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	<title>Poesia de Whitman &#187; Crítica</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>A consci&#234;ncia da unidade em Whitman</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 18:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

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		<description><![CDATA[Walt Whitman expressou sua consci&#234;ncia da unidade com a natureza de v&#225;rias formas em v&#225;rios poemas. Uma delas foi na &#250;ltima se&#231;&#227;o da Can&#231;&#227;o de Mim Mesmo, em que ele se doa &#224; terra para renascer na relva que ele ama, admoestando aos leitores para procur&#225;-lo a&#237;, na vegeta&#231;&#227;o: &#8220;Entrego-me ao solo para brotar da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><strong>Walt Whitman</strong> expressou sua <strong>consci&ecirc;ncia da unidade com a natureza</strong> de v&aacute;rias formas em v&aacute;rios poemas. Uma delas foi na <a title="ir para o poema" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-52.html" target="_blank">&uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o</a> da <strong><em>Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo</em></strong>, em que ele se doa &agrave; terra para renascer na relva que ele ama, admoestando aos leitores para procur&aacute;-lo a&iacute;, na vegeta&ccedil;&atilde;o:</p>
<p>&#8220;Entrego-me ao solo para brotar da relva que amo,</p>
<p>Se me quiseres de novo, procura-me sob as solas de tuas botas.&#8221;</p>
<p>Ali&aacute;s, sua <a title="ir para o poema" href="http://poesiadewhitman.com/cancao-de-mim-mesmo-parte-1.html" target="_blank">cl&aacute;ssica introdu&ccedil;&atilde;o</a> a esse mesmo poema &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o dessa unidade de maneira at&eacute; cient&iacute;fica, mostrando sua interpenetra&ccedil;&atilde;o com os outros seres:</p>
<p>&#8220;Eu celebro a mim mesmo, e canto a mim,</p>
<p>E o que assumo, tu assumes,</p>
<p>Pois todo &aacute;tomo pertencente a mim tamb&eacute;m per tence a ti.&#8221;</p>
<p>Essa consci&ecirc;ncia da unidade com a natureza e com os seres &eacute; o que podemos chamar de <strong>comunh&atilde;o</strong>, ou <strong>eucaristia</strong>, e tamb&eacute;m <strong><a title="ir para o texto" href="http://austro.com/abrindo-se-ao-despertar-a-si-mesmo/abrindo-o-portal-lirios-do-campo/consciencia-cristica-quem-bebe-da-minha-fonte-jamais-tera-sede" target="_blank">consci&ecirc;ncia cr&iacute;stica</a></strong>, pois <strong>Jesus Cristo </strong>foi aquele que comunicou isso ao mundo, na Santa Ceia, ao oferecer o p&atilde;o e o vinho como seu corpo e seu sangue, mostrando por este gesto sua unidade com a Cria&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a express&atilde;o da Eucaristia.</p>
<p>(Leia mais profundamente sobre a Eucaristia <a title="Livro O Espelho Perfeito" href="http://austro.com/livros/o-espelho-perfeito" target="_blank">nesta p&aacute;gina</a>, na parte 5.)</p>
<p>Certamente, Whitman buscou inspira&ccedil;&atilde;o para isso em Cristo, como ele indica no poema <a title="ir para o poema" href="http://poesiadewhitman.com/a-base-de-toda-a-metafisica.html" target="_blank">A Base de Toda a Metaf&iacute;sica</a>, em que faz uma pequena retrospectiva sobre seus mestres / mentores: Plat&atilde;o, S&oacute;crates, Cristo, Kant, Fichte, Schelling e Hegel.