Canção de Mim Mesmo, parte 8
8
O pequenino dorme em seu berço,
Ergo a gaze e olho longamente e em silêncio espanto moscas com minha mão.
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O garoto e a garota de rosto-corado sobem a colina cerrada,
Vigilante, os avisto do topo.
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O suicida se estatela no chão sangrento do quarto,
Observo o cadáver com o cabelo salpicado, noto onde a pistola caiu.
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A tagarelice da calçada, rodas de carros, som de solado de botas, papo de pedestres,
O ônibus pesado, o condutor com seu polegar interrogante, o tinido dos cavalos ferrados no chão de granito,
Os trenós, tilintando, piadas gritadas, golpes de bolas de neve,
Vivas para favoritos populares, a fúria de turbas despertadas,
A aba da liteira, dentro um doente carregado ao hospital,
O encontro de inimigos, o juramento repentino, socos e queda,
A multidão excitada, o policial com sua estrela rápido abrindo passagem ao centro da multidão,
As pedras impassíveis que recebem e devolvem tantos ecos,
O que geme com alimento em demasia ou meio-esfomeado que cai de insolação ou em espasmos,
Que exclamações de mulheres aflitas que de repente correm para casa e dão à luz bebês,
Que discurso vivo e oculto está sempre vibrando aqui, o que uiva refreado pelo decoro,
Capturas de criminosos, desfeitas, ofertas adúlteras feitas, aceitações, rejeições com lábios convexos,
Tudo isso cuido ou a mostra ou ressonância disso – chego e parto.
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One Response to “Canção de Mim Mesmo, parte 8”
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