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	<title>Poesia de Whitman &#187; Salut au Monde!</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>Nota a &#8220;Salut au Monde!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 16:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[07. Salut au Monde!]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
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		<description><![CDATA[Este poema, “Salut au Monde!”, ou “Sauda&#231;&#227;o ao Mundo!”, aparece precocemente na vida po&#233;tica de Whitman, em 1856. Ele equilibra, desde o in&#237;cio, seu nacionalismo efusivo e mostra que ele tinha tamb&#233;m uma vis&#227;o global do mundo, com grande considera&#231;&#227;o por outros pa&#237;ses, povos e culturas. De certo modo, este poema est&#225; conectado a “Passagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Este poema, “<a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/?p=252" target="_blank"><strong>Salut au Monde!</strong></a>”, ou “Sauda&ccedil;&atilde;o ao Mundo!”, aparece precocemente na vida po&eacute;tica de Whitman, em 1856. Ele equilibra, desde o in&iacute;cio, seu nacionalismo efusivo e mostra que ele tinha tamb&eacute;m uma vis&atilde;o global do mundo, com grande considera&ccedil;&atilde;o por outros pa&iacute;ses, povos e culturas. De certo modo, este poema est&aacute; conectado a “Passagem Para a &Iacute;ndia”, que o expande e busca pela transcend&ecirc;ncia dos materiais, incitando a alma a viajar para mais do que a &Iacute;ndia nos “mares de Deus” em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o espiritual.</p>
<p>Em termos de constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica, “<a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/?p=252" target="_blank"><strong>Salut au Monde!</strong></a>” apresenta o uso de <strong>an&aacute;foras</strong>, que &eacute; a repeti&ccedil;&atilde;o de uma palavra ou frase no in&iacute;cio dos versos e um <strong>cat&aacute;logo </strong>de forma&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas.</p>
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		<title>Salut au Monde!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[07. Salut au Monde!]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Salut au Monde!]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Salut au Monde! (Sauda&#231;&#227;o ao Mundo!) 1 . Oh segura minha m&#227;o Walt Whitman! Que prod&#237;gios planantes! que cen&#225;rios e sons! Que infindos elos unidos, cada qual ligado ao seguinte, Cada qual bastando a todos, todos compartindo a terra com todos. . O que se expande em ti Walt Whitman? Que ondas e solos exsudam? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Salut au Monde!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>(Sauda&ccedil;&atilde;o ao Mundo!)<br />
</strong></p>
<p align="center">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Oh segura minha m&atilde;o Walt Whitman!</p>
<p>Que prod&iacute;gios planantes! que cen&aacute;rios e sons!</p>
<p>Que infindos elos unidos, cada qual ligado ao seguinte,</p>
<p>Cada qual bastando a todos, todos compartindo a terra com todos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que se expande em ti Walt Whitman?</p>
<p>Que ondas e solos exsudam?</p>
<p>Que climas? que pessoas e cidades se aproximam?</p>
<p>Quem s&atilde;o esses infantes, alguns brincando, outros dormitando?</p>
<p>Quem s&atilde;o as mo&ccedil;as? as mulheres casadas?</p>
<p>Quem s&atilde;o os grupos de velhos vagando abra&ccedil;ados?</p>