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Walt Whitman versus Emily Dickinson</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 03:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Dickinson]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Publico aqui um outro trecho traduzido para o portugu&#234;s de minha tese de doutorado sobre Whitman e Folhas de Relva, em que aparece uma compara&#231;&#227;o do bardo norte-americano com a maior poetisa daquele pa&#237;s, da se&#231;&#227;o 2.4 Leaves of Grass: secondary sources. Diz essa passagem, em que trago a cr&#237;tica de Harold Bloom sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Publico aqui um outro trecho traduzido para o portugu&ecirc;s de minha <strong>tese de doutorado</strong> sobre <strong>Whitman</strong> e <em>Folhas de Relva</em>, em que aparece uma <strong>compara&ccedil;&atilde;o do bardo norte-americano com a maior poetisa </strong>daquele pa&iacute;s, da se&ccedil;&atilde;o <strong>2.4 Leaves of Grass: secondary sources.</strong></p>
<p>Diz essa passagem, em que trago a cr&iacute;tica de<strong> Harold Bloom </strong>sobre o poeta:</p>
<p>Sua import&acirc;ncia (de Bloom) consiste em revelar o hermetismo de <strong>Whitman</strong> para n&oacute;s (leitores). Na introdu&ccedil;&atilde;o ao volume de <em>Modern Critical Views</em> (1985), sobre <strong>Whitman</strong>, ele explica-nos porque n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil nem simples entender o poeta e suas obras, especialmente para um tradutor que precisa ou tem que trabalh&aacute;-las, embora este problema possa afetar qualquer pessoa que o fa&ccedil;a:</p>
<p>[...] Nenhum outro poeta insiste t&atilde;o veementemente e t&atilde;o continuamente que vai dizer-nos tudo, e nos dizer tudo sem artif&iacute;cios, e no entanto nos diz t&atilde;o pouco, e t&atilde;o astuciosamente. Exceto por <strong>[Emily] Dickinson</strong> (a &uacute;nica poeta americana compar&aacute;vel a ele em magnitude), n&atilde;o h&aacute; outro poeta do s&eacute;culo XIX t&atilde;o dif&iacute;cil e herm&eacute;tico quanto<br />
Whitman; nem Blake, nem Browning, nem Mallarm&eacute;. Apenas uma elite pode ler Whitman, apesar da insist&ecirc;ncia do poeta de que ele escreveu para o povo [...] (BLOOM, 1985, p.3)</p>
<p>O problema (e solu&ccedil;&atilde;o) aqui repousam no que est&aacute; no n&uacute;cleo da personalidade e na obra de Whitman: a sua contradi&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; escrito na primeira p&aacute;gina de <em>Folhas de Relva</em>, no primeiro poema de &#8220;Inscri&ccedil;&otilde;es&#8221;, que o poeta canta &#8220;uma pessoa simples separada, / No entanto, emite a palavra Democr&aacute;tico, a palavra En-Masse &#8220;.</p>
<p>O prop&oacute;sito do poeta &eacute; estabelecido desde o in&iacute;cio e todo leitor de Whitman sabe que ele prefere passar seu tempo entre os  iletrados do que entre pessoas da classe alta, e que as pessoas mais importantes para ele s&atilde;o as pessoas comuns, m&eacute;dias, que s&atilde;o a for&ccedil;a que constr&oacute;i a na&ccedil;&atilde;o e seu futuro, e de quem a democracia brota.</p>
<p>Como poderia, ent&atilde;o, que os escritos de &#8220;um cara grosso&#8221; s&oacute; podem ser compreendidos por &#8220;uma elite&#8221;? Parece-nos que somente a contradi&ccedil;&atilde;o pode explicar como um poeta que supostamente pertencia &agrave;s massas tornou-se o &#8220;centro do c&acirc;none americano&#8221; em<br />
literatura.</p>
<p>E mais ainda: um poeta que foi desprezado pela pr&oacute;pria <strong>Emily Dickinson</strong>, de quem inclu&iacute; a opini&atilde;o sobre <strong>Whitman</strong> <a title="artigo" href="http://poesiadewhitman.com/criticas-a-obra-de-walt-whitman.html" target="_blank">em outro artigo</a>, em que ela diz que n&atilde;o o leu, mas ouviu dizer que era “infame”.</p>
