Oh Capitão! Meu Capitão!
Oh Capitão! Meu Capitão!
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Oh Capitão! meu Capitão! findou nossa horrível jornada,
O navio superou toda tormenta, alcançamos a meta almejada,
O porto está próximo, os sinos eu ouço, a gente toda exultando,
Enquanto olhos miram a estável quilha, o casco duro e ousado;
………..Mas Oh coração! coração! coração!
…………..Oh os pingos de vermelho sangrados,
………………Onde jaz no convés meu Capitão,
………………….Prostrado morto e gelado.
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Oh Capitão! meu Capitão! levanta e os sinos escuta;
Levanta—por ti a bandeira é alçada—por ti trina a corneta,
Por ti os buquês e coroas com fitas—por ti as praias se apinham,
Por ti chamam, a massa agitada, seus rostos ansiosos virando;
………….Eis Capitão! pai estimado!
…………….Sob tua cabeça este braço!
……………….É algum sonho lá no convés,
………………….Prostraste morto e gelado.
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Meu Capitão não responde, seus lábios, pálidos, calados,
Meu pai não sente meu braço, não tem pulso ou vontade,
O navio ancorado são e salvo, encerrada e finda a jornada,
Da horrível jornada o navio vencedor adentra com o fim conquistado;
………..Exultai Oh praias e dobrai Oh sinos!
…………..Mas eu com passo pesado,
……………..Percorro o convés onde jaz meu Capitão,
………………..Prostrado morto e gelado.
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Veja este vídeo de animação feito com imagens de Whitman; e ouça o poema no original:
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Este poema, Oh Capitão! Meu Capitão! (“Oh Captain! My Captain!”), aparece no filme Sociedade dos Poetas Mortos, no final, na cena em que a turma homenageia o professor Mr. Keating (Robin Williams), recitado pelos alunos, que sobem nas mesas escolares. Esta cena pode ser vista neste vídeo:
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