<p>Que rios s&atilde;o estes? que florestas e frutos s&atilde;o estes?</p>
<p>Qual o nome das montanhas que se erguem t&atilde;o altas nas n&eacute;voas?</p>
<p>Que mir&iacute;ades de moradias repletas de moradores?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em mim a latitude se expande, a longitude se alonga,</p>
<p>&Aacute;sia, &Aacute;frica, Europa, a leste—a Am&eacute;rica &eacute; preparada a oeste,</p>
<p>Cintando o bojo da terra enreda o t&oacute;rrido equador,</p>
<p>Curiosamente norte e sul invertem as pontas dos eixos,</p>
<p>Dentro de mim o dia mais longo, o sol gira em c&iacute;rculos obl&iacute;quos, ele n&atilde;o se p&otilde;e h&aacute; meses,</p>
<p>Estendido no tempo certo dentro de mim o sol da meia noite s&oacute; se levanta acima do horizonte e afunda de novo,</p>
<p>Em mim zonas, mares, cataratas, florestas, vulc&otilde;es, grupos,</p>
<p>Mal&aacute;sia, Polin&eacute;sia, e as grandes ilhas antilhanas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">3</p>
<p>O que ouves Walt Whitman?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ou&ccedil;o o oper&aacute;rio cantando e a esposa do fazendeiro cantando,</p>
<p>Ou&ccedil;o ao longe os sons de crian&ccedil;as e de animais de manh&atilde; cedo,</p>
<p>Ou&ccedil;o gritos rivais de Australianos perseguindo cavalos selvagens,</p>
<p>Ou&ccedil;o a dan&ccedil;a espanhola<a href="#_ftn1">[1]</a> com castanholas &agrave; sombra do castanheiro, &agrave; rabeca e ao viol&atilde;o,</p>
<p>Ou&ccedil;o ecos cont&iacute;nuos do T&acirc;misa,</p>
<p>Ou&ccedil;o ferozes can&ccedil;&otilde;es francesas de liberdade,</p>
<p>Ou&ccedil;o do remador italiano o recitativo musical de velhos poemas,</p>
<p>Ou&ccedil;o os gafanhotos na S&iacute;ria quando atacam gr&atilde;o e grama com saraivadas de nuvens terr&iacute;veis,</p>
<p>Ou&ccedil;o o refr&atilde;o C&oacute;ptico<a href="#_ftn2">[2]</a> ao poente, caindo melancolicamente no seio da m&atilde;e negra vasta e vener&aacute;vel o Nilo,</p>
<p>Ou&ccedil;o o chilro do almocreve mexicano, e os guisos da mula,</p>
<p>Ou&ccedil;o o almuadem &aacute;rabe chamando do topo da mesquita,</p>
<p>Ou&ccedil;o os padres crist&atilde;os nos altares das igrejas, ou&ccedil;o suscept&iacute;veis baixo e soprano,</p>
<p>Ou&ccedil;o o brado do Cossaco e a voz do marujo fazendo-se ao mar em Okotsk<a href="#_ftn3">[3]</a>,</p>
<p>Ou&ccedil;o o arquejar do comboio<a href="#_ftn4">[4]</a> quando os escravos avan&ccedil;am, quando as roucas<a href="#_ftn5">[5]</a> turmas passam em duplas e trios, acorrentados por cadeias e grilh&otilde;es,</p>
<p>Ou&ccedil;o o hebreu lendo seus relatos e salmos,</p>
<p>Ou&ccedil;o os mitos ritmados dos gregos, e as s&oacute;lidas f&aacute;bulas dos romanos,</p>
<p>Ou&ccedil;o a est&oacute;ria da vida divina e da morte sangrenta do belo Deus o Cristo,</p>
<p>Ou&ccedil;o o hindu ensinando a seu pupilo predileto os amores, as guerras, os prov&eacute;rbios, transmitidos a salvo at&eacute; hoje de poetas que escreveram tr&ecirc;s mil anos atr&aacute;s.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que v&ecirc;s Walt Whitman?</p>
<p>Quem s&atilde;o os que tu sa&uacute;das, e que um a um te sa&uacute;dam?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo uma magna maravilha redonda rolando pelo espa&ccedil;o,</p>
<p>Vejo fazendas diminutas, aldeias, ru&iacute;nas, campos-santos, cadeias, f&aacute;bricas, pal&aacute;cios, choupanas, cabanas de b&aacute;rbaros, tendas de n&ocirc;mades sobre a superf&iacute;cie,</p>
<p>Vejo a parte sombreada de um lado onde os adormecidos dormem e a parte ensolarada no outro lado,</p>
