Canção de Mim Mesmo, parte 12
12
O jovem açougueiro despe seu traje de abate, ou afia sua faca na banca do mercado,
Me demoro desfrutando de sua réplica, arrasta-pé[1] e forrobodó[2].
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Ferreiros com peitos sinistros e peludos rodeiam a bigorna,
Cada um tem sua marreta, estão todos fora, há um grande calor no fogo.
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Da soleira entulhada de borralho sigo seus movimentos,
A torção elástica das cinturas equilibra os massivos braços,
Do alto os martelos balançam, do alto devagar, do alto seguros,
Sem pressa, cada homem bate em seu lugar.
[1] No original, shuffle: literalmente dançar arrastando os pés (forma de dança popular).
[2] No original, breakdown: uma dança agitada e ruidosa, uma farra (diversão popular).
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One Response to “Canção de Mim Mesmo, parte 12”
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