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	<title>Poesia de Whitman &#187; Poesia de Whitman</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>Uma Can&#231;&#227;o da Terra Girante</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 15:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[17. Uma Canção da Terra Girante]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Verbo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma Can&#231;&#227;o da Terra Girante . A Terra 1 . Uma can&#231;&#227;o da terra girante, e de palavras concordantes, Pensaste que aquelas fossem as palavras, aquelas linhas verticais? aquelas curvas, &#226;ngulos, pontos? N&#227;o, essas n&#227;o s&#227;o as palavras, as palavras substanciais est&#227;o no ch&#227;o e mar, Est&#227;o no ar, est&#227;o em ti. . Pensaste que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Uma Can&ccedil;&atilde;o da Terra Girante</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 344px"><a href="http://www.fws.gov/digitalmedia/cdm4/item_viewer.php?CISOROOT=/natdiglib&amp;CISOPTR=3766&amp;CISOBOX=1&amp;REC=1" target="_blank"><img class=" " src="http://www.fws.gov/digitalmedia/cgi-bin/getimage.exe?CISOROOT=/natdiglib&amp;CISOPTR=3766&amp;DMSCALE=61.24234&amp;DMWIDTH=700&amp;DMHEIGHT=700&amp;DMX=0&amp;DMY=0&amp;DMTEXT=%20earth&amp;REC=1&amp;DMTHUMB=0&amp;DMROTATE=0" alt="" width="334" height="220" /></a><p class="wp-caption-text">A Terra</p></div>
<p style="text-align: center;">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma can&ccedil;&atilde;o da terra girante, e de palavras concordantes,</p>
<p>Pensaste que aquelas fossem as palavras, aquelas linhas verticais? aquelas curvas, &acirc;ngulos, pontos?</p>
<p>N&atilde;o, essas n&atilde;o s&atilde;o as palavras, as palavras substanciais est&atilde;o no ch&atilde;o e mar,</p>
<p>Est&atilde;o no ar, est&atilde;o em ti.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Pensaste que essas fossem as palavras, esses deliciosos sons das bocas de seus amigos?</p>
<p>N&atilde;o, as palavras reais s&atilde;o mais deliciosas que eles.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Corpos humanos s&atilde;o palavras, mir&iacute;ades de palavras,</p>
<p>(Nos melhores poemas reaparece o corpo, de homem ou de mulher, bem-torneado, natural, alegre,</p>
<p>Toda parte capaz, ativa, receptiva, sem vergonha ou a necessidade de vergonha.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ar, solo, &aacute;gua, fogo—essas s&atilde;o palavras,</p>
<p>Eu mesmo sou uma palavra com elas—minhas qualidades interpenetram com as delas—meu nome &eacute; nada pra elas,</p>
<p>Embora fosse dito nos tr&ecirc;s mil idiomas, o que o ar, a terra, a &aacute;gua, o fogo, saberiam do meu nome?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma presen&ccedil;a saud&aacute;vel, um gesto am&aacute;vel ou imperativo, s&atilde;o palavras, prov&eacute;rbios, significados,</p>
<p>Os encantos que acompanham as meras express&otilde;es de alguns homens e mulheres, s&atilde;o tamb&eacute;m prov&eacute;rbios e significados.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O artesanato das almas &eacute; feito pelas palavras inaud&iacute;veis da terra,</p>
<p>Os mestres conhecem as palavras da terra e as usam mais que palavras aud&iacute;veis.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Melhoria &eacute; uma das palavras da terra,</p>
<p>A terra n&atilde;o se atrasa nem se apressa,</p>
<p>Tem todos os atributos, crescimentos, efeitos, latentes em si mesma desde o princ&iacute;pio<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a>,</p>
<p>N&atilde;o &eacute; s&oacute; meio linda, defeitos e excresc&ecirc;ncias mostram tanto quanto perfei&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A terra n&atilde;o ret&eacute;m; &eacute; generosa o bastante,</p>
<p>As verdades da terra aguardam continuamente, tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o ocultas,</p>
<p>S&atilde;o tranq&uuml;ilas, sutis, intransmiss&iacute;veis por impress&atilde;o,</p>
<p>S&atilde;o imbu&iacute;das de todas as coisas que se transmitem de boa vontade,</p>
<p>Transmitindo um sentimento e convite, eu emito e emito,</p>
<p>N&atilde;o falo, por&eacute;m se n&atilde;o me ouves que proveito tenho pra ti?</p>
<p>Suportar, melhorar, faltando estes que proveito tenho?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Accouche! accouchez!<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a></p>
<p>Estragar&aacute;s teu pr&oacute;prio fruto em ti a&iacute;?</p>
<p>Te agachar&aacute;s e sufocar&aacute;s a&iacute;?)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A terra n&atilde;o discute,</p>
<p>N&atilde;o &eacute; pat&eacute;tica, n&atilde;o tem preparativos,</p>
<p>N&atilde;o brada, se apressa, persuade, amea&ccedil;a, promete,</p>
<p>N&atilde;o faz discrimina&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tem falhas conceb&iacute;veis,</p>
<p>Nada fecha, nada recusa, n&atilde;o exclui nada,</p>
<p>De todos os poderes, objetos, estados, ela informa, n&atilde;o exclui nenhum.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A terra n&atilde;o se exibe nem recusa se exibir, frui calma abaixo,</p>
<p>Abaixo os sons ostensivos, o coro augusto de her&oacute;is, a lam&uacute;ria de escravos,</p>
<p>Persuas&otilde;es de amantes, maldi&ccedil;&otilde;es, arquejos dos moribundos, risada de jovens, sotaques de vendedores,</p>
<p>Abaixo estas palavras fruitivas que nunca falham.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A seus filhos as palavras da grande m&atilde;e muda eloq&uuml;ente nunca falham,</p>
<p>As verdadeiras palavras n&atilde;o falham, pois movimento n&atilde;o falha e reflexo n&atilde;o falha,</p>
<p>Tamb&eacute;m o dia e a noite n&atilde;o falham e a viagem que buscamos n&atilde;o falha.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Das irm&atilde;s intermin&aacute;veis,</p>
<p>Dos cotillons<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a> incessantes de irm&atilde;s,</p>
<p>Das irm&atilde;s centr&iacute;petas e centr&iacute;fugas, das irm&atilde;s mais velhas e mais jovens,</p>
<p>A linda irm&atilde; que conhecemos continua a dan&ccedil;ar com as demais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Com suas amplas costas voltadas a todo observador,</p>
<p>Com as fascina&ccedil;&otilde;es da juventude e as equivalentes fascina&ccedil;&otilde;es da idade,</p>
<p>Senta ela a quem tamb&eacute;m amo como os demais, senta serena,</p>
<p>Segurando em sua m&atilde;o o que tem o car&aacute;ter de um espelho, enquanto seus olhos se afastam dele,</p>
<p>Relanceiam quando ela senta, convidando a ningu&eacute;m, negando a ningu&eacute;m,</p>
<p>Segurando um espelho dia e noite incansavelmente diante do pr&oacute;prio rosto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vistas de perto ou vistas &agrave; dist&acirc;ncia,</p>
<p>Pontualmente as vinte e quatro aparecem em p&uacute;blico todo dia,</p>
<p>Pontualmente se aproximam e passam com seus companheiros ou um companheiro,</p>
<p>N&atilde;o olhando de semblantes pr&oacute;prios, mas dos semblantes daqueles que est&atilde;o com elas,</p>
<p>Dos semblantes de crian&ccedil;as ou mulheres ou do semblante masculino,</p>
<p>Dos semblantes abertos de animais ou de coisas inanimadas,</p>
<p>Da paisagem ou &aacute;guas ou da apari&ccedil;&atilde;o primorosa do c&eacute;u,</p>
<p>De nossos semblantes, meu e vosso, fielmente os devolvendo,</p>
<p>Todo dia em p&uacute;blico aparecendo sem falta, mas nunca duas vezes com os mesmos companheiros.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Abra&ccedil;ando o homem, abra&ccedil;ando tudo, avan&ccedil;am os trezentos e sessenta e cinco irresistivelmente ao redor do sol;</p>
<p>Abra&ccedil;ando tudo, acalmando, apoiando, seguem perto trezentos e sessenta e cinco ramifica&ccedil;&otilde;es dos primeiros, certas e necess&aacute;rias como eles.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Rolando regularmente, nada temendo,</p>
<p>Luz do sol, tormenta, frio, calor, sempre suportando, passando, carregando,</p>
<p>A realiza&ccedil;&atilde;o e determina&ccedil;&atilde;o da alma ainda herdando,</p>
<p>O fluido v&aacute;cuo em volta e &agrave; frente ainda entrando e dividindo,</p>
<p>Nenhum estorvo retardando, nenhuma &acirc;ncora ancorando, em nenhuma rocha se chocando,</p>
<p>R&aacute;pida, alegre, contente, consolada, nada perdendo,</p>
<p>De tudo capaz e pronta a qualquer hora a dar exata conta,</p>
<p>A nave divina singra o mar divino.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quem sejas! movimento e reflexo s&atilde;o especialmente para ti,</p>
<p>A nave divina singra o mar divino para ti.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quem sejas! tu &eacute;s ele ou ela para quem a terra &eacute; s&oacute;lida e l&iacute;quida,</p>
<p>Tu &eacute;s ele ou ela para quem o sol e a lua pendem no c&eacute;u,</p>
<p>Para ningu&eacute;m mais que tu s&atilde;o o presente e o passado,</p>
<p>Para ningu&eacute;m mais que tu &eacute; a imortalidade.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Cada homem para si e cada mulher para si, &eacute; a palavra do passado e presente, e a verdadeira palavra da imortalidade;</p>
<p>Ningu&eacute;m pode adquirir para um outro—ningu&eacute;m,</p>
<p>Ningu&eacute;m pode crescer para um outro—ningu&eacute;m.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A can&ccedil;&atilde;o &eacute; para o cantor, e volta quase tudo para ele,</p>
<p>O ensino &eacute; para o professor, e volta quase tudo para ele,</p>
<p>O assassinato &eacute; para o assassino, e volta quase tudo para ele,</p>
<p>O roubo &eacute; para o ladr&atilde;o, e volta quase tudo para ele,</p>
<p>O amor &eacute; para o amante, e volta quase tudo para ele,</p>
<p>O dom &eacute; para o doador, e volta quase tudo para ele—n&atilde;o pode falhar,</p>
<p>O discurso &eacute; para o orador, a encena&ccedil;&atilde;o &eacute; para o ator e atriz n&atilde;o para a plat&eacute;ia,</p>
<p>E nenhum homem entende qualquer grandeza ou bondade exceto sua pr&oacute;pria ou a indica&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;pria.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que a terra ser&aacute; certamente completa a ele ou ela que for completo,</p>
<p>A terra permanece recortada e quebrada apenas a ele ou ela que permanecer recortado e quebrado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que n&atilde;o h&aacute; nenhuma grandeza ou poder que n&atilde;o emulem os da terra,</p>
<p>N&atilde;o pode haver nenhuma teoria de import&acirc;ncia a menos que ela corrobore a teoria da terra,</p>
<p>Nenhuma pol&iacute;tica, can&ccedil;&atilde;o, religi&atilde;o, comportamento, ou outra coisa, &eacute; de import&acirc;ncia, a menos que se compare com a amplitude da terra,</p>
<p>A menos que encare a exatid&atilde;o, vitalidade, imparcialidade, retid&atilde;o da terra.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que come&ccedil;o a ver o amor com mais doces espasmos que aquele que corresponde amor,</p>
