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	<title>Poesia de Whitman &#187; Canção da Estrada Aberta</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>Trecho da Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta em &#225;udio</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 13:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Áudio de poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Canção da Estrada Aberta]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou&#231;a &#225;udio de poesia: trecho da se&#231;&#227;o 9 da Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta (lido por mim):]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Ou&ccedil;a <strong>&aacute;udio de poesia</strong>: trecho da se&ccedil;&atilde;o 9 da Can&ccedil;&atilde;o da Estrada Aberta (lido por mim):<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/-LqOr2TThEI" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Nota para a &#8220;Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 16:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[08. Canção da Estrada Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Canção da Estrada Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[O tema principal do poema “Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta” &#233; o convite &#224; viagem. Whitman sempre gostou de estar ao ar livre, em contato direto com a natureza. Neste poema ele consegue combinar seu amor pela natureza com seu desejo de vastid&#227;o e a busca pelo desconhecido; especialmente a busca pelos grandes camaradas, os “grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>O tema principal do <strong>poema</strong> “<a title="o poema" href="http://poesiadewhitman.com/?p=257" target="_blank"><strong>Can&ccedil;&atilde;o da Estrada Aberta</strong></a>” &eacute; o convite &agrave; viagem. <strong>Whitman </strong>sempre gostou de estar ao ar livre, em contato direto com a natureza. Neste poema ele consegue combinar seu amor pela natureza com seu desejo de vastid&atilde;o e a busca pelo desconhecido; especialmente a busca pelos grandes camaradas, os “grandes Companheiros, e pertencer a eles”.</p>
<p>Mas h&aacute; tamb&eacute;m o simbolismo da estrada, pois ela representa as estradas do universo que s&atilde;o percorridas pelas almas. E tudo que &eacute; experienciado nas estradas da terra est&aacute; designado para o progresso das almas, o que inclui religi&atilde;o. Por esta raz&atilde;o, a se&ccedil;&atilde;o 11 do poema, por exemplo, soa como um discurso b&iacute;blico, ou melhor, cr&iacute;stico, exortando as pessoas a dar o que recebem. E a &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o do poema &eacute; a parte onde o poeta oferece sua m&atilde;o, seu amor e o convite ao leitor para viajar com ele.</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>Can&#231;&#227;o da Estrada Aberta</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[08. Canção da Estrada Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Canção da Estrada Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[1 . A p&#233; e tranq&#252;ilo me entrego &#224; estrada aberta, Saud&#225;vel, livre, o mundo &#224; minha frente, A longa trilha de terra &#224; minha frente levando aonde eu escolher. . Doravante n&#227;o pe&#231;o boa-sorte, eu sou a boa-sorte, Doravante n&#227;o mais pranteio, n&#227;o mais adio, nada necessito, Acabaram-se as queixas internas, bibliotecas, cr&#237;ticas qu&#233;rulas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p align="center">1</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A p&eacute; e tranq&uuml;ilo me entrego &agrave; estrada aberta,</p>
<p>Saud&aacute;vel, livre, o mundo &agrave; minha frente,</p>
<p>A longa trilha de terra &agrave; minha frente levando aonde eu escolher.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Doravante n&atilde;o pe&ccedil;o boa-sorte, eu sou a boa-sorte,</p>
