<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Poesia de Whitman &#187; Tradução</title>
	<atom:link href="http://poesiadewhitman.com/tag/traducao/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://poesiadewhitman.com</link>
	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
	<lastBuildDate>Sat, 14 Jan 2012 13:44:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Eu Sento-me e Examino</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/eu-sento-me-e-examino.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/eu-sento-me-e-examino.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 03:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[22. À BEIRA DA ESTRADA]]></category>
		<category><![CDATA[Á Beira da Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=1012</guid>
		<description><![CDATA[Eu Sento-me e Examino Eu sento-me e examino todas as m&#225;goas do mundo, e toda opress&#227;o e vergonha, Ou&#231;o secretos solu&#231;os convulsivos de jovens angustiados consigo mesmos, arrependidos ap&#243;s atos cometidos, Vejo entre os degradados a m&#227;e maltratada por seus filhos, desfalecente, negligenciada, desolada, desesperada, Vejo a esposa maltratada por seu marido, vejo o trai&#231;oeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Eu Sento-me e Examino</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Eu sento-me e examino todas as m&aacute;goas do mundo, e toda opress&atilde;o e vergonha,</p>
<p>Ou&ccedil;o secretos solu&ccedil;os convulsivos de jovens angustiados consigo mesmos, arrependidos ap&oacute;s atos cometidos,</p>
<p>Vejo entre os degradados a m&atilde;e maltratada por seus filhos, desfalecente, negligenciada, desolada, desesperada,</p>
<p>Vejo a esposa maltratada por seu marido, vejo o trai&ccedil;oeiro sedutor de mocinhas,</p>
<p>Noto os ressentimentos de ci&uacute;me e amor n&atilde;o correspondido que tentam esconder, vejo essas paisagens na terra,</p>
<p>Vejo as opera&ccedil;&otilde;es de batalha, pestil&ecirc;ncia, tirania, vejo m&aacute;rtires e prisioneiros,</p>
<p>Observo uma escassez no mar, observo os marinheiros tirando na sorte quem ser&aacute; morto para preservar as vidas dos demais,</p>
<p>Observo os desprezos e degrada&ccedil;&otilde;es lan&ccedil;ados por pessoas arrogantes sobre trabalhadores, pobres, negros e outros;</p>
<p>Todos estes—toda a maldade e agonia sem fim eu sentado examino,</p>
<p>Vejo, ou&ccedil;o, e fico em sil&ecirc;ncio.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 428px"><a href="http://www.fws.gov/digitalmedia/cdm4/item_viewer.php?CISOROOT=/natdiglib&amp;CISOPTR=1955&amp;CISOBOX=1&amp;REC=2" target="_blank"><img class=" " src="http://www.fws.gov/digitalmedia/cgi-bin/getimage.exe?CISOROOT=/natdiglib&amp;CISOPTR=1955&amp;DMSCALE=23.33333&amp;DMWIDTH=700&amp;DMHEIGHT=700&amp;DMX=0&amp;DMY=0&amp;DMTEXT=%20silent&amp;REC=2&amp;DMTHUMB=0&amp;DMROTATE=0" alt="" width="418" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Seney National Wildlife Refuge, Michigan </p></div>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/eu-sento-me-e-examino.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>REPIQUES DE TAMBOR</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/repiques-de-tambor.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/repiques-de-tambor.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 May 2010 02:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[23. REPIQUES DE TAMBOR]]></category>
		<category><![CDATA[Repiques de Tambor]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=988</guid>
		<description><![CDATA[Este livro, Repiques de Tambor, foi publicado originalmente separado em 1865. Trata-se de uma cole&#231;&#227;o de poemas originados da experi&#234;ncia de Whitman durante a Guerra de Secess&#227;o, que ele viu de perto, ao trabalhar como enfermeiro volunt&#225;rio nos hospitais improvisados de Washington. Al&#233;m do contato di&#225;rio com os soldados feridos, ele tamb&#233;m perambulava pelos campos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Este livro, <em><strong>Repiques de Tambor</strong></em>, foi publicado originalmente separado em 1865. Trata-se de uma <strong>cole&ccedil;&atilde;o de poemas</strong> originados da experi&ecirc;ncia de Whitman durante a Guerra de Secess&atilde;o, que ele viu de perto, ao trabalhar como enfermeiro volunt&aacute;rio nos hospitais improvisados de Washington.</p>
<p>Al&eacute;m do contato di&aacute;rio com os soldados feridos, ele tamb&eacute;m perambulava pelos campos de batalha, tendo assistido a combates. Nessa &eacute;poca, como relatado na biografia do poeta neste blog, ele gastava quase tudo que ganhava comprando alimentos e material de carta para os soldados escreverem para suas fam&iacute;lias.</p>
<p>Os poemas desse conjunto, que depois foi integrado ao corpo de <em><strong>Folhas de Relva</strong></em><strong>,</strong> tem um formato diferente, s&atilde;o mais compactos, mais descritivos, como pinturas no estilo holand&ecirc;s da segunda metade do s&eacute;culo XIX.</p>
<p>Ali&aacute;s, n&atilde;o s&oacute; ele gostava de pintura, como os pintores gostavam de sua poesia, como comentei h&aacute; pouco sobre a admira&ccedil;&atilde;o de Van Gogh pela poesia de Whitman, na introdu&ccedil;&atilde;o ao livro <em><strong>Do Meio-Dia &agrave; Noite Estrelada</strong></em>.</p>
<p>Come&ccedil;o a <strong>tradu&ccedil;&atilde;o deste livro </strong>por um poema chamado <strong><a title="ler o poema" href="http://poesiadewhitman.com/bivaque-em-um-declive-de-montanha.html" target="_blank">Bivaque em um Declive de Montanha</a></strong>.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/repiques-de-tambor.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Do Meio-dia &#224; Noite Estrelada</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/do-meio-dia-a-noite-estrelada.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/do-meio-dia-a-noite-estrelada.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 May 2010 04:38:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[37. Do Meio-dia à Noite Estrelada]]></category>
		<category><![CDATA[Médiuns]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=977</guid>
		<description><![CDATA[Este livro, Do Meio-dia &#224; Noite Estrelada, integrante da edi&#231;&#227;o de Folhas de Relva de 1881, &#233; uma colet&#226;nea de poemas publicado nessa data, que foram coletados de 1855 at&#233; a &#233;poca dessa publica&#231;&#227;o. Segundo cr&#237;ticos, n&#227;o h&#225; um tema ou princ&#237;pio unificador que norteie esse conjunto de poemas. &#201; mais uma retrospectiva, mas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Este livro, <strong><em>Do Meio-dia &agrave; Noite Estrelada</em></strong>, integrante da edi&ccedil;&atilde;o de <em>Folhas de Relva</em> de 1881, &eacute; uma colet&acirc;nea de poemas publicado nessa data, que foram coletados de 1855 at&eacute; a &eacute;poca dessa publica&ccedil;&atilde;o. Segundo cr&iacute;ticos, n&atilde;o h&aacute; um tema ou princ&iacute;pio unificador que norteie esse conjunto de poemas. &Eacute; mais uma retrospectiva, mas com muito vigor po&eacute;tico, que <strong>Whitman</strong> faz desse percurso de vida.</p>
<p>Contudo, este livro possui poemas muito interessantes e famosos, como <strong>A Uma Locomotiva No Inverno</strong>, muito apreciado pela dan&ccedil;arina <strong>Isadora Duncan</strong>; <strong>Rostos </strong>(<strong>Faces</strong>, de 1855), e <strong><a title="poema" href="http://poesiadewhitman.com/mediuns.html" target="_blank">M&eacute;diuns</a></strong>, que &eacute; o primeiro a ser traduzido e publicado aqui de <strong><em>Do Meio-Dia &agrave; Noite Estrelada.</em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:VanGogh-starry_night.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/VanGogh-starry_night.jpg" alt="" width="420" height="420" /></a></em></strong></p>
<p>Insiro aqui uma imagem da pintura <strong>Noite Estrelada</strong> (1889), de <strong>Van Gogh</strong>, por ser este artista um leitor e admirador de Whitman. Como podem ver pela data, a pintura de Van Gogh &eacute; posterior &agrave; publica&ccedil;&atilde;o do livro de Whitman, e &eacute; poss&iacute;vel que ele tenha sido inspirado pela obra do poeta norte-americano.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/do-meio-dia-a-noite-estrelada.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Walt Whitman versus Emily Dickinson</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/walt-whitman-versus-emily-dickinson.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/walt-whitman-versus-emily-dickinson.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 03:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Dickinson]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=917</guid>
		<description><![CDATA[Publico aqui um outro trecho traduzido para o portugu&#234;s de minha tese de doutorado sobre Whitman e Folhas de Relva, em que aparece uma compara&#231;&#227;o do bardo norte-americano com a maior poetisa daquele pa&#237;s, da se&#231;&#227;o 2.4 Leaves of Grass: secondary sources. Diz essa passagem, em que trago a cr&#237;tica de Harold Bloom sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Publico aqui um outro trecho traduzido para o portugu&ecirc;s de minha <strong>tese de doutorado</strong> sobre <strong>Whitman</strong> e <em>Folhas de Relva</em>, em que aparece uma <strong>compara&ccedil;&atilde;o do bardo norte-americano com a maior poetisa </strong>daquele pa&iacute;s, da se&ccedil;&atilde;o <strong>2.4 Leaves of Grass: secondary sources.</strong></p>
<p>Diz essa passagem, em que trago a cr&iacute;tica de<strong> Harold Bloom </strong>sobre o poeta:</p>