<p>Vejo a mudan&ccedil;a curiosa e r&aacute;pida de luz e sombra,</p>
<p>Vejo terras distantes, t&atilde;o reais e pr&oacute;ximas de seus habitantes quanto minha terra &eacute; para mim.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo &aacute;guas profusas,</p>
<p>Vejo picos de montanhas, vejo as serras dos Andes onde se alinham,</p>
<p>Vejo claramente os Himalaias, Chian Sahas, Altays, Ghauts,</p>
<p>Vejo os pin&aacute;culos gigantes de Elbruz, Kazbek, Bazardjusi,</p>
<p>Vejo os Alpes da Est&iacute;ria e os Alpes de Karnac,</p>
<p>Vejo os Pirineus, B&aacute;lc&atilde;s, C&aacute;rpatos, e ao norte os campos de Dofra, e ao mar o monte Hecla,</p>
<p>Vejo o Ves&uacute;vio e o Etna, as montanhas da Lua, e as montanhas vermelhas de Madagascar,</p>
<p>Vejo os desertos l&iacute;bio, &aacute;rabe e asi&aacute;tico,</p>
<p>Vejo imensos e medonhos icebergs &Aacute;rticos e Ant&aacute;rticos,</p>
<p>Vejo os oceanos superiores e inferiores, o Atl&acirc;ntico e o Pac&iacute;fico, o mar do M&eacute;xico, o mar do Brasil e o mar do Peru,</p>
<p>As &aacute;guas do Indost&atilde;o, o Mar da China, e o golfo da Guin&eacute;,</p>
<p>As &aacute;guas do Jap&atilde;o, a bela ba&iacute;a de Nagasaki abrigada em suas montanhas,</p>
<p>A extens&atilde;o dos litorais b&aacute;ltico, c&aacute;spio, b&oacute;snio, brit&acirc;nico e a ba&iacute;a de Biscaia,</p>
<p>O ensolarado Mediterr&acirc;neo e de uma a outra de suas ilhas,</p>
<p>O mar Branco, e o mar ao redor da Groenl&acirc;ndia.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Contemplo os marinheiros do mundo,</p>
<p>Alguns em tormentas, alguns &agrave; noite de guarda na g&aacute;vea,</p>
<p>Alguns desamparadamente &agrave; deriva, alguns com doen&ccedil;as contagiosas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Contemplo a vela e os navios-a-vapor do mundo, alguns em frotas no porto, alguns em viagens,</p>
<p>Alguns dobram o Cabo das Tormentas, alguns Cabo Verde, outros os cabos Guardafui, Bon, ou Bajadore,</p>
<p>Outros o pontal de Dondra, outros cruzam o estreito de Sunda, outros cabo Lopatka, outros o estreito de Behring,</p>
<p>Outos o cabo Horn, outros navegam o golfo do M&eacute;xico ou em Cuba ou Haiti, outros a ba&iacute;a de Hudson ou a ba&iacute;a de Baffin,</p>
<p>Outros cruzam o estreito de Dover, outros penetram o Wash, outros o estu&aacute;rio de Solway, outros circundam Cabo Claro, outros o Finisterra,</p>
<p>Outros atravessam o Zuyder Zee ou o Scheld,</p>
<p>Outros em idas e vindas em Gibraltar ou em Dardanelos,</p>
<p>Outros asperamente abrem caminho pelas geleiras geladas do norte,</p>
<p>Outros descem ou sobem o Obi ou o Lena,</p>
<p>Outros o N&iacute;ger ou o Congo, outros o Indo, o Buranpooter e o Camboja,</p>
<p>Outros esperam fumegando prontos para partir nos portos da Austr&aacute;lia,</p>
<p>Esperam em Liverpool, Glasgow, Dublin, Marselha, Lisboa, N&aacute;poles, Hamburgo, Bremen, Bord&eacute;us, Haia, Copenhague,</p>
<p>Esperam em Valpara&iacute;so, Rio de Janeiro, Panam&aacute;.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">5</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os trilhos das ferrovias da terra,</p>
<p>Vejo-os na Gr&atilde;-Bretanha, os vejo na Europa,</p>
<p>Vejo-os na &Aacute;sia e na &Aacute;frica.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os tel&eacute;grafos el&eacute;tricos da terra,</p>
<p>Vejo os filamentos de not&iacute;cias das guerras, mortes, perdas, ganhos, paix&otilde;es da minha ra&ccedil;a.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os longos riscos de rios da terra,</p>
<p>Vejo o Amazonas e o Paraguai,</p>
