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	<title>Poesia de Whitman &#187; 11. Nossa Antiga Feuillage</title>
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	<description>As Folhas de Relva de Walt Whitman</description>
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		<title>Coment&#225;rio ao poema Nossa Antiga Folhagem</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[11. Nossa Antiga Feuillage]]></category>

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		<description><![CDATA[O poema “Nossa Antiga Feuillage (Folhagem)”  (“Our Old Feuillage”), publicado em 1860, mas provavelmente escrito em 1856, foi composto por Whitman para ser o “Poema Nacional” (“National Poem”), conforme ele mesmo declarou (WHITMAN, 2002, p.145). Este poema &#233; um cat&#225;logo de cenas, lugares, pessoas e atmosferas de toda parte dos Estados Unidos, uma cole&#231;&#227;o, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">O <strong>poema</strong> “<strong><a title="poema" href="http://poesiadewhitman.com/nossa-antiga-folhagem.html" target="_blank">Nossa Antiga Feuillage</a></strong><strong> (Folhagem)</strong>”  (“<strong>Our Old Feuillage</strong>”), publicado em 1860, mas provavelmente escrito em 1856, foi composto por <strong>Whitman </strong>para ser o “<strong>Poema Nacional</strong>” (“<strong>National Poem</strong>”), conforme ele mesmo declarou (WHITMAN, 2002, p.145). Este poema &eacute; um cat&aacute;logo de cenas, lugares, pessoas e atmosferas de toda parte dos <strong>Estados Unidos</strong>, uma cole&ccedil;&atilde;o, um buqu&ecirc; da <strong>folhagem americana</strong>, que deveria ser reunida para formar uma <strong>identidade nacional &uacute;nica</strong>, como ele canta no final do poema.</p>
<p style="text-align: justify;">O poema de fato parece uma densa floresta de palavras, sons, significados, todos crescendo densamente juntos: s&atilde;o mais de quatro p&aacute;ginas, sem subdivis&otilde;es, e versos que s&atilde;o mais longos do que &eacute; usual em sua poesia, que j&aacute; tem versos longos (brancos ou livres). A maioria dos versos neste poema tem duas, e muitos deles tr&ecirc;s, quatro e at&eacute; cinco linhas. Mas isso tamb&eacute;m &eacute; uma caracter&iacute;stica de Whitman, o fato de trazer a natureza para dentro de sua poesia: al&eacute;m de ter crescido ao ar livre, ele gostava de caminhar em meio &agrave; <strong>natureza</strong>, ouvindo os animais e aves, principalmente <strong>o canto dos p&aacute;ssaros,</strong> como ele retrata em muitos poemas.</p>
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		<title>Nossa Antiga Feuillage</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[11. Nossa Antiga Feuillage]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa Antiga Feuillage* (Nossa Antiga Folhagem) Sempre nossa antiga feuillage! Sempre a verde pen&#237;nsula da Fl&#243;rida—sempre o delta inestim&#225;vel de Louisiana—sempre os algodoais do Alabama e Texas, Sempre as colinas e vales dourados da Calif&#243;rnia, e as montanhas prateadas do Novo M&#233;xico—sempre Cuba de amenas aragens, Sempre o vasto declive drenado pelo mar do Sul, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p align="center"><strong>Nossa Antiga Feuillage*</strong></p>
<p align="center">
<p style="text-align: center;"><strong> (Nossa Antiga Folhagem)</strong></p>
<p>Sempre nossa antiga feuillage!</p>
<p>Sempre a verde pen&iacute;nsula da Fl&oacute;rida—sempre o delta inestim&aacute;vel de Louisiana—sempre os algodoais do Alabama e Texas,</p>