<p>E essa opini&atilde;o sobre Whitman certamente foi baseada na propalada crueza de muitos trechos de <em>Folhas de Relva</em>, que de t&atilde;o detalhados, pareciam que fediam, como foi comentado por cr&iacute;ticos e poetas.</p>
<p>E assim, ao mesmo tempo que Whitman foi recha&ccedil;ado pela intelectualidade de sua &eacute;poca, ironicamente ele acabou sendo incompreendido pelas massas (no dizer de Bloom).</p>
<p>Mas como dizia o poeta: ele &eacute; vasto, ele cont&eacute;m multitudes, e isso inclui ser grosso e ser fino, ser amado e odiado, venerado e detestado, compreendido e expurgado. Como poderia ser diferente, se ele n&atilde;o se esquivou em cantar a maldade, da mesma forma que cantou a bondade?</p>
<p>Ele se achou semelhante ao <strong>Cristo</strong>, observando sua pr&oacute;pria crucifica&ccedil;&atilde;o, mas ele tamb&eacute;m admitiu ser o maior traidor, consciente de suas fraquezas mundanas, ao passo que n&atilde;o perdia de vista sua divindade.</p>
<p>Neste ponto, concordo de novo com o Bloom: &eacute; preciso gastar muito fosfato para entender o poeta, em todas as suas sutilezas, pois quando ele mais se mostra, mais ele se esconde, e vice-versa.</p>
<p>Quem quiser entend&ecirc;-lo vai ter que olhar sob as solas das pr&oacute;prias botas, para ver que a mat&eacute;ria do poeta virou adubo para alimentar a relva, e tamb&eacute;m olhar para dentro de si, para ver as pr&oacute;prias contradi&ccedil;&otilde;es, incoer&ecirc;ncias, bondade e maldade, lealdade e trai&ccedil;&atilde;o, divindade e obscuridade.</p>
<p>O que n&atilde;o &eacute; nem um pouco f&aacute;cil, embora seja inevit&aacute;vel, leve o tempo que levar. E como dizem os budistas, isso pode precisar de muitas vidas!</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>A solid&#227;o, o pessimismo e a transcend&#234;ncia de Whitman</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 01:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[transcendência]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Whitman escreveu o seguinte poema em 1840, aos 21 anos de idade, quando ele estava experimentando versos sobre o “tema da amizade”, como disse seu bi&#243;grafo Wilson Allen. Na realidade, n&#227;o &#233; bem amizade que ele trata neste poema, mas sim a busca de uma paix&#227;o terrena, um amor que acalmasse sua sede de outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><strong>Whitman </strong>escreveu o seguinte <strong>poema</strong> em 1840, aos 21 anos de idade, quando ele estava experimentando versos sobre o “tema da amizade”, como disse seu bi&oacute;grafo <strong>Wilson Allen</strong>. Na realidade, n&atilde;o &eacute; bem amizade que ele trata neste poema, mas sim a busca de uma paix&atilde;o terrena, um amor que acalmasse sua sede de outro ser:</p>
<p>Oh, potentes poderes do Destino!<br />
Quando deste rolo de tend&otilde;es me libertar,<br />
Quando por minha segunda vida vagar,<br />
Permitam-me apenas encontrar um cora&ccedil;&atilde;o para amar<br />
Como eu desejaria amar.</p>
<p>Permitam-me apenas encontrar um &uacute;nico peito,<br />
Onde esta alma cansada possa sua esperan&ccedil;a repousar,<br />
numa f&eacute; imorredoura; ah, ent&atilde;o,<br />
Isso seria uma gl&oacute;ria livre da dor,<br />
E do enj&ocirc;o do cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Pois em v&atilde;o por este mundo abaixo<br />
Buscamos afei&ccedil;&atilde;o. S&oacute; o desgosto<br />
tece nossa viagem terrena;<br />
E assim o cora&ccedil;&atilde;o deve mirar acima,<br />
Ou morrer em surdo desespero.</p>