<p>Sua import&acirc;ncia (de Bloom) consiste em revelar o hermetismo de <strong>Whitman</strong> para n&oacute;s (leitores). Na introdu&ccedil;&atilde;o ao volume de <em>Modern Critical Views</em> (1985), sobre <strong>Whitman</strong>, ele explica-nos porque n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil nem simples entender o poeta e suas obras, especialmente para um tradutor que precisa ou tem que trabalh&aacute;-las, embora este problema possa afetar qualquer pessoa que o fa&ccedil;a:</p>
<p>[...] Nenhum outro poeta insiste t&atilde;o veementemente e t&atilde;o continuamente que vai dizer-nos tudo, e nos dizer tudo sem artif&iacute;cios, e no entanto nos diz t&atilde;o pouco, e t&atilde;o astuciosamente. Exceto por <strong>[Emily] Dickinson</strong> (a &uacute;nica poeta americana compar&aacute;vel a ele em magnitude), n&atilde;o h&aacute; outro poeta do s&eacute;culo XIX t&atilde;o dif&iacute;cil e herm&eacute;tico quanto<br />
Whitman; nem Blake, nem Browning, nem Mallarm&eacute;. Apenas uma elite pode ler Whitman, apesar da insist&ecirc;ncia do poeta de que ele escreveu para o povo [...] (BLOOM, 1985, p.3)</p>
<p>O problema (e solu&ccedil;&atilde;o) aqui repousam no que est&aacute; no n&uacute;cleo da personalidade e na obra de Whitman: a sua contradi&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; escrito na primeira p&aacute;gina de <em>Folhas de Relva</em>, no primeiro poema de &#8220;Inscri&ccedil;&otilde;es&#8221;, que o poeta canta &#8220;uma pessoa simples separada, / No entanto, emite a palavra Democr&aacute;tico, a palavra En-Masse &#8220;.</p>
<p>O prop&oacute;sito do poeta &eacute; estabelecido desde o in&iacute;cio e todo leitor de Whitman sabe que ele prefere passar seu tempo entre os  iletrados do que entre pessoas da classe alta, e que as pessoas mais importantes para ele s&atilde;o as pessoas comuns, m&eacute;dias, que s&atilde;o a for&ccedil;a que constr&oacute;i a na&ccedil;&atilde;o e seu futuro, e de quem a democracia brota.</p>
<p>Como poderia, ent&atilde;o, que os escritos de &#8220;um cara grosso&#8221; s&oacute; podem ser compreendidos por &#8220;uma elite&#8221;? Parece-nos que somente a contradi&ccedil;&atilde;o pode explicar como um poeta que supostamente pertencia &agrave;s massas tornou-se o &#8220;centro do c&acirc;none americano&#8221; em<br />
literatura.</p>
<p>E mais ainda: um poeta que foi desprezado pela pr&oacute;pria <strong>Emily Dickinson</strong>, de quem inclu&iacute; a opini&atilde;o sobre <strong>Whitman</strong> <a title="artigo" href="http://poesiadewhitman.com/criticas-a-obra-de-walt-whitman.html" target="_blank">em outro artigo</a>, em que ela diz que n&atilde;o o leu, mas ouviu dizer que era “infame”.</p>
<p>E essa opini&atilde;o sobre Whitman certamente foi baseada na propalada crueza de muitos trechos de <em>Folhas de Relva</em>, que de t&atilde;o detalhados, pareciam que fediam, como foi comentado por cr&iacute;ticos e poetas.</p>
<p>E assim, ao mesmo tempo que Whitman foi recha&ccedil;ado pela intelectualidade de sua &eacute;poca, ironicamente ele acabou sendo incompreendido pelas massas (no dizer de Bloom).</p>
<p>Mas como dizia o poeta: ele &eacute; vasto, ele cont&eacute;m multitudes, e isso inclui ser grosso e ser fino, ser amado e odiado, venerado e detestado, compreendido e expurgado. Como poderia ser diferente, se ele n&atilde;o se esquivou em cantar a maldade, da mesma forma que cantou a bondade?</p>
<p>Ele se achou semelhante ao <strong>Cristo</strong>, observando sua pr&oacute;pria crucifica&ccedil;&atilde;o, mas ele tamb&eacute;m admitiu ser o maior traidor, consciente de suas fraquezas mundanas, ao passo que n&atilde;o perdia de vista sua divindade.</p>
<p>Neste ponto, concordo de novo com o Bloom: &eacute; preciso gastar muito fosfato para entender o poeta, em todas as suas sutilezas, pois quando ele mais se mostra, mais ele se esconde, e vice-versa.</p>
<p>Quem quiser entend&ecirc;-lo vai ter que olhar sob as solas das pr&oacute;prias botas, para ver que a mat&eacute;ria do poeta virou adubo para alimentar a relva, e tamb&eacute;m olhar para dentro de si, para ver as pr&oacute;prias contradi&ccedil;&otilde;es, incoer&ecirc;ncias, bondade e maldade, lealdade e trai&ccedil;&atilde;o, divindade e obscuridade.</p>
<p>O que n&atilde;o &eacute; nem um pouco f&aacute;cil, embora seja inevit&aacute;vel, leve o tempo que levar. E como dizem os budistas, isso pode precisar de muitas vidas!</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/walt-whitman-versus-emily-dickinson.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>An&#225;lise do trabalho realizado at&#233; o momento</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/analise-do-trabalho-realizado-ate-o-momento.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/analise-do-trabalho-realizado-ate-o-momento.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[04. Canção de Mim Mesmo]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=896</guid>
		<description><![CDATA[Analisando todos os livros e poemas que j&#225; traduzi de Folhas de Relva, os quais podem ser todos lidos neste site, acredito que preenchi minhas pr&#243;prias expectativas com rela&#231;&#227;o &#224; recria&#231;&#227;o ou simplesmente tradu&#231;&#227;o da poesia de Walt Whitman para nossa l&#237;ngua. Muito embora seja dif&#237;cil criticar o pr&#243;prio trabalho, por poder cair na armadilha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Analisando todos os <strong>livros e poemas</strong> que j&aacute; traduzi de <em>Folhas de Relva</em>, os quais podem ser todos lidos neste site, acredito que preenchi minhas pr&oacute;prias expectativas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; recria&ccedil;&atilde;o ou simplesmente tradu&ccedil;&atilde;o da poesia de <strong>Walt</strong> <strong>Whitman</strong> para nossa l&iacute;ngua.</p>
<p>Muito embora seja dif&iacute;cil criticar o pr&oacute;prio trabalho, por poder cair na armadilha do auto-elogio, pelo menos posso dizer que minha abordagem a esta tarefa &eacute; diferente das tradu&ccedil;&otilde;es geralmente literais ou quase literais existentes, principalmente no que se refere a ritmo, como enfatizo bastante em minha pesquisa de doutorado.</p>
<p>Tamb&eacute;m pelos retornos que j&aacute; recebi sobre o meu trabalho, e aqui falo de opini&otilde;es experientes, posso dizer que consegui manter o fluxo dos poemas, e sinto que sua leitura em voz alta demonstrar&aacute; isso, pois sempre testo minhas escolhas sonoramente, para ver se elas s&atilde;o adequadas ao poema.</p>
<p>Isso quer dizer que sempre tento encontrar a melhor combina&ccedil;&atilde;o de sons poss&iacute;vel para cada verso ou parte de verso. Meu prop&oacute;sito nisso n&atilde;o &eacute; fazer o verso soar bonito, mas estabelecer a melhor combina&ccedil;&atilde;o f&ocirc;nica para transmitir o sentido do verso captado no original em ingl&ecirc;s. H&aacute; casos em que o efeito poder&aacute; ser exatamente o contr&aacute;rio, isto &eacute;, em vez de beleza, o verso descrever&aacute; cenas nas quais pensamentos terr&iacute;veis e doen&ccedil;as estar&atilde;o presentes.</p>
<p>Al&eacute;m disso, fiz um trabalho meticuloso sobre o vocabul&aacute;rio, para que os trechos ou palavras do original que transmitam uma sensa&ccedil;&atilde;o de estranheza pudessem ser transpostos dessa maneira em portugu&ecirc;s.</p>
<p>No entanto, h&aacute; mais do que estranheza em <em>Folhas de Relva</em>: <strong>Whitman</strong> gostava de utilizar palavras emprestadas de outras l&iacute;nguas, tais como franc&ecirc;s, espanhol e l&iacute;nguas americanas nativas (ex.: savant, Libertad, Paumanok); ele gostava de escrever palavras com K (kanadiano, kosmos), e ele &agrave;s vezes mudava a grafia das palavras (ele escreveu “carlacue” – floreio, ornamento -, na se&ccedil;&atilde;o 20 de “Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo”, mas a grafia correta &eacute; “curlicue” ou “carlycue”). Tudo isso se transforma em &aacute;rdua tarefa para o tradutor, pois &agrave;s vezes a gente leva um tempo danado para descobrir que aquela palavra cujo sentido n&atilde;o conseguimos descobrir simplesmente foi buscada em outra l&iacute;ngua! Como se diz no popular, s&atilde;o os ossos do of&iacute;cio.</p>
<p>Tudo isso, junto com seu extenso vocabul&aacute;rio em <em>Folhas de Relva</em>, mais de 13.000 palavras, a tarefa de pesquisar e verificar cada uma delas &eacute; tremenda. Neste caso, a <strong>Norton Critical Edition</strong> (WHITMAN, 2002), ou seja, a <strong>edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da editora Norton</strong>, tem sido de um valor inestim&aacute;vel com seu incr&iacute;vel n&uacute;mero de notas a poemas e vocabul&aacute;rio. Sem ela, provavelmente a tradu&ccedil;&atilde;o teria muitas falhas.</p>
<p>Tamb&eacute;m fiz um trabalho exaustivo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estruturas gramaticais e pontua&ccedil;&atilde;o, assim como com a maneira whitmaniana de usar certas coloca&ccedil;&otilde;es, particularmente com adjetivos, que Whitman tendia a usar em locais da ora&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se adequam ao ingl&ecirc;s correto (ele gostava de usar adjetivos depois dos substantivos, o que n&atilde;o &eacute; considerado sintaticamente aceit&aacute;vel na l&iacute;ngua inglesa).</p>
<p>Como em portugu&ecirc;s os adjetivos podem aparecer antes ou depois dos substantivos, sempre tentei inseri-los da melhor maneira poss&iacute;vel, isto &eacute;, de forma a manter a atmosfera original dos poemas.</p>
<p>Outro aspecto que re-criei com o m&aacute;ximo de cuidado foi o uso das <strong>formas –ing</strong> (que podem ser chamadas de ger&uacute;ndio ou partic&iacute;pio presente), sejam elas verbos ou substantivos / formas nominais, j&aacute; que elas s&atilde;o uma parte essencial do verso de Whitman.</p>