<p>&Eacute; aquele que se cont&eacute;m, que nunca convida e nunca recusa.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que come&ccedil;o a ver pouco ou nada em palavras aud&iacute;veis,</p>
<p>Tudo se funde para a apresenta&ccedil;&atilde;o dos significados n&atilde;o ditos da terra,</p>
<p>Em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;quele que canta as can&ccedil;&otilde;es do corpo e das verdades da terra,</p>
<p>Em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;quele que faz os dicion&aacute;rios de palavras que a impress&atilde;o n&atilde;o pode tocar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que vejo o que &eacute; melhor do que contar o melhor,</p>
<p>&Eacute; sempre manter o melhor inaudito.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quando empreendo contar o melhor descubro que n&atilde;o posso,</p>
<p>Minha l&iacute;ngua &eacute; ineficaz em suas bases,</p>
<p>Minha respira&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; obediente a seus &oacute;rg&atilde;os,</p>
<p>Eu me torno um homem mudo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O melhor da terra n&atilde;o pode ser contado de qualquer forma, tudo ou qualquer coisa &eacute; melhor,</p>
<p>N&atilde;o &eacute; o que antecipaste, &eacute; mais barato, mais f&aacute;cil, mais pr&oacute;ximo,</p>
<p>As coisas n&atilde;o s&atilde;o dispensadas dos lugares que tinham antes,</p>
<p>A terra &eacute; t&atilde;o positiva e direta quanto era antes,</p>
<p>Fatos, religi&otilde;es, melhorias, pol&iacute;tica, neg&oacute;cios, s&atilde;o t&atilde;o reais quanto antes,</p>
<p>Mas a alma tamb&eacute;m &eacute; real, ela tamb&eacute;m &eacute; positiva e direta,</p>
<p>Nenhum racioc&iacute;nio, nenhuma prova a estabeleceu,</p>
<p>Crescimento ineg&aacute;vel a estabeleceu.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Estes para ecoar os tons das almas e as frases das almas,</p>
<p>(Se eles n&atilde;o ecoassem as frases das almas o que seriam eles ent&atilde;o?</p>
<p>Se eles n&atilde;o tivessem refer&ecirc;ncia a ti em especial o que seriam eles ent&atilde;o?)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que nunca doravante terei algo a ver com a f&eacute; que conta o melhor,</p>
<p>Terei a ver s&oacute; com aquela f&eacute; que deixa o melhor inaudito.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Falai, falantes! cantai, cantores!</p>
<p>Sondai! moldai! empilhai as palavras da terra!</p>
<p>Trabalhai, era ap&oacute;s era, nada ser&aacute; perdido,</p>
<p>Pode ter que esperar muito, mas entrar&aacute; certamente em uso,</p>
<p>Quando os materiais estiverem todos preparados e prontos, os arquitetos aparecer&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Juro que os arquitetos aparecer&atilde;o sem falta,</p>
<p>Vos juro que eles vos entender&atilde;o e justificar&atilde;o,</p>
<p>O maior entre eles ser&aacute; aquele que vos conhece melhor, e inclui tudo e &eacute; fiel a tudo,</p>
<p>Ele e os demais n&atilde;o vos esquecer&atilde;o, eles perceber&atilde;o que v&oacute;s n&atilde;o sois um tiquinho menos que eles,</p>
<p>V&oacute;s sereis plenamente glorificados neles.</p>
<p><strong> </strong></p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Refer&ecirc;ncia b&iacute;blica, que no princ&iacute;pio era o Verbo (Logos; em ingl&ecirc;s, “Word”), e o Verbo se fez carne, isto &eacute;, mat&eacute;ria.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> A forma correta &eacute; “Accouch&eacute;e! accouchez!”, ou seja, “Gr&aacute;vida! d&ecirc; &agrave; luz!”.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> Cotilh&atilde;o, cotilh&otilde;es: &eacute; uma antiga dan&ccedil;a de muitos pares, entremeada de v&aacute;rias m&uacute;sicas e distribui&ccedil;&atilde;o de brindes, que era utilizada para terminar um baile. Whitman se refere aqui a estrelas e planetas, incluindo-se a&iacute; a Terra.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Introdu&#231;&#227;o a Uma Can&#231;&#227;o da Terra Girante</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 14:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[17. Uma Canção da Terra Girante]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho de João]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos todos juntos aqui O poema Uma Can&#231;&#227;o da Terra Girante (“A Song of the Rolling Earth”, 1856) trata da natureza, da terra, do Verbo, conforme est&#225; na B&#237;blia, por exemplo, no Evangelho de Jo&#227;o, 1:1, O Verbo Feito Carne: “No in&#237;cio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 303px"><a href="http://www.fws.gov/digitalmedia/cdm4/item_viewer.php?CISOROOT=/natdiglib&amp;CISOPTR=2319&amp;CISOBOX=1&amp;REC=12" target="_blank"><img class="  " src="http://www.fws.gov/digitalmedia/cgi-bin/getimage.exe?CISOROOT=/natdiglib&amp;CISOPTR=2319&amp;DMSCALE=19.05799&amp;DMWIDTH=700&amp;DMHEIGHT=700&amp;DMX=0&amp;DMY=0&amp;DMTEXT=%20earth&amp;REC=12&amp;DMTHUMB=0&amp;DMROTATE=0" alt="" width="293" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Estamos todos juntos aqui</p></div>
<p style="text-align: justify;">O poema <strong><a title="ir para o poema" href="http://poesiadewhitman.com/uma-cancao-da-terra-girante.html" target="_blank">Uma Can&ccedil;&atilde;o da Terra Girante</a></strong> (“<strong>A Song of the Rolling Earth</strong>”, 1856) trata da natureza, da terra, do <strong>Verbo</strong>, conforme est&aacute; na <strong>B&iacute;blia</strong>, por exemplo, no <strong>Evangelho de Jo&atilde;o</strong>, 1:1, <strong>O Verbo Feito Carne</strong>: “No in&iacute;cio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e <strong>o Verbo era Deus.</strong>” O Verbo feito Carne &eacute; o Verbo que cria, o Verbo que se torna mat&eacute;ria s&oacute;lida. Isto &eacute; o que <strong>Whitman</strong> canta neste <strong>poema</strong>, que as palavras reais s&atilde;o os corpos e as almas da humanidade, como podemos j&aacute; na primeira se&ccedil;&atilde;o desta can&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Can&#231;&#227;o da Acha-d’Armas</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/cancao-da-acha-d%e2%80%99armas.html</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[13. Canção da Acha-d'Armas]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Can&#231;&#227;o da Acha-d’Armas . 1 . Arma sim&#233;trica, exposta, p&#225;lida, Cunha extra&#237;da das entranhas da m&#227;e, Corpo lenhoso e osso met&#225;lico, &#250;nico membro e &#250;nico l&#225;bio, Folha gris-azulada em calor encarnado lavrada, cabo obtido de uma sementinha semeada, Em meio e sobre a relva a repousar, Para ser apoio e se apoiar. . Formas fortes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Can&ccedil;&atilde;o da Acha-d’Armas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.<a href="http://encyclopedia.thefreedictionary.com/Broad-axe" target="_blank"><img class="aligncenter" title="acha d-'arma" src="http://img.tfd.com/thumb/c/ca/Broadaxe.jpg" alt="" width="300" height="144" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Arma sim&eacute;trica, exposta, p&aacute;lida,</p>
<p>Cunha extra&iacute;da das entranhas da m&atilde;e,</p>
<p>Corpo lenhoso e osso met&aacute;lico, &uacute;nico membro e &uacute;nico l&aacute;bio,</p>
<p>Folha gris-azulada em calor encarnado lavrada, cabo obtido de uma sementinha semeada,</p>
<p>Em meio e sobre a relva a repousar,</p>
<p>Para ser apoio e se apoiar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Formas fortes e atributos de formas fortes, neg&oacute;cios viris, cen&aacute;rios e sons,</p>
<p>Longo variado encadeamento de um emblema, ru&iacute;dos de m&uacute;sica,</p>
<p>Dedos do organista saltando staccato sobre as teclas do grande &oacute;rg&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Bem-vindas s&atilde;o todas as terras da terra, cada uma para sua esp&eacute;cie,</p>
<p>Bem-vindas as terras de pinheiro e carvalho,</p>
<p>Bem-vindas as terras de lim&atilde;o e figo,</p>
<p>Bem-vindas as terras do ouro,</p>
<p>Bem-vindas as terras de trigo e milho, bem-vindas as da uva,</p>
<p>Bem-vindas as terras de a&ccedil;&uacute;car e arroz,</p>
<p>Bem-vindas as terras de algod&atilde;o, bem-vindas as da batata inglesa e batata-doce,</p>
<p>Bem-vindas as montanhas, v&aacute;rzeas, areias, florestas, pradarias,</p>
<p>Bem-vindas as ricas ribeiras, chapadas, aberturas,</p>
<p>Bem-vindas as pastagens incomensur&aacute;veis, bem-vindo o solo f&eacute;rtil de pomares, linho, mel, c&acirc;nhamo;</p>
<p>Bem-vindas igualmente as outras terras mais endurecidas,</p>
<p>Terras t&atilde;o ricas quanto terras de ouro ou trigo e terras de fruta,</p>
<p>Terras de minas, terras dos min&eacute;rios varonis e &aacute;speros,</p>
<p>Terras de carv&atilde;o, cobre, chumbo, estanho, zinco,</p>
<p>Terras de ferro—terras da fabrica&ccedil;&atilde;o do machado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A tora no monte de lenha, o machado apoiado nela,</p>
<p>A r&uacute;stica choupana, a videira sobre a porta, o ro&ccedil;ado para um jardim,</p>
<p>O respingar irregular da chuva nas folhas ap&oacute;s a tempestade se aplacar,</p>
<p>A l&aacute;stima e a lam&uacute;ria aqui e ali, o pensamento do mar,</p>
<p>O pensar em navios encalhados na tempestade e quase adernados, e o corte dos mastros,</p>
<p>O sentimento das enormes vigas das casas antigas e dos galp&otilde;es,</p>
<p>O impresso ou narrativa lembrada, o transporte ao acaso de homens, fam&iacute;lias, bens,</p>
<p>O desembarque, a funda&ccedil;&atilde;o de uma nova cidade,</p>
<p>A viagem daqueles que buscaram uma Nova Inglaterra e a acharam, o in&iacute;cio em qualquer lugar,</p>
<p>As col&ocirc;nias do Arkansas, Colorado, Ottawa, Willamette,</p>
<p>O lento progresso, o parco alimento, o machado, rifle, alforjes;</p>
<p>A beleza de todas as pessoas aventureiras e audazes,</p>
<p>A beleza dos lenhadores juvenis e adultos com suas caras claras n&atilde;o aparadas,</p>
<p>A beleza da independ&ecirc;ncia, partida, a&ccedil;&otilde;es que confiam em si,</p>
<p>O desd&eacute;m americano por estatutos e cerim&ocirc;nias, a infinita impaci&ecirc;ncia da limita&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>A frouxa orienta&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter, a alus&atilde;o a tipos ao acaso, a solidifica&ccedil;&atilde;o;</p>
<p>O a&ccedil;ougueiro no matadouro, os tripulantes a bordo de escunas e escaleres, o jangadeiro, o pioneiro,</p>
<p>Lenhadores em seu acampamento de inverno, alvorada no bosque, filetes de neve nos ramos de &aacute;rvores, o estalo fortuito,</p>
<p>O som claro e festivo da pr&oacute;pria voz, a can&ccedil;&atilde;o feliz, a vida natural do bosque, o forte trabalho do dia,</p>
<p>O fogo flamejante &agrave; noite, o gosto suave da ceia, a conversa, a cama de ramos de cicuta e a pele de urso;</p>
<p>O construtor de casas a trabalho nas cidades ou em qualquer lugar,</p>
<p>Os encaixes, enquadramento, serra, mortagem preparat&oacute;rios,</p>
