Canção de Mim Mesmo, parte 1
Canção de Mim Mesmo
1
Eu celebro a mim mesmo, e canto a mim,
E o que assumo, tu assumes,
Pois todo átomo pertencente a mim também pertence a ti.
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Vagueio e convido minha alma,
Me curvo e vagueio à vontade e observo uma haste de grama do estio.
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Minha língua, todo átomo de meu sangue, formado deste solo, deste ar,
Nascido aqui de pais nascidos aqui de pais daqui, e seus pais também,
Eu, trinta e sete anos, em perfeita saúde inicio,
Esperando não cessar até a morte.
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Credos e escolas suspensos,
Recuando um momento satisfeito com o que são, mas nunca esquecido,
Ancoro para o bem ou mal, permito falar sob todo risco,
Natureza sem controle com energia original.
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4 Responses to “Canção de Mim Mesmo, parte 1”
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[...] poema “Canção de Mim Mesmo”, o primeiro dos doze na edição de 1855, tinha como título apenas o mesmo [...]
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[...] Canção de Mim Mesmo, parte 1 [...]
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Whitman canta o Todo e não apenas a parte, canta o eu, mas canta também o nós, o outro. Em átomos ou em adubo, ele é uno com o universo, com o cosmos e não teme a morte, pois que a morte é nada mais que transformação, vida em outra continuação, sob as solas do andarilho, na relva doce, na relva calma que tudo absorve. Até seus versos.
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[...] sua clássica introdução a esse mesmo poema é uma demonstração dessa unidade de maneira até [...]