<p>Apesar de tudo que j&aacute; escrevi, que est&aacute; publicado neste site, no <strong><a title="ir para o site" href="http://english.mrkind.pro.br/" target="_blank">Whitmanian Seeds In The Kosmos</a></strong> (a tese em ingl&ecirc;s) e no <strong><a title="ir para o site" href="http://poesia.mrkind.pro.br/" target="_blank">S&iacute;tio de Poesia</a></strong> (a disserta&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s), eu sei que o trabalho de um tradutor nunca termina, pois toda vez que retornamos aos poemas, procuramos erros que porventura n&atilde;o tenham ainda sido detectados, e certamente os encontraremos, e verificaremos cada verso de novo para melhor&aacute;-lo, como fiz com minhas tradu&ccedil;&otilde;es anteriores.</p>
<p>Entretanto, tamb&eacute;m sei que chega um momento em que os olhos n&atilde;o s&atilde;o mais capazes de encontrar erros, devido &agrave; excessiva proximidade com os textos. Desta maneira, o tradutor faz uma pausa em sua tarefa, suspendendo tamb&eacute;m a auto-cr&iacute;tica, repassando este trabalho para cr&iacute;ticos e leitores.</p>
<p>Parafraseando Whitman, no momento estou contente com o trabalho j&aacute; realizado com <em>Folhas de Relva</em>, e o deixo inteiramente &agrave; vista do p&uacute;blico aqui, para ser avaliado e comentado. Enquanto isso, vou meditando e preparando a tradu&ccedil;&atilde;o de outros poemas, e parodiando o in&iacute;cio da <em>Divina Com&eacute;dia</em> de <strong>Dante</strong>: estou ainda em meio da jornada! H&aacute; ainda muito trabalho pela frente, e &eacute; preciso coragem e determina&ccedil;&atilde;o para levar esta empreitada a cabo!</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/analise-do-trabalho-realizado-ate-o-momento.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Adormecidos</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/os-adormecidos.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/os-adormecidos.html#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 14:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[31. Os Adormecidos]]></category>
		<category><![CDATA[Os Adormecidos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=891</guid>
		<description><![CDATA[Os Adormecidos . Vis&#227;o noturna 1 . Vagueio toda a noite em minha vis&#227;o, Pisando com p&#233;s leves, r&#225;pida e irruidosamente pisando e parando, Curvando de olhos abertos sobre os olhos fechados dos adormecidos, Errante e confuso, perdido de mim mesmo, mal-ajustado, contradit&#243;rio, Vacilando, fitando, curvando e parando. . Qu&#227;o solenes parecem ali, espichados e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Os Adormecidos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 379px"><a href="http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?picture=night-vision&amp;image=717&amp;large=1" target="_blank"><img class=" " src="http://www.publicdomainpictures.net/pictures/1000/nahled/259-1213253863KAfe.jpg" alt="" width="369" height="277" /></a><p class="wp-caption-text">Vis&atilde;o noturna</p></div>
<p style="text-align: center;">1</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Vagueio toda a noite em minha vis&atilde;o,</p>
<p>Pisando com p&eacute;s leves, r&aacute;pida e irruidosamente pisando e parando,</p>
<p>Curvando de olhos abertos sobre os olhos fechados dos adormecidos,</p>
<p>Errante e confuso, perdido de mim mesmo, mal-ajustado, contradit&oacute;rio,</p>
<p>Vacilando, fitando, curvando e parando.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Qu&atilde;o solenes parecem ali, espichados e im&oacute;veis,</p>
<p>Qu&atilde;o calmos respiram, os pequeninos em seus ber&ccedil;os.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As p&eacute;ssimas fei&ccedil;&otilde;es dos enfadados, as alvas fei&ccedil;&otilde;es dos cad&aacute;veres, os rostos l&iacute;vidos de b&ecirc;bados, os rostos doente-l&uacute;gubres de onanistas,</p>
<p>Os corpos acutilados nos campos de batalha, os insanos nos quartos de porta refor&ccedil;ada, os idiotas sagrados, o rec&eacute;m-nascido emergindo de port&otilde;es e os moribundos emergindo de port&otilde;es,</p>
<p>A noite os permeia e os envolve.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O casal casado dorme calmamente em sua cama, ele com sua palma no quadril da esposa e ela com sua palma no quadril do marido,</p>
<p>As irm&atilde;s dormem ternamente lado a lado em sua cama,</p>
<p>Os homens dormem ternamente lado a lado na sua,</p>
<p>E a m&atilde;e dorme com seu filhinho cuidadosamente coberto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os cegos dormem e os surdos e mudos dormem,</p>
<p>O prisioneiro dorme bem na pris&atilde;o, o filho fugitivo dorme,</p>
<p>O assassino que deve ser enforcado no dia seguinte, como ele dorme?</p>
<p>E a pessoa assassinada, como ele dorme<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a>?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A f&ecirc;mea que ama incorrespondida dorme,</p>
<p>E o macho que ama incorrespondido dorme,</p>
<p>A cabe&ccedil;a do acumulador de riquezas que tramou todo o dia dorme,</p>
<p>E as disposi&ccedil;&otilde;es enfurecidas e trai&ccedil;oeiras, todas, todas dormem.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu me posto no escuro com olhos pendentes juntos aos mais sofredores e os mais inquietos,</p>
<p>Eu passo minhas m&atilde;os docemente de um lado pra outro a umas poucas polegadas deles,</p>
<p>Os inquietos afundam em suas camas, eles dormem intermitentemente.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Agora perfuro a escurid&atilde;o, novos seres aparecem,</p>
<p>A terra recua de mim para dentro da noite,</p>
<p>Eu vi que ela era bonita e vejo que o que n&atilde;o &eacute; a terra &eacute; belo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu vou de um lado de uma cama a outro, durmo junto aos outros adormecidos de cada vez,</p>
<p>Eu sonho em meu sonho todos os sonhos dos outros sonhadores,</p>
<p>E me torno os outros sonhadores.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu sou uma dan&ccedil;a—destacai a&iacute;! o espasmo est&aacute; me rodopiando r&aacute;pido!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu sou o sempre-risonho—&eacute; lua nova e crep&uacute;sculo,</p>
<p>Eu vejo o ocultar de deleites, vejo &aacute;geis fantasmas onde quer que eu olhe,</p>
<p>Esconderijo e esconderijo de novo fundo no ch&atilde;o e mar e onde nem n&atilde;o &eacute; ch&atilde;o nem mar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Bem fazem seus trabalhos esses divinos art&iacute;fices,</p>
<p>S&oacute; de mim n&atilde;o podem esconder nada e n&atilde;o fariam se pudessem,</p>
<p>Considero que sou seu chefe e al&eacute;m disso me fazem seu favorito,</p>
<p>E me rodeiam e me guiam e correm adiante quando caminho,</p>
<p>Para erguer seus sagazes disfarces para me sinalizar com bra&ccedil;os esticados e retomar o caminho;</p>
<p>&Agrave; frente nos movemos, um alegre grupo de vil&otilde;es! com m&uacute;sica alegre-gritante e  selvagem-agitadas fl&acirc;mulas de j&uacute;bilo!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu sou o ator, a atriz, o eleitor, o pol&iacute;tico,</p>
<p>O emigrante e o ex&iacute;lio, o criminoso que se levantou no cub&iacute;culo,</p>
<p>Aquele que tem sido famoso e aquele que ser&aacute; famoso depois de hoje,</p>
<p>O gago, a pessoa bem-formada, a pessoa consumida ou d&eacute;bil.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu sou aquela que se adornou e cingiu seu cabelo expectantemente,</p>
<p>Meu malandro amante chegou e est&aacute; escuro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Duplica-te e recebe-me escurid&atilde;o,</p>
<p>Recebe-me e a meu amante tamb&eacute;m, ele n&atilde;o me deixar&aacute; ir sem ele.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu rolo sobre ti como em uma cama, me entrego ao crep&uacute;sculo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Aquele a quem chamo me responde e toma o lugar de meu amante,</p>
<p>Ele se levanta comigo silenciosamente da cama.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Escurid&atilde;o, &eacute;s mais gentil que meu amante, seu corpo estava suado e ofegante,</p>
<p>Ainda sinto a quente umidade que ele me deixou.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Minhas m&atilde;os est&atilde;o distendidas, eu as passo em todas as dire&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Eu sondaria a praia sombria &agrave; qual est&aacute;s te dirigindo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Cuidado escurid&atilde;o! o que era que j&aacute; me tocou?</p>
<p>Pensei que meu amante tinha partido, a menos que a escurid&atilde;o e ele sejam um,</p>
<p>Ou&ccedil;o o bater do cora&ccedil;&atilde;o, sigo, desvane&ccedil;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Des&ccedil;o em meu curso ocidental, meus tend&otilde;es est&atilde;o fl&aacute;cidos,</p>
<p>Perfume e juventude me percorrem e eu sou seu rastro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>&Eacute; meu rosto amarelo e enrugado em vez do da velha,</p>
<p>Eu sento baixo em uma cadeira de palha e cuidadosamente cerzo as meias de meu neto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sou eu tamb&eacute;m, a vi&uacute;va insone olhando a meia-noite de inverno,</p>
<p>Vejo as fa&iacute;scas de luz estelar na terra glacial e p&aacute;lida.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma mortalha vejo e sou a mortalha, enrolo um corpo e deito no caix&atilde;o,</p>
<p>&Eacute; escuro aqui sob o ch&atilde;o, n&atilde;o &eacute; mal ou dor aqui, &eacute; vazio aqui, por raz&otilde;es.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Parece-me que tudo na luz e no ar devia estar feliz,</p>
<p>Quem n&atilde;o estiver em seu caix&atilde;o e na escura tumba que saiba que ele tem o bastante.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo um belo gigantesco nadador nadando nu pelos torvelinhos do mar,</p>
<p>Seu cabelo castanho jaz rente e liso em sua cabe&ccedil;a, ele golpeia com bra&ccedil;os corajosos, ele se impele com suas pernas,</p>