<p>O i&ccedil;amento de vigas, a press&atilde;o para coloc&aacute;-las no lugar, assentando-as regular,</p>
<p>Fixando os cravos junto &agrave;s respigas nos malhetes como estavam preparados,</p>
<p>As batidas de macetes e martelos, as atitudes dos homens, seus membros curvados,</p>
<p>Se dobrando, se erguendo, montados nas vigas, cravando os pinos, se segurando em esteios e grampos,</p>
<p>O bra&ccedil;o curvo sobre o frechal, o outro bra&ccedil;o empunhando o machado,</p>
<p>Os soalheiros for&ccedil;ando as pranchas rente para pregar,</p>
<p>Suas posturas baixando suas armas sobre as vigas mestras,</p>
<p>Os ecos ressoando pelo edif&iacute;cio vazio;</p>
<p>O enorme armaz&eacute;m ajustado na cidade em progresso correto,</p>
<p>Os seis construtores, dois no meio e dois em cada ponta, cuidadosamente carregando em seus ombros uma verga pesada para travess&atilde;o,</p>
<p>A fileira completa de pedreiros com colheres em suas m&atilde;os direitas assentando rapidamente a longa parede lateral, duzentos p&eacute;s da frente ao fundo,</p>
<p>O flex&iacute;vel subir e descer de costas, o cont&iacute;nuo estalar das colheres batendo nos tijolos,</p>
<p>Os tijolos um ap&oacute;s outro cada um assentado t&atilde;o bem em seu lugar, e fixado com um golpe do cabo da colher,</p>
<p>As pilhas de materiais, a argamassa na trolha, e o reabastecimento regular dos carregadores;</p>
<p>Fazedores de longarinas no p&aacute;tio, a fileira apinhada de aprendizes bem-crescidos,</p>
<p>O balan&ccedil;o de seus machados na tora esquadriada modelando-a em forma de mastro,</p>
<p>O vivaz crepitar curto do a&ccedil;o pregado enviesado no pinho,</p>
<p>Os cavacos cor de manteiga voando em grandes flocos e lascas,</p>
<p>O movimento male&aacute;vel de jovens bra&ccedil;os musculosos e quadris em trajes leves,</p>
<p>O construtor de cais, pontes, molhes, tabiques, b&oacute;ias, esteios contra o mar;</p>
<p>O bombeiro da cidade, o inc&ecirc;ndio que de repente estoura na pra&ccedil;a apertada,</p>
<p>As m&aacute;quinas chegando, os gritos roucos, o &aacute;gil pisar e ousar,</p>
<p>O comando forte das trombetas de inc&ecirc;ndio, o entrar em forma, o subir e descer dos bra&ccedil;os for&ccedil;ando a &aacute;gua,</p>
<p>Os esguios, espasm&oacute;dicos, jatos azul-alvos, o trazer o aux&iacute;lio de ganchos e escadas e sua execu&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>A quebra e corte de madeiramento conectivo, ou atrav&eacute;s dos pisos se o fogo arde debaixo deles,</p>
<p>A multid&atilde;o assistindo com seus rostos iluminados, o clar&atilde;o e as sombras densas;</p>
<p>O forjador no forno de sua forja e o usu&aacute;rio de ferro &agrave; sua procura,</p>
<p>O fabricante do machado grande e pequeno, e o soldador e o temperador de metal,</p>
<p>O selecionador soprando seu h&aacute;lito no a&ccedil;o frio e testando o fio com seu polegar,</p>
<p>O que molda bem o cabo e o ajusta firmemente na cavidade;</p>
<p>Os cortejos sombrios dos retratos dos usu&aacute;rios passados tamb&eacute;m,</p>
<p>Os pacientes mec&acirc;nicos primordiais, os arquitetos e engenheiros,</p>
<p>O distante edif&iacute;cio Ass&iacute;rio e edif&iacute;cio Mizra<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a>,</p>
<p>Os lictores<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a> romanos precedendo os c&ocirc;nsules,</p>
<p>O antigo guerreiro europeu com seu machado em combate,</p>
<p>O bra&ccedil;o levantado, o fragor de golpes na cabe&ccedil;a galeada<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a>,</p>
<p>O uivo da morte, o corpo fl&aacute;cido e tr&ocirc;pego, o ataque de amigo e inimigo l&aacute;,</p>
<p>O s&iacute;tio de l&iacute;gios revoltados determinados &agrave; liberdade,</p>
<p>O apelo &agrave; rendi&ccedil;&atilde;o, o arremeter em port&otilde;es de castelo, a tr&eacute;gua e a negocia&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>O saque a uma antiga cidade em seu tempo,</p>
<p>O irromper de mercen&aacute;rios e fan&aacute;ticos tumultuosa e desordenadamente,</p>
<p>Urro, chamas, sangue, embriaguez, dem&ecirc;ncia,</p>
<p>Bens livremente pilhados de casas e templos, berros de mulheres agarradas por bandidos,</p>
<p>Arte e furto de vivandeiros<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn4">[4]</a>, homens correndo, velhos se desesperando,</p>
<p>O inferno da guerra, as crueldades de credos,</p>
<p>A lista de todas as a&ccedil;&otilde;es resolutas e palavras justas ou injustas,</p>
<p>O poder da personalidade justo ou injusto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>M&uacute;sculo e &acirc;nimo para sempre!</p>
<p>O que envigora a vida envigora a morte,</p>
<p>E os mortos avan&ccedil;am tanto quanto os vivos,</p>
<p>E o futuro n&atilde;o &eacute; mais incerto que o presente,</p>
<p>Pois a aspereza da terra e do homem inclui tanto quanto a delicadeza da terra e do homem,</p>
<p>E nada perdura exceto qualidades pessoais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que achas que perdura?</p>
<p>Achas que uma grande cidade perdura?</p>
<p>Ou um produtivo estado industrial? ou uma constitui&ccedil;&atilde;o preparada? ou os navios a vapor mais bem constru&iacute;dos?</p>
<p>Ou hot&eacute;is de granito e ferro? ou quaisquer chef-d&#8217;oeuvres<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn5">[5]</a> de engenharia, fortes, armamentos?</p>
<p>Fora! estes n&atilde;o s&atilde;o para ser acalentados por si mesmos,</p>
<p>Eles preenchem seu tempo, os dan&ccedil;arinos dan&ccedil;am, os m&uacute;sicos tocam para eles,</p>
<p>O espet&aacute;culo passa, tudo vai bem o bastante claro,</p>
<p>Tudo vai muito bem at&eacute; uma fa&iacute;sca de desafio.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma grande cidade &eacute; aquela que tem os maiores homens e mulheres,</p>
<p>Se for umas choupanas rotas ainda assim &eacute; a maior cidade no mundo inteiro.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O lugar onde fica uma grande cidade n&atilde;o &eacute; o lugar de cais extensos, docas, manufaturas, dep&oacute;sitos de produ&ccedil;&atilde;o apenas,</p>
<p>Nem o lugar de incessantes sauda&ccedil;&otilde;es de rec&eacute;m-chegados  ou de levantadores de &acirc;ncora de quem parte,</p>
<p>Nem o lugar dos edif&iacute;cios mais altos e mais caros ou de lojas vendendo mercadorias do resto da terra,</p>
<p>Nem o lugar das melhores bibliotecas e escolas, nem o lugar onde o dinheiro &eacute; mais abundante,</p>
<p>Nem o lugar da mais numerosa popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Onde fica a cidade com a ra&ccedil;a mais vigorosa de oradores e bardos,</p>
<p>Onde fica a cidade que &eacute; amada por estes, e os ama em troca e os entende,</p>
<p>Onde n&atilde;o existem monumentos a her&oacute;is exceto nas palavras e a&ccedil;&otilde;es comuns,</p>
<p>Onde parcim&ocirc;nia est&aacute; em seu lugar, e prud&ecirc;ncia est&aacute; em seu lugar,</p>
<p>Onde os homens e mulheres consideram as leis de leve,</p>
<p>Onde o escravo cessa, e o senhor de escravos cessa,</p>
<p>Onde as massas logo se levantam contra a aud&aacute;cia sem fim de pessoas eleitas,</p>
<p>Onde homens e mulheres ferozes derramam como o mar derrama ao apito da morte suas ondas impetuosas e dilaceradas,</p>
<p>Onde autoridade exterior sempre entra ap&oacute;s a preced&ecirc;ncia da autoridade interior,</p>
<p>Onde o cidad&atilde;o &eacute; sempre o comandante e ideal, e Presidente, Prefeito, Governador e demais, s&atilde;o agentes remunerados,</p>
<p>Onde crian&ccedil;as s&atilde;o ensinadas a ser independentes, e a depender de si,</p>
<p>Onde a equanimidade &eacute; ilustrada nos afazeres,</p>
<p>Onde especula&ccedil;&otilde;es sobre a alma s&atilde;o estimuladas,</p>
<p>Onde mulheres andam em pr&eacute;stitos p&uacute;blicos nas ruas iguais aos homens,</p>
<p>Onde elas entram em assembl&eacute;ia p&uacute;blica e tomam assentos iguais aos homens;</p>
<p>Onde fica a cidade dos amigos mais fi&eacute;is,</p>
<p>Onde fica a cidade do asseio dos sexos,</p>
<p>Onde fica a cidade dos pais mais saud&aacute;veis,</p>
<p>Onde fica a cidade das m&atilde;es fisicamente mais aptas,</p>
<p>A&iacute; fica a grande cidade.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Como parecem pobres argumentos ante uma a&ccedil;&atilde;o desafiante!</p>
<p>Como a ostenta&ccedil;&atilde;o dos materiais de cidades murcha ante o olhar de um homem ou mulher!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tudo aguarda ou corre &agrave; revelia at&eacute; que um ser forte apare&ccedil;a;</p>
<p>Um ser forte &eacute; a evid&ecirc;ncia da ra&ccedil;a e da habilidade do universo,</p>
<p>Quando ele ou ela aparece os materiais s&atilde;o intimidados,</p>
<p>Cessa a disputa na alma,</p>
<p>Os velhos costumes e frases s&atilde;o confrontados, repelidos, ou armazenados.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O que &eacute; teu enriquecimento agora? o que ele pode fazer agora?</p>
<p>O que &eacute; tua respeitabilidade agora?</p>
<p>O que s&atilde;o tua teologia, instru&ccedil;&atilde;o, sociedade, tradi&ccedil;&otilde;es, livros estatuto, agora?</p>
<p>Onde est&atilde;o tuas invectivas de ser agora?</p>
<p>Onde est&atilde;o teus sofismas sobre a alma agora?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma paisagem est&eacute;ril cobre o min&eacute;rio, h&aacute; t&atilde;o bom quanto o melhor apesar da apar&ecirc;ncia agreste.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>H&aacute; a mina, h&aacute; os mineiros,</p>
<p>O forno da forja est&aacute; l&aacute;, a fus&atilde;o &eacute; realizada, os marteladores est&atilde;o &agrave; m&atilde;o com suas tenazes e martelos,</p>
<p>O que sempre serviu e sempre serve est&aacute; &agrave; m&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Do que isto nada serviu melhor, serviu tudo,</p>
<p>Serviu o grego de fala fluente e percep&ccedil;&atilde;o agu&ccedil;ada, e muito antes do grego,</p>
<p>Serviu na constru&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios que duram mais que os outros,</p>
<p>Serviu o hebreu, o persa, o mais antigo hindustani,</p>
<p>Serviu a tribo pr&eacute;-hist&oacute;rica no Mississippi<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn6">[6]</a>, serviu aqueles cujas rel&iacute;quias permanecem na Am&eacute;rica Central,</p>
<p>Serviu os templos &Aacute;lbicos<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn7">[7]</a> em bosques ou plan&iacute;cies, com pilares brutos e os druidas,</p>
<p>Serviu as fissuras artificiais, vastas, altas, silenciosas, nas colinas cobertas de neve da Escandin&aacute;via,</p>
<p>Serviu aqueles que em tempos imemoriais fizeram nas paredes de granito r&uacute;sticos esbo&ccedil;os do sol, lua, estrelas, navios, ondas do mar,</p>
<p>Serviu as rotas das irrup&ccedil;&otilde;es dos godos, serviu as tribos pastorais e n&ocirc;mades,</p>
<p>Serviu o distante Kelt<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn8">[8]</a>, serviu os intr&eacute;pidos piratas do B&aacute;ltico,</p>
