Nota ao poema Passagem para a Índia
O poema Passagem para a Índia (“Passage to India”) foi publicado em 1871. Nele o bardo descreve o propósito de Deus, cantado pelo verdadeiro filho de Deus, o poeta. Isto significa que ele não está cantando os materiais de sua América ou da Terra, ele está indo além da geografia e da cultura, já que percebeu que a terra deve ser conectada inteiramente, em direção ao que é universal e eterno: a alma, sua divinidade e sua ligação com o Criador. Ele inclui nesse movimento as grandes realizações de seu tempo; no entanto, ele está navegando muito mais além disso, ele está pedindo à sua alma para navegar “os mares de Deus.” Para quem ler o poema Saudação ao Mundo (“Salut au Monde!”), é possível notar que Passagem para a Índia é uma continuação daquele, mas em um outro grau de consciência, passando do material, do que é visto e físico, ao imaterial, ao invisto e espiritual. Eu não diria metafísico porque o poeta escreveu em uma nota que não há nada de filosófico sobre Passagem para a Índia, porque ele está focado em “evolução”, mas não deixa de ser ontológico, pois trata do Ser. Afinal de contas, Whitman se considerava contraditório, assim, não é incoerente vê-lo pelo que ele nega.
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O romance Uma Passagem Para a Índia (A Passage to India), de 1924, do escritor britânico E. M. Foster, teve seu título inspirado por este poema de Whitman. O romance foi genialmente adaptado para o cinema por David Lean em 1984, com trilha sonora de Maurice Jarre. O filme ganhou dois oscars: de atriz coadjuvante para Peggy Ashcroft, e de trilha sonora.
Vejam o trailer original:
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