<p>Vejo os quatro grandes rios da China, o Amour<a href="#_ftn6">[6]</a>, o Rio Amarelo, o Yangtse e o P&eacute;rola,</p>
<p>Vejo onde o Sena corre, e onde o Dan&uacute;bio, o Loire, o R&oacute;dano e o Guadalquivir correm,</p>
<p>Vejo as espirais do Volga, do Dnieper, do Oder,</p>
<p>Vejo o toscano descendo o Arno, e o veneziano ao longo do P&oacute;,</p>
<p>Vejo o marujo grego zarpando da ba&iacute;a de Egina.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">6</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o s&iacute;tio do velho imp&eacute;rio da Ass&iacute;ria, e o da P&eacute;rsia, e o da &Iacute;ndia,</p>
<p>Vejo a queda do Ganges sobre a alta orla de Saukara<a href="#_ftn7">[7]</a>.</p>
<p>Vejo o lugar do des&iacute;gnio da Deidade encarnada por avatares em formas humanas,</p>
<p>Vejo os locais das sucess&otilde;es de padres na terra, or&aacute;culos, imoladores, br&acirc;manes, sabianos<a href="#_ftn8">[8]</a>, lamas<a href="#_ftn9">[9]</a>, monges, muftis<a href="#_ftn10">[10]</a>, exortadores,</p>
<p>Vejo onde druidas andaram pelos bosques de Mona, vejo o visgo e a verbena,</p>
<p>Vejo os templos das mortes dos corpos dos Deuses, vejo os velhos significantes.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo Cristo comendo o p&atilde;o de sua &uacute;ltima ceia no meio de mo&ccedil;os e velhos,</p>
<p>Vejo onde o jovem forte e divino H&eacute;rcules labutou leal e longamente e depois morreu,</p>
<p>Vejo o local da rica vida inocente e da sina infeliz do belo filho noturno, o membrado Baco,</p>
<p>Vejo Kneph<a href="#_ftn11">[11]</a>, em flor, trajado de azul, com a coroa de penas na cabe&ccedil;a,</p>
<p>Vejo Hermes, insuspeito, moribundo, bem-amado, dizendo ao povo <em>N&atilde;o choreis por mim,</em></p>
<p><em>Este n&atilde;o &eacute; meu verdadeiro pa&iacute;s, tenho vivido banido de meu verdadeiro pa&iacute;s, agora volto pra l&aacute;,</em></p>
<p><em>Retorno &agrave; esfera celestial onde cada um vai por sua vez.</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">7</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os campos de batalha da terra, a grama cresce neles e flora&ccedil;&otilde;es e milho,</p>
<p>Vejo as trilhas de expedi&ccedil;&otilde;es antigas e modernas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo as constru&ccedil;&otilde;es an&ocirc;nimas, mensagens vener&aacute;veis dos eventos desconhecidos, her&oacute;is, relatos da terra.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os locais das sagas,</p>
<p>Vejo pinheiros e con&iacute;feras lacerados por rajadas boreais,</p>
<p>Vejo penedos e penhascos de granito, vejo verdes prados e lagos,</p>
<p>Vejo monumentos funer&aacute;rios de guerreiros escandinavos,</p>
<p>Vejo-os erguidos com pedras na orla de oceanos inquietos, que os esp&iacute;ritos dos homens mortos quando se entediaram com seus calmos t&uacute;mulos possam subir pelos morros e fitar os vagalh&otilde;es encrespados, e ser refrescados por tormentas, imensidade, liberdade, a&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo as estepes da &Aacute;sia,</p>
<p>Vejo os t&uacute;mulos da Mong&oacute;lia, vejo as tendas de Kalmucks e Baskirs,</p>
<p>Vejo as tribos n&ocirc;mades com rebanhos de bois e vacas,</p>
<p>Vejo as chapadas entalhadas de ravinas, vejo as selvas e os desertos,</p>
<p>Vejo o camelo, o corcel selvagem, a betarda, a rabigorda ovelha, o ant&iacute;lope e o lobo entocado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os planaltos da Abiss&iacute;nia,</p>
<p>Vejo rebanhos de cabras se alimentando e vejo a figueira, o tamarindo, a datileira<a href="#_ftn12">[12]</a>,</p>