<p>Doravante n&atilde;o mais pranteio, n&atilde;o mais adio, nada necessito,</p>
<p>Acabaram-se as queixas internas, bibliotecas, cr&iacute;ticas qu&eacute;rulas,</p>
<p>Forte e contente percorro a estrada aberta.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A terra, isso &eacute; o bastante,</p>
<p>N&atilde;o quero as constela&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas,</p>
<p>Sei que est&atilde;o muito bem onde est&atilde;o,</p>
<p>Sei que elas bastam &agrave;queles que lhes pertencem.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Ainda aqui carrego meus velhos fardos deliciosos,</p>
<p>Os carrego, homens e mulheres, os carrego comigo aonde quer que v&aacute;,</p>
<p>Juro que &eacute; imposs&iacute;vel me livrar deles,</p>
<p>Sou preenchido por eles e os preencherei em troca.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">2</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tu, estrada que adentro e observo, creio que n&atilde;o &eacute;s tudo que h&aacute; aqui,</p>
<p>Creio que h&aacute; tamb&eacute;m muita coisa n&atilde;o vista aqui.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eis a profunda li&ccedil;&atilde;o da recep&ccedil;&atilde;o, nem prefer&ecirc;ncia nem nega&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>O preto com sua carapinha, o r&eacute;u, o enfermo, o analfabeto, n&atilde;o s&atilde;o negados;</p>
<p>O nascimento, a pressa pelo m&eacute;dico, o ro&ccedil;agar do mendigo, o cambalear do b&ecirc;bado, o risonho grupo de mec&acirc;nicos,</p>
<p>O jovem evadido, o coche do rico, o janota, o casal em fuga,</p>
<p>O comerciante madrugador, o carro f&uacute;nebre, o transporte de mob&iacute;lia para a cidade, o retorno da cidade,</p>
<p>Eles passam, eu tamb&eacute;m passo, qualquer coisa passa, nenhum pode ser interditado,</p>
<p>Todos s&atilde;o aceitos, todos ser&atilde;o caros a mim.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">3</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tu, ar que me serve com f&ocirc;lego pra falar!</p>
<p>V&oacute;s, objetos que chamam meus sentidos da difus&atilde;o e lhes d&atilde;o forma!</p>
<p>Tu, luz que me envolve e a tudo em borrifos equ&aacute;veis delicados!</p>
<p>V&oacute;s, trilhas gastas nos valos irregulares &agrave;s margens da estrada!</p>
<p>Creio que estais latentes de exist&ecirc;ncias n&atilde;o vistas, sois t&atilde;o caras a mim.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>V&oacute;s, cal&ccedil;adas pavimentadas das cidades! V&oacute;s, fortes guias nas beiradas!</p>
<p>V&oacute;s, barcas! v&oacute;s, t&aacute;buas e esteios de cais! v&oacute;s, laterais de madeira! v&oacute;s, navios distantes!</p>
<p>V&oacute;s, fileiras de casas! v&oacute;s, fachadas cheias de janelas! v&oacute;s, telhados!</p>
<p>V&oacute;s, p&oacute;rticos e entradas! v&oacute;s, cumeeiras e anteparos de ferro!</p>
<p>V&oacute;s, janelas cujas estruturas transparentes poderiam expor tanto!</p>
<p>V&oacute;s, portas e degraus ascendentes! v&oacute;s, arcos!</p>
<p>V&oacute;s, pedras cinzentas de passeios intermin&aacute;veis! v&oacute;s, cruzamentos calcados!</p>
<p>De tudo o que vos tem tocado, creio que tendes partilhado convosco mesmos e agora partilhar&iacute;eis o mesmo secretamente comigo,</p>
<p>De vivos e mortos tendes povoado vossas superf&iacute;cies impass&iacute;veis, e os esp&iacute;ritos da&iacute; seriam manifestos e amistosos comigo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">4</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A terra se expandindo &agrave; direita e &agrave; esquerda,</p>
<p>O retrato vivo, toda parte em sua melhor luz,</p>
<p>A m&uacute;sica decrescendo onde &eacute; necess&aacute;rio, e parando onde n&atilde;o &eacute; querida,</p>
