A um Presidente

A um Presidente*

Tudo que estás fazendo e dizendo é para a América miragens oscilantes,
Tu não aprendeste da Natureza – da política da Natureza não aprendeste a grande amplitude, retidão, imparcialidade,

Tu não viste que somente tais coisas são para estes Estados,
E que o que for menos do que elas deve mais cedo ou mais tarde decolar destes Estados.

***

* Poema endereçado ao Presidente James Buchanan, em 1860, que representava para Whitman um completo fracasso democrático, que somente seria redimido por Abraham Lincoln.

Também vale a pena lembrar que as décadas de 1840 e 1850 se mostraram como o período de maior corrupção política na história dos Estados Unidos, em todas as esferas da política do país: municipal, estadual e federal. Essa foi a razão principal que levou Whitman a abandonar a política (após 20 anos de militância) e se voltar para a poesia.

A co-incidência é que venho fazendo a tradução de Folhas de Relva nos últimos 20 anos, que todos sabemos tem sido de profunda depressão moral na política de nosso país, em todas as esferas também.

3 Responses to “A um Presidente”

  • Lívia :
    Whitman tem toda a razão: só a política aprendida da Natureza ( solidadriedade, bem comum, imparcialidade) pode resultar na grandeza do Estado. Porém, os políticos ultimamente ( em especial no Brasil) tem sido exímios ignorantes dessa lição, e o Estado, tem paulatinamente deixado de existir como prática, para converter-se numa guerra silenciosa e civil entre bandidos pobres em busca de ascenção e classe média urbana em busca de segurança.
  • Muito legal o seu blog e os seus posts – o único problema é a grande quantidade de anuncios que dão uma aparência feia. Mas de reto, muito bom!
  • Gentil :
    Obrigado, Jussara.
    Vou buscar um equilíbrio entre textos e anúncios,
    pra não atrapalhar o leitor.
    Abraço.

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