<p>E campos de trigo da Abiss&iacute;nia e locais de verdor e ouro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o vaquero<a href="#_ftn13">[13]</a> brasileiro,</p>
<p>Vejo o boliviano subindo o monte Sorata,</p>
<p>Vejo o Wacho<a href="#_ftn14">[14]</a> cruzando as plan&iacute;cies, vejo o cavaleiro incompar&aacute;vel com seu la&ccedil;o em seu bra&ccedil;o,</p>
<p>Vejo nos pampas a ca&ccedil;a ao gado selvagem por causa do couro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">8<a href="#_ftn15">[15]</a></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo as regi&otilde;es de neve e gelo,</p>
<p>Vejo o perspicaz Samoiede e o finland&ecirc;s,</p>
<p>Vejo o perseguidor de focas em seu barco suspendendo seu arp&atilde;o,</p>
<p>Vejo o siberiano em seu tren&oacute; ligeiro de tra&ccedil;&atilde;o canina,</p>
<p>Vejo os ca&ccedil;adores de boto, vejo os baleeiros do Pac&iacute;fico sul e do Atl&acirc;ntico norte,</p>
<p>Vejo os penhascos, geleiras, torrentes, vales, da Su&iacute;&ccedil;a –noto os longos invernos e o isolamento.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo as cidades da terra e me fa&ccedil;o ao acaso uma parte delas,</p>
<p>Sou um verdadeiro parisiense,</p>
<p>Sou um habitante de Viena, S&atilde;o Petersburgo, Berlim, Constantinopla,</p>
<p>Sou de Adelaide, Sidney, Melbourne,</p>
<p>Sou de Londres, Manchester, Bristol, Edimburgo, Limerick,</p>
<p>Sou de Madri, C&aacute;diz, Barcelona, Oporto, Lyons,  Bruxelas, Berna, Frankfurt, Stuttgart, Turim, Floren&ccedil;a,</p>
<p>Perten&ccedil;o a Moscou, Crac&oacute;via, Vars&oacute;via, ou ao norte em Cristi&acirc;nia ou Estocolmo, ou no Irkutsk siberiano, ou em alguma rua da Isl&acirc;ndia,</p>
<p>Des&ccedil;o sobre todas essas cidades, e ascendo delas de novo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">10</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo vapores exalando de pa&iacute;ses inexplorados,</p>
<p>Vejo os tipos selvagens, o arco e a flecha, a tala envenenada, o fetiche e a obi<a href="#_ftn16">[16]</a>.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo cidades africanas e asi&aacute;ticas,</p>
<p>Vejo Argel, Tr&iacute;poli, Derne, Mogadore, Timbuktu, Monr&oacute;via,</p>
<p>Vejo os enxames de Pequim, Cant&atilde;o, Benares, Delhi, Calcut&aacute;, T&oacute;quio,</p>
<p>Vejo o Krumano<a href="#_ftn17">[17]</a> em sua cabana, e o daomeano e o axanti em suas cabanas,</p>
<p>Vejo o turco fumando &oacute;pio em Aleppo,</p>
<p>Vejo as multid&otilde;es pitorescas nas feiras de Khiva e nas de Herat,</p>
<p>Vejo Teer&acirc;, vejo Muscat e Medina e as areias interferentes, vejo as caravanas labutando,</p>
<p>Vejo o Egito e os eg&iacute;pcios, vejo as pir&acirc;mides e os obeliscos,</p>
<p>Contemplo hist&oacute;rias esculpidas, registros de reis conquistadores, dinastias, talhadas em lajes de arenitos, ou em blocos de granito,</p>
<p>Vejo em Memphis sarc&oacute;fagos com m&uacute;mias embalsamadas, enfaixadas com linho, jazendo l&aacute; muitos s&eacute;culos,</p>
<p>Contemplo o tebano ca&iacute;do, os grandes olhos arredondados, o pesco&ccedil;o pendente para o lado, as m&atilde;os dobradas sobre o peito.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo todos os criados da terra, laborando,</p>
<p>Vejo todos os prisioneiros nas pris&otilde;es,</p>
<p>Vejo os corpos humanos defectivos da terra,</p>
<p>Os cegos, os surdo-mudos, idiotas, corcundas, lun&aacute;ticos,</p>
<p>Os piratas, ladr&otilde;es, traidores, assassinos, escravizadores da terra,</p>
