Canção de Mim Mesmo, parte 37
37
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Ei molengas de guarda! cuidai vossas armas!
Nas portas tomadas reunidos! Estou possuído!
Encarno toda presença proscrita ou sofrida,
Me vejo preso moldado como outro homem,
E sinto a dor lerda inintermitida.
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Para mim os guardas de condenados apresentam suas carabinas e vigiam,
Sou eu solto de manhã e barrado à noite.
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Nem um amotinado anda algemado para a prisão sem que me algeme a ele e ande ao seu lado,
(sou menos o festivo aí, e mais o silente com suor em meus lábios crispados.)
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Nem um garoto é levado por furto sem que eu vá também, e sou julgado e sentenciado.
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Nem um paciente de cólera jaz no último suspiro sem que eu jaza no último suspiro,
Meu rosto está cinza, meus nervos retorcem, para longe de mim as pessoas recuam.
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Pedintes se encarnam em mim e estou encarnado neles,
Estico o chapéu, sento acanhado, e mendigo.
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