<p>Sempre as colinas e vales dourados da Calif&oacute;rnia, e as montanhas prateadas do Novo M&eacute;xico—sempre Cuba de amenas aragens,</p>
<p>Sempre o vasto declive drenado pelo mar do Sul, insepar&aacute;vel dos declives drenados pelos mares Orientais e Ocidentais,</p>
<p>A &aacute;rea no octog&eacute;simo terceiro ano destes Estados, os tr&ecirc;s milh&otilde;es e meio de milhas quadradas,</p>
<p>As dezoito mil milhas de costa mar&iacute;tima e a enseada no continente, as trinta mil milhas de navega&ccedil;&atilde;o fluvial,</p>
<p>Os sete milh&otilde;es de fam&iacute;lias distintas e o mesmo n&uacute;mero de moradias—sempre estas, e mais, se ramificando em in&uacute;meros ramos,</p>
<p>Sempre a extens&atilde;o e diversidade—sempre o continente da Democracia;</p>
<p>Sempre as pradarias, pastos, florestas, vastas cidades, viajantes, Kanad&aacute;, as neves;</p>
<p>Sempre estas terras compactas atadas nos quadris com o cinto retesando os enormes lagos ovais;</p>
<p>Sempre o Oeste com fortes nativos, a densidade crescente l&aacute;, os habitantes, simp&aacute;ticos, amea&ccedil;adores, ir&ocirc;nicos, desdenhando invasores;</p>
<p>Todas vistas, Sul, Norte, Leste—todas a&ccedil;&otilde;es, promiscuamente feitas o tempo todo,</p>
<p>Todos car&aacute;teres, movimentos, crescimentos, alguns notados, mir&iacute;ades despercebidos,</p>
<p>Pelas ruas de Mannahatta eu caminhando, estas coisas colhendo,</p>
<p>Em rios interiores &agrave; noite no clar&atilde;o de n&oacute;s de pinho, barcos a vapor carregando,</p>
<p>Luz solar de dia no vale do Susquehanna, e nos vales do Potomac e Rappahannock, e nos vales do Roanoke e Delaware,</p>
<p>Nas selvas nortistas feras de rapina assombrando os montes Adirondacks, ou bordejando as &aacute;guas do Saginaw para beber,</p>
<p>Numa erma angra um merganso perdido do bando, sentado na &aacute;gua balan&ccedil;ando silenciosamente,</p>
<p>Em galp&otilde;es de fazendeiros bois no est&aacute;bulo, seu trabalho de colheita feito, descansam de p&eacute;, est&atilde;o cansados demais,</p>
<p>Longe no gelo &aacute;rtico a morsa jaz sonolenta enquanto seus filhotes brincam,</p>
<p>O falc&atilde;o navegando onde homens ainda n&atilde;o navegaram, o mar polar mais distante, ondulado, cristalino, aberto, al&eacute;m das banquisas,</p>
<p>Branco turbilh&atilde;o se erguendo onde o navio se arroja na tempestade,</p>
<p>Em terra s&oacute;lida o que &eacute; feito em cidades quando os sinos batem meia-noite juntos,</p>
<p>Em bosques primitivos os sons soando l&aacute; tamb&eacute;m, o uivo do lobo, o grito da pantera, e o rouco berro do alce,</p>
<p>No inverno embaixo do duro gelo azul do lago Moosehead, no ver&atilde;o vis&iacute;vel nas &aacute;guas claras, a grande truta nadando,</p>
<p>Em latitudes mais baixas no ar mais quente nas Carolinas o grande gavi&atilde;o preto flutuando lentamente bem al&eacute;m das copas das &aacute;rvores,</p>
<p>Abaixo, o cedro vermelho festonado de tylandria<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn1">[1]</a>, os pinheiros e ciprestes crescendo da    areia branca que se espraia distante e plana,</p>
<p>Barcos toscos descendo o grande Pedee<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn2">[2]</a>, trepadeiras, parasitas com flores coloridas e bagas envolvendo &aacute;rvores enormes,</p>
<p>A cortina ondulante no carvalho americano pendendo longa e baixa, silentemente ondulada pelo vento,</p>
<p>O acampamento de carreteiros da Ge&oacute;rgia logo ap&oacute;s o poente, as fogueiras da ceia e o cozer e comer de brancos e negros<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn3">[3]</a>,</p>
<p>Trinta ou quarenta grandes carretas, as mulas, gado, cavalos, comendo em cochos,</p>