<p>A alegre voz da via p&uacute;blica, o sentimento festivo e novo da estrada.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh rodovia que trafego, dizes a mim <em>N&atilde;o me deixa</em>?</p>
<p>Dizes <em>N&atilde;o te arrisca—se me deixares est&aacute;s perdido</em>?   <em> </em></p>
<p>Dizes <em>j&aacute; estou preparada, sou bem-batida e inegada, adere a mim</em>?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Oh via p&uacute;blica, respondo que n&atilde;o tenho medo de deixar-te, por&eacute;m te amo,</p>
<p>Expressas-me melhor que eu mesmo,</p>
<p>Ser&aacute;s para mim mais que meu poema.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Acho que as a&ccedil;&otilde;es her&oacute;icas foram todas concebidas ao ar livre, e todos os poemas livres tamb&eacute;m,</p>
<p>Acho que eu poderia parar aqui e fazer milagres,</p>
<p>Acho que o que encontrar na estrada eu apreciarei e quem me vir me apreciar&aacute;,</p>
<p>Acho que quem eu vir deve estar feliz.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">5</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A partir de agora me ordeno liberado de limites e linhas imagin&aacute;rias,</p>
<p>Indo aonde eu queira, meu pr&oacute;prio mestre total e absoluto,</p>
<p>Ouvindo outros, considerando bem o que dizem,</p>
<p>Parando, buscando, recebendo, contemplando,</p>
<p>Gentilmente, mas com vontade ineg&aacute;vel, me despindo das amarras que me reteriam.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Inalo grandes por&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o,</p>
<p>O leste e o oeste s&atilde;o meus, e o norte e o sul s&atilde;o meus.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sou maior, melhor do que eu pensava,</p>
<p>N&atilde;o sabia que eu tinha tanta bondade.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tudo parece belo para mim,</p>
<p>Posso repetir a homens e mulheres Fizestes tal bem a mim que eu faria o mesmo a v&oacute;s,</p>
<p>Alistarei para mim e v&oacute;s ao prosseguir,</p>
<p>Me espalharei entre homens e mulheres ao prosseguir,</p>
<p>Lan&ccedil;arei um novo deleite e rudeza entre eles,</p>
<p>Quem me negar n&atilde;o me perturbar&aacute;,</p>
<p>Quem me aceitar ele ou ela ser&aacute; aben&ccedil;oado e me aben&ccedil;oar&aacute;.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">6</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Agora se mil homens perfeitos tivessem que aparecer isso n&atilde;o me assombraria,</p>
<p>Agora se mil belas formas de mulheres aparecessem isso n&atilde;o me espantaria.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Agora vejo o segredo de fabrica&ccedil;&atilde;o das melhores pessoas,</p>
<p>&Eacute; crescer ao ar livre e comer e dormir com a terra.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Aqui uma grande a&ccedil;&atilde;o pessoal tem espa&ccedil;o,</p>
<p>(Tal a&ccedil;&atilde;o se agarra aos cora&ccedil;&otilde;es da ra&ccedil;a inteira de homens,</p>
<p>Sua efus&atilde;o de for&ccedil;a e vontade esmaga a lei e escarnece de toda autoridade e todo argumento contra ela.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eis o teste de sabedoria,</p>
<p>Sabedoria n&atilde;o &eacute; finalmente testada em escolas,</p>
<p>Sabedoria n&atilde;o pode ser passada de um que a tem a outro que n&atilde;o a tem,</p>
<p>Sabedoria &eacute; da alma, n&atilde;o &eacute; suscet&iacute;vel de prova, &eacute; sua pr&oacute;pria prova,</p>
<p>Se aplica a todas as fases<a href="#_ftn1">[1]</a> e objetos e qualidades e est&aacute; contente,</p>
<p>&Eacute; a certeza da realidade e imortalidade das coisas, e a excel&ecirc;ncia das coisas;</p>
<p>Algo h&aacute; na flutua&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o de coisas que a provoca desde a alma.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Agora reexamino filosofias e religi&otilde;es,</p>