<p>Os infantes indefesos, e os velhos e as velhas indefesos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo macho e f&ecirc;mea em todos os lugares,</p>
<p>Vejo a serena irmandade de fil&oacute;sofos,</p>
<p>Vejo a construtividade de minha ra&ccedil;a,</p>
<p>Vejo os resultados da perseveran&ccedil;a e dilig&ecirc;ncia de  minha ra&ccedil;a,</p>
<p>Vejo graus, cores, barbarismos<a href="#_ftn18">[18]</a>, civiliza&ccedil;&otilde;es, ando entre eles, mesclo-me indiscriminadamente,</p>
<p>E sa&uacute;do todos os habitantes da terra.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">11</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tu quem quer que sejas!</p>
<p>Tu filha ou filho da Inglaterra!</p>
<p>Tu das poderosas tribos e imp&eacute;rios Eslavos! tu Russo na R&uacute;ssia!</p>
<p>Tu divino-animado Africano, preto, de escura descend&ecirc;ncia, grande, de fina cabe&ccedil;a, de nobre forma, soberbamente destinado, de igual para igual comigo!</p>
<p>Tu Noruegu&ecirc;s! Sueco! Dinamarqu&ecirc;s! Island&ecirc;s! tu  Prussiano!</p>
<p>Tu Espanhol da Espanha! tu Portugu&ecirc;s!</p>
<p>Tu Francesa ou Franc&ecirc;s da Fran&ccedil;a!</p>
<p>Tu Belga! tu amante da liberdade dos Pa&iacute;ses  Baixos! (tu semeias de onde eu mesmo descendo<a href="#_ftn19">[19]</a>; )</p>
<p>Tu robusto Austr&iacute;aco! tu Lombardo!  Huno!  Bo&ecirc;mio! fazendeiro da Est&iacute;ria!</p>
<p>Tu vizinho do Dan&uacute;bio!</p>
<p>Tu oper&aacute;rio do Reno, do Elba, ou do Weser! Tu oper&aacute;ria tamb&eacute;m!</p>
<p>Tu Sardenho! tu B&aacute;varo! Su&aacute;bio! Sax&atilde;o!  Valaquiano! B&uacute;lgaro!</p>
<p>Tu Romano! Napolitano! tu Grego!</p>
<p>Tu &aacute;gil matador na arena de Sevilha!</p>
<p>Tu montanhista vivendo ilegalmente no Taurus ou no C&aacute;ucaso!</p>
<p>Tu Bokh<a href="#_ftn20">[20]</a> observando<strong> </strong>bando eq&uuml;ino tuas &eacute;guas e garanh&otilde;es pastando!</p>
<p>Tu persa de belo corpo a toda velocidade na sela atirando flechas no alvo!</p>
<p>Tu Chin&ecirc;s ou Chinesa da China! tu T&aacute;rtaro da Tart&aacute;ria!</p>
<p>V&oacute;s mulheres da terra subordinadas &agrave;s vossas tarefas!</p>
<p>Tu judeu vagando em tua velhice correndo risco para se postar uma vez no solo S&iacute;rio!</p>
<p>V&oacute;s demais judeus aguardando em todas as terras por vosso Messias!</p>
<p>Tu pensativo arm&ecirc;nio ponderando &agrave; beira de algum curso do Eufrates! Tu espiando entre as ru&iacute;nas de N&iacute;nive! tu galgando monte Ararat!</p>
<p>Tu peregrino de p&eacute;s doloridos dando boas-vindas &agrave; centelha distante dos minaretes de Meca!</p>
<p>V&oacute;s xeques pelo estreito de Suez a Bab-el-mandeb governando vossas fam&iacute;lias e tribos!</p>
<p>Tu cultivador de oliveiras cuidando teus frutos nos campos de Nazar&eacute;, Damasco, ou lago Tiber&iacute;ade<a href="#_ftn21">[21]</a>!</p>
<p>Tu mercador tibetano no amplo interior ou pechinchando nas lojas de Lassa!</p>
<p>V&oacute;s japoneses homem ou mulher! tu vivente em Madagascar, Ceil&atilde;o, Sumatra, Born&eacute;u!</p>
<p>Todos v&oacute;s habitantes dos continentes da &Aacute;sia, &Aacute;frica, Europa, Austr&aacute;lia, indiferente de lugar!</p>
<p>Todos v&oacute;s nas ilhas inumer&aacute;veis dos arquip&eacute;lagos do mar!</p>
<p>E v&oacute;s dos s&eacute;culos adiante quando me ouvis!</p>
<p>E v&oacute;s cada um e em todo lugar a quem n&atilde;o especifico, mas incluo do mesmo modo!</p>
<p>Sa&uacute;de! boa vontade a v&oacute;s todos, enviados por mim e  pela Am&eacute;rica!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Cada um de n&oacute;s inevit&aacute;vel,</p>