<p>Serviu antes de qualquer um desses os homens vener&aacute;veis e inofensivos da Eti&oacute;pia,</p>
<p>Serviu a confec&ccedil;&atilde;o de lemes para as gal&eacute;s de prazer e a fabrica&ccedil;&atilde;o dessas para a guerra,</p>
<p>Serviu todos os grandes trabalhos em terra e todos os grandes trabalhos no mar,</p>
<p>Para as eras medievais e antes das eras medievais,</p>
<p>Serviu n&atilde;o s&oacute; os vivos antes como agora, mas serviu os mortos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o carrasco<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn9">[9]</a> europeu,</p>
<p>Ele est&aacute; mascarado, trajado de vermelho, com pernas enormes e fortes bra&ccedil;os despidos,</p>
<p>E se ap&oacute;ia num pesado machado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Quem tens abatido ultimamente carrasco europeu?</p>
<p>De quem &eacute; esse sangue sobre ti t&atilde;o &uacute;mido e grudento?)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo os alvos ocasos dos m&aacute;rtires,</p>
<p>Vejo dos cadafalsos os fantasmas descentes,</p>
<p>Fantasmas de senhores mortos, damas descoroadas, ministros impugnados, reis rejeitados,</p>
<p>Rivais, traidores, envenenadores, l&iacute;deres desgra&ccedil;ados e os demais.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo aqueles que em qualquer terra morreram pela boa causa,</p>
<p>A semente &eacute; escassa, no entanto a safra nunca se esgotar&aacute;,</p>
<p>(Cuidai, Ah reis estrangeiros, Ah padres, a safra nunca se esgotar&aacute;.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o sangue inteiramente lavado do machado,</p>
<p>Tanto a l&acirc;mina quanto o cabo est&atilde;o limpos,</p>
<p>Eles n&atilde;o espirram mais o sangue de nobres europeus, n&atilde;o mais cingem os pesco&ccedil;os de rainhas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Vejo o carrasco recuar e se tornar in&uacute;til,</p>
<p>Vejo o &iacute;nvio e mofado cadafalso, n&atilde;o vejo mais nenhum machado nele,</p>
<p>Vejo o poderoso e simp&aacute;tico emblema do poder de minha pr&oacute;pria ra&ccedil;a, a ra&ccedil;a mais nova, maior.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">9</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Am&eacute;rica! n&atilde;o alardeio meu amor por ti,</p>
<p>Tenho o que eu tenho.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O machado salta!</p>
<p>A s&oacute;lida floresta d&aacute; fluidas elocu&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Elas desabam, levantam e formam,</p>
<p>Cabana, barraca, plataforma, inspe&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Mangual, arado, picareta, alavanca, p&aacute;,</p>
<p>Sarrafo, grade, escora, lambris, batente, ripa, painel, oit&atilde;o,</p>
<p>Cidadela, teto, bar, academia, &oacute;rg&atilde;o, casa de exposi&ccedil;&atilde;o, biblioteca,</p>
<p>Cornija, treli&ccedil;a, pilastra, sacada, janela, torre&atilde;o, varanda,</p>
<p>Enxada, ancinho, forcado, l&aacute;pis, carreta, cajado, serra, plaina, malho, cunha, manilha<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn10">[10]</a>,</p>
<p>Cadeira, tina, aro, mesa, postigo, ventoinha, caixilho, piso,</p>
<p>Caixa de costura, ba&uacute;, instrumento de corda, barco, moldura, e n&atilde;o sei que mais,</p>
<p>Capit&oacute;lios dos Estados, e capit&oacute;lio<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn11">[11]</a> da na&ccedil;&atilde;o de Estados,</p>
<p>Longas fileiras imponentes em avenidas, hospitais para &oacute;rf&atilde;os ou para os pobres ou doentes,</p>
<p>Vapores de Manhattan e veleiros tomando as medidas de todos os mares.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>Formas do uso de machados de qualquer forma, e os usu&aacute;rios e tudo aquilo que os avizinha,</p>
<p>Cortadores de madeira e carregadores dela para o Penobscot ou Kennebec<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn12">[12]</a>,</p>
<p>Moradores em cabanas entre as montanhas Californianas ou &agrave; beira de pequenos lagos, ou em Col&uacute;mbia,</p>
<p>Moradores ao sul nas margens do Gila ou Rio Grande, simp&aacute;ticos ajuntamentos, os car&aacute;teres e a divers&atilde;o,</p>
<p>Moradores &agrave; beira do S&atilde;o Louren&ccedil;o, ou norte no Kanad&aacute;, ou junto a Yellowstone<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn13">[13]</a>, moradores nos litorais e fora dos litorais,</p>
<p>Pescadores de focas, baleeiros, marinheiros &aacute;rticos quebrando passagens pelo gelo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>Formas de f&aacute;bricas, arsenais, fundi&ccedil;&otilde;es, mercados,</p>
<p>Formas dos duplos trilhos tramados das ferrovias,</p>
<p>Formas dos dormentes de pontes, vastas arma&ccedil;&otilde;es, barrotes, arcos,</p>
<p>Formas das frotas de barca&ccedil;as, reboques, destreza lacustre e canalar, destreza fluvial,</p>
<p>Estaleiros e docas secas &agrave; beira dos mares Orientais e Ocidentais, e em muita ba&iacute;a e lugar retirado,</p>
<p>As sobrequilhas de carvalho americano, as pranchas de pinho, os mastros, as ra&iacute;zes de lari&ccedil;o como juntas,</p>
<p>Os pr&oacute;prios navios em suas rotas, os atadores de plataformas, os trabalhadores ocupados fora e dentro,</p>
<p>As ferramentas largadas, a grande verruma e pequena verruma, a enx&oacute;, parafuso, linha, esquadro, goiva, e plaina para n&oacute;dulos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">10</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>A forma medida, serrada, erguida, unida, manchada,</p>
<p>A forma do caix&atilde;o para o morto jazer dentro em sua mortalha,</p>
<p>A forma conseguida em hastes, nas hastes da arma&ccedil;&atilde;o da cama, nas hastes da cama da noiva,</p>
<p>A forma do pequeno cocho, a forma das arma&ccedil;&otilde;es curvas em baixo, a forma do ber&ccedil;o do beb&ecirc;,</p>
<p>A forma das t&aacute;buas do assoalho, as t&aacute;buas do assoalho para p&eacute;s de dan&ccedil;arinos,</p>
<p>A forma das t&aacute;buas do lar familiar, o lar dos simp&aacute;ticos pais e filhos,</p>
<p>A forma do telhado do lar do rapaz e mo&ccedil;a felizes, o telhado sobre os jovens bem-casados,</p>
<p>O telhado sobre a ceia jubilosamente cozida pela casta esposa, e jubilosamente comida pelo casto marido, contente depois de seu dia de trabalho.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>A forma do lugar do prisioneiro no tribunal, e dele ou dela sentado no lugar,</p>
<p>A forma do bar no qual se ap&oacute;iam o jovem e o velho bebedor de rum,</p>
<p>A forma da escada envergonhada e raivosa pisada por passos furtivos,</p>
<p>A forma do sof&aacute;, e o casal ad&uacute;ltero doentio,</p>
<p>A forma do tabuleiro de jogo com seus ganhos e perdas diab&oacute;licos,</p>
<p>A forma da escada de m&atilde;o para o assassino condenado e sentenciado, o assassino com rosto  desfigurado e bra&ccedil;os atados,</p>
<p>O xerife perto com seus delegados, a multid&atilde;o silenciosa e de l&aacute;bios p&aacute;lidos, o balan&ccedil;o da corda.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas se elevam!</p>
<p>Formas de portas dando muitas sa&iacute;das e entradas,</p>
<p>A porta passando o amigo dividido corado e com pressa,</p>
<p>A porta que admite boas not&iacute;cias e m&aacute;s not&iacute;cias,</p>
<p>A porta de onde o filho deixou o lar confiante e esbaforido,</p>
<p>A porta pela qual entrou de novo ap&oacute;s longa e escandalosa aus&ecirc;ncia, adoecido, arruinado, sem inoc&ecirc;ncia, sem meios.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">11</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sua forma se eleva,</p>
<p>Ela menos guardada que nunca, por&eacute;m mais guardada que nunca,</p>
<p>Os toscos e sujos entre os quais se move n&atilde;o a fazem tosca e suja,</p>
<p>Ela conhece os pensamentos conforme passa, nada &eacute; oculto a ela,</p>
<p>Ela &eacute; contudo respeitosa ou simp&aacute;tica para isso,</p>
<p>Ela &eacute; a mais amada, &eacute; sem exce&ccedil;&atilde;o, ela n&atilde;o tem raz&atilde;o para temer e ela n&atilde;o teme,</p>
<p>Juramentos, querelas, can&ccedil;&otilde;es solu&ccedil;adas, express&otilde;es obscenas, s&atilde;o v&atilde;s a ela quando ela passa,</p>
<p>Ela &eacute; calada, ela &eacute; dona de si, eles n&atilde;o a ofendem,</p>
<p>Ela os recebe como as leis da Natureza os recebem, ela &eacute; forte,</p>
<p>Ela tamb&eacute;m &eacute; uma lei da Natureza—n&atilde;o h&aacute; nenhuma lei mais forte que ela.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">12</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As formas principais se elevam!</p>
<p>Formas de Democracia total, resultado de s&eacute;culos,</p>
<p>Formas sempre projetando outras formas,</p>
<p>Formas de turbulentas cidades varonis,</p>
<p>Formas dos amigos e doadores de lares de toda a terra,</p>
<p>Formas fixando a terra e fixadas com toda a terra.</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Eg&iacute;pcio; Mizraim &eacute; o nome b&iacute;blico do Egito.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> Varia&ccedil;&atilde;o: litor; oficial que, na Roma antiga, acompanhava os magistrados com um molho de varas e uma machadinha para as execu&ccedil;&otilde;es da justi&ccedil;a. Este feixe de varas com machado (em it<em>., fascio</em>; em lat. <em>fasces</em>), representando o poder de puni&ccedil;&atilde;o das autoridades, se transformou no s&iacute;mbolo do fascismo (1922-1943; sistema pol&iacute;tico nacionalista, imperialista e antidemocr&aacute;tico, liderado por Benito Mussolini, 1883-1945, na It&aacute;lia).</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> “Helmeted head”, ou seja, cabe&ccedil;a protegida por capacete ou elmo, que era um tipo de capacete que protegia a cabe&ccedil;a nas armaduras antigas; outro nome pra elmo &eacute; “g&aacute;lea”, da&iacute;, galeado(a).</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref4">[4]</a> Vendedores e prostitutas que seguem unidades militares em campanha.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref5">[5]</a> Do franc&ecirc;s, obras primas.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref6">[6]</a> No original, “Served the mound-raiser on the Mississippi”; esta tribo pr&eacute;-hist&oacute;rica, que construiu aterros, t&uacute;mulos e c&ocirc;moros no vale do Mississippi &eacute; geralmente conhecida como “mound-builder”.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref7">[7]</a> Ou “templos ingleses”; o termo vem de Albion, antigo nome da Inglaterra.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref8">[8]</a> Variante de (<em>Celt</em>) Celta.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref9">[9]</a> No sentido de decapitador.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref10">[10]</a> Al&ccedil;a ou manivela de prelo manual.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref11">[11]</a> Note-se a invers&atilde;o da letra inicial desta palavra no poema: a sede do Congresso em Washington, D.C. &eacute; com mai&uacute;scula: Capit&oacute;lio; e as sedes das assembl&eacute;ias legislativas estaduais, com min&uacute;scula: capit&oacute;lios.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref12">[12]</a> Nota-se pelo pr&oacute;prio contexto que s&atilde;o rios; no caso, rios localizados no estado do Maine e que des&aacute;guam no Oceano Atl&acirc;ntico.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref13">[13]</a> Rio, lago e parque (o Parque Nacional de Yellowstone foi criado em 1872, e &eacute; o primeiro parque nacional dos Estados Unidos da Am&eacute;rica; ele se localiza em Wyoming, Montana e Idaho).</p>