<p>Estes versos e o texto abaixo est&atilde;o na <a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">se&ccedil;&atilde;o 2.5.3,</a><strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank"> </a></strong><strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">After the death of Carpus</a></strong><a title="texto da tese" href="http://english.mrkind.pro.br/category/2-5-3-after-the-death-of-carpus/" target="_blank">,</a> da minha tese de doutorado, traduzidos aqui por mim e acrescidos de alguns coment&aacute;rios.</p>
<p>O questionamento de <strong>Whitman </strong>se ele alguma vez encontraria um<br />
cora&ccedil;&atilde;o para amar como ele gostaria de amar definitivamente n&atilde;o &eacute; sobre<br />
amizade.</p>
<p>Encontrar um cora&ccedil;&atilde;o para amar significaria &#8220;bliss&#8221; (no original),<br />
&ecirc;xtase, alegria, completos, sua total aspira&ccedil;&atilde;o e inspira&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>E j&aacute; de in&iacute;cio ele est&aacute; falando sobre fazer isso<br />
em sua &#8220;segunda vida&#8221;, n&atilde;o em sua real, que &eacute; um<br />
sinal de que ele sabia desde cedo que ele n&atilde;o iria encontr&aacute;-lo.</p>
<p>Allen acrescenta que este poema foi a &#8220;Premoni&ccedil;&atilde;o&#8221; de <strong>Whitman</strong> do “cantor solit&aacute;rio&#8221; que ele se tornaria.</p>
<p>O poeta sentia dentro de sua alma que ele iria passar sua<br />
vida sem a pessoa certa para ele, como se a<br />
pessoa certa tivesse morrido ou n&atilde;o tivesse nascido afinal.</p>
<p>E ele sabia que ele teria de permanecer sozinho toda sua vida, esperando<br />
por uma segunda vida para encontrar essa pessoa em algum lugar &#8220;acima&#8221;.<br />
Ele sabia que ele iria “carregar esse peso” (&#8220;Carry That Weight&#8221;) por um longo tempo, como os <strong>Beatles </strong>cantaram nessa can&ccedil;&atilde;o do seu &aacute;lbum Abbey Road,<br />
de 1969.</p>
<p>O poeta levaria muito tempo, talvez at&eacute; sua &#8220;segunda vida&#8221;, para finalmente ser capaz de ter “sono dourado” (&#8220;Golden Slumbers&#8221;) em seus olhos, para citar outra can&ccedil;&atilde;o do mesmo &aacute;lbum dos <strong>Beatles</strong>.</p>
<p>Em resumo, podemos n&atilde;o saber o que realmente aconteceu para ele agir daquela maneira; no entanto, sabemos o que ele fez com o que aconteceu: ele<br />
transmutou tudo em poesia (como &eacute; cantado no poema citado na se&ccedil;&atilde;o 2.5.2), para escapar como a Natureza escapa, ou &#8220;partir dos materiais&#8221;, e reencarnar em uma nova forma de vida, para que ele pudesse<br />
fazer algo efetivo para seus camaradas.</p>
<p>Al&eacute;m disso, no final do poema, ele aponta os poss&iacute;veis caminhos para si mesmo: j&aacute; que a vida &eacute; feita de desgosto e sofrimento, o “cora&ccedil;&atilde;o deve mirar acima”, isto &eacute;, a transmuta&ccedil;&atilde;o do sentimento, transcender tudo que &eacute; inerente ao mundo material, ou morrer em desespero, se ficar mirando apenas o que est&aacute; abaixo, a mis&eacute;ria do mundo, a falta, a car&ecirc;ncia, o pessimismo.</p>
<p>Neste ponto, como o pr&oacute;prio poeta diria mais tarde, ele tamb&eacute;m &eacute; contradit&oacute;rio, pois ao mesmo tempo que acreditava na vida e na sa&uacute;de e pureza do corpo, ele tamb&eacute;m tinha o sentimento pessimista de que n&atilde;o iria encontrar a pessoa certa para amar.</p>
<p>De fato, como relatam suas biografias, ele n&atilde;o encontrou.</p>
<p>Teve apenas os casos comentados por todos os bi&oacute;grafos com amigos ou companheiros, mas nunca assumidos por ele em sua vida terrena, relacionamentos nem sempre tranq&uuml;ilos e serenos, e que no final da vida ele os negou, dizendo que tinha tido relacionamento com mulheres e filhos com elas, tamb&eacute;m nunca comprovados.</p>
