Canção de Mim Mesmo, parte 52
52
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O falcão pintado arremete e me acusa, se queixa da minha lábia e vadiagem.
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Também não sou nem um pouco manso, também sou intraduzível,
Lanço meu bárbaro alarido sobre os telhados do mundo.
A última ventania do dia refreia-se por mim,
Lança minha imagem após as outras e verdadeira como qualquer outra sobre a selva sombria,
Convence-me para o vapor e o poente.
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Parto como o ar, agito meus cachos grisalhos ao sol fugaz,
Transbordo minha carne em turbilhões, e a arrasto em recortes rendados.
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Entrego-me ao solo para brotar da relva que amo,
Se me quiseres de novo, procura-me sob as solas de tuas botas.
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Mal saberás quem sou ou o que pretendo,
Mas serei boa saúde para ti não obstante,
E filtro e fibra em teu sangue.
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Falhando em reaver-me no começo não perde o ânimo,
Errando um local busca em outro,
Paro em algum lugar te aguardando.
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One Response to “Canção de Mim Mesmo, parte 52”
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[...] da unidade com a natureza de várias formas em vários poemas. Uma delas foi na última seção da Canção de Mim Mesmo, em que ele se doa à terra para renascer na relva que [...]