Nem o Calor Flameja e Consome

Nem o Calor Flameja e Consome

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Não o calor flameja e consome,

Não ondas marinhas se apressam em vaivém,

Não o ar delicioso e seco, o ar de verão maduro, traz levemente brancas bolas de miríades de sementes,

Sopradas, navegando graciosamente, para cair onde devem;

Não estas, Ah nenhuma dessas mais do que minhas chamas, consumindo, queimando por seu amor a quem amo,

Ah nada mais que eu apressando em vaivém;

A maré se apressa, buscando algo, e nunca desiste? Ah eu idem,

Ah nem bolas nem perfumes, nem as altas nuvens emis­soras de chuva, são carregadas ao ar livre,

Não mais que minha alma é carregada ao ar livre,

Soprada em todas as direções Oh amor, por amizade, por ti.

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