<p>O que sabemos com certeza &eacute; que ele se tornou o “Cantor Solit&aacute;rio”, como o p&aacute;ssaro de seu poema (“<a title="poema" href="http://poesiadewhitman.com/do-berco-infindamente-embalando.html" target="_blank">Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando</a>”), que perdeu a companheira e precisou mirar sempre acima, em busca de transcend&ecirc;ncia, da alma, do divino em si, de um consolo espiritual, para n&atilde;o ter que passar a vida em completo sofrimento, imerso numa mat&eacute;ria que ele ainda por cima teve que suportar em invalidez em seus &uacute;ltimos anos.</p>
<p>Quem sabe em uma segunda vida, encarnado em outro espa&ccedil;o e tempo, ele tenha a chance de encontrar o amor de sua vida, aquela pessoa por quem ele tanto ansiou, abrindo seu cora&ccedil;&atilde;o para amar e saindo de vez do pessimismo de quem intuiu cedo na vida que n&atilde;o o faria, deixando para tr&aacute;s o que foi apenas uma cren&ccedil;a, e n&atilde;o uma verdade absoluta.</p>
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		<title>Cr&#237;ticas &#224; obra de Walt Whitman</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 14:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Dickinson]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora esta seja uma p&#225;gina de publica&#231;&#227;o da obra de Walt Whitman, Folhas de Relva, acredito que n&#227;o poderia faltar aqui uma se&#231;&#227;o de cr&#237;tica, seja ela a favor ou contra. O pr&#243;prio Whitman jamais aceitou qualquer tipo de censura &#224; integridade de sua obra, no sentido de que sofresse cortes, o que n&#227;o quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Embora esta seja uma p&aacute;gina de publica&ccedil;&atilde;o da obra de <strong>Walt Whitman</strong>, <em>Folhas de Relva</em>, acredito que n&atilde;o poderia faltar aqui uma se&ccedil;&atilde;o de<strong> cr&iacute;tica,</strong> seja ela a favor ou contra.</p>
<p>O pr&oacute;prio <strong>Whitman</strong> jamais aceitou qualquer tipo de censura &agrave; integridade de sua obra, no sentido de que sofresse cortes, o que n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o tenha aceitado cr&iacute;ticas. Ele era um &aacute;rduo defensor da <strong>Democracia</strong> e do debate, da pluralidade e da conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre diferentes formas de vida e express&atilde;o.</p>
<p>E assim como ele fazia cr&iacute;ticas &agrave; obra alheia, sem ensejar cortes, evidentemente, aqui tamb&eacute;m cabem cr&iacute;ticas . Ele mesmo fez declara&ccedil;&otilde;es autocr&iacute;ticas em sua poesia, como a famosa passagem sobre a pr&oacute;pria contradi&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Deste modo, publico uma <strong>cr&iacute;tica &agrave; poesia </strong>whitmaniana emitida pela maior poetisa norte-americana, conterr&acirc;nea do bardo, a algu&eacute;m que lhe falou sobre o poeta:</p>
<p>“Tu mencionas o Sr. Whitman. Eu nunca li seu livro, mas disseram-me que era infame.” <strong>Emily Dickinson</strong>, 26 de abril de 1862.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Black-white_photograph_of_Emily_Dickinson.jpg" target="_blank"><img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fc/Black-white_photograph_of_Emily_Dickinson.jpg/300px-Black-white_photograph_of_Emily_Dickinson.jpg" alt="" width="270" height="321" /></a><p class="wp-caption-text">Emily Dickinson por volta de 1847</p></div>
