Canção de Mim Mesmo, parte 41
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Sou aquele que traz ajuda aos doentes quando arfam deitados,
E a homens fortes eretos trago ainda ajuda mais precisada.
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Ouvi o que foi dito do universo,
Ouvi e ouvi de vários milhares de anos;
Ele está medianamente bem até onde vai – mas isso é tudo?
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Ampliando e aplicando venho eu,
Sobrepujando de saída velhos cautos mascates,
Tomando eu mesmo as exatas dimensões de Jeová,
Litografando Cronos, Zeus seu filho, e Hércules seu neto,
Comprando esboços de Osíris, Ísis, Belus, Brahma, Buda,
Em minha pasta pus Manitu solto, Alá numa folha, o crucifixo estampado,
Com Odin e o hediondo Mexitli e todo ídolo e imagem,
Tomando todos pelo que valem e nem um centavo a mais,
Admitindo que viveram e realizaram a obra de seu tempo,
(Trouxeram ácaros para pássaros implumes que têm agora de subir e voar e cantar sozinhos,)
Aceitando os deíficos rascunhos para preencher melhor em mim mesmo, cedendo-os livremente a cada homem e mulher que vejo,
Descobrindo tanto ou mais num construtor construindo uma casa,
Fazendo exigências maiores por ele lá com suas mangas enroladas batendo macete e formão,
Não se opondo a revelações especiais, considerando uma espiral de fumaça ou um pêlo nas costas de minha mão tão curiosos quanto qualquer revelação,
Rapazes no comando de carros de bombeiros e escadas não menos para mim que os deuses das antigas guerras,
Vendo suas vozes repicar no estrondo da destruição,
Seus membros musculosos passando seguros sobre sarrafos chamuscados, suas alvas testas saem inteiras e intactas das chamas;
Junto à mulher do mecânico com seu nenen à mama intercedendo por cada pessoa nascida,
Três alfanjes na colheita sibilando numa fila de três anjos bem-fornidos com camisas frouxas na cintura,
O cavalariço ruivo de dente torto redimindo pecados passados e futuros,
Vendendo tudo que tem, viajando a pé para pagar advogados para seu irmão e sentar ao seu lado enquanto ele é julgado por falsificação;
O que foi espalhado o mais longe cobrindo a percha quadrada ao meu redor, e não preenchendo a percha quadrada então,
O touro e o besouro nunca venerados o bastante,
Adubo e refugo mais admiráveis do que foi sonhado,
O sobrenatural sem importância, eu mesmo esperando minha hora de ser um dos supremos,
O dia se aprontando para mim quando farei tanto bem quanto os melhores, e serei tão prodigioso quanto;
Fragmentos de minha vida! já me tornando um criador,
Me entregando aqui e agora ao ventre emboscado das sombras.
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