<p>Vejo seu corpo alvo, vejo seus olhos destemidos,</p>
<p>Odeio os torvelinhos r&aacute;pido-correntes que o arrojariam totalmente de cabe&ccedil;a nas pedras.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que estais fazendo ondas desordeiras gotejadas de vermelho?</p>
<p>Matareis o gigante corajoso? o matareis no auge de sua meia-idade?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Firme e longamente ele luta,</p>
<p>Ele est&aacute; confuso, detonado, contundido, ele resiste enquanto sua for&ccedil;a resiste,</p>
<p>Os estapeantes torvelinhos est&atilde;o manchados com seu sangue, eles o ganham, eles o rolam, o balan&ccedil;am, o giram,</p>
<p>Seu belo corpo &eacute; carregado nos circundantes torvelinhos, &eacute; continuamente contundido nas rochas,</p>
<p>R&aacute;pido e longe da vista &eacute; carregado o valente cad&aacute;ver.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu giro mas n&atilde;o me desenredo,</p>
<p>Confuso, uma leitura passada, uma outra, mas com escurid&atilde;o ainda.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A praia &eacute; cortada por vento gelado cortante, as armas de destrui&ccedil;&atilde;o soam,</p>
<p>A tempestade se acalma, a lua vem trope&ccedil;ando pelos detritos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Olho onde o navio sem aux&iacute;lio avan&ccedil;a de ponta, ou&ccedil;o o estouro quando ele golpeia, ou&ccedil;o os uivos de des&acirc;nimo, eles ficam cada vez mais l&acirc;nguidos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>N&atilde;o posso ajudar com meus dedos torcidos,</p>
<p>S&oacute; posso me apressar &agrave; rebenta&ccedil;&atilde;o e deix&aacute;-la me encharcar e congelar sobre mim.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Procuro com a multid&atilde;o, nem um da companhia nos &eacute; trazido vivo,</p>
<p>De manh&atilde; ajudo a pegar os mortos e os colocar em fileiras em um celeiro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Agora dos dias mais antigos de guerra, a derrota no Brooklyn,</p>
<p>Washington se posta dentro das linhas, ele se posta nas colinas entrincheiradas entre uma multid&atilde;o de oficiais,</p>
<p>Seu rosto est&aacute; frio e &uacute;mido, ele n&atilde;o consegue reprimir as gotas de pranto,</p>
<p>Ele ergue o telesc&oacute;pio perpetuamente a seus olhos, a tez de suas bochechas est&aacute; descorada,</p>
<p>Ele v&ecirc; a matan&ccedil;a dos valentes sulistas confiados a ele pelos seus pais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O mesmo por fim e por fim quando a paz &eacute; declarada,</p>
<p>Ele se posta no c&ocirc;modo da velha taverna, todos os soldados bem-amados passam,</p>
<p>Os oficiais estupefatos e lentos se aproximam por sua vez,</p>
<p>O chefe circunda seus pesco&ccedil;os com o bra&ccedil;o e os beija na bochecha,</p>
<p>Ele beija as bochechas molhadas ligeiramente uma ap&oacute;s a outra, ele aperta as m&atilde;os e d&aacute; adeus ao ex&eacute;rcito.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Agora o que minha m&atilde;e me contou um dia quando sentamos juntos ao jantar,</p>
<p>De quando ela era uma menina quase crescida morando em casa dos pais na antiga propriedade rural.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma &iacute;ndia vermelha veio na hora do desjejum &agrave; antiga propriedade,</p>
<p>Nas costas ela carregava um feixe de juncos para empalhar assentos de cadeiras,</p>
<p>Seu cabelo, liso, brilhoso, grosso, preto, profuso, meio-envolvia seu rosto,</p>
<p>Seu passo era livre e el&aacute;stico e sua voz soava primorosamente quando falava.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Minha m&atilde;e olhava com deleite e assombro a estranha,</p>
<p>Ela olhava o frescor de seu enorme rosto e membros &iacute;ntegros e flex&iacute;veis,</p>
<p>Quanto mais ela olhava pra ela mais a amava,</p>
<p>Nunca antes tinha ela visto tal beleza maravilhosa e pureza,</p>
<p>Ela a fez sentar-se em um banco ao lado do p&eacute; direito da lareira, cozinhou comida pra ela,</p>
<p>N&atilde;o tinha nenhum trabalho para lhe dar, mas lhe deu recorda&ccedil;&atilde;o e afeto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A &iacute;ndia vermelha permaneceu toda a manh&atilde; e pelo meio da tarde foi embora,</p>
<p>Oh minha m&atilde;e estava relutante a deix&aacute;-la ir embora,</p>
<p>Toda a semana pensou nela, esperou por ela muitos meses,</p>
<p>Ela se lembrou dela muitos invernos e muitos ver&otilde;es,</p>
<p>Mas a &iacute;ndia vermelha nunca voltou nem se ouviu falar nela de novo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Um espet&aacute;culo da suavidade do ver&atilde;o—um contato de algo n&atilde;o visto—um namoro da luz e do ar,</p>
<p>Estou enciumado e esmagado de simpatia,</p>
<p>E irei flertar eu mesmo com a luz e o ar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh amor e ver&atilde;o, estais nos sonhos e em mim,</p>
<p>Outono e inverno est&atilde;o nos sonhos, o fazendeiro vai com sua frugalidade,</p>
<p>Os rebanhos e colheitas aumentam, os celeiros est&atilde;o bem-preenchidos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Elementos se fundem na noite, navios fazem manobras nos sonhos,</p>
<p>O marinheiro navega, o exilado retorna ao lar,</p>
<p>O fugitivo retorna ileso, o imigrante est&aacute; de volta al&eacute;m de meses e anos,</p>
<p>O irland&ecirc;s pobre mora na casa simples de sua inf&acirc;ncia com vizinhos e rostos bem-conhecidos,</p>
<p>Eles o acolhem calorosamente, ele est&aacute; descal&ccedil;o de novo, ele esquece que ele &eacute; pr&oacute;spero,</p>
<p>O holand&ecirc;s veleja pra casa e o escoc&ecirc;s e o gal&ecirc;s velejam pra casa e o nativo do mediterr&acirc;neo veleja pra casa,</p>
<p>A todo porto da Inglaterra, Fran&ccedil;a, Espanha, entram navios bem carregados,</p>
<p>O su&iacute;&ccedil;o caminha para suas colinas, o prussiano parte, o h&uacute;ngaro parte e o polon&ecirc;s parte,</p>
<p>O sueco retorna e o dinamarqu&ecirc;s e noruegu&ecirc;s retornam.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os que se dirigem ao lar e os de viagem ao estrangeiro,</p>
<p>O belo nadador perdido, o enfadado, o onanista, a f&ecirc;mea que ama incorrespondida, o acumulador de riquezas,</p>
<p>O ator e atriz, aqueles que findaram seus pap&eacute;is e aqueles que esperam come&ccedil;ar,</p>
<p>O menino afetuoso, o marido e a mulher, o eleitor, o indicado que &eacute; escolhido e o indicado que fracassou,</p>
<p>O grande j&aacute; conhecido e o grande a qualquer tempo depois de hoje,</p>
<p>O gago, o doente, o que tem forma perfeita, o tosco,</p>
<p>O criminoso que se levantou no cub&iacute;culo, o juiz que se sentou e o condenou, os advogados fluentes, o j&uacute;ri, o p&uacute;blico,</p>
<p>O risonho e o chor&atilde;o, o dan&ccedil;arino, a vi&uacute;va da meia-noite, a &iacute;ndia vermelha,</p>
<p>O t&iacute;sico, o erisipeloso, o idiota, o que foi injusti&ccedil;ado,</p>
<p>Os ant&iacute;podas e cada um entre isto e os que est&atilde;o na escurid&atilde;o,</p>
<p>Juro que eles est&atilde;o na m&eacute;dia agora—um n&atilde;o &eacute; melhor que o outro,</p>
<p>A noite e o sono os equipararam e os restauraram.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que eles s&atilde;o todos belos,</p>
<p>Cada um que dorme &eacute; belo, tudo na luz sombria &eacute; belo,</p>
<p>O mais selvagem e mais sangrento terminou e tudo est&aacute; em paz.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A paz &eacute; sempre bela,</p>
<p>O mito do c&eacute;u indica paz e noite.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O mito do c&eacute;u indica a alma,</p>
<p>A alma &eacute; sempre bela, ela aparece mais ou aparece menos, vem ou fica pra tr&aacute;s,</p>
<p>Ela vem de seu jardim copado e olha agradavelmente a si mesma e circunda o mundo,</p>
<p>Perfeitos e limpos os genitais jorrando previamente e perfeito e limpo o &uacute;tero aderindo,</p>
<p>A cabe&ccedil;a bem-desenvolvida proporcionada e aprumada e os intestinos e articula&ccedil;&otilde;es proporcionados e aprumados.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A alma &eacute; sempre bela,</p>
<p>O universo est&aacute; devidamente em ordem, tudo est&aacute; em seu lugar,</p>
<p>O que chegou est&aacute; em seu lugar e o que espera estar&aacute; em seu lugar,</p>
<p>O cr&acirc;nio torcido espera, o sangue aguado ou podre espera,</p>
<p>O filho do glut&atilde;o ou do de doen&ccedil;a ven&eacute;rea espera muito e o filho do b&ecirc;bado espera muito e o pr&oacute;prio b&ecirc;bado espera muito,</p>
<p>Os adormecidos que viveram e morreram esperam, os muito avan&ccedil;ados devem continuar por sua vez e os muito atrasados devem vir por sua vez,</p>
<p>O diverso n&atilde;o ser&aacute; menos diverso, mas eles fluir&atilde;o e unir&atilde;o—eles se unem agora.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os adormecidos s&atilde;o muito belos conforme jazem despidos,</p>
<p>Eles fluem de m&atilde;os dadas por sobre toda a terra de leste a oeste conforme jazem despidos,</p>
<p>O asi&aacute;tico e africano est&atilde;o de m&atilde;os dadas, o europeu e americano est&atilde;o de m&atilde;os dadas,</p>
<p>Cultos e incultos est&atilde;o de m&atilde;os dadas e macho e f&ecirc;mea est&atilde;o de m&atilde;os dadas,</p>
<p>O bra&ccedil;o nu da mo&ccedil;a cruza o peito nu de seu amante, eles se pressionam sem lux&uacute;ria, os l&aacute;bios dele pressionam o pesco&ccedil;o dela,</p>
<p>O pai segura seu filho crescido ou n&atilde;o em seus bra&ccedil;os com imensur&aacute;vel amor e o filho segura o pai em seus bra&ccedil;os com imensur&aacute;vel amor,</p>
<p>O cabelo branco da m&atilde;e brilha no pulso branco da filha,</p>
<p>A respira&ccedil;&atilde;o do menino acompanha a respira&ccedil;&atilde;o do homem, o amigo &eacute; abra&ccedil;ado pelo amigo,</p>
<p>O erudito beija o professor e o professor beija o erudito, o injusti&ccedil;ado &eacute; corrigido,</p>