<p>***</p>
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		<title>Introdu&#231;&#227;o &#224; Can&#231;&#227;o da Acha-d&#8217;Armas</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/introducao-a-cancao-da-acha-darmas.html</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[13. Canção da Acha-d'Armas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[A “Can&#231;&#227;o da Acha-d’Armas” (“Song of the Broad-Axe”) apresenta uma grande estrofe introdut&#243;ria e um persistente uso de an&#225;foras (conferir a se&#231;&#227;o 3.5 da tese). Este poema foi publicado em 1856 e sofreu muita revis&#227;o, mas as seis primeiras linhas permaneceram intocadas sempre. Em rela&#231;&#227;o ao machado (acha-d’arma) mencionado no t&#237;tulo, Whitman mostra sua inutilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">A “<strong><a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-da-acha-d%e2%80%99armas.html" target="_blank">Can&ccedil;&atilde;o da Acha-d’Armas</a></strong>” (“<strong>Song of the Broad-Axe</strong>”) apresenta uma grande estrofe introdut&oacute;ria e um persistente uso de <strong><a title="ir para o artigo" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/anafora-assonancia-e-aliteracao/" target="_blank">an&aacute;foras</a></strong> (conferir a <a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/3-5-part-1/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 3.5 da tese</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Este <strong>poema</strong> foi publicado em 1856 e sofreu muita revis&atilde;o, mas as seis primeiras linhas permaneceram intocadas sempre. Em rela&ccedil;&atilde;o ao machado (acha-d’arma) mencionado no t&iacute;tulo, <strong>Whitman</strong> mostra sua inutilidade nas m&atilde;os de carrascos europeus, enquanto elogia seu uso nas m&atilde;os de madeireiros e lenhadores na Am&eacute;rica (esses termos eram usados para se referir &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de corte de madeira antes da inven&ccedil;&atilde;o de serras el&eacute;tricas e equipamentos similares). Como resultado desse trabalho, haveria madeira para a constru&ccedil;&atilde;o de casas, mob&iacute;lia, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A parte intermedi&aacute;ria da se&ccedil;&atilde;o 3 &eacute; uma auto-refer&ecirc;ncia, j&aacute; que o poeta trabalhou como marceneiro em sua juventude (ajudando o pai a construir casas). Uma parte deste <strong>poema </strong>foi mais tarde exclu&iacute;da pelo<strong> bardo norte-americano</strong>. Esta se&ccedil;&atilde;o, denominada “Sua Forma se Eleva” (“His Shape Arises”), &eacute; citada na <a title="texto" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-2-two-other-elements-in-the-myth-water-and-swimmers/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 2.5.2</a> da tese.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mem&#243;rias do Presidente Lincoln, de Whitman, traduzido para o portugu&#234;s</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/memorias-do-presidente-lincoln-de-whitman-traduzido-para-o-portugues.html</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 14:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[24. Memórias do Presidente Lincoln]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias do Pres. Lincoln]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, rec&#233;m terminei a publica&#231;&#227;o integral do livro Mem&#243;rias do Presidente Lincoln em meu blog Poesia de Whitman. Voc&#234;s tamb&#233;m podem acess&#225;-lo pelo Mapa do Site, que mostra todo o conte&#250;do desta p&#225;gina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>rec&eacute;m terminei a publica&ccedil;&atilde;o integral do <strong>livro</strong> <strong><em><a title="os poemas do livro" href="http://poesiadewhitman.com/category/24-memorias-do-presidente-lincoln" target="_blank">Mem&oacute;rias do Presidente Lincoln</a></em></strong> em meu blog <strong>Poesia de Whitman</strong>.</p>
<p>Voc&ecirc;s tamb&eacute;m podem acess&aacute;-lo pelo <a title="o mapa do site" href="http://poesiadewhitman.com/mapa-do-site" target="_blank">Mapa do Site</a>, que mostra todo o conte&uacute;do desta p&aacute;gina.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Livro C&#225;lamo, de Walt Whitman, completo na internet</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/livro-calamo-completo-na-internet.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/livro-calamo-completo-na-internet.html#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 01:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[Cálamo]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, comunico a voc&#234;s que o livro &#8220;C&#225;lamo&#8221;, integrante de Folhas de Relva, do poeta Walt Whitman, est&#225; publicado interamente neste blog. Voc&#234;s podem acess&#225;-lo pelo &#237;ndice na barra lateral ou indo ao Mapa do Site, para ter uma vis&#227;o completa dos poemas que fazem parte deste conjunto. ***]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>comunico a voc&ecirc;s que o <strong>livro</strong> &#8220;<strong>C&aacute;lamo&#8221;</strong>, integrante de <strong><em>Folhas de Relva</em></strong>, do poeta <strong>Walt Whitman</strong>, est&aacute; publicado interamente neste blog.</p>
<p>Voc&ecirc;s podem acess&aacute;-lo pelo<a title="link desta categoria" href="http://poesiadewhitman.com/category/06-calamo" target="_blank"> </a><strong><a title="link desta categoria" href="http://poesiadewhitman.com/category/06-calamo" target="_blank">&iacute;ndice na barra lateral</a></strong> ou indo ao <strong><a title="o mapa" href="http://poesiadewhitman.com/mapa-do-site" target="_blank">Mapa do Site</a></strong>, para ter uma vis&atilde;o completa dos <strong>poemas</strong> que fazem parte deste conjunto.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A &#8220;Can&#231;&#227;o de Mim Mesmo&#8221; completa na internet</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/a-cancao-de-mim-mesmo-completa-na-internet.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/a-cancao-de-mim-mesmo-completa-na-internet.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[04. Canção de Mim Mesmo]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, rec&#233;m terminei a publica&#231;&#227;o da &#8220;Can&#231;&#227;o de Mim Mesmo&#8221; (ou Canto de Mim Mesmo, como muitos chamam), de Walt Whitman, neste site, disponibilizando esta tradu&#231;&#227;o a todos os leitores de l&#237;ngua portuguesa. Vejam abaixo a lista completa dos links de todos os poemas deste livro, em sua ordem crescente correta: Can&#231;&#227;o de Mim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>rec&eacute;m terminei a publica&ccedil;&atilde;o da &#8220;<em>Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo<strong>&#8221; </strong><span style="font-style: normal;">(ou <strong>Canto de Mim Mesmo</strong>, como muitos chamam)</span></em>, de <strong>Walt Whitman</strong>, neste site, disponibilizando esta <strong>tradu&ccedil;&atilde;o</strong> a todos os leitores de l&iacute;ngua portuguesa. Vejam abaixo a lista completa dos links de todos <strong>os poemas deste livro</strong>, em sua ordem crescente correta:</p>
<ul>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, uma elegia ao &quot;eu&quot;" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-uma-elegia-ao-eu.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, uma elegia ao &#8220;eu&#8221;</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 1" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-1.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 1</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 2" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-2.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 2</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 3" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-3.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 3</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 4" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-4.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 4</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 5" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-5.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 5</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 6" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-6.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 6</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 6" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-6.html"></a><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 7" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-7.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 7</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 7" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-7.html"></a><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 8" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-8.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 8</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 8" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-8.html"></a><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 9" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-9.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 9</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 10" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-10.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 10</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 11" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-11.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 11</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 12" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-12.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 12</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 13" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-13.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 13</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 14" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-14.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 14</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 15" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-15.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 15</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 16" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-16.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 16</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 17" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-17.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 17</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 18" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-18.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 18</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 19" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-19.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 19</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 20" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-20.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 20</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 21" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-21.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 21</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 22" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-22.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 22</a></li>
