<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Poesia de Whitman &#187; Eterno</title>
	<atom:link href="http://poesiadewhitman.com/tag/eterno/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://poesiadewhitman.com</link>
	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
	<lastBuildDate>Sat, 14 Jan 2012 13:44:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Passagem para a &#205;ndia</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 15:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[29. Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Colombo]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=880</guid>
		<description><![CDATA[Passagem para a &#205;ndia . Paisagem mar&#237;tima 1 . CANTANDO o meu tempo, Cantando as grandes realiza&#231;&#245;es do presente, Cantando as fortes e leves obras de engenheiros, Nossas maravilhas modernas, (as antigas e ponderosas Sete superadas,) No Velho Mundo o leste o canal de Suez, O Novo transposto por sua poderosa ferrovia, Os mares incrustados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>Passagem para a &Iacute;ndia</strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 379px"><a href="http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?picture=seascape&amp;image=2342&amp;large=1" target="_blank"><img class=" " src="http://www.publicdomainpictures.net/pictures/3000/nahled/1068-1238348659Jy6G.jpg" alt="" width="369" height="277" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem mar&iacute;tima</p></div>
<p style="text-align: center;">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>CANTANDO o meu tempo,</p>
<p>Cantando as grandes realiza&ccedil;&otilde;es do presente,</p>
<p>Cantando as fortes e leves obras de engenheiros,</p>
<p>Nossas maravilhas modernas, (as antigas e ponderosas Sete superadas,)</p>
<p>No Velho Mundo o leste o canal de Suez,</p>
<p>O Novo transposto por sua poderosa ferrovia,</p>
<p>Os mares incrustados com eloq&uuml;entes cabos gentis;</p>
<p>Por&eacute;m primeiro a soar, e sempre saud&aacute;vel, o chamado contigo Oh alma,</p>
<p>O Passado! o Passado! o Passado!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O Passado—o sombrio retrospecto insondado!</p>
<p>O golfo prol&iacute;fico—os adormecidos e as sombras!</p>
<p>O passado—a infinita grandeza do passado!</p>
<p>Pois o que &eacute; o presente afinal sen&atilde;o um crescer do passado?</p>
<p>(Como um proj&eacute;til formado, impelido, ultrapassando uma certa</p>
<p>linha, ainda continua,</p>
<p>Assim o presente, inteiramente formado, impelido pelo passado.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem Oh alma para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Clarifica os mitos asi&aacute;ticos, as f&aacute;bulas primitivas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>N&atilde;o s&oacute; v&oacute;s orgulhosas verdades do mundo,</p>
<p>Nem s&oacute; v&oacute;s fatos da ci&ecirc;ncia moderna,</p>
<p>Mas mitos e f&aacute;bulas antigas, f&aacute;bulas da &Aacute;sia , da &Aacute;frica,</p>
<p>Os longos raios dardejantes do esp&iacute;rito, os sonhos liberados,</p>
<p>As b&iacute;blias e lendas de profundo alcance,</p>
<p>Os ousados enredos dos poetas, as velhas religi&otilde;es;</p>
<p>Oh v&oacute;s templos mais imaculados que l&iacute;rios despejados pelo sol nascente!</p>
<p>Oh v&oacute;s f&aacute;bulas repulsando o conhecido, iludindo a apreens&atilde;o do conhecido, subindo ao c&eacute;u!</p>
<p>Oh v&oacute;s torres altivas e estonteantes, elevadas, rubras como rosas, brunidas a ouro!</p>
<p>Torres de f&aacute;bulas imortais moldadas em sonhos mortais!</p>
<p>Tamb&eacute;m vos recebo de modo completo como aos demais!</p>
<p>Tamb&eacute;m com j&uacute;bilo vos canto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Olha, alma, n&atilde;o v&ecirc;s o prop&oacute;sito de Deus desde o in&iacute;cio?</p>
