Oh, potentes poderes do Destino!<br />
Quando deste rolo de tend&otilde;es me libertar,<br />
Quando por minha segunda vida vagar,<br />
Permitam-me apenas encontrar um cora&ccedil;&atilde;o para amar<br />
Como eu desejaria amar.</p>
<p>Permitam-me apenas encontrar um &uacute;nico peito,<br />
Onde esta alma cansada possa sua esperan&ccedil;a repousar,<br />
numa f&eacute; imorredoura; ah, ent&atilde;o,<br />
Isso seria uma gl&oacute;ria livre da dor,<br />
E do enj&ocirc;o do cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Pois em v&atilde;o por este mundo abaixo<br />
Buscamos afei&ccedil;&atilde;o. S&oacute; o desgosto<br />
tece nossa viagem terrena;<br />
E assim o cora&ccedil;&atilde;o deve mirar acima,<br />
Ou morrer em surdo desespero.</p>
<p>Estes versos e o texto abaixo est&atilde;o na <a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 2.5.3,</a><strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank"> </a></strong><strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">After the death of Carpus</a></strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">,</a> da minha tese de doutorado, traduzidos aqui por mim e acrescidos de alguns coment&aacute;rios.</p>
<p>O questionamento de <strong>Whitman </strong>se ele alguma vez encontraria um<br />
cora&ccedil;&atilde;o para amar como ele gostaria de amar definitivamente n&atilde;o &eacute; sobre<br />
amizade.</p>
<p>Encontrar um cora&ccedil;&atilde;o para amar significaria &#8220;bliss&#8221; (no original),<br />
&ecirc;xtase, alegria, completos, sua total aspira&ccedil;&atilde;o e inspira&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>E j&aacute; de in&iacute;cio ele est&aacute; falando sobre fazer isso<br />
em sua &#8220;segunda vida&#8221;, n&atilde;o em sua real, que &eacute; um<br />
sinal de que ele sabia desde cedo que ele n&atilde;o iria encontr&aacute;-lo.</p>
<p>Allen acrescenta que este poema foi a &#8220;Premoni&ccedil;&atilde;o&#8221; de <strong>Whitman</strong> do “cantor solit&aacute;rio&#8221; que ele se tornaria.</p>
<p>O poeta sentia dentro de sua alma que ele iria passar sua<br />
vida sem a pessoa certa para ele, como se a<br />
pessoa certa tivesse morrido ou n&atilde;o tivesse nascido afinal.</p>
<p>E ele sabia que ele teria de permanecer sozinho toda sua vida, esperando<br />
por uma segunda vida para encontrar essa pessoa em algum lugar &#8220;acima&#8221;.<br />
Ele sabia que ele iria “carregar esse peso” (&#8220;Carry That Weight&#8221;) por um longo tempo, como os <strong>Beatles </strong>cantaram nessa can&ccedil;&atilde;o do seu &aacute;lbum Abbey Road,<br />
de 1969.</p>
<p>O poeta levaria muito tempo, talvez at&eacute; sua &#8220;segunda vida&#8221;, para finalmente ser capaz de ter “sono dourado” (&#8220;Golden Slumbers&#8221;) em seus olhos, para citar outra can&ccedil;&atilde;o do mesmo &aacute;lbum dos <strong>Beatles</strong>.</p>
<p>Em resumo, podemos n&atilde;o saber o que realmente aconteceu para ele agir daquela maneira; no entanto, sabemos o que ele fez com o que aconteceu: ele<br />
transmutou tudo em poesia (como &eacute; cantado no poema citado na se&ccedil;&atilde;o 2.5.2), para escapar como a Natureza escapa, ou &#8220;partir dos materiais&#8221;, e reencarnar em uma nova forma de vida, para que ele pudesse<br />
fazer algo efetivo para seus camaradas.</p>
<p>Al&eacute;m disso, no final do poema, ele aponta os poss&iacute;veis caminhos para si mesmo: j&aacute; que a vida &eacute; feita de desgosto e sofrimento, o “cora&ccedil;&atilde;o deve mirar acima”, isto &eacute;, a transmuta&ccedil;&atilde;o do sentimento, transcender tudo que &eacute; inerente ao mundo material, ou morrer em desespero, se ficar mirando apenas o que est&aacute; abaixo, a mis&eacute;ria do mundo, a falta, a car&ecirc;ncia, o pessimismo.</p>
<p>Neste ponto, como o pr&oacute;prio poeta diria mais tarde, ele tamb&eacute;m &eacute; contradit&oacute;rio, pois ao mesmo tempo que acreditava na vida e na sa&uacute;de e pureza do corpo, ele tamb&eacute;m tinha o sentimento pessimista de que n&atilde;o iria encontrar a pessoa certa para amar.</p>
<p>De fato, como relatam suas biografias, ele n&atilde;o encontrou.</p>
<p>Teve apenas os casos comentados por todos os bi&oacute;grafos com amigos ou companheiros, mas nunca assumidos por ele em sua vida terrena, relacionamentos nem sempre tranq&uuml;ilos e serenos, e que no final da vida ele os negou, dizendo que tinha tido relacionamento com mulheres e filhos com elas, tamb&eacute;m nunca comprovados.</p>
<p>O que sabemos com certeza &eacute; que ele se tornou o “Cantor Solit&aacute;rio”, como o p&aacute;ssaro de seu poema (“<a title="poema" href="http://poesiadewhitman.com/do-berco-infindamente-embalando.html" target="_blank">Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando</a>”), que perdeu a companheira e precisou mirar sempre acima, em busca de transcend&ecirc;ncia, da alma, do divino em si, de um consolo espiritual, para n&atilde;o ter que passar a vida em completo sofrimento, imerso numa mat&eacute;ria que ele ainda por cima teve que suportar em invalidez em seus &uacute;ltimos anos.</p>
<p>Quem sabe em uma segunda vida, encarnado em outro espa&ccedil;o e tempo, ele tenha a chance de encontrar o amor de sua vida, aquela pessoa por quem ele tanto ansiou, abrindo seu cora&ccedil;&atilde;o para amar e saindo de vez do pessimismo de quem intuiu cedo na vida que n&atilde;o o faria, deixando para tr&aacute;s o que foi apenas uma cren&ccedil;a, e n&atilde;o uma verdade absoluta.</p>
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