<p>Cada um de n&oacute;s ilimitado—cada um de n&oacute;s com seu direito sobre a terra,</p>
<p>A cada um de n&oacute;s concedidos os teores eternos da terra,</p>
<p>Cada um de n&oacute;s aqui t&atilde;o divinamente quanto qualquer um aqui.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">12</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tu Hotentote com estalante palato! v&oacute;s hordas carapinhadas!</p>
<p>V&oacute;s pessoas possu&iacute;das pingando gotas de suor ou gotas de sangue!</p>
<p>V&oacute;s formas humanas com os insond&aacute;veis sempre comoventes semblantes de brutos!</p>
<p>Tu pobre koboo<a href="#_ftn22">[22]</a> que o mais mesquinho entre os demais despreza por tua linguagem lampejante e espiritualidade!</p>
<p>Tu diminu&iacute;do Kamtschatkan, Groenland&ecirc;s, Lap&atilde;o!</p>
<p>Tu negro Austral, nu, rubro, enfarruscado, com l&aacute;bio protuberante, rastejante, buscando tua comida!</p>
<p>Tu Caffre<a href="#_ftn23">[23]</a>, Berbere<a href="#_ftn24">[24]</a>, Sudan&ecirc;s!</p>
<p>Tu bedu&iacute;no inculto, magro, &aacute;spero,</p>
<p>V&oacute;s enxames de pragas em Madras, Nanquim, Cabul, Cairo!</p>
<p>Tu ignorante n&ocirc;made da Amaz&ocirc;nia! tu Patag&ocirc;nio! tu Fijiano!</p>
<p>N&atilde;o prefiro outros mais que v&oacute;s,</p>
<p>N&atilde;o digo uma palavra contra v&oacute;s, a&iacute; onde estais,</p>
<p>(Avan&ccedil;areis na hora certa para o meu lado.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">13</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Meu esp&iacute;rito circulou toda a terra em compaix&atilde;o e determina&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Tenho procurado por iguais e amantes e os encontrei prontos para mim em todas as terras,</p>
<p>Acho que uma divina afinidade me equiparou a eles.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>V&oacute;s vapores, acho que me elevei convosco, me afastei para distantes continentes, e me prostrei por l&aacute;, por alguma raz&atilde;o,</p>
<p>Acho que soprei convosco, ventos;</p>
<p>V&oacute;s &aacute;guas toquei toda praia convosco,</p>
<p>Tenho corrido por onde corre qualquer rio ou estreito do globo,</p>
<p>Assumi minha posi&ccedil;&atilde;o nas bases das pen&iacute;nsulas e nas rochas encravadas no alto, pra gritar de l&aacute;:</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><em>Salut au monde!</em></p>
<p>Cidades que a luz ou o calor penetram, penetro-as eu mesmo,</p>
<p>Ilhas todas &agrave;s quais voam aves, v&ocirc;o eu mesmo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A v&oacute;s todos, em nome da Am&eacute;rica,</p>
<p>Ergo alta a m&atilde;o vertical, fa&ccedil;o o sinal,</p>
<p>Pra ficar para sempre &agrave; vista,</p>
<p>Por todos os lugares e lares de homens.</p>
<p><strong> </strong></p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> A formula&ccedil;&atilde;o do verso em ingl&ecirc;s: “I hear the Spanish dance with castanets”, devido &agrave; estrutura do ingl&ecirc;s, pode ser interpretado de duas maneiras. Pode ser tanto “Ou&ccedil;o a dan&ccedil;a espanhola com castanholas” quanto “Ou&ccedil;o os espanh&oacute;is dan&ccedil;ar com castanholas”. Ao imaginar a cena, me senti ouvindo o som de um grupo de pessoas dan&ccedil;ando, mais do que dan&ccedil;arinos individuais, da&iacute; minha prefer&ecirc;ncia pela primeira vers&atilde;o.</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> A linguagem lit&uacute;rgica da Igreja C&oacute;ptica do Egito e da Eti&oacute;pia, escrita em alfabeto grego.</p>
<p><a href="#_ftnref3">[3]</a> Col&ocirc;nia e porto russos na costa do Pac&iacute;fico.</p>