<p>A terra para ser transposta, conectada por rede,</p>
<p>As ra&ccedil;as, os vizinhos, para casar e ser concedidos em matrim&ocirc;nio,</p>
<p>Os oceanos para ser cruzados, o distante aproximado,</p>
<p>As terras para ser soldadas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Um louvor novo canto,</p>
<p>V&oacute;s capit&atilde;es, viajantes, exploradores, vosso,</p>
<p>V&oacute;s engenheiros, v&oacute;s arquitetos, maquinistas, vosso,</p>
<p>V&oacute;s, n&atilde;o s&oacute; para com&eacute;rcio ou transporte,</p>
<p>Mas em nome de Deus, e pelo teu bem Oh alma.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>V&ecirc; alma para ti de dois quadros vivos,</p>
<p>Vejo em um o canal de Suez iniciado, aberto,</p>
<p>Vejo o cortejo de navios a vapor, Oh Imperadora Eugenia<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn1">[1]</a> conduzindo a vanguarda,</p>
<p>Noto do conv&eacute;s a estranha paisagem, o c&eacute;u puro, a areia plana &agrave; dist&acirc;ncia,</p>
<p>Ultrapasso velozmente os grupos pitorescos, os oper&aacute;rios  agrupados,</p>
<p>As gigantescas m&aacute;quinas de dragagem.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em um de novo, diferente, (por&eacute;m teu, todo teu, Oh alma, o mesmo)</p>
<p>Vejo em meu pr&oacute;prio continente a ferrovia do Pac&iacute;fico superando cada barreira,</p>
<p>Vejo comboios cont&iacute;nuos rodando ao largo do Rio Platte carregando fretes e passageiros,</p>
<p>Ou&ccedil;o as locomotivas urgindo e rugindo, e o estridente apito a vapor,</p>
<p>Ou&ccedil;o os ecos reverberando pelo mais grandioso panorama do mundo,</p>
<p>Cruzo as plan&iacute;cies de Laramie, noto as rochas em formas grotescas, os montes,</p>
<p>Vejo as abundantes esporas e cebolas bravas, as s&aacute;lvias do deserto, est&eacute;reis e incolores,</p>
<p>Vejo de relance ao longe ou se elevando imediatamente acima de mim as grandes montanhas, vejo o rio Wind e as montanhas Wahsatch,</p>
<p>Vejo a montanha Monumento e o Ninho da &Aacute;guia, ultrapasso o Promont&oacute;rio, ascendo &agrave;s serras Nevadas,</p>
<p>Esquadrinho a nobre montanha Elk e rodeio sua base,</p>
<p>Vejo a cordilheira Humboltd, trilho o vale e cruzo o rio,</p>
<p>Vejo as &aacute;guas claras do lago Tahoe, vejo florestas de pinheiros majestosos,</p>
<p>Ou cruzando o grande deserto, as plan&iacute;cies alcalinas, contemplo encantadoras miragens de &aacute;guas e prados,</p>
<p>Marcando atrav&eacute;s desses e afinal, em duplicadas linhas delgadas,</p>
<p>Transpondo as tr&ecirc;s ou quatro mil milhas de viagem terrestre,</p>
<p>Atando o mar Oriental ao Ocidental,</p>
<p>A estrada entre a Europa e a &Aacute;sia.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Ah Genov&ecirc;s teu sonho! teu sonho!</p>
<p>S&eacute;culos ap&oacute;s estares deitado em teu t&uacute;mulo,</p>
<p>O litoral que descobriste confirma teu sonho.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Combates de muito capit&atilde;o, contos de muito marinheiro morto,</p>
<p>Sobre meu humor furtando e expandindo isso vem,</p>
<p>Como nuvens e nuvenzinhas no inacess&iacute;vel c&eacute;u.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Em toda a hist&oacute;ria, descendo declives,</p>
<p>Como um regato correndo, afundando agora, e de novo &agrave; superf&iacute;cie ascendendo,</p>
<p>Um pensamento incessante, um fluxo variado—eis que, alma, a ti, tua vis&atilde;o, se elevam,</p>
<p>Os planos, as viagens de novo, as expedi&ccedil;&otilde;es;</p>
<p>De novo Vasco da Gama veleja,</p>
<p>De novo o conhecimento atingido, a b&uacute;ssola do navegador,</p>
<p>Terras encontradas e na&ccedil;&otilde;es nascidas, v&oacute;s nascida Am&eacute;rica,</p>
<p>Para amplo prop&oacute;sito, a longa prova&ccedil;&atilde;o do homem completada,</p>
