Oh Eu! Oh Vida!
Oh Eu! Oh Vida!
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Oh eu! Oh vida! das questões desses evocando,
Dos infinitos séquitos dos infiéis, das cidades repletas de frívolos,
De mim mesmo sempre me repreendendo, (pois quem mais frívolo que eu, e quem mais infiel?)
De olhos que em vão suplicam por luz, de objetos vis, da contenda sempre renovada,
Dos péssimos resultados de tudo – das multidões mourejantes e sórdidas que vejo ao meu redor,
Dos anos vazios e inúteis dos demais, com os demais eu entrelaçado,
A questão, Oh eu! tão triste, evocando – Que bem há nisso, Oh eu, Oh vida?
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Resposta—
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Que estás aqui – que existe a vida e identidade,
Que a potente peça prossegue, e tu podes contribuir com um verso.
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Um trecho deste poema é recitado pelo professor John Keating (Robin Williams), no filme Sociedade dos Poetas Mortos, na cena que ele termina perguntando: Qual será o teu verso? Veja a cena com as falas traduzidas aqui.
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[...] da poesia aos seus alunos. Depois de falar, ele cita um trecho de um poema de Walt Whitman, “Oh Eu!Oh Vida!“. O discurso do professor falar por si. Siga o vídeo com as falas abaixo, em inglês e [...]
Meu verso perdido encontrei junto ao mar
Minha canção de água e espuma
Sou como a onda,
Sou como a bruma,
indo e vindo sem cessar.
Meu verso escondido deixei entre as águas
para ser sal e te alimentar
para ser bebido quando tivesses sede,
para te embriagar quando estivesses triste
para te causar espanto quando estivesses feliz.
Meu verso de tempo
de memória e eternidade
é feito da matéria dos sonhos
é feito do coração invisível,
este, que nunca tocaste,
este, que nunca conheceste,
e ainda assim, te pertence.
[...] Oh Eu! Oh Vida! [...]