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	<title>Poesia de Whitman &#187; 01. FOLHAS DE RELVA</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>O poema-ep&#237;grafe de Folhas de Relva</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 21:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, este &#233; o poema que Whitman escreveu para ser a ep&#237;grafe de sua obra (a partir da edi&#231;&#227;o de 1876), ou seja, o texto de introdu&#231;&#227;o de suas composi&#231;&#245;es. Curiosamente, este termo significa um texto breve, em forma de inscri&#231;&#227;o, que abre uma composi&#231;&#227;o maior. E o primeiro livro de Folhas de Relva &#233; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Caros leitores,</p>
<p>este &eacute; o <strong>poema que Whitman</strong> escreveu para ser a <strong>ep&iacute;grafe de sua obra </strong>(a partir da edi&ccedil;&atilde;o de 1876), ou seja, o texto de introdu&ccedil;&atilde;o de suas composi&ccedil;&otilde;es. Curiosamente, este termo significa um texto breve, em forma de inscri&ccedil;&atilde;o, que abre uma composi&ccedil;&atilde;o maior. E o primeiro livro de <em>Folhas de Relva</em> &eacute; intitulado <em><a title="os poemas deste livro" href="http://poesiadewhitman.com/category/inscricoes" target="_blank">INSCRI&Ccedil;&Otilde;ES</a></em>! O bardo norte-americano sempre teve um imenso cuidado com seu legado, que aqui transponho para nossa l&iacute;ngua.</p>
<p>***</p>
<p>EP&Iacute;GRAFE</p>
<p>Vem, disse minha Alma,<br />
Tais versos a meu Corpo vamos escrever, (pois somos um),<br />
Que eu retornasse ap&oacute;s a morte invisivelmente,<br />
Ou, muito, muito adiante, em outras esferas,<br />
L&aacute; a algum grupo de parceiros retomando os cantos,<br />
(Marcando o solo, &aacute;rvores, ventos, ondas tumultuosas da Terra,)<br />
Sempre com sorriso satisfeito poderei seguir,<br />
Sempre e sempre ainda reconhecendo os versos &#8211; como, primeiro, eu, aqui e agora,<br />
Assinando por Alma e Corpo, aponho-lhes meu nome,</p>
<p><strong>Walt Whitman</strong></p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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		<title>FOLHAS DE RELVA</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 14:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[01. FOLHAS DE RELVA]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia de Whitman]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta se&#231;&#227;o cont&#233;m os livros e poemas de Folhas de Relva que trabalhei em minha tese de Marietta Alboni doutoramento (SARAIVA, 2008). Ap&#243;s muito polimento, eles est&#227;o agora sendo apresentados para aprecia&#231;&#227;o p&#250;blica (eles est&#227;o listados em categorias pelos t&#237;tulos). Como todos sabemos, o trabalho de um tradutor nunca est&#225; terminado, pois toda vez que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Esta <strong>se&ccedil;&atilde;o</strong> cont&eacute;m os <strong>livros e poemas </strong>de <em>Folhas de Relva</em> que trabalhei em minha tese de</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 258px"><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7e/Marietta_Alboni_by_Charles_Vogt.jpg"><img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7e/Marietta_Alboni_by_Charles_Vogt.jpg" alt="Marietta Alboni" width="248" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Marietta Alboni</p></div>
<p style="text-align: justify;">doutoramento (SARAIVA, 2008). Ap&oacute;s muito polimento,  eles est&atilde;o agora sendo apresentados para aprecia&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (eles est&atilde;o listados em categorias pelos t&iacute;tulos). Como todos sabemos, o trabalho de um tradutor nunca est&aacute; terminado, pois toda vez que se revisam os textos se encontram erros que eram invis&iacute;veis antes. No entanto, pelo menos posso apresentar o texto agora em sua vers&atilde;o final atual (2008). Naturalmente, os textos dos <strong>poemas/livros </strong>ser&atilde;o re-trabalhados toda vez que houver oportunidade para tal, como fiz com os livros que traduzi para o meu mestrado (“Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo,” “Descendentes de Ad&atilde;o,” e “C&aacute;lamo”; SARAIVA, 1995), e feitas corre&ccedil;&otilde;es para futuras edi&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro desta id&eacute;ia, ser&atilde;o colocadas notas de rodap&eacute; e coment&aacute;rios quando forem convenientes ou necess&aacute;rios para uma melhor compreens&atilde;o de seu conte&uacute;do. A prop&oacute;sito, o poema “Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando” (“Out of the Cradle Endlessly Rocking”) tinha aparecido como um anexo em minha disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado (SARAIVA, 1995, p.162), j&aacute; que ele tinha sido referido naquele trabalho como uma express&atilde;o do amor de <strong>Whitman</strong> pela <strong>&oacute;pera</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O pr&oacute;prio poeta disse que ele devia muito &agrave; &oacute;pera e at&eacute; afirmou que n&atilde;o teria escrito <em>Folhas de Relva</em> se n&atilde;o tivesse sido “saturado” por esta experi&ecirc;ncia musical. Conseq&uuml;entemente, h&aacute; tra&ccedil;os desta experi&ecirc;ncia em seus poemas, especialmente em “Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando”, que