<p>V&oacute;s redondeza<strong> </strong>do mundo por fim realizada.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh ampla Redondeza, nadando no espa&ccedil;o,</p>
<p>Toda coberta de poder e beleza vis&iacute;veis,</p>
<p>Alterna luz e dia e a prol&iacute;fica escurid&atilde;o espiritual,</p>
<p>Altos cortejos indiz&iacute;veis de sol e lua e incont&aacute;veis estrelas acima,</p>
<p>Abaixo, a relva multiforme e &aacute;guas, animais, montanhas, &aacute;rvores,</p>
<p>Com prop&oacute;sito inescrut&aacute;vel, alguma oculta inten&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica,</p>
<p>Agora pela primeira vez parece que meu pensamento come&ccedil;a a te abarcar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Dos jardins da &Aacute;sia descendo irradiando,</p>
<p>Ad&atilde;o e Eva aparecem, e ent&atilde;o sua mir&iacute;ade prog&ecirc;nie depois deles,</p>
<p>Errante, ansiosa, curiosa, com irrequietas explora&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Com questionamentos, desnorteada, informe, febril, com cora&ccedil;&otilde;es nunca-felizes,</p>
<p>Com esse incessante refr&atilde;o triste, <em>Por que alma insatisfeita?</em> e <em>Para  onde Oh vida escarninha?</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ah quem confortar&aacute; estes filhos febris?</p>
<p>Quem justifica estas irrequietas explora&ccedil;&otilde;es?</p>
<p>Quem expressa o segredo da terra impass&iacute;vel?</p>
<p>Quem o vincula a n&oacute;s? o que &eacute; esta Natureza separada t&atilde;o desnatural?</p>
<p>O que &eacute; esta terra para nossas afei&ccedil;&otilde;es? (insens&iacute;vel terra, sem uma vibra&ccedil;&atilde;o que responda &agrave; nossa,</p>
<p>Fria terra, o local de t&uacute;mulos.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Por&eacute;m alma tenhas certeza que o primeiro intento permanece, e ser&aacute; realizado,</p>
<p>Talvez mesmo agora o tempo tenha chegado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Depois que os mares forem todos cruzados, (como parecem j&aacute; cruzados),</p>
<p>Depois que os grandes capit&atilde;es e engenheiros tiverem realizado seu trabalho,</p>
<p>Depois dos nobres inventores, depois dos cientistas, do qu&iacute;mico, geologista, etn&oacute;logo,</p>
<p>Finalmente vir&aacute; o poeta digno desse nome,</p>
<p>O verdadeiro filho de Deus vir&aacute; cantando suas can&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Assim n&atilde;o s&oacute; suas fa&ccedil;anhas Oh viajantes, Oh cientistas e inventores,</p>
<p>ser&atilde;o justificadas,</p>
<p>Todos estes cora&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as queixosas ser&atilde;o confortados,</p>
<p>Toda afei&ccedil;&atilde;o ser&aacute; completamente retribu&iacute;da, o segredo ser&aacute; contado,</p>
<p>Todas estas separa&ccedil;&otilde;es e lacunas ser&atilde;o encurtadas e seguras e unidas,</p>
<p>A terra inteira, esta fria, impass&iacute;vel e silenciosa terra, ser&aacute; completamente justificada,</p>
<p>A divina Trinitas ser&aacute; gloriosamente realizada e pactada<strong> </strong></p>
<p>pelo verdadeiro filho de Deus, o poeta,</p>
<p>(Ele de fato ultrapassar&aacute; os estreitos e conquistar&aacute; as montanhas,</p>
<p>Dobrar&aacute; o cabo da Boa Esperan&ccedil;a para algum prop&oacute;sito,)</p>
<p>Natureza e Homem n&atilde;o mais estar&atilde;o desunidos e difusos,</p>
<p>O verdadeiro filho de Deus os fundir&aacute; em absoluto.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ano em cuja porta escancarada canto,</p>
<p>Ano do prop&oacute;sito cumprido,</p>
<p>Ano do matrim&ocirc;nio de continentes, climas e oceanos!</p>
<p>(N&atilde;o um mero doge de Veneza agora casando o Adri&aacute;tico<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn2">[2]</a>,)</p>
<p>Vejo Oh ano em ti o amplo globo terr&aacute;queo dado e dando tudo,</p>