<p>O chamado do escravo &eacute; uno com o chamado do senhor e o senhor sa&uacute;da o escravo,</p>
<p>O r&eacute;u avan&ccedil;a da pris&atilde;o, o insano torna-se s&atilde;o, o sofrimento das pessoas doentes &eacute; aliviado,</p>
<p>Os suores e febres param, a garganta que era insalubre est&aacute; s&atilde;, os pulm&otilde;es do consumido s&atilde;o recuperados, a pobre cabe&ccedil;a aflita est&aacute; livre,</p>
<p>As articula&ccedil;&otilde;es do reum&aacute;tico se movem t&atilde;o suavemente quanto antes e mais suaves que nunca,</p>
<p>Supress&otilde;es e passagens se abrem, os paralisados tornam-se flex&iacute;veis,</p>
<p>Os inchados e convulsos e congestionados despertam em condi&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Eles passam o revigoramento da noite e a qu&iacute;mica da noite e despertam.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu tamb&eacute;m passo da noite,</p>
<p>Eu me afasto um pouco Oh noite, mas retorno a ti de novo e te amo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Por que devia eu ter medo de confiar-me a ti?</p>
<p>N&atilde;o tenho medo, fui bem apresentado bem por ti,</p>
<p>Amo o rico dia corrente, mas n&atilde;o abandono em quem me deitei por tanto tempo,</p>
<p>N&atilde;o sei como eu vim de ti e n&atilde;o sei aonde vou contigo, mas sei que vim bem e irei bem.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Pararei apenas um tempo com a noite, e levantarei cedo,</p>
<p>Passarei devidamente o dia Oh minha m&atilde;e e devidamente retornarei a ti.</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> N&atilde;o h&aacute; um erro de digita&ccedil;&atilde;o; a pessoa assassinada &eacute; conseq&uuml;entemente do sexo masculino.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/os-adormecidos.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Passagem para a &#205;ndia</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 15:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[29. Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Colombo]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=880</guid>
		<description><![CDATA[Passagem para a &#205;ndia . Paisagem mar&#237;tima 1 . CANTANDO o meu tempo, Cantando as grandes realiza&#231;&#245;es do presente, Cantando as fortes e leves obras de engenheiros, Nossas maravilhas modernas, (as antigas e ponderosas Sete superadas,) No Velho Mundo o leste o canal de Suez, O Novo transposto por sua poderosa ferrovia, Os mares incrustados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Passagem para a &Iacute;ndia</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 379px"><a href="http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?picture=seascape&amp;image=2342&amp;large=1" target="_blank"><img class=" " src="http://www.publicdomainpictures.net/pictures/3000/nahled/1068-1238348659Jy6G.jpg" alt="" width="369" height="277" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem mar&iacute;tima</p></div>
<p style="text-align: center;">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>CANTANDO o meu tempo,</p>
<p>Cantando as grandes realiza&ccedil;&otilde;es do presente,</p>
<p>Cantando as fortes e leves obras de engenheiros,</p>
<p>Nossas maravilhas modernas, (as antigas e ponderosas Sete superadas,)</p>
<p>No Velho Mundo o leste o canal de Suez,</p>
<p>O Novo transposto por sua poderosa ferrovia,</p>
<p>Os mares incrustados com eloq&uuml;entes cabos gentis;</p>
<p>Por&eacute;m primeiro a soar, e sempre saud&aacute;vel, o chamado contigo Oh alma,</p>
<p>O Passado! o Passado! o Passado!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O Passado—o sombrio retrospecto insondado!</p>
<p>O golfo prol&iacute;fico—os adormecidos e as sombras!</p>
<p>O passado—a infinita grandeza do passado!</p>
<p>Pois o que &eacute; o presente afinal sen&atilde;o um crescer do passado?</p>
<p>(Como um proj&eacute;til formado, impelido, ultrapassando uma certa</p>
<p>linha, ainda continua,</p>
<p>Assim o presente, inteiramente formado, impelido pelo passado.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem Oh alma para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Clarifica os mitos asi&aacute;ticos, as f&aacute;bulas primitivas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>N&atilde;o s&oacute; v&oacute;s orgulhosas verdades do mundo,</p>
<p>Nem s&oacute; v&oacute;s fatos da ci&ecirc;ncia moderna,</p>
<p>Mas mitos e f&aacute;bulas antigas, f&aacute;bulas da &Aacute;sia , da &Aacute;frica,</p>
<p>Os longos raios dardejantes do esp&iacute;rito, os sonhos liberados,</p>
<p>As b&iacute;blias e lendas de profundo alcance,</p>
<p>Os ousados enredos dos poetas, as velhas religi&otilde;es;</p>
<p>Oh v&oacute;s templos mais imaculados que l&iacute;rios despejados pelo sol nascente!</p>
<p>Oh v&oacute;s f&aacute;bulas repulsando o conhecido, iludindo a apreens&atilde;o do conhecido, subindo ao c&eacute;u!</p>
<p>Oh v&oacute;s torres altivas e estonteantes, elevadas, rubras como rosas, brunidas a ouro!</p>
<p>Torres de f&aacute;bulas imortais moldadas em sonhos mortais!</p>
<p>Tamb&eacute;m vos recebo de modo completo como aos demais!</p>
<p>Tamb&eacute;m com j&uacute;bilo vos canto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Olha, alma, n&atilde;o v&ecirc;s o prop&oacute;sito de Deus desde o in&iacute;cio?</p>
<p>A terra para ser transposta, conectada por rede,</p>
<p>As ra&ccedil;as, os vizinhos, para casar e ser concedidos em matrim&ocirc;nio,</p>
<p>Os oceanos para ser cruzados, o distante aproximado,</p>
<p>As terras para ser soldadas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Um louvor novo canto,</p>
<p>V&oacute;s capit&atilde;es, viajantes, exploradores, vosso,</p>
<p>V&oacute;s engenheiros, v&oacute;s arquitetos, maquinistas, vosso,</p>
<p>V&oacute;s, n&atilde;o s&oacute; para com&eacute;rcio ou transporte,</p>
<p>Mas em nome de Deus, e pelo teu bem Oh alma.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>V&ecirc; alma para ti de dois quadros vivos,</p>
<p>Vejo em um o canal de Suez iniciado, aberto,</p>
<p>Vejo o cortejo de navios a vapor, Oh Imperadora Eugenia<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a> conduzindo a vanguarda,</p>
<p>Noto do conv&eacute;s a estranha paisagem, o c&eacute;u puro, a areia plana &agrave; dist&acirc;ncia,</p>
<p>Ultrapasso velozmente os grupos pitorescos, os oper&aacute;rios  agrupados,</p>
<p>As gigantescas m&aacute;quinas de dragagem.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em um de novo, diferente, (por&eacute;m teu, todo teu, Oh alma, o mesmo)</p>
<p>Vejo em meu pr&oacute;prio continente a ferrovia do Pac&iacute;fico superando cada barreira,</p>
<p>Vejo comboios cont&iacute;nuos rodando ao largo do Rio Platte carregando fretes e passageiros,</p>
<p>Ou&ccedil;o as locomotivas urgindo e rugindo, e o estridente apito a vapor,</p>
<p>Ou&ccedil;o os ecos reverberando pelo mais grandioso panorama do mundo,</p>
<p>Cruzo as plan&iacute;cies de Laramie, noto as rochas em formas grotescas, os montes,</p>
<p>Vejo as abundantes esporas e cebolas bravas, as s&aacute;lvias do deserto, est&eacute;reis e incolores,</p>
<p>Vejo de relance ao longe ou se elevando imediatamente acima de mim as grandes montanhas, vejo o rio Wind e as montanhas Wahsatch,</p>
<p>Vejo a montanha Monumento e o Ninho da &Aacute;guia, ultrapasso o Promont&oacute;rio, ascendo &agrave;s serras Nevadas,</p>
<p>Esquadrinho a nobre montanha Elk e rodeio sua base,</p>
<p>Vejo a cordilheira Humboltd, trilho o vale e cruzo o rio,</p>
<p>Vejo as &aacute;guas claras do lago Tahoe, vejo florestas de pinheiros majestosos,</p>
<p>Ou cruzando o grande deserto, as plan&iacute;cies alcalinas, contemplo encantadoras miragens de &aacute;guas e prados,</p>
<p>Marcando atrav&eacute;s desses e afinal, em duplicadas linhas delgadas,</p>
<p>Transpondo as tr&ecirc;s ou quatro mil milhas de viagem terrestre,</p>
<p>Atando o mar Oriental ao Ocidental,</p>
<p>A estrada entre a Europa e a &Aacute;sia.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Ah Genov&ecirc;s teu sonho! teu sonho!</p>
<p>S&eacute;culos ap&oacute;s estares deitado em teu t&uacute;mulo,</p>
<p>O litoral que descobriste confirma teu sonho.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Combates de muito capit&atilde;o, contos de muito marinheiro morto,</p>
<p>Sobre meu humor furtando e expandindo isso vem,</p>
<p>Como nuvens e nuvenzinhas no inacess&iacute;vel c&eacute;u.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em toda a hist&oacute;ria, descendo declives,</p>
<p>Como um regato correndo, afundando agora, e de novo &agrave; superf&iacute;cie ascendendo,</p>
<p>Um pensamento incessante, um fluxo variado—eis que, alma, a ti, tua vis&atilde;o, se elevam,</p>
<p>Os planos, as viagens de novo, as expedi&ccedil;&otilde;es;</p>
<p>De novo Vasco da Gama veleja,</p>
<p>De novo o conhecimento atingido, a b&uacute;ssola do navegador,</p>
<p>Terras encontradas e na&ccedil;&otilde;es nascidas, v&oacute;s nascida Am&eacute;rica,</p>
<p>Para amplo prop&oacute;sito, a longa prova&ccedil;&atilde;o do homem completada,</p>
<p>V&oacute;s redondeza<strong> </strong>do mundo por fim realizada.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh ampla Redondeza, nadando no espa&ccedil;o,</p>
<p>Toda coberta de poder e beleza vis&iacute;veis,</p>
<p>Alterna luz e dia e a prol&iacute;fica escurid&atilde;o espiritual,</p>
<p>Altos cortejos indiz&iacute;veis de sol e lua e incont&aacute;veis estrelas acima,</p>
<p>Abaixo, a relva multiforme e &aacute;guas, animais, montanhas, &aacute;rvores,</p>
<p>Com prop&oacute;sito inescrut&aacute;vel, alguma oculta inten&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica,</p>
<p>Agora pela primeira vez parece que meu pensamento come&ccedil;a a te abarcar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Dos jardins da &Aacute;sia descendo irradiando,</p>
<p>Ad&atilde;o e Eva aparecem, e ent&atilde;o sua mir&iacute;ade prog&ecirc;nie depois deles,</p>
