Nota ao livro REGATOS DE OUTONO

Este livro, REGATOS DE OUTONO (AUTUMN RIVULETS), de Walt Whitman, como o próprio título diz, foi publicado no outono da vida do poeta, em 1881, e não tem um tema específico; é mais um conjunto de divagações, avaliações, retrospectivas, de diferentes épocas e da sabedoria da idade madura, reunidas sob esse título.

O poema aqui apresentado, A Uma Prostituta Comum, foi publicado na edição de 1860 de Folhas de Relva, e mantido até a última edição. Ele ganhou fama por ser muitas vezes indicado pelos censores de Whitman para ser retirado da obra (há também uma referência à cena bíblica da mulher pega em adultério: João 8:1-11, que os escribas e fariseus queriam apedrejar, e ao ser questionado, Jesus disse-lhes para quem estivesse sem pecado que lhe atirasse a primeira pedra).

Mas o poeta sempre manteve sua integridade, e nunca se submeteu à censura. Não por acaso teve que financiar sua própria obra por quase trinta anos. Em homenagem a ele, publicamos esta tradução, como primeiro poema do livro REGATOS DE OUTONO a aparecer em nossa página.

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A Uma Prostituta Comum

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Fica serena – fica à vontade comigo – eu sou Walt Whitman, liberal e robusto como a Natureza,

Até que o sol te exclua eu não te excluo,

Até que a água se recuse a cintilar para ti e as folhas a farfalhar para ti, minhas palavras não se recusam a cintilar e farfalhar para ti.

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Minha garota marco contigo um encontro, e te encarrego da preparação para estares digna de me receber,

E te encarrego de seres paciente e perfeita até que eu chegue.

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Até então te saúdo com um significante olhar para que não me esqueças.

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