<p>Europa &agrave; &Aacute;sia, a &Aacute;frica unida, e todos ao Novo Mundo,</p>
<p>As terras, geografias, dan&ccedil;ando diante de ti, segurando uma guirlanda  festiva,</p>
<p>Como noivas e noivos de m&atilde;os dadas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para a &Iacute;ndia!</p>
<p>Ares refrescantes do long&iacute;nquo C&aacute;ucaso, confortante ber&ccedil;o do homem,</p>
<p>O rio Eufrates fluindo, o passado iluminado de novo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>V&ecirc; alma, o retrospecto apresentado,</p>
<p>As antigas terras mais populosas, opulentas da terra,</p>
<p>As correntes do Indo e do Ganges e seus muitos afluentes,</p>
<p>(Eu minhas praias da Am&eacute;rica percorrendo hoje vejo, retomando tudo,)</p>
<p>O conto de Alexandre em suas marchas belicosas repentinamente morrendo,</p>
<p>De um lado a China e do outro a P&eacute;rsia e a Ar&aacute;bia,</p>
<p>Ao sul os grandes mares e a ba&iacute;a de Bengala,</p>
<p>As literaturas fluentes, &eacute;picos tremendos, religi&otilde;es, castas,</p>
<p>O antigo Brahma oculto interminavelmente remoto, o terno e jovem Buda,</p>
<p>Imp&eacute;rios centrais e sulinos e todas as suas posses, possessores,</p>
<p>As guerras de Tamerl&atilde;o, o reino de Aurungzebe,</p>
<p>Os negociantes, regentes, exploradores, Mu&ccedil;ulmanos, Venezianos, Biz&acirc;ncio, os &Aacute;rabes, Portugueses,</p>
<p>Os primeiros viajantes ainda famosos, Marco Polo, Batouta<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn3">[3]</a> o Mouro,</p>
<p>D&uacute;vidas a ser solucionadas, o mapa inc&oacute;gnito, lacunas a ser preenchidas,</p>
<p>O p&eacute; do homem inst&aacute;vel, as m&atilde;os nunca em repouso,</p>
<p>Tu mesma Oh alma que n&atilde;o tolerar&aacute;s um desafio.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os navegadores medievais se levantam &agrave; minha frente,</p>
<p>O mundo de 1492, com seu empreendimento acordado,</p>
<p>Algo inchando agora na humanidade como a seiva da terra na primavera,</p>
<p>O esplendor crepuscular da cavalaria declinando.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>E quem &eacute;s tu triste espectro?</p>
<p>Gigantesco, vision&aacute;rio, tu mesmo um vision&aacute;rio,</p>
<p>Com membros majestosos e radiantes olhos zelosos,</p>
<p>Difundindo com cada olhar teu um mundo dourado,</p>
<p>Tingindo-o com tons magn&iacute;ficos.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Como o histri&atilde;o principal,</p>
<p>Descendo at&eacute; as luzes da ribalta anda em alguma grande cena de &oacute;pera,</p>
<p>Dominando o resto vejo o Almirante<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftn4">[4]</a> em pessoa,</p>
<p>(O tipo de coragem, a&ccedil;&atilde;o, f&eacute; que se v&ecirc; na Hist&oacute;ria,)</p>
<p>Vede-o navegar de Palos conduzindo sua pequena frota,</p>
<p>Sua viagem vede, seu retorno, sua grande fama,</p>
<p>Seus infort&uacute;nios, caluniadores, vede-o prisioneiro, acorrentado,</p>
<p>Vede seu abatimento, pobreza, morte.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Curioso no tempo me posto, notando os esfor&ccedil;os de her&oacute;is,</p>
<p>A dila&ccedil;&atilde;o &eacute; longa? amarga &eacute; a difama&ccedil;&atilde;o, pobreza, morte?</p>
<p>Jaz a semente despreocupada por s&eacute;culos no solo? v&ecirc;, para a ocasi&atilde;o certa de Deus,</p>
<p>Ascendendo &agrave; noite, ela brota, floresce,</p>
<p>E enche a terra de uso e beleza.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem deveras Oh alma ao pensamento primevo,</p>
<p>N&atilde;o s&oacute; terras e mares, teu pr&oacute;prio claro frescor,</p>
<p>A jovem maturidade de ninhada e flor,</p>
<p>A reinos de b&iacute;blias brotantes.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh Alma, irrepressiva, eu contigo e tu comigo,</p>
<p>Tua circunavega&ccedil;&atilde;o do mundo come&ccedil;a,</p>