<p>Errante, ansiosa, curiosa, com irrequietas explora&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Com questionamentos, desnorteada, informe, febril, com cora&ccedil;&otilde;es nunca-felizes,</p>
<p>Com esse incessante refr&atilde;o triste, <em>Por que alma insatisfeita?</em> e <em>Para  onde Oh vida escarninha?</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ah quem confortar&aacute; estes filhos febris?</p>
<p>Quem justifica estas irrequietas explora&ccedil;&otilde;es?</p>
<p>Quem expressa o segredo da terra impass&iacute;vel?</p>
<p>Quem o vincula a n&oacute;s? o que &eacute; esta Natureza separada t&atilde;o desnatural?</p>
<p>O que &eacute; esta terra para nossas afei&ccedil;&otilde;es? (insens&iacute;vel terra, sem uma vibra&ccedil;&atilde;o que responda &agrave; nossa,</p>
<p>Fria terra, o local de t&uacute;mulos.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Por&eacute;m alma tenhas certeza que o primeiro intento permanece, e ser&aacute; realizado,</p>
<p>Talvez mesmo agora o tempo tenha chegado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Depois que os mares forem todos cruzados, (como parecem j&aacute; cruzados),</p>
<p>Depois que os grandes capit&atilde;es e engenheiros tiverem realizado seu trabalho,</p>
<p>Depois dos nobres inventores, depois dos cientistas, do qu&iacute;mico, geologista, etn&oacute;logo,</p>
<p>Finalmente vir&aacute; o poeta digno desse nome,</p>
<p>O verdadeiro filho de Deus vir&aacute; cantando suas can&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Assim n&atilde;o s&oacute; suas fa&ccedil;anhas Oh viajantes, Oh cientistas e inventores,</p>
<p>ser&atilde;o justificadas,</p>
<p>Todos estes cora&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as queixosas ser&atilde;o confortados,</p>
<p>Toda afei&ccedil;&atilde;o ser&aacute; completamente retribu&iacute;da, o segredo ser&aacute; contado,</p>
<p>Todas estas separa&ccedil;&otilde;es e lacunas ser&atilde;o encurtadas e seguras e unidas,</p>
<p>A terra inteira, esta fria, impass&iacute;vel e silenciosa terra, ser&aacute; completamente justificada,</p>
<p>A divina Trinitas ser&aacute; gloriosamente realizada e pactada<strong> </strong></p>
<p>pelo verdadeiro filho de Deus, o poeta,</p>
<p>(Ele de fato ultrapassar&aacute; os estreitos e conquistar&aacute; as montanhas,</p>
<p>Dobrar&aacute; o cabo da Boa Esperan&ccedil;a para algum prop&oacute;sito,)</p>
<p>Natureza e Homem n&atilde;o mais estar&atilde;o desunidos e difusos,</p>
<p>O verdadeiro filho de Deus os fundir&aacute; em absoluto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ano em cuja porta escancarada canto,</p>
<p>Ano do prop&oacute;sito cumprido,</p>
<p>Ano do matrim&ocirc;nio de continentes, climas e oceanos!</p>
<p>(N&atilde;o um mero doge de Veneza agora casando o Adri&aacute;tico<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a>,)</p>
<p>Vejo Oh ano em ti o amplo globo terr&aacute;queo dado e dando tudo,</p>
<p>Europa &agrave; &Aacute;sia, a &Aacute;frica unida, e todos ao Novo Mundo,</p>
<p>As terras, geografias, dan&ccedil;ando diante de ti, segurando uma guirlanda  festiva,</p>
<p>Como noivas e noivos de m&atilde;os dadas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Ares refrescantes do long&iacute;nquo C&aacute;ucaso, confortante ber&ccedil;o do homem,</p>
<p>O rio Eufrates fluindo, o passado iluminado de novo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>V&ecirc; alma, o retrospecto apresentado,</p>
<p>As antigas terras mais populosas, opulentas da terra,</p>
<p>As correntes do Indo e do Ganges e seus muitos afluentes,</p>
<p>(Eu minhas praias da Am&eacute;rica percorrendo hoje vejo, retomando tudo,)</p>
<p>O conto de Alexandre em suas marchas belicosas repentinamente morrendo,</p>
<p>De um lado a China e do outro a P&eacute;rsia e a Ar&aacute;bia,</p>
<p>Ao sul os grandes mares e a ba&iacute;a de Bengala,</p>
<p>As literaturas fluentes, &eacute;picos tremendos, religi&otilde;es, castas,</p>
<p>O antigo Brahma oculto interminavelmente remoto, o terno e jovem Buda,</p>
<p>Imp&eacute;rios centrais e sulinos e todas as suas posses, possessores,</p>
<p>As guerras de Tamerl&atilde;o, o reino de Aurungzebe,</p>
<p>Os negociantes, regentes, exploradores, Mu&ccedil;ulmanos, Venezianos, Biz&acirc;ncio, os &Aacute;rabes, Portugueses,</p>
<p>Os primeiros viajantes ainda famosos, Marco Polo, Batouta<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a> o Mouro,</p>
<p>D&uacute;vidas a ser solucionadas, o mapa inc&oacute;gnito, lacunas a ser preenchidas,</p>
<p>O p&eacute; do homem inst&aacute;vel, as m&atilde;os nunca em repouso,</p>
<p>Tu mesma Oh alma que n&atilde;o tolerar&aacute;s um desafio.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os navegadores medievais se levantam &agrave; minha frente,</p>
<p>O mundo de 1492, com seu empreendimento acordado,</p>
<p>Algo inchando agora na humanidade como a seiva da terra na primavera,</p>
<p>O esplendor crepuscular da cavalaria declinando.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>E quem &eacute;s tu triste espectro?</p>
<p>Gigantesco, vision&aacute;rio, tu mesmo um vision&aacute;rio,</p>
<p>Com membros majestosos e radiantes olhos zelosos,</p>
<p>Difundindo com cada olhar teu um mundo dourado,</p>
<p>Tingindo-o com tons magn&iacute;ficos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Como o histri&atilde;o principal,</p>
<p>Descendo at&eacute; as luzes da ribalta anda em alguma grande cena de &oacute;pera,</p>
<p>Dominando o resto vejo o Almirante<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn4">[4]</a> em pessoa,</p>
<p>(O tipo de coragem, a&ccedil;&atilde;o, f&eacute; que se v&ecirc; na Hist&oacute;ria,)</p>
<p>Vede-o navegar de Palos conduzindo sua pequena frota,</p>
<p>Sua viagem vede, seu retorno, sua grande fama,</p>
<p>Seus infort&uacute;nios, caluniadores, vede-o prisioneiro, acorrentado,</p>
<p>Vede seu abatimento, pobreza, morte.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Curioso no tempo me posto, notando os esfor&ccedil;os de her&oacute;is,</p>
<p>A dila&ccedil;&atilde;o &eacute; longa? amarga &eacute; a difama&ccedil;&atilde;o, pobreza, morte?</p>
<p>Jaz a semente despreocupada por s&eacute;culos no solo? v&ecirc;, para a ocasi&atilde;o certa de Deus,</p>
<p>Ascendendo &agrave; noite, ela brota, floresce,</p>
<p>E enche a terra de uso e beleza.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem deveras Oh alma ao pensamento primevo,</p>
<p>N&atilde;o s&oacute; terras e mares, teu pr&oacute;prio claro frescor,</p>
<p>A jovem maturidade de ninhada e flor,</p>
<p>A reinos de b&iacute;blias brotantes.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh Alma, irrepressiva, eu contigo e tu comigo,</p>
<p>Tua circunavega&ccedil;&atilde;o do mundo come&ccedil;a,</p>
<p>Do homem, a viagem do retorno de sua mente,</p>
<p>Ao precoce para&iacute;so da raz&atilde;o,</p>
<p>De volta, de volta ao nascimento da sabedoria, a intui&ccedil;&otilde;es inocentes,</p>
<p>De novo com justa cria&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh n&atilde;o podemos mais esperar,</p>
<p>Tamb&eacute;m navegamos Oh alma,</p>
<p>Alegres tamb&eacute;m nos lan&ccedil;amos em mares sem rastros,</p>
<p>Destemidos navegamos por costas desconhecidas em ondas de &ecirc;xtase,</p>
<p>Entre os ventos flutuantes, (tu me apertando a ti, eu te apertando a mim, Oh alma,)</p>
<p>Cantarolando livre, cantando nossa can&ccedil;&atilde;o de Deus,</p>
<p>Entoando nosso canto de agrad&aacute;vel explora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Com riso e muitos beijos,</p>
<p>(Deixa outros deplorar, deixa outros lamentar pecado; remorso, humilha&ccedil;&atilde;o,)</p>
<p>Oh alma tu me agradas, eu a ti.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ah mais que qualquer padre Oh alma tamb&eacute;m cremos em Deus,</p>
<p>Mas com o mist&eacute;rio de Deus n&atilde;o ousamos flertar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh alma tu me agradas, eu a ti,</p>
<p>Navegando nestes mares ou nas colinas, ou despertando &agrave; noite,</p>
<p>Pensamentos, pensamentos silenciosos, de Tempo e Espa&ccedil;o e Morte, como &aacute;guas fluindo,</p>
<p>Guia-me de fato como por infinitas regi&otilde;es,</p>
<p>Cujo ar respiro, cujas ondula&ccedil;&otilde;es ou&ccedil;o, lava-me totalmente,</p>
<p>Banha-me Oh Deus em ti, subindo a ti,</p>
<p>Eu e minha alma a vaguear ao teu alcance.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh Tu transcendente,</p>
<p>Sem nome, a fibra e o f&ocirc;lego,</p>
<p>Luz da luz, produzindo universos, tu centro deles,</p>
<p>Tu centro mais poderoso do verdadeiro, do bem, do amoroso,</p>
<p>Tu fonte moral, espiritual—fonte do afeto—tu reservat&oacute;rio,</p>
<p>(Oh minha alma meditativa—Oh sede insatisfeita—n&atilde;o esperaste a&iacute;?</p>
<p>N&atilde;o esperas por acaso por n&oacute;s em algum lugar por a&iacute; o Camarada perfeito?)</p>
<p>Tu pulso—tu motivo das estrelas, s&oacute;is, sistemas,</p>
<p>Que, circulando, se movem em ordem, seguros, harmoniosos,</p>
<p>Atrav&eacute;s das informes vastid&otilde;es do espa&ccedil;o,</p>
<p>Como eu devia pensar, como haurir um &uacute;nico hausto, como falar, se,</p>
<p>de mim,</p>
<p>N&atilde;o pude lan&ccedil;ar, a esses, universos superiores?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Rapidamente me encolho ao pensar em Deus,</p>
<p>Na Natureza e suas maravilhas, Tempo e Espa&ccedil;o e Morte,</p>
<p>Mas que eu, virando, chamo a ti Oh alma, tu Eu real,</p>
<p>E v&ecirc;, tu gentilmente dominas  os orbes,</p>
<p>Tu emparelhas com o Tempo, sorris contente pra Morte,</p>
<p>E preenches, expandes bastante as vastid&otilde;es do Espa&ccedil;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Maior que estrelas ou s&oacute;is,</p>
<p>Saltando Oh alma prossegues tua jornada;</p>
<p>Que amor a n&atilde;o ser o nosso poderia ampliar mais?</p>