<p>Para n&atilde;o pairar d&uacute;vidas sobre a afirma&ccedil;&atilde;o da Emily, pois nossa l&iacute;ngua usa o mesmo pronome para pessoas e objetos (ele), ela est&aacute; se referindo ao livro (<em>it</em>), e n&atilde;o ao poeta.</p>
<p>***</p>
<p>[secvitrine/literatura/46665]</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>An&#225;lise do trabalho realizado at&#233; o momento</title>
		<link>http://poesiadewhitman.com/analise-do-trabalho-realizado-ate-o-momento.html</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[00. Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[04. Canção de Mim Mesmo]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Analisando todos os livros e poemas que j&#225; traduzi de Folhas de Relva, os quais podem ser todos lidos neste site, acredito que preenchi minhas pr&#243;prias expectativas com rela&#231;&#227;o &#224; recria&#231;&#227;o ou simplesmente tradu&#231;&#227;o da poesia de Walt Whitman para nossa l&#237;ngua. Muito embora seja dif&#237;cil criticar o pr&#243;prio trabalho, por poder cair na armadilha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Analisando todos os <strong>livros e poemas</strong> que j&aacute; traduzi de <em>Folhas de Relva</em>, os quais podem ser todos lidos neste site, acredito que preenchi minhas pr&oacute;prias expectativas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; recria&ccedil;&atilde;o ou simplesmente tradu&ccedil;&atilde;o da poesia de <strong>Walt</strong> <strong>Whitman</strong> para nossa l&iacute;ngua.</p>
<p>Muito embora seja dif&iacute;cil criticar o pr&oacute;prio trabalho, por poder cair na armadilha do auto-elogio, pelo menos posso dizer que minha abordagem a esta tarefa &eacute; diferente das tradu&ccedil;&otilde;es geralmente literais ou quase literais existentes, principalmente no que se refere a ritmo, como enfatizo bastante em minha pesquisa de doutorado.</p>
<p>Tamb&eacute;m pelos retornos que j&aacute; recebi sobre o meu trabalho, e aqui falo de opini&otilde;es experientes, posso dizer que consegui manter o fluxo dos poemas, e sinto que sua leitura em voz alta demonstrar&aacute; isso, pois sempre testo minhas escolhas sonoramente, para ver se elas s&atilde;o adequadas ao poema.</p>
<p>Isso quer dizer que sempre tento encontrar a melhor combina&ccedil;&atilde;o de sons poss&iacute;vel para cada verso ou parte de verso. Meu prop&oacute;sito nisso n&atilde;o &eacute; fazer o verso soar bonito, mas estabelecer a melhor combina&ccedil;&atilde;o f&ocirc;nica para transmitir o sentido do verso captado no original em ingl&ecirc;s. H&aacute; casos em que o efeito poder&aacute; ser exatamente o contr&aacute;rio, isto &eacute;, em vez de beleza, o verso descrever&aacute; cenas nas quais pensamentos terr&iacute;veis e doen&ccedil;as estar&atilde;o presentes.</p>
<p>Al&eacute;m disso, fiz um trabalho meticuloso sobre o vocabul&aacute;rio, para que os trechos ou palavras do original que transmitam uma sensa&ccedil;&atilde;o de estranheza pudessem ser transpostos dessa maneira em portugu&ecirc;s.</p>
<p>No entanto, h&aacute; mais do que estranheza em <em>Folhas de Relva</em>: <strong>Whitman</strong> gostava de utilizar palavras emprestadas de outras l&iacute;nguas, tais como franc&ecirc;s, espanhol e l&iacute;nguas americanas nativas (ex.: savant, Libertad, Paumanok); ele gostava de escrever palavras com K (kanadiano, kosmos), e ele &agrave;s vezes mudava a grafia das palavras (ele escreveu “carlacue” – floreio, ornamento -, na se&ccedil;&atilde;o 20 de “Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo”, mas a grafia correta &eacute; “curlicue” ou “carlycue”). Tudo isso se transforma em &aacute;rdua tarefa para o tradutor, pois &agrave;s vezes a gente leva um tempo danado para descobrir que aquela palavra cujo sentido n&atilde;o conseguimos descobrir simplesmente foi buscada em outra l&iacute;ngua! Como se diz no popular, s&atilde;o os ossos do of&iacute;cio.</p>