<p>Do homem, a viagem do retorno de sua mente,</p>
<p>Ao precoce para&iacute;so da raz&atilde;o,</p>
<p>De volta, de volta ao nascimento da sabedoria, a intui&ccedil;&otilde;es inocentes,</p>
<p>De novo com justa cria&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh n&atilde;o podemos mais esperar,</p>
<p>Tamb&eacute;m navegamos Oh alma,</p>
<p>Alegres tamb&eacute;m nos lan&ccedil;amos em mares sem rastros,</p>
<p>Destemidos navegamos por costas desconhecidas em ondas de &ecirc;xtase,</p>
<p>Entre os ventos flutuantes, (tu me apertando a ti, eu te apertando a mim, Oh alma,)</p>
<p>Cantarolando livre, cantando nossa can&ccedil;&atilde;o de Deus,</p>
<p>Entoando nosso canto de agrad&aacute;vel explora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Com riso e muitos beijos,</p>
<p>(Deixa outros deplorar, deixa outros lamentar pecado; remorso, humilha&ccedil;&atilde;o,)</p>
<p>Oh alma tu me agradas, eu a ti.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ah mais que qualquer padre Oh alma tamb&eacute;m cremos em Deus,</p>
<p>Mas com o mist&eacute;rio de Deus n&atilde;o ousamos flertar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh alma tu me agradas, eu a ti,</p>
<p>Navegando nestes mares ou nas colinas, ou despertando &agrave; noite,</p>
<p>Pensamentos, pensamentos silenciosos, de Tempo e Espa&ccedil;o e Morte, como &aacute;guas fluindo,</p>
<p>Guia-me de fato como por infinitas regi&otilde;es,</p>
<p>Cujo ar respiro, cujas ondula&ccedil;&otilde;es ou&ccedil;o, lava-me totalmente,</p>
<p>Banha-me Oh Deus em ti, subindo a ti,</p>
<p>Eu e minha alma a vaguear ao teu alcance.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh Tu transcendente,</p>
<p>Sem nome, a fibra e o f&ocirc;lego,</p>
<p>Luz da luz, produzindo universos, tu centro deles,</p>
<p>Tu centro mais poderoso do verdadeiro, do bem, do amoroso,</p>
<p>Tu fonte moral, espiritual—fonte do afeto—tu reservat&oacute;rio,</p>
<p>(Oh minha alma meditativa—Oh sede insatisfeita—n&atilde;o esperaste a&iacute;?</p>
<p>N&atilde;o esperas por acaso por n&oacute;s em algum lugar por a&iacute; o Camarada perfeito?)</p>
<p>Tu pulso—tu motivo das estrelas, s&oacute;is, sistemas,</p>
<p>Que, circulando, se movem em ordem, seguros, harmoniosos,</p>
<p>Atrav&eacute;s das informes vastid&otilde;es do espa&ccedil;o,</p>
<p>Como eu devia pensar, como haurir um &uacute;nico hausto, como falar, se,</p>
<p>de mim,</p>
<p>N&atilde;o pude lan&ccedil;ar, a esses, universos superiores?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Rapidamente me encolho ao pensar em Deus,</p>
<p>Na Natureza e suas maravilhas, Tempo e Espa&ccedil;o e Morte,</p>
<p>Mas que eu, virando, chamo a ti Oh alma, tu Eu real,</p>
<p>E v&ecirc;, tu gentilmente dominas  os orbes,</p>
<p>Tu emparelhas com o Tempo, sorris contente pra Morte,</p>
<p>E preenches, expandes bastante as vastid&otilde;es do Espa&ccedil;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Maior que estrelas ou s&oacute;is,</p>
<p>Saltando Oh alma prossegues tua jornada;</p>
<p>Que amor a n&atilde;o ser o nosso poderia ampliar mais?</p>
<p>Que aspira&ccedil;&otilde;es, desejos, superariam os nossos Oh alma?</p>
<p>Que sonhos do ideal? que planos de pureza, perfei&ccedil;&atilde;o, for&ccedil;a?</p>
<p>Que vontade alegre pelo bem dos outros desistir de tudo?</p>
<p>Pelo bem dos outros sofrer tudo?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Computando adiante Oh alma, quando tu, o tempo alcan&ccedil;ado,</p>
<p>Os mares todos cruzados, resistindo aos cabos, a viagem finda,</p>
<p>Rodeada, lidas, encaras Deus, submetes, a meta atingida,</p>
<p>Como se preenchida de amizade, amor completo, o Irm&atilde;o Mais velho encontrado,</p>
<p>O Mais Jovem se derrete em afeto em seus bra&ccedil;os.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;">9</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para mais que a &Iacute;ndia!</p>