<p>Que aspira&ccedil;&otilde;es, desejos, superariam os nossos Oh alma?</p>
<p>Que sonhos do ideal? que planos de pureza, perfei&ccedil;&atilde;o, for&ccedil;a?</p>
<p>Que vontade alegre pelo bem dos outros desistir de tudo?</p>
<p>Pelo bem dos outros sofrer tudo?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Computando adiante Oh alma, quando tu, o tempo alcan&ccedil;ado,</p>
<p>Os mares todos cruzados, resistindo aos cabos, a viagem finda,</p>
<p>Rodeada, lidas, encaras Deus, submetes, a meta atingida,</p>
<p>Como se preenchida de amizade, amor completo, o Irm&atilde;o Mais velho encontrado,</p>
<p>O Mais Jovem se derrete em afeto em seus bra&ccedil;os.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">9</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para mais que a &Iacute;ndia!</p>
<p>Tuas asas est&atilde;o emplumadas realmente para tais v&ocirc;os distantes?</p>
<p>Oh alma, viajas de fato em viagens como essas?</p>
<p>Diverte-te em &aacute;guas como essas?</p>
<p>Soas abaixo do S&acirc;nscrito e dos Vedas?</p>
<p>Ent&atilde;o tenhas teu &acirc;nimo liberado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para ti, tuas praias, os antigos enigmas ferozes!</p>
<p>Passagem para ti, para dom&iacute;nio de ti, os problemas estrangulantes!</p>
<p>Tu, dispersa com os destro&ccedil;os de esqueletos que, vivendo, nunca te alcan&ccedil;aram.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para mais que a &Iacute;ndia!</p>
<p>Oh segredo da terra e c&eacute;u!</p>
<p>De v&oacute;s Oh &aacute;guas do mar! Oh riachos sinuosos e rios!</p>
<p>De v&oacute;s Oh bosques e campos! de v&oacute;s fortes montanhas de minha terra!</p>
<p>De v&oacute;s Oh pradarias! de v&oacute;s cinzentas rochas!</p>
<p>Oh manh&atilde; vermelha! Oh nuvens! Oh chuva e neves!</p>
<p>Oh dia e noite, passagem para v&oacute;s!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh sol e lua e v&oacute;s todas estrelas! S&iacute;rius e J&uacute;piter!</p>
<p>Passagem para v&oacute;s!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem, passagem imediata! o sangue queima em minhas veias!</p>
<p>Fora Oh alma! i&ccedil;a a &acirc;ncora imediatamente!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Corta as amarras—puxa pra fora—treme toda vela!</p>
<p>N&atilde;o ficamos aqui bastante tempo como &aacute;rvores no ch&atilde;o?</p>
<p>N&atilde;o rastejamos aqui bastante tempo, comendo e bebendo feito meros brutos?</p>
<p>N&atilde;o nos escurecemos e tonteamos bastante tempo com livros?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Navega adiante—guia somente para &aacute;guas profundas,</p>
<p>Descuidada Oh alma, explorando, eu contigo, e tu comigo,</p>
<p>Porque iremos onde marinheiro n&atilde;o ousou ir ainda,</p>
<p>E arriscaremos o navio, n&oacute;s mesmos e tudo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh minha alma valente!</p>
<p>Oh mais e mais distante navega!</p>
<p>Oh ousado j&uacute;bilo, mas seguro! n&atilde;o s&atilde;o todos eles os mares de Deus?</p>
<p>Oh mais, mais, mais distante navega!</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Esposa de Napole&atilde;o III, que estava no navio que puxava o desfile de abertura do canal de Suez.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> Na &eacute;poca de maior poder de Veneza, o doge fazia uma cerim&ocirc;nia anual, casando a cidade com o mar Adri&aacute;tico, jogando nele um anel.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> Ibn Battuta foi um viajante e explorador berbere que nasceu em Tanger em 1303 e faleceu em 1377.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref4">[4]</a> Colombo, que partiu do porto espanhol de Palos em 1492.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nota ao poema Passagem para a &#205;ndia</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/nota-ao-poema-passagem-para-a-india.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/nota-ao-poema-passagem-para-a-india.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 15:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[29. Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[David Lean]]></category>
		<category><![CDATA[E. M. Foster]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=876</guid>
		<description><![CDATA[Barco no mar O poema Passagem para a &#205;ndia (“Passage to India”) foi publicado em 1871. Nele o bardo descreve o prop&#243;sito de Deus, cantado pelo verdadeiro filho de Deus, o poeta. Isto significa que ele n&#227;o est&#225; cantando os materiais de sua Am&#233;rica ou da Terra, ele est&#225; indo al&#233;m da geografia e da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 268px"><a href="http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?picture=safe-passage&amp;image=1848&amp;large=1" target="_blank"><img class="  " src="http://www.publicdomainpictures.net/pictures/2000/nahled/750-12326888280QKx.jpg" alt="" width="258" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">Barco no mar</p></div>
<p style="text-align: justify;">O <strong>poema</strong> <strong><a title="ir para o poema" href="http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html" target="_blank">Passagem para a &Iacute;ndia</a> </strong>(“<strong>Passage to India</strong>”) foi publicado em 1871. Nele o bardo descreve o prop&oacute;sito de <strong>Deus</strong>, cantado pelo verdadeiro <strong>filho de Deus</strong>, o poeta. Isto significa que ele n&atilde;o est&aacute; cantando os materiais de sua Am&eacute;rica ou da Terra, ele est&aacute; indo al&eacute;m da geografia e da cultura, j&aacute; que percebeu que a terra deve ser conectada inteiramente, em dire&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; universal e eterno: a alma, sua divinidade e sua liga&ccedil;&atilde;o com o <strong>Criador</strong>. Ele inclui nesse movimento as grandes realiza&ccedil;&otilde;es de seu tempo; no entanto, ele est&aacute; navegando muito mais al&eacute;m disso, ele est&aacute; pedindo &agrave; sua alma para navegar “os mares de Deus.” Para quem ler o poema <strong>Sauda&ccedil;&atilde;o ao Mundo</strong> (“Salut au Monde!”), &eacute; poss&iacute;vel notar que <strong>Passagem para a &Iacute;ndia</strong> &eacute; uma continua&ccedil;&atilde;o daquele, mas em um outro grau de consci&ecirc;ncia, passando do material, do que &eacute; visto e f&iacute;sico, ao imaterial, ao invisto e espiritual. Eu n&atilde;o diria metaf&iacute;sico porque o poeta escreveu em uma nota que n&atilde;o h&aacute; nada de filos&oacute;fico sobre <strong>Passagem para a &Iacute;ndia</strong>, porque ele est&aacute; focado em “evolu&ccedil;&atilde;o”, mas n&atilde;o deixa de ser ontol&oacute;gico, pois trata do Ser. Afinal de contas, <strong>Whitman</strong> se considerava contradit&oacute;rio, assim, n&atilde;o &eacute; incoerente v&ecirc;-lo pelo que ele nega.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">O romance <em>Uma Passagem Para a &Iacute;ndia </em>(<em>A Passage to India</em>), de 1924, do escritor brit&acirc;nico <strong>E. M. Foster</strong>, teve seu t&iacute;tulo inspirado por este <strong>poema de Whitman</strong>. O romance foi genialmente adaptado para o cinema por <strong>David Lean</strong> em 1984, com trilha sonora de <strong>Maurice Jarre</strong>.  O filme ganhou dois oscars: de atriz coadjuvante para <strong>Peggy Ashcroft</strong>, e de trilha sonora.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam o trailer original:</p>
<p style="text-align: justify;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="300" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0yJvteS8uEA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="300" src="http://www.youtube.com/v/0yJvteS8uEA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/nota-ao-poema-passagem-para-a-india.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A &#8220;Can&#231;&#227;o de Mim Mesmo&#8221; completa na internet</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/a-cancao-de-mim-mesmo-completa-na-internet.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/a-cancao-de-mim-mesmo-completa-na-internet.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[04. Canção de Mim Mesmo]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=589</guid>
		<description><![CDATA[Caros leitores, rec&#233;m terminei a publica&#231;&#227;o da &#8220;Can&#231;&#227;o de Mim Mesmo&#8221; (ou Canto de Mim Mesmo, como muitos chamam), de Walt Whitman, neste site, disponibilizando esta tradu&#231;&#227;o a todos os leitores de l&#237;ngua portuguesa. Vejam abaixo a lista completa dos links de todos os poemas deste livro, em sua ordem crescente correta: Can&#231;&#227;o de Mim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>rec&eacute;m terminei a publica&ccedil;&atilde;o da &#8220;<em>Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo<strong>&#8221; </strong><span style="font-style: normal;">(ou <strong>Canto de Mim Mesmo</strong>, como muitos chamam)</span></em>, de <strong>Walt Whitman</strong>, neste site, disponibilizando esta <strong>tradu&ccedil;&atilde;o</strong> a todos os leitores de l&iacute;ngua portuguesa. Vejam abaixo a lista completa dos links de todos <strong>os poemas deste livro</strong>, em sua ordem crescente correta:</p>
