Canção de Mim Mesmo, parte 19
19
Esta é a refeição posta uniformemente, esta a carne para a fome natural,
É para o iníquo tanto quanto o correto, tenho compromisso com todos,
Não terei uma só pessoa insultada ou relegada,
A manteúda, o filador, ladrão, são pela presente convidados;
O escravo de grosso lábio é convidado, o doente venéreo é convidado;
Não haverá diferença entre eles e os demais.
.
Este o premer de uma tímida mão, este o esvoaçar e o cheiro de cabelo,
Este o toque dos meus lábios nos teus, este o murmúrio de ânsia,
Esta a profundidade distante e a altura refletindo meu próprio rosto,
Esta a refletida fusão de mim mesmo, e a saída de novo.
.
Supões que tenho algum propósito intricado?
Bem, tenho, pois o aguaceiro de Abril tem, e a mica no lado da rocha tem.
.
Crês que eu espantaria?
A luz do dia espanta? e o rabo-ruivo matinal chilreando pelos bosques?
Eu espanto mais que eles?
.
Nesta hora conto coisas em confiança,
Talvez não conte a todos, mas te contarei.
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One Response to “Canção de Mim Mesmo, parte 19”
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