Canção de Mim Mesmo, parte 10

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Sozinho pelas selvas e montanhas caço,

Vagando maravilhado com minha própria leveza e júbilo,

No fim da tarde escolhendo um local seguro para pas­sar a noite,

Acendendo fogo e grelhando a caça ainda fresca,

Adormecendo num leito de folhas com cão e arma ao meu lado.

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O veleiro Ianque está sob suas velas, ele corta o corisco e a rajada,

Meus olhos fixam a terra, me dobro à proa ou grito alegremente do convés.

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Os barqueiros e marisqueiros levantaram cedo e me esperaram,

Meti a bainha das calças em minhas botas e fui e me diverti bastante;

Devias ter estado com a gente aquele dia ao re­dor do caldeirão de sopa.

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Vi o casamento do caçador ao ar livre no oeste longínquo, a noiva era uma moça vermelha,

O pai dela e os amigos dele sentaram com as pernas cruzadas e fumando emudecidos, eles ti­nham mocassins nos pés e cobertores grossos e grandes sobre os ombros,

Na margem descansava o caçador, vestido de peles, sua barba luxuriante e seus cachos prote­giam seu pescoço, segurava a noiva pela mão,

Ela tinha longos cílios, sua cabeça estava nua, sua melenas grossas e lisas desciam sobre seus mem­bros voluptuosos até os pés.

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O escravo fugitivo veio à minha casa e ficou do lado de fora,

Ouvi seus volteios estalando os galhos de lenha,

Pela meia-porta aberta da cozinha o vi manco e fraco,

E fui onde ele se sentou numa tora e levei-o para dentro e o apoiei,

E trouxe água e enchi uma tina para seu corpo suado e pés pisados,

E dei-lhe um quarto ao lado do meu, e dei-lhe algu­mas roupas limpas e grossas,

E lembro perfeitamente bem seus olhos revoltos e sua falta de jeito,

E lembro ter posto emplastros nos arranhões de seu pescoço e tornozelos;

Ele ficou comigo uma semana antes que se recuperasse e passasse ao norte,

Eu o fiz sentar-se ao meu lado à mesa, meu arcabuz encostado no canto.

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