<p>As sombras, lampejos, acima sob as folhas dos velhos pl&aacute;tanos, as chamas com a fuma&ccedil;a preta do pinheiro<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn4">[4]</a> se anelando e subindo;</p>
<p>Pescadores sulistas pescando, os estreitos e angras do litoral da Carolina do Norte, a pesca de s&aacute;vel<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn5">[5]</a> e a pesca de arenque, as grandes redes de arrasto, os sarilhos na praia movidos a cavalos, as clareiras, cura, e f&aacute;bricas de enlatados;</p>
<p>No seio da floresta em bosques de pinheiro terebintina<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn6">[6]</a> pingando das incis&otilde;es nas &aacute;rvores, h&aacute; os trabalhos com terebintina,</p>
<p>H&aacute; negros saud&aacute;veis trabalhando, o ch&atilde;o em todas as dire&ccedil;&otilde;es &eacute; coberto de palha de pinheiro;</p>
<p>No Tennessee e Kentucky escravos ocupados com carvoaria, na forja, junto &agrave;s chamas da fornalha ou na descasca do milho,</p>
<p>Em Virg&iacute;nia, o filho do colono retornando ap&oacute;s longa aus&ecirc;ncia, alegremente recebido e beijado pela idosa enfermeira mulata,</p>
<p>Em rios barqueiros seguramente atracados ao anoitecer em seus barcos sob o abrigo de altas margens,</p>
<p>Alguns dos mais jovens dan&ccedil;am ao som do banjo ou violino, outros sentam na amurada fumando e conversando;</p>
<p>De tardinha o tordo-dos-rem&eacute;dios, o imitador americano, cantando no Grande P&acirc;ntano Sombrio<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn7">[7]</a>,</p>
<p>H&aacute; as &aacute;guas esverdeadas, o odor resinoso, o musgo f&eacute;rtil, o cipreste e o zimbro;</p>
<p>Ao norte, jovens de Mannahatta, a guarni&ccedil;&atilde;o retornando ao lar &agrave; noite de uma excurs&atilde;o, as bocas dos mosquetes todas t&ecirc;m feixes de flores presenteados por mulheres;</p>
<p>Crian&ccedil;as brincando, ou no colo do pai um menininho ca&iacute;do no sono, (como movem seus l&aacute;bios! como sorri em seu sono!)</p>
<p>O batedor cavalgando nas plan&iacute;cies a oeste do Mississippi, ele sobe um c&ocirc;moro e varre o espa&ccedil;o com a vista;</p>
<p>Vida na Calif&oacute;rnia, o mineiro, barbudo, trajado em seu traje rude, a leal amizade da Calif&oacute;rnia, o doce ar, os t&uacute;mulos que um passante encontra solit&aacute;rio bem ao lado da trilha;</p>
<p>L&aacute; no Texas o algodoal, as cabanas dos negros, condutores conduzindo mulas ou bois &agrave; frente de rudes carro&ccedil;as, fardos de algod&atilde;o empilhados em margens e cais;</p>
<p>Circundando tudo, dardejando extensamente, a Alma Americana, com hemisf&eacute;rios iguais, um Amor, outro Expans&atilde;o ou Orgulho;</p>
<p>No passado o acordo de paz com os Iroqueses os abor&iacute;gines, o calumet<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn8">[8]</a>, o cachimbo da boa-vontade, arbitramento e endosso,</p>
<p>O cacique soprando a fuma&ccedil;a primeiro para o sol e ent&atilde;o para a terra,</p>
<p>O drama da dan&ccedil;a do escalpo encenada com rostos pintados e exclama&ccedil;&otilde;es guturais,</p>
<p>A partida do grupo de guerra, a marcha longa e furtiva,</p>
<p>A fila indiana, as machadinhas oscilantes, a surpresa e matan&ccedil;a de inimigos;</p>
<p>Todos os atos, cenas, modos, pessoas, atitudes destes Estados, reminisc&ecirc;ncias, institui&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>Todos estes Estados compactos, toda milha quadrada destes Estados sem excetuar uma part&iacute;cula;</p>
