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	<title>Poesia de Whitman &#187; Emily Dickinson</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>Walt Whitman versus Emily Dickinson</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 03:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Dickinson]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Publico aqui um outro trecho traduzido para o portugu&#234;s de minha tese de doutorado sobre Whitman e Folhas de Relva, em que aparece uma compara&#231;&#227;o do bardo norte-americano com a maior poetisa daquele pa&#237;s, da se&#231;&#227;o 2.4 Leaves of Grass: secondary sources. Diz essa passagem, em que trago a cr&#237;tica de Harold Bloom sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Publico aqui um outro trecho traduzido para o portugu&ecirc;s de minha <strong>tese de doutorado</strong> sobre <strong>Whitman</strong> e <em>Folhas de Relva</em>, em que aparece uma <strong>compara&ccedil;&atilde;o do bardo norte-americano com a maior poetisa </strong>daquele pa&iacute;s, da se&ccedil;&atilde;o <strong>2.4 Leaves of Grass: secondary sources.</strong></p>
<p>Diz essa passagem, em que trago a cr&iacute;tica de<strong> Harold Bloom </strong>sobre o poeta:</p>
<p>Sua import&acirc;ncia (de Bloom) consiste em revelar o hermetismo de <strong>Whitman</strong> para n&oacute;s (leitores). Na introdu&ccedil;&atilde;o ao volume de <em>Modern Critical Views</em> (1985), sobre <strong>Whitman</strong>, ele explica-nos porque n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil nem simples entender o poeta e suas obras, especialmente para um tradutor que precisa ou tem que trabalh&aacute;-las, embora este problema possa afetar qualquer pessoa que o fa&ccedil;a:</p>
<p>[...] Nenhum outro poeta insiste t&atilde;o veementemente e t&atilde;o continuamente que vai dizer-nos tudo, e nos dizer tudo sem artif&iacute;cios, e no entanto nos diz t&atilde;o pouco, e t&atilde;o astuciosamente. Exceto por <strong>[Emily] Dickinson</strong> (a &uacute;nica poeta americana compar&aacute;vel a ele em magnitude), n&atilde;o h&aacute; outro poeta do s&eacute;culo XIX t&atilde;o dif&iacute;cil e herm&eacute;tico quanto<br />
Whitman; nem Blake, nem Browning, nem Mallarm&eacute;. Apenas uma elite pode ler Whitman, apesar da insist&ecirc;ncia do poeta de que ele escreveu para o povo [...] (BLOOM, 1985, p.3)</p>
<p>O problema (e solu&ccedil;&atilde;o) aqui repousam no que est&aacute; no n&uacute;cleo da personalidade e na obra de Whitman: a sua contradi&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; escrito na primeira p&aacute;gina de <em>Folhas de Relva</em>, no primeiro poema de &#8220;Inscri&ccedil;&otilde;es&#8221;, que o poeta canta &#8220;uma pessoa simples separada, / No entanto, emite a palavra Democr&aacute;tico, a palavra En-Masse &#8220;.</p>
<p>O prop&oacute;sito do poeta &eacute; estabelecido desde o in&iacute;cio e todo leitor de Whitman sabe que ele prefere passar seu tempo entre os  iletrados do que entre pessoas da classe alta, e que as pessoas mais importantes para ele s&atilde;o as pessoas comuns, m&eacute;dias, que s&atilde;o a for&ccedil;a que constr&oacute;i a na&ccedil;&atilde;o e seu futuro, e de quem a democracia brota.</p>
<p>Como poderia, ent&atilde;o, que os escritos de &#8220;um cara grosso&#8221; s&oacute; podem ser compreendidos por &#8220;uma elite&#8221;? Parece-nos que somente a contradi&ccedil;&atilde;o pode explicar como um poeta que supostamente pertencia &agrave;s massas tornou-se o &#8220;centro do c&acirc;none americano&#8221; em<br />
literatura.</p>
<p>E mais ainda: um poeta que foi desprezado pela pr&oacute;pria <strong>Emily Dickinson</strong>, de quem inclu&iacute; a opini&atilde;o sobre <strong>Whitman</strong> <a title="artigo" href="http://poesiadewhitman.com/criticas-a-obra-de-walt-whitman.html" target="_blank">em outro artigo</a>, em que ela diz que n&atilde;o o leu, mas ouviu dizer que era “infame”.</p>
<p>E essa opini&atilde;o sobre Whitman certamente foi baseada na propalada crueza de muitos trechos de <em>Folhas de Relva</em>, que de t&atilde;o detalhados, pareciam que fediam, como foi comentado por cr&iacute;ticos e poetas.</p>
