Na Praia à Noite

Na Praia à Noite

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praia, montanha e nuvens

praia, montanha e nuvens

Na praia à noite,

Está uma criança com seu pai,

Observando o leste, o céu outonal.

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Escuridão acima,

Enquanto nuvens vorazes, nuvens funerais, em negras massas se espalhando,

Baixam soturnas e rápidas em diagonal céu abaixo,

Em meio a um claro cinturão transparente de éter ainda remanescente no leste,

Ascende grande e calmo o astro-mor Júpiter,

E bem pertinho, só um pouquinho acima,

Nadam as delicadas irmãs as Plêiades[1].

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Da praia a criança que segura a mão de seu pai,

Essas nuvens funerais que baixam vitoriosas a devorar tudo em breve,

Observando, silenciosamente chora.

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Não chores, criança,

Não chores, minha amada,

Com estes beijos deixe-me remover tuas lágrimas,

As nuvens vorazes não serão mais vitoriosas,

Elas não mais possuirão o céu, elas devoram as estrelas apenas em aparência,

Júpiter emergirá, sejas paciente, observa de novo uma outra noite, as Plêiades emergirão,

Elas são imortais, todas essas estrelas prateadas e douradas brilharão de novo,

As grandes estrelas e as pequenas brilharão de novo, elas resistem,

Os vastos sóis imortais e as melancólicas luas super-resistentes brilharão novamente.

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Então criança querida lamentas só por Júpiter?

Consideras somente o enterro das estrelas?

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Algo há,

(Com meus lábios te acalmando, acrescentando sussurro,

Dou-te a primeira sugestão, o problema e a dissimulação,)

Algo há mais imortal até que as estrelas,

(Muitos os enterros, muitos os dias e noites, falecendo,)

Algo que resistirá mais até que Júpiter lustroso,

Mais que sol ou qualquer satélite giratório,

Ou as radiantes irmãs as Plêiades.


[1] Grupo de sete estrelas (sete-estrelo) que faz parte da constelação de Touro. Na mitologia grega, elas são as sete filhas de Atlas que foram metamorfoseadas em estrelas.

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