<p>Tudo isso, junto com seu extenso vocabul&aacute;rio em <em>Folhas de Relva</em>, mais de 13.000 palavras, a tarefa de pesquisar e verificar cada uma delas &eacute; tremenda. Neste caso, a <strong>Norton Critical Edition</strong> (WHITMAN, 2002), ou seja, a <strong>edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da editora Norton</strong>, tem sido de um valor inestim&aacute;vel com seu incr&iacute;vel n&uacute;mero de notas a poemas e vocabul&aacute;rio. Sem ela, provavelmente a tradu&ccedil;&atilde;o teria muitas falhas.</p>
<p>Tamb&eacute;m fiz um trabalho exaustivo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estruturas gramaticais e pontua&ccedil;&atilde;o, assim como com a maneira whitmaniana de usar certas coloca&ccedil;&otilde;es, particularmente com adjetivos, que Whitman tendia a usar em locais da ora&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se adequam ao ingl&ecirc;s correto (ele gostava de usar adjetivos depois dos substantivos, o que n&atilde;o &eacute; considerado sintaticamente aceit&aacute;vel na l&iacute;ngua inglesa).</p>
<p>Como em portugu&ecirc;s os adjetivos podem aparecer antes ou depois dos substantivos, sempre tentei inseri-los da melhor maneira poss&iacute;vel, isto &eacute;, de forma a manter a atmosfera original dos poemas.</p>
<p>Outro aspecto que re-criei com o m&aacute;ximo de cuidado foi o uso das <strong>formas –ing</strong> (que podem ser chamadas de ger&uacute;ndio ou partic&iacute;pio presente), sejam elas verbos ou substantivos / formas nominais, j&aacute; que elas s&atilde;o uma parte essencial do verso de Whitman.</p>
<p>Apesar de tudo que j&aacute; escrevi, que est&aacute; publicado neste site, no <strong><a title="ir para o site" href="http://english.mrkind.pro.br/" target="_blank">Whitmanian Seeds In The Kosmos</a></strong> (a tese em ingl&ecirc;s) e no <strong><a title="ir para o site" href="http://poesia.mrkind.pro.br/" target="_blank">S&iacute;tio de Poesia</a></strong> (a disserta&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s), eu sei que o trabalho de um tradutor nunca termina, pois toda vez que retornamos aos poemas, procuramos erros que porventura n&atilde;o tenham ainda sido detectados, e certamente os encontraremos, e verificaremos cada verso de novo para melhor&aacute;-lo, como fiz com minhas tradu&ccedil;&otilde;es anteriores.</p>
<p>Entretanto, tamb&eacute;m sei que chega um momento em que os olhos n&atilde;o s&atilde;o mais capazes de encontrar erros, devido &agrave; excessiva proximidade com os textos. Desta maneira, o tradutor faz uma pausa em sua tarefa, suspendendo tamb&eacute;m a auto-cr&iacute;tica, repassando este trabalho para cr&iacute;ticos e leitores.</p>
<p>Parafraseando Whitman, no momento estou contente com o trabalho j&aacute; realizado com <em>Folhas de Relva</em>, e o deixo inteiramente &agrave; vista do p&uacute;blico aqui, para ser avaliado e comentado. Enquanto isso, vou meditando e preparando a tradu&ccedil;&atilde;o de outros poemas, e parodiando o in&iacute;cio da <em>Divina Com&eacute;dia</em> de <strong>Dante</strong>: estou ainda em meio da jornada! H&aacute; ainda muito trabalho pela frente, e &eacute; preciso coragem e determina&ccedil;&atilde;o para levar esta empreitada a cabo!</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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