<p>Elas podem se revelar bem em salas de confer&ecirc;ncia, contudo n&atilde;o revelar nada sob as amplas nuvens e junto a paisagem e fluidas correntes.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eis realiza&ccedil;&atilde;o,</p>
<p>Eis um homem adicionado<a href="#_ftn2">[2]</a> —ele realiza aqui o que ele tem nele,</p>
<p>O passado, o futuro, majestade, amor—se estiverem vazios de ti, est&aacute;s vazio deles.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>S&oacute; o n&uacute;cleo de todo objeto nutre;</p>
<p>Onde est&aacute; aquele que rasga as cascas para ti e mim?</p>
<p>Onde est&aacute; aquele que desfaz estratagemas e envolve por ti e por mim?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eis adesividade, ela n&atilde;o &eacute; previamente modulada, ela &eacute; pertinente;</p>
<p>Sabes o que significa quando passas a ser amado por estranhos?</p>
<p>Conheces a conversa daqueles olhos girantes?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">7</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eis o efl&uacute;vio<a href="#_ftn3">[3]</a> da alma,</p>
<p>O efl&uacute;vio da alma vem de dentro por port&otilde;es copados, sempre quest&otilde;es provocantes,</p>
<p>Por que h&aacute; esses anseios? Por que h&aacute; esses pensamentos na escurid&atilde;o?</p>
<p>Por que h&aacute; homens e mulheres que enquanto est&atilde;o junto a mim a luz do sol expande meu sangue?</p>
<p>Por que quando me deixam minhas fl&acirc;mulas de j&uacute;bilo afundam chatas e frouxas?</p>
<p>Por que h&aacute; &aacute;rvores sob as quais nunca ando que grandes e melodiosos pensamentos descem sobre mim?</p>
<p>(Acho que eles se penduram l&aacute; inverno e ver&atilde;o nessas &aacute;rvores e sempre deixam cair seus frutos quando passo;)</p>
<p>O que &eacute; que me faz intercambiar t&atilde;o subitamente com estranhos?</p>
<p>Considerando um condutor quando viajo no assento ao seu lado?</p>
<p>Considerando algum pescador puxando sua rede pela praia quando passo e paro?</p>
<p>O que me acontece de ser livre com a boa vontade de uma mulher e homem? o que acontece com eles de ser livre com a minha?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">8</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O efl&uacute;vio da alma &eacute; felicidade, eis felicidade,</p>
<p>Acho que ela permeia o ar livre, aguardando o tempo todo,</p>
<p>Agora flui sobre n&oacute;s, somos justamente impregnados.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Aqui se eleva o fluido e aderente car&aacute;ter,</p>
<p>O fluido e aderente car&aacute;ter &eacute; o frescor e do&ccedil;ura de homem e mulher,</p>
<p>(As ervas matinais brotam n&atilde;o mais frescas e mais doces todo dia de suas ra&iacute;zes, do que ele brota fresco e doce continuamente de si mesmo.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Para o fluido e aderente car&aacute;ter exsuda o suor do amor de jovens e velhos,</p>
<p>Dele cai destilado o encanto que desdenha beleza e aquisi&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Para ele levanta a dor saudosa arrepiante de contato.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">9</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons!<a href="#_ftn4">[4]</a> quem sejas vem viajar comigo!</p>
<p>Viajando comigo encontras o que nunca cansa.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>A terra nunca cansa,</p>
<p>A terra em princ&iacute;pio &eacute; rude, silenciosa, incompreens&iacute;vel, a Natureza em princ&iacute;pio &eacute; rude e incompreens&iacute;vel,</p>
<p>N&atilde;o desanima, continua, h&aacute; coisas divinas bem encobertas,</p>
<p>Te juro h&aacute; coisas divinas mais belas que as palavras podem descrever.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! n&atilde;o devemos parar aqui,</p>
<p>Por mais doces que sejam estas reservas armazenadas, por mais conveniente que seja esta moradia n&atilde;o podemos permanecer aqui,</p>
<p>Por mais abrigado que seja este porto e calmas estas &aacute;guas n&atilde;o devemos ancorar aqui,</p>