<p>Tuas asas est&atilde;o emplumadas realmente para tais v&ocirc;os distantes?</p>
<p>Oh alma, viajas de fato em viagens como essas?</p>
<p>Diverte-te em &aacute;guas como essas?</p>
<p>Soas abaixo do S&acirc;nscrito e dos Vedas?</p>
<p>Ent&atilde;o tenhas teu &acirc;nimo liberado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para ti, tuas praias, os antigos enigmas ferozes!</p>
<p>Passagem para ti, para dom&iacute;nio de ti, os problemas estrangulantes!</p>
<p>Tu, dispersa com os destro&ccedil;os de esqueletos que, vivendo, nunca te alcan&ccedil;aram.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem para mais que a &Iacute;ndia!</p>
<p>Oh segredo da terra e c&eacute;u!</p>
<p>De v&oacute;s Oh &aacute;guas do mar! Oh riachos sinuosos e rios!</p>
<p>De v&oacute;s Oh bosques e campos! de v&oacute;s fortes montanhas de minha terra!</p>
<p>De v&oacute;s Oh pradarias! de v&oacute;s cinzentas rochas!</p>
<p>Oh manh&atilde; vermelha! Oh nuvens! Oh chuva e neves!</p>
<p>Oh dia e noite, passagem para v&oacute;s!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh sol e lua e v&oacute;s todas estrelas! S&iacute;rius e J&uacute;piter!</p>
<p>Passagem para v&oacute;s!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Passagem, passagem imediata! o sangue queima em minhas veias!</p>
<p>Fora Oh alma! i&ccedil;a a &acirc;ncora imediatamente!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Corta as amarras—puxa pra fora—treme toda vela!</p>
<p>N&atilde;o ficamos aqui bastante tempo como &aacute;rvores no ch&atilde;o?</p>
<p>N&atilde;o rastejamos aqui bastante tempo, comendo e bebendo feito meros brutos?</p>
<p>N&atilde;o nos escurecemos e tonteamos bastante tempo com livros?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Navega adiante—guia somente para &aacute;guas profundas,</p>
<p>Descuidada Oh alma, explorando, eu contigo, e tu comigo,</p>
<p>Porque iremos onde marinheiro n&atilde;o ousou ir ainda,</p>
<p>E arriscaremos o navio, n&oacute;s mesmos e tudo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh minha alma valente!</p>
<p>Oh mais e mais distante navega!</p>
<p>Oh ousado j&uacute;bilo, mas seguro! n&atilde;o s&atilde;o todos eles os mares de Deus?</p>
<p>Oh mais, mais, mais distante navega!</p>
<hr size="1" /><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref1">[1]</a> Esposa de Napole&atilde;o III, que estava no navio que puxava o desfile de abertura do canal de Suez.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref2">[2]</a> Na &eacute;poca de maior poder de Veneza, o doge fazia uma cerim&ocirc;nia anual, casando a cidade com o mar Adri&aacute;tico, jogando nele um anel.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref3">[3]</a> Ibn Battuta foi um viajante e explorador berbere que nasceu em Tanger em 1303 e faleceu em 1377.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TEXTOS%20PARA%20PUBLICAR/OS%20POEMAS%20DA%20TESE.doc#_ftnref4">[4]</a> Colombo, que partiu do porto espanhol de Palos em 1492.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nota ao poema Passagem para a &#205;ndia</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/nota-ao-poema-passagem-para-a-india.html</link>
		<comments>http://poesiadewhitman.com/nota-ao-poema-passagem-para-a-india.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 15:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[29. Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Alma]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[David Lean]]></category>
		<category><![CDATA[E. M. Foster]]></category>
		<category><![CDATA[Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem para a Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poesiadewhitman.com/?p=876</guid>