formalmente &eacute; uma <strong>&aacute;ria</strong>. <strong>Whitman</strong> admirava especialmente <a title="a uma certa cantatrice" href="http://poesiadewhitman.com/?p=100" target="_blank">Marietta Alboni</a> (1826-1894), “a maior soprano [e contralto] coloratura da hist&oacute;ria da &oacute;pera”, cujas performances em Nova Iorque foram todas assistidas por ele;<strong> Geremia Bettini</strong>, o tenor; e <strong>Giuseppe Verdi</strong> (1813-1901), o compositor. Naturalmente, como um amante da &oacute;pera, <strong>Whitman</strong> adora <strong>Gioachino Rossini </strong>tamb&eacute;m (1792-1868), que tinha sido o mestre de Verdi. Em seus anos nova-iorquinos, o poeta foi levado &agrave;s l&aacute;grimas por estes artistas maravilhosos, um fato que ele recordava com alegria em sua velhice (ALLEN, 1955, pp.113-5).</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade, esses artistas s&atilde;o mencionados por Whitman em um outro poema, “Proud Music of the Storm” (“Orgulhosa M&uacute;sica da Tempestade”), que lembra uma “abertura oper&aacute;tica” (um prel&uacute;dio), na qual Alboni &eacute; descrita como “O orbe lustroso, V&ecirc;nus contralto, a m&atilde;e florescente, / Irm&atilde; dos deuses mais altos” (WHITMAN, 2002, pp.339-45). O <strong>poema </strong>“Do Ber&ccedil;o Infindamente Embalando” foi tamb&eacute;m recriado. Na verdade, todo o conjunto de <em>DETRITO-MARINHO</em> foi recriado e est&aacute; inclu&iacute;do nesta edi&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Se h&aacute; um aspecto do <strong>romantismo</strong> que foi compartilhado por <strong>Whitman </strong>sem a menor sombra de d&uacute;vida, certamente foi o amor pela m&uacute;sica. Apontamos em nossa tese a rela&ccedil;&atilde;o ou rea&ccedil;&atilde;o de Whitman contra algumas das caracter&iacute;sticas rom&acirc;nticas, tais como morbidez e a falta de envolvimento com problemas sociais, no entanto, no campo da m&uacute;sica, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; exatamente a oposta.</p>
<p style="text-align: justify;">N&atilde;o que Whitman concordasse com os rom&acirc;nticos que a m&uacute;sica fosse “a mais rom&acirc;ntica de todas as artes” (SCHENK, 1979, p.201), mas porque ele acreditava no “poder da m&uacute;sica para agitar” sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, isto &eacute;, a m&uacute;sica tinha para ele um “apelo incompar&aacute;vel &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es”, muito embora os rom&acirc;nticos “em geral preferissem viver como se fosse no passado ou no futuro” e a “m&uacute;sica constitu&iacute;a a esfera na qual o presente poderia ser melhor experienciado num tipo de sonho encantado” (1979, pp.231-2). A seguinte passagem da se&ccedil;&atilde;o 26 de “Can&ccedil;&atilde;o de Mim Mesmo” ilustrar&aacute; este t&oacute;pico:</p>
<p>Ou&ccedil;o o violoncelo, (&eacute; a queixa do cora&ccedil;&atilde;o do jo­vem,)</p>
<p>Ou&ccedil;o a corneta afinada, ela desliza veloz pelos meus ouvidos,</p>
<p>Ela provoca doce-doidas pontadas no meu abdome e peito.</p>
<p>Ou&ccedil;o o coro, &eacute; uma &oacute;pera dram&aacute;tica,</p>
<p>Ah isto de fato &eacute; m&uacute;sica – isto condiz comigo.</p>
<p>Um tenor grandioso e recente como a cria&ccedil;&atilde;o me preenche,</p>
<p>A esf&eacute;rica flex&atilde;o de sua boca extravasa e me preenche plenamente.</p>
<p>Ou&ccedil;o a soprano preparada (que &eacute; este trabalho junto ao dela?)</p>
<p>A orquestra me lan&ccedil;a mais longe que o v&ocirc;o de Urano,</p>
<p>Ela arranca uns ardores de mim que eu n&atilde;o sabia que possu&iacute;a,</p>
<p>Ela me singra, agito os p&eacute;s descal&ccedil;os, eles s&atilde;o lambidos pelas ondas indolentes,</p>
<p>Sou cortado por amargo e raivoso granizo, per­co o f&ocirc;lego,</p>
<p>Imersa em melosa morfina, minha traqu&eacute;ia sufocou nas voltas<a href="#_ftn1">[1]</a> da morte,</p>
<p>Por fim afrouxou de novo para sentir o enigma dos enigmas,</p>
<p>E a isso chamamos Ser.</p>
<p>(SARAIVA, 1995, pp.30-1)</p>
<p style="text-align: justify;">Este trecho mostra enfaticamente os “ardores” que o poeta n&atilde;o sabia que possu&iacute;a. Isto est&aacute; de acordo com o poder da m&uacute;sica ressaltado pelos rom&acirc;nticos, o que torna a m&uacute;sica uma arte divina, que nos mostra a n&oacute;s mesmos o que era previamente desconhecido em n&oacute;s mesmos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Parafraseando as palavras de Whitman sobre a edi&ccedil;&atilde;o de 1891-92 de <em>Folhas de Relva</em>, deixarei que o mundo julgue o que &eacute; apresentado neste volume; quanto a mim, como tradutor, estou contente com o trabalho feito. E muito feliz de ter tido a oportunidade de faz&ecirc;-lo. A prop&oacute;sito, o texto que &eacute; utilizado aqui como fonte para esta tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; a <strong>Edi&ccedil;&atilde;o de 1891-92</strong>, conhecida como a <strong>Edi&ccedil;&atilde;o autorizada</strong> ou de<strong> Leito de Morte</strong>, publicada pela Norton Critical Editions, e &eacute; uma edi&ccedil;&atilde;o anotada (WHITMAN, 2002).</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> Voltas da corda em volta do pesco&ccedil;o.</p>
<p>***</p>
</div><div style='clear:both'></div>]]></content:encoded>
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