Lágrimas
Lágrimas
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Lágrimas! lágrimas! lágrimas!
Na noite, em solidão, lágrimas,
Na alva praia pingando, pingando, absorvida pela areia,
Lágrimas, nem uma estrela brilhando, tudo sombrio e solitário,
Úmidas lágrimas dos olhos de uma cabeça encoberta;
Oh quem é aquele fantasma? aquela forma na sombra, com lágrimas?
Que massa disforme é aquela, curvada, agachada lá na areia?
Lágrimas vertentes, soluçantes lágrimas, angústias, engasgadas com brados selvagens;
Oh tormenta, encarnada, se erguendo, disparando em passos rápidos pela praia!
Oh tormenta noturna selvagem e sinistra, com vento—Oh vazante e desesperado!
Oh sombra tão sóbria e digna de dia, com sereno semblante e regulado ritmo,
Mas ausente à noite quando voas, ninguém olhando—Oh aí então o alastrado oceano,
De lágrimas! lágrimas! lágrimas!
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2 Responses to “Lágrimas”
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[...] Lágrimas [...]
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[...] Lágrimas July 19th, 2010 | Autor: Gentil | Edit Eis o áudio do poema Lágrimas, do livro Detrito [...]