<li><a style="text-decoration: underline; color: #000000; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 23" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-23.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 23</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 24" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-24.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 24</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 25" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-25.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 25</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 26" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-26.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 26</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 27" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-27.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 27</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 28" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-28.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 28</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 29" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-29.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 29</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 30" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-30.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 30</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 31" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-31.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 31</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 32" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-32.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 32</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 33" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-33.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 33</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 34" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-34.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 34</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 35" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-35.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 35</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 36" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-36.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 36</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 37" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-37.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 37</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 38" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-38.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 38</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 39" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-39.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 39</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 40" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-40.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 40</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 41" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-41.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 41</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 42" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-42.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 42</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 43" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-43.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 43</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 44" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-44.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 44</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 45" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-45.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 45</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 46" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-46.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 46</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 47" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-47.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 47</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 48" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-48.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 48</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 49" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-49.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 49</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 50" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-50.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 50</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 51" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-51.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 51</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #0e570e; border: 0px initial initial;" title="Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 52" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-52.html">Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo, parte 52</a></li>
</ul>
<p style="line-height: 18px;">***</p>
<p style="line-height: 18px;">Confiram os outros <strong>poemas de Whitman, </strong>na se&ccedil;&atilde;o <a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="os poemas de whitman" href="http://poesiadewhitman.com/?cat=4" target="_blank"><strong>Folhas de Relva</strong></a>.</p>
<p style="line-height: 18px;">Para ver todo o conte&uacute;do deste s&iacute;tio, acesse o <a style="text-decoration: none; color: #0e570e;" title="conte&uacute;do completo do site" href="http://poesiadewhitman.com/?page_id=37" target="_blank"><strong>Mapa do Site</strong></a>.</p>
<p style="line-height: 18px;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Nota para a &#8220;Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 16:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[08. Canção da Estrada Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Canção da Estrada Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[O tema principal do poema “Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta” &#233; o convite &#224; viagem. Whitman sempre gostou de estar ao ar livre, em contato direto com a natureza. Neste poema ele consegue combinar seu amor pela natureza com seu desejo de vastid&#227;o e a busca pelo desconhecido; especialmente a busca pelos grandes camaradas, os “grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>O tema principal do <strong>poema</strong> “<a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/?p=257" target="_blank"><strong>Can&ccedil;&atilde;o da Estrada Aberta</strong></a>” &eacute; o convite &agrave; viagem. <strong>Whitman </strong>sempre gostou de estar ao ar livre, em contato direto com a natureza. Neste poema ele consegue combinar seu amor pela natureza com seu desejo de vastid&atilde;o e a busca pelo desconhecido; especialmente a busca pelos grandes camaradas, os “grandes Companheiros, e pertencer a eles”.</p>
<p>Mas h&aacute; tamb&eacute;m o simbolismo da estrada, pois ela representa as estradas do universo que s&atilde;o percorridas pelas almas. E tudo que &eacute; experienciado nas estradas da terra est&aacute; designado para o progresso das almas, o que inclui religi&atilde;o. Por esta raz&atilde;o, a se&ccedil;&atilde;o 11 do poema, por exemplo, soa como um discurso b&iacute;blico, ou melhor, cr&iacute;stico, exortando as pessoas a dar o que recebem. E a &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o do poema &eacute; a parte onde o poeta oferece sua m&atilde;o, seu amor e o convite ao leitor para viajar com ele.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>C&#225;lamo: o sentido pol&#237;tico</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/calamo-o-sentido-politico.html</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:18:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[06. CÁLAMO]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Cálamo]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[“C&#225;lamo” &#233; um dos grupos de poemas mais aut&#244;nomos e permanentes de Folhas de Relva. Publicado na edi&#231;&#227;o de 1860, este conjunto celebra a camaradagem entre homens, um tipo de uni&#227;o que tem valor sentimental, afetivo, humano e pol&#237;tico, pois essa uni&#227;o &#233; a base da Democracia e da manuten&#231;&#227;o da na&#231;&#227;o. Acorus calamus A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>“C&aacute;lamo” &eacute; um dos grupos de poemas mais aut&ocirc;nomos e permanentes de <em>Folhas de Relva</em>. Publicado na edi&ccedil;&atilde;o de 1860, este conjunto celebra a camaradagem entre homens, um tipo de uni&atilde;o que tem valor sentimental, afetivo, humano e pol&iacute;tico, pois essa uni&atilde;o &eacute; a base da Democracia e da manuten&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 212px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Koeh-006.jpg" target="_blank"><img class="  " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/48/Koeh-006.jpg" alt="Acorus calamus" width="202" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">Acorus calamus</p></div>
<p>A primeira quest&atilde;o a ser abordada &eacute; sobre o uso espec&iacute;fico da planta c&aacute;lamo na poesia de Whitman e sua inten&ccedil;&atilde;o com ela. A explica&ccedil;&atilde;o vem atrav&eacute;s de suas pr&oacute;prias palavras, citadas abaixo, em um trecho da nota 2 ao “Pref&aacute;cio 1876—<em>Folhas de Relva</em> e <em>Dois Riachos</em>”, onde o poeta apresenta o que ele pretendeu com suas <em>Folhas</em> e particularmente com “C&aacute;lamo”:</p>