<ul>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, uma elegia ao &quot;eu&quot;" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-uma-elegia-ao-eu.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, uma elegia ao &#8220;eu&#8221;</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 1" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-1.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 1</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 2" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-2.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 2</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 3" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-3.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 3</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 4" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-4.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 4</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 5" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-5.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 5</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 6" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-6.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 6</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 6" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-6.html"></a><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 7" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-7.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 7</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 7" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-7.html"></a><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 8" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-8.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 8</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 8" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-8.html"></a><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 9" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-9.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 9</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 10" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-10.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 10</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 11" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-11.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 11</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 12" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-12.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 12</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 13" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-13.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 13</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 14" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-14.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 14</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 15" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-15.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 15</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 16" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-16.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 16</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 17" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-17.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 17</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 18" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-18.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 18</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 19" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-19.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 19</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 20" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-20.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 20</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 21" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-21.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 21</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 22" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-22.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 22</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 23" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-23.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 23</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 24" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-24.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 24</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 25" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-25.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 25</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 26" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-26.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 26</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 27" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-27.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 27</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 28" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-28.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 28</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 29" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-29.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 29</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 30" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-30.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 30</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 31" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-31.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 31</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 32" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-32.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 32</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 33" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-33.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 33</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 34" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-34.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 34</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 35" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-35.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 35</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 36" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-36.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 36</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 37" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-37.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 37</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 38" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-38.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 38</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 39" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-39.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 39</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 40" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-40.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 40</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 41" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-41.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 41</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 42" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-42.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 42</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 43" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-43.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 43</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 44" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-44.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 44</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 45" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-45.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 45</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 46" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-46.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 46</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 47" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-47.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 47</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 48" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-48.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 48</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 49" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-49.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 49</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 50" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-50.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 50</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 51" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-51.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 51</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 52" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-52.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 52</a></li>
</ul>
<p style="line-height: 18px;">***</p>
<p style="line-height: 18px;">Confiram os outros <strong>poemas de Whitman, </strong>na se&ccedil;&atilde;o <a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="os poemas de whitman" href="http://poesiadewhitman.com/?cat=4" target="_blank"><strong>Folhas de Relva</strong></a>.</p>
<p style="line-height: 18px;">Para ver todo o conte&uacute;do deste s&iacute;tio, acesse o <a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="conte&uacute;do completo do site" href="http://poesiadewhitman.com/?page_id=37" target="_blank"><strong>Mapa do Site</strong></a>.</p>
<p style="line-height: 18px;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/a-cancao-de-mim-mesmo-completa-na-internet.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- This Quick Cache file was built for (  poesiadewhitman.com/tag/traducao/feed ) in 0.46581 seconds, on May 23rd, 2012 at 7:05 am UTC. -->
<!-- This Quick Cache file will automatically expire ( and be re-built automatically ) on May 23rd, 2012 at 8:05 am UTC -->
