22. À BEIRA DA ESTRADA
Mulheres Bonitas
Mulheres Bonitas
Mulheres repousam ou mexem-se de um lado para outro, algumas idosas, outras jovens,
O Gracejo das Águias
O Gracejo das Águias
Contornando a estrada do rio (meu passeio matinal, minha folga)
Subindo no ar um súbito som abafado, o gracejo das águias,
O impetuoso contato sensual alto no espaço, ao mesmo tempo,
As garras fixantes entrelaçantes, uma roda viva, feroz, girante,
O bater de quatro asas, dois bicos, uma massa em torvelinho se agarrando compacta,
Em profusos círculos acrobáticos rotativos, caindo em linha reta,
Até que suspensa sobre o rio, a dupla agora um, a calmaria de um momento,
Um balanço imóvel quieto no ar, depois partindo, afrouxando as presas,
Para cima de novo em firme-lentas oblíquas penas, seu vôo distinto separado,
Ela o dela, ele o dele, prosseguindo.
Eu Sento-me e Examino
Eu Sento-me e Examino
Eu sento-me e examino todas as mágoas do mundo, e toda opressão e vergonha,