<p><span style="font-size: small;">Algo mais deve ser acrescentado—pois, enquanto estou disposto, eu faria uma confiss&atilde;o completa. Tamb&eacute;m lancei FOLHAS DE RELVA para despertar e por em fluxo nos cora&ccedil;&otilde;es de homens e mulheres, jovens e velhos, (meus leitores presentes e futuros,) infinitas torrentes de amor e amizade vivas e pulsantes, diretamente deles para mim, agora e sempre. [...] Digo, o elo mais sutil, mais doce, mais certo entre eu e Ele ou Ela, que, nas p&aacute;ginas de <em>C&aacute;lamo</em> e outras se&ccedil;&otilde;es me perceber—embora nunca nos vejamos, ou apesar de eras e eras adiante—deve, deste modo, ser afei&ccedil;&atilde;o pessoal.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">[...]</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Al&eacute;m disso, por mais importantes que sejam [os poemas] em meu prop&oacute;sito como express&otilde;es emocionais para a humanidade, o sentido especial do conjunto <em>C&aacute;lamo</em> de FOLHAS DE RELVA [...] reside principalmente em sua signific&acirc;ncia Pol&iacute;tica. Em minha opini&atilde;o, &eacute; por um desenvolvimento ardente, consentido, de Camaradagem, a bela e s&atilde; afei&ccedil;&atilde;o de homem para homem, latente em todos os jovens, Norte e Sul, Leste e Oeste—&eacute; atrav&eacute;s disso, digo, e pelo que vai diretamente e indiretamente com isso, que os Estados Unidos do futuro, (nunca &eacute; demais repetir,) h&aacute; de ser mais efetivamente soldado, intercalado, fortalecido em uma viva uni&atilde;o.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Assim, como ind&iacute;cio geral, &eacute; pra guardar na mem&oacute;ria imperativamente e sempre que FOLHAS DE RELVA inteiro n&atilde;o &eacute; para ser interpretado como um esfor&ccedil;o intelectual ou escol&aacute;stico ou Poema principalmente, mas mais como uma elocu&ccedil;&atilde;o radical vinda dos abismos da Alma [...], das Emo&ccedil;&otilde;es e do F&iacute;sico—uma elocu&ccedil;&atilde;o ajustada a, talvez nascida da Democracia e da Ci&ecirc;ncia Moderna [...], e em sua pr&oacute;pria natureza indiferente &agrave;s antigas conven&ccedil;&otilde;es, e, sob as grandes Leis, seguindo somente seus pr&oacute;prios impulsos.  (Walt Whitman, <em>Leaves of Grass and other writings</em>, New York, W.W. Norton &amp; Company, Inc., 2002, p.657)</span></p>
<p>N&atilde;o &eacute; por acaso que Whitman fala na uni&atilde;o entre homens e mulheres atrav&eacute;s de amizade e amor, e em especial no conjunto “C&aacute;lamo” por uma ardente camaradagem entre homens. O poeta tinha em sua vida vinte anos de envolvimento com a pol&iacute;tica. Tinha visto o fracasso do sistema pol&iacute;tico norte-americano, no qual militou como jornalista e partid&aacute;rio<a href="#_ftn1">[1]</a>. Na verdade, estava desapontado com o sistema pol&iacute;tico como um provedor de solu&ccedil;&otilde;es concretas para problemas reais, particularmente a escravid&atilde;o, um cancro que havia infectado a vida da na&ccedil;&atilde;o e a estava levando a um estado de decad&ecirc;ncia moral. Whitman era uma testemunha pessoal disso. Pertencera a partidos pol&iacute;ticos. Havia sido “um escritor bem sucedido de jornalismo competente” assim como um “Democrata”<a href="#_ftn2">[2]</a> e conhecia os pol&iacute;ticos de seu tempo e seus afazeres. Embora fosse contra a escravid&atilde;o, era tamb&eacute;m contra a divis&atilde;o do pa&iacute;s e de seu povo, e respeitava a Constitui&ccedil;&atilde;o. Por este motivo ele &eacute; &agrave;s vezes criticado por n&atilde;o ter sido um abolicionista radical. Whitman depreciava a escravid&atilde;o, mas sentia que uma na&ccedil;&atilde;o dividida seria pior do que isso. Allen nos auxilia com um breve coment&aacute;rio sobre esta atitude do poeta:</p>
<p><span style="font-size: small;">Para Whitman a Constitui&ccedil;&atilde;o era sagrada e cada se&ccedil;&atilde;o devia ser observada “em esp&iacute;rito e em letra”. Ele considerava a escravid&atilde;o errada, mas at&eacute; que fosse abolida pela a&ccedil;&atilde;o ou consentimento dos estados, a Constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o devia ser violada mesmo para combater a escravid&atilde;o<a href="#_ftn3">[3]</a>.</span></p>
<p>Esse terr&iacute;vel dilema estava partindo a cabe&ccedil;a e o cora&ccedil;&atilde;o do poeta. Assim, ele decidiu abandonar a pol&iacute;tica profissional em favor de um prop&oacute;sito maior: criar uma obra que faria o que a pol&iacute;tica n&atilde;o poderia fazer, isto &eacute;, unir o pa&iacute;s, fazer uma na&ccedil;&atilde;o, algo que n&atilde;o poderia ser alcan&ccedil;ado apenas com id&eacute;ias e a&ccedil;&otilde;es materialistas. Whitman acreditava que devia haver algo al&eacute;m da vis&atilde;o materialista do mundo que dominava a cena norte-americana que poderia ser usado para este prop&oacute;sito maior, e isto era o amor de pessoa para pessoa, afei&ccedil;&atilde;o, igualdade, camaradagem, amatividade (atra&ccedil;&atilde;o entre os sexos), adesividade (amor aos amigos, disposi&ccedil;&atilde;o para se associar, necess&aacute;ria ao conv&iacute;vio social<a href="#_ftn4">[4]</a>), os temas que cantou nas <em>Folhas</em>.</p>
<p>Conforme o poeta afirmou no Pref&aacute;cio de 1876, h&aacute; um significado pol&iacute;tico em sua poesia, e o junco, cana ou c&aacute;lamo &eacute; o s&iacute;mbolo que representa o sentido pol&iacute;tico da “ardente camaradagem”, o elemento que liga a afei&ccedil;&atilde;o pessoal &agrave; sua aplica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. &Eacute; a transforma&ccedil;&atilde;o de algo individual em algo coletivo. Deste modo, Whitman abandonou a pol&iacute;tica profissional, mas n&atilde;o a atitude pol&iacute;tica, como pode ser visto no seguinte trecho de <em>Walt Whitman, An American</em>, que nos d&aacute; uma descri&ccedil;&atilde;o precisa de seus pensamentos e sentimentos no per&iacute;odo anterior &agrave; publica&ccedil;&atilde;o de <em>Folhas de Relva</em>:</p>
<p><span style="font-size: small;">[…] Em setembro de 1849, ele renunciou com um amargo adeus a seus inimigos, e ‘antigos Hunkers em geral,’ termo pelo qual ele indicava Democratas conservadores prontos a sacrificar solo livre para manter o partido no poder.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Isto – e tenho certeza que Walt percebeu – foi o fim de sua carreira como editor pol&iacute;tico. Walt n&atilde;o era somente um partid&aacute;rio do Solo-Livre como seu amigo Bryant, ele era um ‘Barnburner’ [termo que indicava os liberais do partido], com vontade de sacrificar nomea&ccedil;&otilde;es e poder por princ&iacute;pios, e pronto a dividir o partido se necess&aacute;rio. E como muitos membros l&iacute;deres desta fac&ccedil;&atilde;o, ele mais tarde abandonou os Democratas e foi para o novo Partido Republicano, onde, no entanto, ele nunca funcionou como um pol&iacute;tico ou editor. Sua carreira jornal&iacute;stica tinha muitos anos pela frente; ele teria, como veremos, outro emprego de editor, embora n&atilde;o um que fosse pol&iacute;tico; mas, a partir desse ano crucial de 1849, ele torna-se mais e mais desconfiado da pol&iacute;tica americana, mais e mais resolvido a falar por si mesmo<a href="#_ftn5">[5]</a>.</span></p>
<p>Partid&aacute;rios do Solo-Livre eram membros do Partido do Solo-Livre, um partido pol&iacute;tico nos Estados Unidos que atuou nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 1848 e de 1852 e em algumas elei&ccedil;&otilde;es estaduais. Era uma dissid&ecirc;ncia do Partido Democrata e foi integrado ao Partido Republicano em 1854. Seu objetivo principal era opor-se ao estabelecimento da escravid&atilde;o nos novos territ&oacute;rios. Defendiam a id&eacute;ia de que homens livres trabalhando em solo livre era um sistema moralmente e economicamente superior &agrave; escravid&atilde;o. Basicamente, queriam manter os novos estados criados no oeste livres de escravos, embora n&atilde;o fossem contra a escravid&atilde;o em si nos estados onde j&aacute; existia. Whitman ficou respons&aacute;vel pelo jornal, <em>The Freeman</em>, em 1848, mas o jornal foi incendiado ap&oacute;s a primeira edi&ccedil;&atilde;o e s&oacute; recome&ccedil;ou a funcionar dois meses depois. No entanto, Whitman estava “determinado a manter a escravid&atilde;o fora das novas terras a oeste do Mississippi, embora ainda n&atilde;o fosse de modo algum um Abolicionista. Ele estava tornando-se mais radical, radical demais para <em>The Freeman</em>”<a href="#_ftn6">[6]</a>. Consequentemente, em 1849, demitiu-se do jornal.</p>
<p>Assim, &eacute; bem plaus&iacute;vel que uma total desilus&atilde;o pol&iacute;tica tenha sido motiva&ccedil;&atilde;o forte o suficiente para fazer algu&eacute;m com impulso art&iacute;stico trocar a pol&iacute;tica pela literatura, especialmente porque esse dom liter&aacute;rio j&aacute; havia se manifestado durante sua carreira jornal&iacute;stica. Whitman havia escrito cr&iacute;ticas a livros e conhecido pessoalmente escritores, tais como Edgar Alan Poe e William Cullent Bryant (poeta, critico e editor norte-americano, 1794-1878).</p>
<p>Em “Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo”, na se&ccedil;&atilde;o 24, h&aacute; um verso com a palavra “afflatus” (inspira&ccedil;&atilde;o; Whitman gostava de usar a palavra “afflatus” para descrever um forte impulso criativo ou inspira&ccedil;&atilde;o divina): “A inspira&ccedil;&atilde;o me atravessa se agitando cada vez mais”. &Eacute; interessante notar que o verbo “se agitar / se encapelar”, para explicar sua inspira&ccedil;&atilde;o divina, significa subir e se mover de uma maneira encapelada ou volumosa, ou rolar e ser sacudido sobre ondas, como um barco e tamb&eacute;m se mover como ondas. Isto significa que o poeta n&atilde;o somente derramou seu oceano de amor, o “desme­dido oceano de amor dentro dele”, como fez em “Registradores Eras Adiante”, de “C&aacute;lamo”, mas tamb&eacute;m seu impulso criativo, que praticamente se apossou dele. Ele teve que se render &agrave;s suas “grandes ondas imperiosas” (do poema “Em Navios com Cabines no Mar”, de “Inscri&ccedil;&otilde;es”). A pol&iacute;tica n&atilde;o era um meio apropriado de transmitir esse “oceano de amor” ao p&uacute;blico. Deste modo, na &eacute;poca da dura crise ideol&oacute;gica sofrida por Whitman no final da d&eacute;cada de 1840, quando viu a corrup&ccedil;&atilde;o se alastrando nas tr&ecirc;s esferas do governo (municipal, estadual e federal), tudo que ele queria era fugir da pol&iacute;tica profissional. Assim Canby descreve o humor de Whitman naqueles dias:<strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: small;">Sua primeira rea&ccedil;&atilde;o &agrave; desilus&atilde;o pol&iacute;tica foi uma violenta avers&atilde;o por todo o neg&oacute;cio de pol&iacute;tica partid&aacute;ria. Como muitos outros idealistas que se desapontaram com toda a maquinaria pela qual a vida em sociedade &eacute; levada, ele queria esmagar todas as m&aacute;quinas. [...] Whitman est&aacute; cheio da pol&iacute;tica pr&aacute;tica. Chegou o tempo de homens serem levados em conta, n&atilde;o partidos. M&aacute;quinas partid&aacute;rias s&atilde;o dirigidas por candidatos a cargos p&uacute;blicos e fantoches do Presidente. [...] Walt [...] perdeu a f&eacute;, por um momento, no sistema democr&aacute;tico, embora n&atilde;o na democracia. Seus dias de editorialismo pol&iacute;tico acabaram [...], seu interesse em deixar o sufr&aacute;gio foi absorvido por seu interesse em dar ideais ao seu pa&iacute;s<a href="#_ftn7">[7]</a>.</span></p>