<p>Eu satisfeito, vagueando em veredas e campos do interior, campos de Paumanok,</p>
<p>Observando o v&ocirc;o espiral de duas pequenas borboletas amarelas se embaralhando,  ascendendo alto no ar,</p>
<p>A andorinha dardejante, a destruidora de insetos, o viajante de outono em dire&ccedil;&atilde;o ao sul mas retornando ao norte no in&iacute;cio da primavera,</p>
<p>O jovem campeador ao fim do dia tocando o rebanho de vacas e gritando com elas quando retardam para pastar &agrave; beira da estrada,</p>
<p>O cais da cidade, Boston, Filad&eacute;lfia, Baltimore, Charleston, Nova Orleans, S&atilde;o Francisco,</p>
<p>Os navios de partida quando os marinheiros viram o cabrestante;</p>
<p>Noite—eu em meu quarto—o sol poente,</p>
<p>O sol poente de ver&atilde;o brilhando em minha janela aberta, mostrando o enxame de moscas, suspenso, se equilibrando no ar no centro do quarto, dardejando obliquamente, acima e  abaixo, lan&ccedil;ando sombras r&aacute;pidas em manchas na parede oposta onde o brilho est&aacute;;</p>
<p>A matrona americana atl&eacute;tica falando em p&uacute;blico para multid&otilde;es de ouvintes,</p>
<p>Machos, f&ecirc;meas, imigrantes, combina&ccedil;&otilde;es, a copiosidade, a individualidade dos Estados, cada um por si mesmo—os enriquecedores,</p>
<p>F&aacute;bricas, maquinaria, as for&ccedil;as mec&acirc;nicas, o sarilho, alavanca, polia, todas certezas,</p>
<p>A certeza de espa&ccedil;o, aumento, liberdade, futuridade,</p>
<p>No espa&ccedil;o as Esp&oacute;rades<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn9">[9]</a>, as ilhas espalhadas, as estrelas—na firme terra, as terras, minhas terras,</p>
<p>Oh terras! todas t&atilde;o queridas pra mim—o que v&oacute;s sois, (o que for,) eu expressando isso ao acaso nestas can&ccedil;&otilde;es, torna-se uma parte disso, o que for,</p>
<p>Para o sul, eu guinchando, com asas lenti-adejantes, com as mir&iacute;ades de gaivotas invernando no litoral da Fl&oacute;rida,</p>
<p>Diferentemente l&aacute; entre as margens do Arkansaw, do Rio Grande, do Nueces, do Brazos, do Tombigbee, do Rio Vermelho, do Saskatchawan ou do Osage, eu com as &aacute;guas primaveris rindo e saltando e correndo,</p>
<p>Para o norte, nas areias, em alguma rasa ba&iacute;a de Paumanok, eu com grupos de alvas gar&ccedil;as patinhando no molhado em busca de minhocas e plantas aqu&aacute;ticas,</p>
<p>Recuando, triunfalmente trinando, o tirano, de perfurar o corvo com seu bico, por divers&atilde;o—e eu triunfalmente trinando,</p>
<p>O bando migrante de gansos selvagens pousando no outono para se refrescar, o grosso do bando se alimenta, as sentinelas fora se deslocam vigiando com cabe&ccedil;as eretas, e s&atilde;o de vez em quando rendidas por outras sentinelas—e eu me alimentando e alternando  com os demais,</p>
<p>Em florestas Kanadianas o alce, grande como um boi, acuado por ca&ccedil;adores, se erguendo desesperadamente nas patas traseiras, e lan&ccedil;ando-se com as patas dianteiras, os cascos afiados como facas—e eu, lan&ccedil;ando-me aos ca&ccedil;adores, acuado e desesperado,</p>
<p>Em Mannahatta, ruas, molhes, remessa, armaz&eacute;ns, e os incont&aacute;veis trabalhadores trabalhando nas lojas,</p>
<p>E eu tamb&eacute;m de Mannahatta, cantando isso—e n&atilde;o menos em mim que o todo de Mannahatta em si,</p>
<p>Cantando a can&ccedil;&atilde;o Destas, minhas sempre-unidas terras—meu corpo n&atilde;o mais inevitavelmente unido, parte a parte, e feito de mil contribui&ccedil;&otilde;es diversas uma identidade, n&atilde;o mais que minhas terras est&atilde;o inevitavelmente unidas e feitas UMA IDENTIDADE;</p>
<p>Natividades, climas, a relva das grandes Plan&iacute;cies pastoris,</p>