<p>E assim, ao mesmo tempo que Whitman foi recha&ccedil;ado pela intelectualidade de sua &eacute;poca, ironicamente ele acabou sendo incompreendido pelas massas (no dizer de Bloom).</p>
<p>Mas como dizia o poeta: ele &eacute; vasto, ele cont&eacute;m multitudes, e isso inclui ser grosso e ser fino, ser amado e odiado, venerado e detestado, compreendido e expurgado. Como poderia ser diferente, se ele n&atilde;o se esquivou em cantar a maldade, da mesma forma que cantou a bondade?</p>
<p>Ele se achou semelhante ao <strong>Cristo</strong>, observando sua pr&oacute;pria crucifica&ccedil;&atilde;o, mas ele tamb&eacute;m admitiu ser o maior traidor, consciente de suas fraquezas mundanas, ao passo que n&atilde;o perdia de vista sua divindade.</p>
<p>Neste ponto, concordo de novo com o Bloom: &eacute; preciso gastar muito fosfato para entender o poeta, em todas as suas sutilezas, pois quando ele mais se mostra, mais ele se esconde, e vice-versa.</p>
<p>Quem quiser entend&ecirc;-lo vai ter que olhar sob as solas das pr&oacute;prias botas, para ver que a mat&eacute;ria do poeta virou adubo para alimentar a relva, e tamb&eacute;m olhar para dentro de si, para ver as pr&oacute;prias contradi&ccedil;&otilde;es, incoer&ecirc;ncias, bondade e maldade, lealdade e trai&ccedil;&atilde;o, divindade e obscuridade.</p>
<p>O que n&atilde;o &eacute; nem um pouco f&aacute;cil, embora seja inevit&aacute;vel, leve o tempo que levar. E como dizem os budistas, isso pode precisar de muitas vidas!</p>
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		<title>Cr&#237;ticas &#224; obra de Walt Whitman</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 14:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Dickinson]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora esta seja uma p&#225;gina de publica&#231;&#227;o da obra de Walt Whitman, Folhas de Relva, acredito que n&#227;o poderia faltar aqui uma se&#231;&#227;o de cr&#237;tica, seja ela a favor ou contra. O pr&#243;prio Whitman jamais aceitou qualquer tipo de censura &#224; integridade de sua obra, no sentido de que sofresse cortes, o que n&#227;o quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Embora esta seja uma p&aacute;gina de publica&ccedil;&atilde;o da obra de <strong>Walt Whitman</strong>, <em>Folhas de Relva</em>, acredito que n&atilde;o poderia faltar aqui uma se&ccedil;&atilde;o de<strong> cr&iacute;tica,</strong> seja ela a favor ou contra.</p>
<p>O pr&oacute;prio <strong>Whitman</strong> jamais aceitou qualquer tipo de censura &agrave; integridade de sua obra, no sentido de que sofresse cortes, o que n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o tenha aceitado cr&iacute;ticas. Ele era um &aacute;rduo defensor da <strong>Democracia</strong> e do debate, da pluralidade e da conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre diferentes formas de vida e express&atilde;o.</p>
<p>E assim como ele fazia cr&iacute;ticas &agrave; obra alheia, sem ensejar cortes, evidentemente, aqui tamb&eacute;m cabem cr&iacute;ticas . Ele mesmo fez declara&ccedil;&otilde;es autocr&iacute;ticas em sua poesia, como a famosa passagem sobre a pr&oacute;pria contradi&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Deste modo, publico uma <strong>cr&iacute;tica &agrave; poesia </strong>whitmaniana emitida pela maior poetisa norte-americana, conterr&acirc;nea do bardo, a algu&eacute;m que lhe falou sobre o poeta:</p>
<p>“Tu mencionas o Sr. Whitman. Eu nunca li seu livro, mas disseram-me que era infame.” <strong>Emily Dickinson</strong>, 26 de abril de 1862.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Black-white_photograph_of_Emily_Dickinson.jpg" target="_blank"><img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fc/Black-white_photograph_of_Emily_Dickinson.jpg/300px-Black-white_photograph_of_Emily_Dickinson.jpg" alt="" width="270" height="321" /></a><p class="wp-caption-text">Emily Dickinson por volta de 1847</p></div>
<p>Para n&atilde;o pairar d&uacute;vidas sobre a afirma&ccedil;&atilde;o da Emily, pois nossa l&iacute;ngua usa o mesmo pronome para pessoas e objetos (ele), ela est&aacute; se referindo ao livro (<em>it</em>), e n&atilde;o ao poeta.</p>
<p>***</p>
<p>[secvitrine/literatura/46665]</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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