<p>Por mais bem vinda que seja a hospitalidade que nos rodeia nos permitimos receb&ecirc;-la s&oacute; por um momento.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">10</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! os est&iacute;mulos ser&atilde;o maiores,</p>
<p>Navegaremos mares virgens e selvagens,</p>
<p>Iremos aonde ventos sopram, ondas quebram, e o veleiro ianque acelera a todo pano.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! com poder, liberdade, a terra, os elementos,</p>
<p>Sa&uacute;de, desafio, j&uacute;bilo, auto-estima, curiosidade;</p>
<p>Allons! de todas as formules!<a href="#_ftn5">[5]</a></p>
<p>De vossas formules, Oh padres cegos como morcegos e materialistas.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O cad&aacute;ver velho bloqueia a passagem—o enterro n&atilde;o pode mais esperar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! por&eacute;m te cuida!</p>
<p>Quem viaja comigo precisa do melhor sangue, tend&otilde;es, resist&ecirc;ncia,</p>
<p>Ningu&eacute;m pode fazer este teste at&eacute; que ele ou ela traga coragem e sa&uacute;de,</p>
<p>N&atilde;o vem aqui se j&aacute; exauriste o melhor de ti,</p>
<p>S&oacute; podem vir quem v&ecirc;m em corpos doces e determinados,</p>
<p>Nenhum enfermo, nenhum bebedor de rum ou infec&ccedil;&atilde;o ven&eacute;rea &eacute; permitido aqui.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>(Eu e os meus n&atilde;o convencemos por argumentos, s&iacute;miles, rimas,</p>
<p>Convencemos por nossa presen&ccedil;a.)</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">11</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ouve! serei honesto contigo,</p>
<p>N&atilde;o ofere&ccedil;o os velhos pr&ecirc;mios finos, mas ofere&ccedil;o novos pr&ecirc;mios toscos,</p>
<p>Estes s&atilde;o os dias que devem te acontecer:</p>
<p>N&atilde;o acumular&aacute;s o que se chama riquezas,</p>
<p>Espalhar&aacute;s com m&atilde;o pr&oacute;diga tudo aquilo que ganhares ou alcan&ccedil;ares,</p>
<p>Mal chegas &agrave; cidade a qual foste destinado, mal te acomodas satisfatoriamente e j&aacute; &eacute;s chamado por um irresist&iacute;vel apelo a partir,</p>
<p>Receber&aacute;s sorrisos ir&ocirc;nicos e esc&aacute;rnios dos que permanecem para tr&aacute;s,</p>
<p>Responder&aacute;s aos acenos de amor que recebes somente com ardentes beijos de despedida,</p>
<p>N&atilde;o permitir&aacute;s a reten&ccedil;&atilde;o dos que esticam suas m&atilde;os estendidas em tua dire&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">12</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! em busca dos grandes Companheiros, e pertencer a eles!</p>
<p>Eles tamb&eacute;m est&atilde;o na estrada—s&atilde;o os homens velozes e majestosos—s&atilde;o as maiores mulheres,</p>
<p>Apreciadores de calmarias de mares e tempestades de mares,</p>
<p>Marinheiros de muitos navios, caminhantes de muitas milhas de terra,</p>
<p>Habitu&egrave;s<a href="#_ftn6">[6]</a> de muitos pa&iacute;ses distantes, habitu&egrave;s de habita&ccedil;&otilde;es distantes,</p>
<p>Adeptos de homens e mulheres, observadores de cidades, labutadores solit&aacute;rios,</p>
<p>Ponderadores e contempladores de tufos, flores, conchas da costa,</p>
<p>Dan&ccedil;arinos em dan&ccedil;as de casamento, beijadores de noivas, suaves ajudantes de crian&ccedil;as, portadores de crian&ccedil;as,</p>
<p>Soldados de revoltas, circunstantes embasbacados com sepulturas, baixadores de caix&otilde;es,</p>
<p>Viajantes em esta&ccedil;&otilde;es consecutivas, durante anos, os anos curiosos cada um emergindo do  que o precedeu,</p>
<p>Viajantes com companheiros, a saber suas pr&oacute;prias distintas fases,</p>
<p>Ultrapassadores dos latentes dias irrealizados da inf&acirc;ncia,</p>
<p>Viajantes joviais com sua pr&oacute;pria juventude, viajantes com sua virilidade barbuda e bem cristalizada,</p>