<p><a href="#_ftnref4">[4]</a> “Comboio de escravos”; uso apenas “comboio” pra n&atilde;o repetir a palavra “escravo”.</p>
<p><a href="#_ftnref5">[5]</a> O original, “husky”, significa, no contexto, “de garganta seca”, “rouco” e “robusto”. A escolha foi baseada na harmonia sonora com outras palavras do verso.</p>
<p><a href="#_ftnref6">[6]</a> Grafia usada por Whitman para o nome do rio asi&aacute;tico “Amur”.</p>
<p><a href="#_ftnref7">[7]</a> Prov&aacute;vel grafia whitmaniana para “Sankara”/”Shankara”, ou “Shiva”, de onde o Ganges brota.</p>
<p><a href="#_ftnref8">[8]</a> Embora a palavra seja parecida com Sabeus, eles n&atilde;o o s&atilde;o. N&atilde;o encontramos o termo em Portugu&ecirc;s, por isso escolhemos sabiano(s); no original em ingl&ecirc;s, “sabians”, para indicar este povo pr&eacute;-maometano.</p>
<p><a href="#_ftnref9">[9]</a> No original “llamas”, que &eacute; o animal llama ou alpaca, mas pelo contexto o sentido &eacute; de lama, um mestre budista tibetano.</p>
<p><a href="#_ftnref10">[10]</a> Guia ou l&iacute;der espiritual do Islamismo.</p>
<p><a href="#_ftnref11">[11]</a> Um deus que tem cabe&ccedil;a de carneiro e corpo de homem, na mitologia Eg&iacute;pcia.</p>
<p><a href="#_ftnref12">[12]</a> Tamb&eacute;m conhecida por tamareira ou o fruto, a t&acirc;mara.</p>
<p><a href="#_ftnref13">[13]</a> “Vaquero” (deixei como est&aacute; no original, em espanhol); em portugu&ecirc;s, vaqueiro ou boiadeiro.</p>
<p><a href="#_ftnref14">[14]</a> Membro de uma tribo ind&iacute;gena do Texas que habitava as plan&iacute;cies.</p>
<p><a href="#_ftnref15">[15]</a> Da se&ccedil;&atilde;o 8 se vai para a 10; se&ccedil;&atilde;o 9 n&atilde;o existe na vers&atilde;o final de <em>Folhas de Relva</em>, pois Whitman excluiu a antiga se&ccedil;&atilde;o 8 e a se&ccedil;&atilde;o 9 se transformou em se&ccedil;&atilde;o 8, sendo o n&uacute;mero 9 eliminado da seq&uuml;&ecirc;ncia. Algumas edi&ccedil;&otilde;es, como a da Signet Classic (2000), dividem a se&ccedil;&atilde;o 8 em duas partes, inserindo um 9 antes do verso “Vejo as cidades da terra [...]”.</p>
<p><a href="#_ftnref16">[16]</a> Grafia alternativa de “Obeah”, termo usado para se referir a magia ou pr&aacute;ticas religiosas de origem africana, como vodu, santeria, etc.  No Brasil, “obi” &eacute; um termo vulgar para se referir ao g&ecirc;nero Cola, um tipo de &aacute;rvore de origem tamb&eacute;m africana.</p>
<p><a href="#_ftnref17">[17]</a> Elemento pertencente a uma tribo da Lib&eacute;ria, &Aacute;frica Ocidental.</p>
<p><a href="#_ftnref18">[18]</a> Barb&aacute;rie; o erro ling&uuml;&iacute;stico (de pron&uacute;ncia, grafia, etc) tb &eacute; chamado de barbarismo; mantive barbarismo por causa do duplo sentido.</p>
<p><a href="#_ftnref19">[19]</a> A m&atilde;e de Whitman, Louisa Van Velsor, era de ascend&ecirc;ncia holandesa.</p>
<p><a href="#_ftnref20">[20]</a> Refere-se a Bokhara ou habitante desse lugar, que &eacute; uma cidade no Uzbekist&atilde;o a oeste de Samarqand. &Eacute; uma das mais antigas cidades da &Aacute;sia.</p>
<p><a href="#_ftnref21">[21]</a> Tamb&eacute;m chamado de “Mar da Galil&eacute;ia”.</p>
<p><a href="#_ftnref22">[22]</a> Kubu, tribo de Sumatra.</p>
<p><a href="#_ftnref23">[23]</a> <em>Caffer, kafir, kaffir</em>; indiv&iacute;duo de ra&ccedil;a sul-africana; um termo ofensivo para Negros Africanos.</p>
<p><a href="#_ftnref24">[24]</a> Um membro de um povo da &Aacute;frica do Norte, de origem Mu&ccedil;ulmana, que vive em tribos n&ocirc;mades ou estabelecidas do Marrocos ao Egito.</p>
<p>***</p>
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