<p>Cidades, labutas, morte, animais, produtos, guerra, bem e mal—estes eu,</p>
<p>Estes conferindo, em todos seus particulares, a antiga feuillage a mim e &agrave; Am&eacute;rica, como posso fazer menos que passar a evid&ecirc;ncia<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn10">[10]</a> da uni&atilde;o deles, para conferir o mesmo a ti?</p>
<p>Quem sejas! que fazer exceto oferecer-te divinas folhas, que sejas tamb&eacute;m prefer&iacute;vel<a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftn11">[11]</a> como eu?</p>
<p>Que fazer exceto aqui cantando, convidar-te a recolher buqu&ecirc;s da feuillage incompar&aacute;vel destes Estados?</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<hr size="1" /><em>*Feuillage</em>: do franc&ecirc;s, folhagem, ou seja, conjunto de folhas das &aacute;rvores (ingl&ecirc;s: “foliage”), que tamb&eacute;m &eacute; uma met&aacute;fora para a obra do poeta, <em>Folhas de Relva</em>.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref1">[1]</a> A grafia correta em ingl&ecirc;s &eacute;: “tillandsia”, que &eacute; uma bromel&iacute;dia, ou musgo espanhol; em portugu&ecirc;s, til&acirc;ndsia. Preferimos manter a grafia original no texto, pois &eacute; a grafia peculiar de Whitman para a palavra que causa o estranhamento.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref2">[2]</a> Certamente o “Pee Dee River”, um rio na Carolina do Sul.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref3">[3]</a> No original, “negroes”.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref4">[4]</a> “Pitch Pine” (Pinus r&iacute;gida) &eacute; o pinheiro que produz pez, piche, breu.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref5">[5]</a> Do g&ecirc;nero Alosa, da mesma fam&iacute;lia do arenque.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref6">[6]</a> &Eacute; o nome comum das resinas extra&iacute;das de con&iacute;feras.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref7">[7]</a> No original, “Dismal Swamp”, regi&atilde;o pantanosa (“swamp” = p&acirc;ntano, brejo, charco; “dismal” = sombrio, l&uacute;gubre) dos estados da Carolina do Norte e Virg&iacute;nia.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref8">[8]</a> Do latim tardio, “<tt>calamellus”</tt>, diminutivo do latim <tt>calamus</tt>, “reed”<em> </em>(em ingl&ecirc;s), do grego “<tt>kalamos”, a mesma palavra para cani&ccedil;o, c&aacute;lamo, cana, flauta, que &eacute; o t&iacute;tulo de um dos livros de <em>Folhas de Relva</em>, “C&aacute;lamo”. Neste contexto, &eacute; o cachimbo da paz, fumado pelos &iacute;ndios em cerim&ocirc;nias ou eventos especiais.</tt></p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref9">[9]</a> Esta palavra vem do adjetivo grego “sporas”, que significa espalhado, que &eacute; usado para designar um grupo de ilhas gregas, as Esp&oacute;rades Setentrionais, assim como &eacute; usado no poema para falar das estrelas espalhadas no c&eacute;u.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref10">[10]</a> No original, “clew”, ou seja, novelo, evid&ecirc;ncia, pista, dica, indica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><a href="file:///D:/Meus%20Documentos/TRADU%C3%87%C3%95ES%20DOUTORADO/TESE%20CORRIGIDA/tese%20em%20pdf/CHAPTER%204%20POEMS%20revised.doc#_ftnref11">[11]</a> No original, “eligible”, quer dizer, “eleg&iacute;vel”, aceit&aacute;vel, apropriado, apto, qualificado, habilitado, ou seja, que pode ser escolhido. Algo como escolh&iacute;vel ou prefer&iacute;vel.</p>
<p>***</p>
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