<p>Viajantes com sua feminidade, ampla, incompar&aacute;vel, contente,</p>
<p>Viajantes com sua pr&oacute;pria sublime velhice de virilidade ou feminidade,</p>
<p>Velhice, calma, expandida, ampla com a amplitude altiva do universo,</p>
<p>Velhice, fluindo livre com a deliciosa liberdade pr&oacute;xima da morte.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">13</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! ao que &eacute; sem fim como foi sem in&iacute;cio,</p>
<p>Passar muita coisa, pisadas de dias, restos de noites,</p>
<p>Fundir tudo na viagem a que eles tendem, e aos dias e noites a que eles tendem,</p>
<p>De novo os fundir no come&ccedil;o de viagens superiores,</p>
<p>Ver nada em lugar nenhum que tu n&atilde;o possas alcan&ccedil;ar e ultrapassar,</p>
<p>Conceber nenhum tempo, mesmo distante, que tu n&atilde;o possas alcan&ccedil;ar e ultrapassar,</p>
<p>Examinar nenhuma estrada que n&atilde;o se espicha e espera por ti, por longa que seja por&eacute;m espicha e espera por ti,</p>
<p>N&atilde;o ver nenhum ser, nem o de Deus nem outro qualquer, que tamb&eacute;m n&atilde;o v&aacute;s l&aacute;,</p>
<p>N&atilde;o ver nenhuma posse que tu n&atilde;o possas possu&iacute;-la, desfrutando tudo sem trabalho ou compra, abstraindo o banquete contudo n&atilde;o abstraindo uma part&iacute;cula dele,</p>
<p>Pegar o melhor da fazenda do fazendeiro e da elegante quinta do rico e das castas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do casal bem-casado e das frutas de pomares e flores de jardins,</p>
<p>Levar para teu uso fora das compactas cidades quando as atravessas,</p>
<p>Carregar pr&eacute;dios e ruas contigo depois aonde fores,</p>
<p>Colher as mentes dos homens de seus c&eacute;rebros conforme os encontras, colher o amor de seus cora&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Levar teus amantes na estrada contigo, por tudo que os deixas para tr&aacute;s,</p>
<p>Conhecer o universo em si como uma estrada, como muitas estradas, como estradas para almas viajantes.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Tudo se separa para o progresso das almas,</p>
<p>Toda religi&atilde;o, todas as coisas s&oacute;lidas, artes, governos—tudo que foi ou &eacute; aparente neste globo ou qualquer globo, descende em nichos e cantos ante a prociss&atilde;o de almas pelas grandes estradas do universo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Do progresso das almas de homens e mulheres pelas grandes estradas do universo, todo outro progresso &eacute; o emblema e sustento necess&aacute;rio.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Para sempre vivos, sempre adiante,</p>
<p>Imponentes, solenes, tristes, retirados, confusos, furiosos, turbulentos, fr&aacute;geis, insatisfeitos,</p>
<p>Desesperados, orgulhosos, afetuosos, doentes, aceitos por homens, rejeitados por homens,</p>
<p>Eles v&atilde;o! eles v&atilde;o! eu sei que eles v&atilde;o, mas n&atilde;o sei aonde v&atilde;o,</p>
<p>Mas sei que v&atilde;o em busca do melhor—de algo &oacute;timo.</p>
<p>Quem sejas, vem! ou homem ou mulher vem!</p>
<p>N&atilde;o deves ficar dormindo e se distraindo a&iacute; na casa, embora a tenhas constru&iacute;do, ou embora tenha sido constru&iacute;da para ti.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sai desse confinamento obscuro! Sai de tr&aacute;s da tela!</p>
<p>&Eacute; in&uacute;til protestar, sei de tudo e o exponho.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>V&ecirc; atrav&eacute;s de ti t&atilde;o ruim quanto os demais,</p>
<p>Pelo riso, dan&ccedil;a, refei&ccedil;&atilde;o, cear, das pessoas,</p>
<p>Dentro de trajes e ornamentos, dentro desses rostos lavados e aparados,</p>
<p>V&ecirc; um secreto e silencioso asco e desespero.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Nenhum marido, nenhuma esposa, nenhum amigo, confiado para ouvir a confiss&atilde;o,</p>
