Canção de Mim Mesmo, parte 47

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Sou o instrutor de atletas,

Aquele que por mim expande um peito mais amplo que o meu prova a amplitude do meu,

Quem mais honra meu estilo é quem aprende com ele a destruir o instrutor.

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O moço que amo, o mesmo se torna um homem não atra­vés de poder derivado, mas por si mesmo,

Iníquo em vez de virtuoso por conformidade ou medo,

Apegado à namorada, saboreando bem seu bife,

Amor irrecíproco ou desfeita cortam-lhe mais que fer­ro afiado,

Excelente para cavalgar, lutar, acertar na mosca, navegar um esquife, cantar uma canção ou tocar banjo,

Preferindo cicatrizes e barba e caras marcadas de varíola às cobertas de cremes,

E as bem bronzeadas àquelas que escapam do sol.

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Ensino extravio de mim, mas quem pode se extravi­ar de mim?

Sigo-te sejas quem fores a partir de agora,

Minhas palavras coçam em teus ouvidos até que as entendas.

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Não digo estas coisas por um dólar ou para encher o tempo enquanto espero um barco,

(É tu falando tanto quanto eu, ajo como tua língua,

Tolhida em tua boca, na minha ela começa a ser sol­ta.)

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Juro que nunca mais mencionarei amor ou morte dentro de uma casa,

E juro que nunca me traduzirei em absoluto, somente a ele ou ela que privadamente ficar co­migo ao ar livre.

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Se puderes me entender, vai para picos ou para a praia,

O mosquito mais próximo é uma explicação, e uma que­da ou movimento de ondas uma chave,

O malho, o remo, o serrote, secundam minhas pala­vras.

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Nenhuma sala cerrada ou escola comungam comigo,

Mas rudes e criancinhas mais que elas.

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O jovem mecânico é o mais próximo de mim, ele me conhece bem,

O lenhador que leva machado e botija com ele me le­vará com ele o dia todo,

O jovem fazendeiro arando no campo se alegra ao som de minha voz,

Em navios que navegam minhas palavras navegam, vou com pescadores e marujos e os amo.

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O soldado acampado ou em marcha é meu,

Na noite antes da batalha iminente muitos me buscam, e eu não os frustro,

Nessa noite solene (pode ser sua última) aqueles que me conhecem me buscam.

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Meu rosto se esfrega no rosto do caçador quando ele se deita sozinho em seu cobertor,

O condutor pensando em mim não se importa com o tranco da carroça,

A jovem mãe e a velha mãe me compreendem,

A moça e a esposa repousam a agulha um momento e esquecem onde estão,

Eles e todos retomariam o que lhes contei.

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