O Gracejo das Águias
O Gracejo das Águias
Contornando a estrada do rio (meu passeio matinal, minha folga)
Subindo no ar um súbito som abafado, o gracejo das águias,
O impetuoso contato sensual alto no espaço, ao mesmo tempo,
As garras fixantes entrelaçantes, uma roda viva, feroz, girante,
O bater de quatro asas, dois bicos, uma massa em torvelinho se agarrando compacta,
Em profusos círculos acrobáticos rotativos, caindo em linha reta,
Até que suspensa sobre o rio, a dupla agora um, a calmaria de um momento,
Um balanço imóvel quieto no ar, depois partindo, afrouxando as presas,
Para cima de novo em firme-lentas oblíquas penas, seu vôo distinto separado,
Ela o dela, ele o dele, prosseguindo.
One Response to “O Gracejo das Águias”
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Lindo o poema de Whitman, pois ao mesmo tempo que nos faz voar no encontro amoroso, nos leva de volta a nós mesmos, nossa necessidade de ser águia e ir ao mais alto de nosso espírito, nossa necessidade de ver as asas de carne que possuímos entrelaçadas com as do nosso amado. Como sempre Whitman é pujante e pungente, sensível e sensual em sua poesia.