		<description><![CDATA[Barco no mar O poema Passagem para a &#205;ndia (“Passage to India”) foi publicado em 1871. Nele o bardo descreve o prop&#243;sito de Deus, cantado pelo verdadeiro filho de Deus, o poeta. Isto significa que ele n&#227;o est&#225; cantando os materiais de sua Am&#233;rica ou da Terra, ele est&#225; indo al&#233;m da geografia e da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 268px"><a href="http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?picture=safe-passage&amp;image=1848&amp;large=1" target="_blank"><img class="  " src="http://www.publicdomainpictures.net/pictures/2000/nahled/750-12326888280QKx.jpg" alt="" width="258" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">Barco no mar</p></div>
<p style="text-align: justify;">O <strong>poema</strong> <strong><a title="ir para o poema" href="http://poesiadewhitman.com/passagem-para-a-india.html" target="_blank">Passagem para a &Iacute;ndia</a> </strong>(“<strong>Passage to India</strong>”) foi publicado em 1871. Nele o bardo descreve o prop&oacute;sito de <strong>Deus</strong>, cantado pelo verdadeiro <strong>filho de Deus</strong>, o poeta. Isto significa que ele n&atilde;o est&aacute; cantando os materiais de sua Am&eacute;rica ou da Terra, ele est&aacute; indo al&eacute;m da geografia e da cultura, j&aacute; que percebeu que a terra deve ser conectada inteiramente, em dire&ccedil;&atilde;o ao que &eacute; universal e eterno: a alma, sua divinidade e sua liga&ccedil;&atilde;o com o <strong>Criador</strong>. Ele inclui nesse movimento as grandes realiza&ccedil;&otilde;es de seu tempo; no entanto, ele est&aacute; navegando muito mais al&eacute;m disso, ele est&aacute; pedindo &agrave; sua alma para navegar “os mares de Deus.” Para quem ler o poema <strong>Sauda&ccedil;&atilde;o ao Mundo</strong> (“Salut au Monde!”), &eacute; poss&iacute;vel notar que <strong>Passagem para a &Iacute;ndia</strong> &eacute; uma continua&ccedil;&atilde;o daquele, mas em um outro grau de consci&ecirc;ncia, passando do material, do que &eacute; visto e f&iacute;sico, ao imaterial, ao invisto e espiritual. Eu n&atilde;o diria metaf&iacute;sico porque o poeta escreveu em uma nota que n&atilde;o h&aacute; nada de filos&oacute;fico sobre <strong>Passagem para a &Iacute;ndia</strong>, porque ele est&aacute; focado em “evolu&ccedil;&atilde;o”, mas n&atilde;o deixa de ser ontol&oacute;gico, pois trata do Ser. Afinal de contas, <strong>Whitman</strong> se considerava contradit&oacute;rio, assim, n&atilde;o &eacute; incoerente v&ecirc;-lo pelo que ele nega.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">O romance <em>Uma Passagem Para a &Iacute;ndia </em>(<em>A Passage to India</em>), de 1924, do escritor brit&acirc;nico <strong>E. M. Foster</strong>, teve seu t&iacute;tulo inspirado por este <strong>poema de Whitman</strong>. O romance foi genialmente adaptado para o cinema por <strong>David Lean</strong> em 1984, com trilha sonora de <strong>Maurice Jarre</strong>.  O filme ganhou dois oscars: de atriz coadjuvante para <strong>Peggy Ashcroft</strong>, e de trilha sonora.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam o trailer original:</p>
<p style="text-align: justify;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="300" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0yJvteS8uEA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="300" src="http://www.youtube.com/v/0yJvteS8uEA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://poesiadewhitman.com/nota-ao-poema-passagem-para-a-india.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- This Quick Cache file was built for (  poesiadewhitman.com/tag/eterno/feed ) in 0.38936 seconds, on May 22nd, 2012 at 4:28 am UTC. -->
<!-- This Quick Cache file will automatically expire ( and be re-built automatically ) on May 22nd, 2012 at 5:28 am UTC -->