<p>Um outro eu, uma c&oacute;pia de cada um, vai se esquivando e escondendo,</p>
<p>Informe e sem palavras pelas ruas das cidades, polido e brando nos sal&otilde;es,</p>
<p>Nos vag&otilde;es de ferrovias, em barcos a vapor, na reuni&atilde;o p&uacute;blica,</p>
<p>Domic&iacute;lio de casas de homens e mulheres, &agrave; mesa, no quarto, em todo lugar,</p>
<p>Bem vestido, semblante sorridente, forma aprumada, morte sob o esterno, inferno sob o cr&acirc;nio,</p>
<p>Sob casimira e luvas, sob fitas e flores artificiais,</p>
<p>Respeitando os costumes, n&atilde;o falando uma s&iacute;laba de si mesmo,</p>
<p>Falando de qualquer coisa mas nunca de si mesmo.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">14</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! por contendas e guerras!</p>
<p>A meta fixada n&atilde;o pode ser revogada.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>As contendas passadas prosperaram?</p>
<p>O que prosperou? tu? tua na&ccedil;&atilde;o? A Natureza?</p>
<p>Agora me entende bem—&eacute; provido na ess&ecirc;ncia das coisas que de qualquer frui&ccedil;&atilde;o de sucesso, n&atilde;o importa qual, vir&aacute; algo para tornar uma contenda maior necess&aacute;ria.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Meu apelo &eacute; o apelo de batalha, nutro rebeli&atilde;o ativa,</p>
<p>Quem for comigo deve ir bem armado,</p>
<p>Quem for comigo vai com freq&uuml;&ecirc;ncia com alimento escasso, pobreza, inimigos zangados, deser&ccedil;&otilde;es.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p align="center">15</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Allons! a estrada est&aacute; &agrave; nossa frente!</p>
<p>&Eacute; segura—a experimentei—meus pr&oacute;prios p&eacute;s a experimentaram bem—n&atilde;o te det&eacute;ns!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Que o papel permane&ccedil;a no atril n&atilde;o escrito, e o livro na estante n&atilde;o aberto!</p>
<p>Que as ferramentas permane&ccedil;am na oficina! que o dinheiro permane&ccedil;a n&atilde;o ganho!</p>
<p>Deixa a escola em seu lugar! desconsidere o rogo do professor!</p>
<p>Que o pastor pregue em seu p&uacute;lpito! que o advogado pleiteie no tribunal, e o juiz exponha a lei.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Camarada, te dou minha m&atilde;o!</p>
<p>Te dou meu amor que vale mais que dinheiro,</p>
<p>Eu me dou a ti sem serm&atilde;o ou lei;</p>
<p>Tu te dar&aacute;s a mim? vir&aacute;s viajar comigo?</p>
<p>Seremos leais enquanto vivermos?</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> No original, “stages”, que tamb&eacute;m significa “palcos”. Isto sugere que a flutua&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se refere ao fluxo de coisas num palco, vis&atilde;o mostrada pelas luzes baixas dele, que provoca rea&ccedil;&otilde;es nas pessoas, em suas almas.</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Whitman usa o termo “tallied” (do verbo “to tally”) aqui no sentido de adicionado, mas em outras passagens ele &eacute; usado como estimado, avaliado ou computado. Quanto &agrave; outra palavra, “realiza”, que indica “realiza&ccedil;&atilde;o” e “realizar”, estas tamb&eacute;m j&aacute; possuem em portugu&ecirc;s o outro significado que t&ecirc;m em ingl&ecirc;s, de “percep&ccedil;&atilde;o” e “perceber”.</p>
<p><a href="#_ftnref3">[3]</a> Outra op&ccedil;&atilde;o, mais po&eacute;tica, seria: “Eis o aroma da alma”; preferimos a outra, mais filos&oacute;fica. Mas deixamos o registro, para quem preferir esta.</p>
<p><a href="#_ftnref4">[4]</a> Do franc&ecirc;s, “vamos”.</p>
<p><a href="#_ftnref5">[5]</a> Tamb&eacute;m do franc&ecirc;s, “f&oacute;rmulas”.</p>
<p><a href="#_ftnref6">[6]</a> Tamb&eacute;m do franc&ecirc;s, “freq&uuml;entadores habituais”.</p>
<p>***</p>
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