Lágrimas

Lágrimas

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pássaro migratório

pássaro migratório

Lágrimas! lágrimas! lágrimas!

Na noite, em solidão, lágrimas,

Na alva praia pingando, pingando, absorvida pela areia,

Lágrimas, nem uma estrela brilhando, tudo sombrio e solitário,

Úmidas lágrimas dos olhos de uma cabeça encoberta;

Oh quem é aquele fantasma? aquela forma na sombra, com lágrimas?

Que massa disforme é aquela, curvada, agachada lá na areia?

Lágrimas vertentes, soluçantes lágrimas, angústias, engasgadas com brados selvagens;

Oh tormenta, encarnada, se erguendo, disparando em passos rápidos pela praia!

Oh tormenta noturna selvagem e sinistra, com vento—Oh vazante e desesperado!

Oh sombra tão sóbria e digna de dia, com sereno semblante e regulado ritmo,

Mas ausente à noite quando voas, ninguém olhando—Oh aí então o alastrado oceano,

De lágrimas! lágrimas! lágrimas!

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