Canção de Mim Mesmo, parte 6
6
Um menino disse O que é a relva? trazendo-a para mim com as mãos cheias;
Como eu podia responder ao menino? Não sei o que ela é assim como ele.
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Suponho que seja a flâmula do meu ânimo, cerzida em esperançoso tecido verde.
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Ou suponho que seja o lenço do Senhor,
Um presente perfumado e uma lembrança deliberadamente largados,
Portando o nome do dono de algum modo nos cantos, que possamos ver e comentar, e dizer De Quem?
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Ou suponho que a relva seja em si uma criança, o nenen germinado da vegetação.
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Ou suponho que seja um hieróglifo uniforme,
E significa, Brotando similarmente em áreas largas e estreitas,
Crescendo entre gente negra e branca,
Franco Kanadiano, Virginiano, Congressista, Negro, igual dou-lhes, igual recebo-lhes.
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E ela agora me parece o bonito cabelo sem corte dos túmulos.
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Te usarei ternamente crespa relva,
Talvez tu transpiras dos peitos dos jovens,
Talvez se os tivesse conhecido eu os teria amado,
Talvez tu sejas dos velhos, ou de bebês tirados sem demora dos colos das mães,
E aqui tu és os colos das mães.
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Esta relva é muito escura para vir das cabeças brancas de velhas mães,
Mais escura que as barbas incolores dos velhos,
Escura para vir de sob os tênues céus rubros das bocas.
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Ah, percebo afinal tantas línguas falantes,
E percebo que elas não vêm do céu das bocas por nada.
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Eu queria traduzir os sinais sobre os jovens mortos,
E os sinais sobre velhos e mães, e bebês tirados sem demora de seus colos.
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O que achas que foi feito dos jovens e velhos?
E o que achas que foi feito das mulheres e crianças?
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Estão vivos e bem em algum lugar,
O menor broto mostra que não há morte realmente,
E se alguma vez houve ela levou à vida, e não espera tomá-la no final,
E cessou assim que a vida veio.
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Tudo avança e dilata, nada malogra,
E morrer é diferente do que qualquer um supôs, e mais promissor.
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One Response to “Canção de Mim Mesmo, parte 6”
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