<p>Ent&atilde;o, n&atilde;o havia salva&ccedil;&atilde;o para Whitman ou para a na&ccedil;&atilde;o na pol&iacute;tica. Como poderia a unidade da na&ccedil;&atilde;o ser mantida por um Estado corrupto? Como poderia um governo corrupto manter trabalho livre e escravid&atilde;o em paz num pa&iacute;s se era esse mesmo governo corrupto que negociava interesses pessoais para assegurar esse mesmo estado de coisas? Com certeza qualquer cidad&atilde;o honesto concordaria que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio estar inspirado para perceber que n&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o em pol&iacute;ticos desonestos que tentam convencer a popula&ccedil;&atilde;o de que a escravid&atilde;o seja boa para os escravos (para faz&ecirc;-los aceit&aacute;-la e n&atilde;o lutarem por liberdade) e tamb&eacute;m boa para os trabalhadores livres, que est&atilde;o perdendo empregos porque existem escravos dispon&iacute;veis para fazer o trabalho de gra&ccedil;a.</p>
<p>Alguns cr&iacute;ticos sugerem que a mudan&ccedil;a de Whitman nesse per&iacute;odo foi devido a algum tipo de ilumina&ccedil;&atilde;o, que poderia t&ecirc;-lo empurrado para a poesia. Como ningu&eacute;m parece aceitar que um “g&ecirc;nio criativo” pudesse come&ccedil;ar a trabalhar numa idade mais provecta, como canta o pr&oacute;prio poeta em “Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo”, na se&ccedil;&atilde;o 1: “Eu, trinta e sete anos, em perfeita sa&uacute;­de inicio, / Esperando n&atilde;o cessar at&eacute; a morte”, Canby diz que “A lenda de Whitman toma conta da biografia de Walt nesses anos. Diz que Walt deixou o mundo jornal&iacute;stico. Diz que teve experi&ecirc;ncias m&iacute;sticas.” Simplesmente porque ningu&eacute;m consegue explicar como “[…] da pena de um editor pol&iacute;tico e literato diletante, apareceram os primeiros poemas radicais, revolucion&aacute;rios, egotistas e poderosos de ‘Folhas de Relva’”<a href="#_ftn8">[8]</a>.</p>
<p>Por isso, em vez de pensar numa ilumina&ccedil;&atilde;o que nunca poderia ser provada, apesar de n&atilde;o podermos negar a lucidez e brilhantismo de Whitman, seria melhor pensar num homem, numa pessoa que de fato amava seus concidad&atilde;os com todo seu cora&ccedil;&atilde;o, que os amava tanto que desistiria de sua carreira jornal&iacute;stica para fazer a vontade de seu cora&ccedil;&atilde;o: cantar seu povo, sua na&ccedil;&atilde;o, uma unidade que poderia ser alcan&ccedil;ada pelo cora&ccedil;&atilde;o universal, “includente”<a href="#_ftn9">[9]</a> do poeta. Que queria espalhar seu amor tanto quanto o mar faz com sua &aacute;gua. Um poeta “Que n&atilde;o tinha orgulho de suas can&ccedil;&otilde;es, mas do desme­dido oceano de amor dentro dele, e que derramou livremente,” pelo bem de seus queridos camaradas, os verdadeiros amigos que construiriam uma na&ccedil;&atilde;o juntos. Este poeta encontrou no c&aacute;lamo, no junco, o s&iacute;mbolo que representaria esta energia unificadora, conectando pessoa a pessoa, homem a homem, amigo a amigo.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> No ensaio “Origins of Attempted Secession” (“Origens da Tentativa de Secess&atilde;o”, inclu&iacute;do em <em>Specimen Days and Collect</em>, 1882), o poeta fornece uma descri&ccedil;&atilde;o de suas atividades pol&iacute;ticas como “observador pr&oacute;ximo” e “eleitor” por um per&iacute;odo de vinte anos (1840-1860).</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Henry Seidel Canby, <em>Walt</em> <em>Whitman, An American</em>: A study in biography, New York, Literary Classics, Inc., 1943, pp. 72-88.</p>
<p><a href="#_ftnref3">[3]</a> Gay Wilson Allen, <em>The Solitary Singer</em>: a critical biography of Walt Whitman, New York, The Macmillan Company, 1955, p. 198.</p>
<p><a href="#_ftnref4">[4]</a> O interesse de Whitman em Frenologia, a ci&ecirc;ncia da mente que afirma que as faculdades mentais s&atilde;o indicadas pela conforma&ccedil;&atilde;o do cr&acirc;nio e assim podem ser analisadas e melhoradas, o fez visitar o consult&oacute;rio dos irm&atilde;os Fowler para um exame. Ed Folsom e Kenneth M. Price d&atilde;o um relato dessa visita em sua biografia de Whitman na sua p&aacute;gina de internete “The Walt Whitman Archive”: “Em 16 de julho, 1849, o editor, guru da sa&uacute;de e reformador social Lorenzo Fowler confirmou o senso crescente de Whitman de capacidade pessoal quando sua an&aacute;lise frenol&oacute;gica da cabe&ccedil;a do poeta levou a uma descri&ccedil;&atilde;o elogiosa—e de algum modo bem precisa—de seu car&aacute;ter. Al&eacute;m de favorecer a confian&ccedil;a de Whitman, a leitura das “protuber&acirc;ncias” em seu cr&acirc;nio lhe deu vocabul&aacute;rio chave (como “amatividade” e “adesividade”, termos frenol&oacute;gicos que descrevem afei&ccedil;&otilde;es entre e dentre os sexos) para <em>Folhas de Relva</em>. A associa&ccedil;&atilde;o de Whitman com Lorenzo Fowler e seu irm&atilde;o Orson se comprovaria de cont&iacute;nua import&acirc;ncia at&eacute; bem dentro da d&eacute;cada de 1850. Os irm&atilde;os Fowler distribu&iacute;ram a primeira edi&ccedil;&atilde;o de <em>Folhas de Relva</em>, publicaram a segunda anonimamente e providenciaram espa&ccedil;o na revista de sua firma para uma das auto-cr&iacute;ticas de Whitman.” A biografia acima citada est&aacute; dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.whitmanarchive.org/biography/biographymainindex.html">http://www.whitmanarchive.org/biography/biographymainindex.html</a>&gt;.</p>
<p><a href="#_ftnref5">[5]</a> Henry S. Canby, <em>Walt</em> <em>Whitman, An American</em>: A study in biography, New York, Literary Classics, Inc., 1943, p. 79.</p>
<p><a href="#_ftnref6">[6]</a> Henry S. Canby, <em>Walt</em> <em>Whitman, An American</em>: A study in biography, New York, Literary Classics, Inc., 1943, p. 78-9.</p>
<p><a href="#_ftnref7">[7]</a> <em>Ibid.,</em> pp. 131-2.</p>
<p><a href="#_ftnref8">[8]</a> <em>Ibid.</em>, p. 82.</p>
<p><a href="#_ftnref9">[9]</a> Cf. Harold Bloom, <em>The Western Canon</em>, The Books and Schools of the Ages, New York, Riverhead Books, 1995, p. 259, em que Bloom cita as palavras de Whitman a Emerson, nas quais o poeta se refere a seu mentor como um “homem justo”, “amoroso, includente”, que s&atilde;o, na opini&atilde;o de Bloom, exatamente as caracter&iacute;sticas que ligam os dois escritores-poetas.</p>
<p>***</p>
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		<title>Introdu&#231;&#227;o a DESCENDENTES DE AD&#195;O</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Descendentes de Ad&#227;o&#8221; (ou &#8220;Filhos de Ad&#227;o&#8221;), de Walt Whitman, &#233; o quarto livro na ordem de entrada de Folhas de Relva. Este livro, ou grupo de poemas, apareceu sob este t&#237;tulo em 1860 (originalmente, o t&#237;tulo era em franc&#234;s, &#8220;Enfans d&#8217;Adam&#8220;, e em 1867, o t&#237;tulo foi colocado em ingl&#234;s, &#8220;Children of Adam&#8220;). Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">&#8220;<strong>Descendentes de Ad&atilde;o</strong>&#8221; (ou &#8220;<strong>Filhos de Ad&atilde;o&#8221;</strong>), de <strong>Walt Whitman</strong>, &eacute; o quarto <strong>livro</strong> na ordem de entrada de <em>Folhas de Relva</em>. Este livro, ou grupo de <strong>poemas</strong>, apareceu sob este t&iacute;tulo em 1860 (originalmente, o t&iacute;tulo era em franc&ecirc;s, &#8220;<strong>Enfans d&#8217;Adam</strong>&#8220;, e em 1867, o t&iacute;tulo foi colocado em ingl&ecirc;s, &#8220;<strong>Children of Adam</strong>&#8220;). Como o pr&oacute;prio nome indica, ele se refere aos <strong>F</strong><strong>ilhos de Ad&atilde;o</strong> na Am&eacute;rica. Whitman j&aacute; foi estudado na literatura americana como um forte representante desse arqu&eacute;tipo naquele pa&iacute;s.<a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Truth.jpg" target="_blank"><img class="alignright" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8b/Truth.jpg/246px-Truth.jpg" alt="" width="172" height="419" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de tem&aacute;tica, este livro tamb&eacute;m trata da rela&ccedil;&atilde;o homem/mulher, entre os sexos, diferentemente de &#8220;C&aacute;lamo&#8221;, que trata da camaradagem entre homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Politicamente falando, Whitman se coloca como o grande pai dos filhos da na&ccedil;&atilde;o americana, e a Democracia &eacute; sua esposa.</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, &#8220;Descendentes de Ad&atilde;o&#8221; recebeu muito mais cr&iacute;ticas, reproches e tentativas de corte do que o resto da obra de Whitman, incluindo &#8220;C&aacute;lamo&#8221;, que aborda diretamente a rela&ccedil;&atilde;o homem/homem. Aparentemente a heterosexualidade era mais recha&ccedil;ada do que a homosexualidade, para falar em termos atuais. Mas n&atilde;o foi esse o caso, pois o preconceito, a discrimina&ccedil;&atilde;o e a hipocrisia da &eacute;poca eram mal&eacute;ficos a todos, independente da natureza da escolha sexual de cada um. O problema mesmo &eacute; que havia um sil&ecirc;ncio, um v&eacute;u sobre a rela&ccedil;&atilde;o homosexual, e assim &#8220;C&aacute;lamo&#8221; passou intocado, enquanto &#8220;Descendentes de Ad&atilde;o&#8221; sofreu v&aacute;rias tentativas de cortes e exclus&atilde;o, inclusive do pr&oacute;prio fil&oacute;sofo <strong>Emerson</strong>, reconhecidamente <strong>mentor e amigo de Whitman</strong>, que n&atilde;o  aprovava esse grupo de poemas inteiramente dentro da obra do poeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Whitman se recusou peremptoriamente a excluir qualquer de suas folhas, mesmo quando suas edi&ccedil;&otilde;es foram proibidas pela justi&ccedil;a. Ele preferiu teimar em publicar sua obra integralmente, mesmo levando mais tempo e sofrendo com preconceito e boicote (como disse um de seus bi&oacute;grafos, Whitman recebeu mais espa&ccedil;o em jornais no dia de sua morte do que em toda a sua vida; e olha que ele era jornalista, poeta e escritor). Mas no fim, conseguiu seu intento. E &eacute; esse texto integral, aprovado e autorizado por ele, que utilizamos aqui como fonte dessas tradu&ccedil;&otilde;es, que &eacute; a chamada <strong>Edi&ccedil;&atilde;o do Leito de Morte</strong> (<strong>Deathbed edition</strong>).</p>
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